terça-feira, 19 de abril de 2016

E AGORA TRABALHADOR? E AGORA POVO BRASILEIRO?

Marcelo Silles
Assistente Social


É factível hoje a demanda por uma independência laboral. Com direitos protetivos claramente ameaçados pelos representantes e defensores do grande capital, fica óbvio que o trabalhador terá que se auto-subsidiar em seus direitos trabalhistas.

Nas câmaras e senados defensores do grande capital e defensores dos trabalhadores, gladiam-se adiando sem nenhum remorso o desespero de pessoas que contam ao final de suas jornadas, com os benefícios conquistados e garantidos por lei. Um jogo cruel e desumano, vidas de cidadãos simples, são avaliadas em custos e benefícios em prol de um capital que explora, escraviza, massacra, humilha.

Em decorrência de fatores liberais e neos, carregado com discursos suaves talhados em sedas, palavras lascivas mascaradas com toques de méritos individualistas, falácias engodas encontraram um momento oportuno aproveitam-se da espetacularização de uma crise criada por eles, para lançarem mão de projetos, emendas e leis que atacam diretamente a vida do trabalhador.

Objetivados no firme propósito de transformar o trabalhador em seus reféns e eternos dependentes, esses cães da guerra na câmara e no senado, ensaiam sem cessar o Macbeth brasileiro em suas masturbações regicidas. Fica evidenciado o querer lastrear desses infames usurpadores que utilizam de duas casas que pertencem ao povo, para atenderem suas luxúrias e privilégios.

O mal vem a galope e com argumentos muito questionáveis. Sob a égide de um moralismo impregnado de opressão, esses cães da guerra exaltam sem esconder e sem medo de represálias, torturadores e assassinos militares como se fossem deuses.

Inventam um comunismo abrasileirado que só existem em suas mentes. No dia 17 de abril de 2016, foi um dia fatídico para todo o povo brasileiro, uma câmara comandada por bandidos, marginais escrúpulos da pior espécie, machistas, que incitam ao estupro, a tortura e o genocídio deram o seu sim para derrubar através do golpe o que não conquistaram democraticamente nas urnas. Foi uma verdadeira atração circense, dos mais horrendos seres, bestiais com total ferocidade para devorarem o garboso banquete.


Diante desse fenômeno episódico o sadismo a mostra, o povo brasileiro mais uma vez saiu perdendo. O verdadeiro povo, que defende a democracia, uma sociedade justa assistiu da geral de uma apoteose, presenças fantasmáticas histéricas, os sins em homenagens e sendo oferecidos para pais, mães, filhos, filhas, maridos, esposas, amantes, pelos fundamentos do cristianismo, pelo cachorrinho e a cachorrinha, tudo se disse mais o fundamental do espetáculo não foi em nenhum momento mencionado. Pobre trabalhador brasileiro. Eufemisticamente redatando valeu-se tudo neste dia 17 de abril de 2016, menos o respeito pelo povo brasileiro. 

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Precisamos repensar a militância preta.

Por: Bruno Rico

É preciso falar de alguns pontos que não são muito comentados dentro da militância social e, principalmente, dentro do movimento negro; é preciso colocar o dedo em algumas feridas.
Precisamos repensar a militância negra como um todo, e não estou falando de copiar exemplos bem sucedidos dos norte-americanos ou de outros irmãos pretos, estou falando de adaptar a nossa causa dentro dos nossos problemas, criar algo que permeie a nossa realidade.
Eu nunca saí do Brasil, mas sei que a realidade deste país-continente é única, suas peculiaridades territoriais, históricas e sociais constituem uma nação que precisa ter seus próprios métodos particulares de ativismo, e é isso que está faltando para nós!
Pense como seria ótimo se aqui no Brasil nós tivéssemos tido um Malcolm X, um Nelson Mandela, um Reverendo Martin Luther King, um pensador como Marcus Garvey, uma guerreira como a Rosa Lee Parks, um lutador-ativista como Muhammad Ali ou uma cantora-ativista como Nina Simone; não seria incrível? Pois é, seria, mas não tivemos. Infelizmente essa é a nossa realidade e precisamos encarar essa lacuna do nosso país, que por sinal diz muito a respeito do seu racismo institucionalizado, que fez com que os pretos não tivessem ídolos próprios, e ainda por cima fez com que estes mesmos pretos fossem tão alienados ao longo de todos esses anos.
Sabe aquele lance de congelar corpos humanos? Pois então, isso se chama criogenia, e analisando friamente a nossa história, parece que a maioria dos pretos deste país sofreu criogenia durante todo esse tempo, foi assim com minha mãe, minha avó, minha bisa e assim por diante. Mas a hora de ser descongelado chegou, porém precisamos de algumas adaptações urgentes para que a militância passe a ter realmente o efeito esperado.
Eu vou morrer dizendo que o movimento negro brasileiro precisa adentrar nas favelas, morros e periferias deste país, é lá que está o nosso público alvo! É lá que mora o genocídio que assola o nosso povo todos os dias. Mas muitos ainda preferem os debates acadêmicos, com citações de personalidades que o preto pobre sequer sabe quem é, pois na escola dele não deram isso, daí o entendimento fica totalmente desconexo. Mas sabia que tem muito preto militante que não gosta ou tem medo de militar e entrar em favela?
Pois é, cada dia eu ando conhecendo mais destes seres. Eu acho isso um absurdo, pois quando assimilamos o medo do branco elitista, é sinal de que a luta precisa ser revista urgentemente.
Eu sou morador de um morro aqui no Rio de Janeiro, esse mês mesmo morreu uma criança preta baleada com um tiro no peito, e cadê os movimentos? Não vi ninguém. Já cansei de dizer: se você tiver um movimento e quiser colar aqui na área, é só dar um alô, a massa da favela precisa urgentemente disso.
A partir disso eu já vi gente se desculpando e dizendo que o favelado não precisa de ajuda, que ele pensa por si só e que é mais fácil aprender com eles do que lhes ensinar algo. De fato o favelado é um ser extremamente sábio e altamente adaptável às mazelas da vida que lhe foi imposta, mas assim como qualquer grupo social, ele também precisa de referências, precisa de exemplos, de conhecimento, de base política, de direcionamento; do contrário ele vai seguir ateando fogo em ônibus quando algum dos seus morrer, e ainda vai achar que isso realmente vai mudar algo no seu cotidiano, e a sociedade raivosa vai continuar gritando que na favela só tem marginal.
A situação é extremamente grave, os pretos precisam se unir (de verdade), deixar de caluniar o outro que ganha mais destaque político que ele, deixar de sabotar o ato do irmão preto por puro egocentrismo. Aliás, essa é a palavra chave: Ego. Precisamos nos despir de nossos egos e entender que a nossa causa sempre vai ser coletiva e nunca individual, e o principal: entender que a nossa militância está cheia de falhas e isso precisa ser falado e mudado. Juntar vários pretos pra eleger um preto ou uma preta em um concurso de beleza é mole e é extremamente válido, mas também precisamos ir para o campo, praticar o olho no olho e juntar os pretos para invadir os guetos e mostrar para aquela criança preta – que ainda segue sem brinquedo e sem esperança – que ela pode ser um adulto próspero e aguerrido, pois ela vai ter em quem se espelhar. Mas essa criança precisa nos ver, nos sentir; seus pais também precisam entender que não estão sozinhos, a massa precisa entender que vai chegar um dia em que um preto vai cair e todos irão se levantar por ele; isso não é utopia, mas para chegarmos lá vai ser preciso muita autocrítica antes de tudo isso. Eu estou disposto, você está?
Esse texto pode ter parte 2, 3, 4 e por aí vai, pois o assunto é deveras extenso e complexo, todavia é extremamente necessário.

Nós por nós, sempre!
FONTE:https://afro21.wordpress.com/2016/04/14/precisamos-repensar-a-militancia-preta/

Wakaliwood: Conheça a incrível indústria de cinema nascida na favela de Wakaliga, no Uganda

Isaac Nabwaana é o fundador de Wakaliwood.
As definições de amor ao cinema foram atualizadas. Isso aconteceu quando um grupo de moradores da favela de Wakaliga, na capital do Uganda, se uniu — a despeito de todos os problemas que os cercam — e decidiu fazer arte. A sétima arte.
Um belo dia, o criativo Isaac Nabwana decidiu ser cineasta. Isso aí, cineasta, do nada. Pegou uma câmera usada, um computador montado de peças velhas, recrutou sua mulher, filhos, vizinhos e deu asas ao seu grande sonho. Alguns anos e mais de 40 filmes depois, o diretor já virou biografia norte-americana que documenta a sua proeza: erguer do nada, sozinho, uma nova indústria cinematográfica. A incrível Wakaliwood.
"Há tantas histórias no Uganda que são virgens, ninguém nunca realizou ainda", conta Isaac, fundador da admirável Ramon Film Productions. Sua ênfase à originalidade não é à toa. Da limitação de recursos, o cineasta autodidata encontra uma infinidade de maneiras, únicas, de transformar em filme o que sua imaginação projeta. O povo de Uganda visita Nova York, verte o Big Ben em jato, sobrevoa o Cristo Redentor, tudo através de colagens amadoras, sem nenhum filtro artístico pré-estabelecido, que transforma suas limitadas produções em algo único e muito divertido.
Ação é o gênero predileto em Wakaliwood, e onde se encaixa a obra seminal de Isaac Nabwaana, Who Killed Captain Alex?. Efeitos especiais caseiros, artes marciais inspiradas em filmes de Kung Fu com Chuck Norris, captação de som e imagem no improviso, tudo se funde ao ideal de cinema de seu criador: "Combinar a cultura do Uganda com a cultura dos western e dos [filmes] chineses", resume Isaac, mostrando que sabe bem o que quer, e que consegue o que quer. Basta conferir os trailer de seus filmes (ou eles inteiros) e ver que está tudo ali, à sua maneira.
E se engana quem pensa que Isaac Nabwaana se acomoda em suas limitações — ou que a admiração por seu trabalho reside apenas numa visão lúdica do fazer cinema de modo independente. Do nascimento de Wakaliwood, em 2009, ao filme Ani Mulalu (Crazy World), de 2015, nota-se uma clara evolução no cinema do Uganda. E um objetivo.
De modo colaborativo, os moradores de Wakaliga estão utilizando uma experiência de vida única, muito dura, para se inspirar, se unir e desenvolver uma verdadeira indústria de cinema, séria. Assim, eles estão desenvolvendo a sua arte, criando os seus próprios ídolos (Uncle Benon incorpora "Bruce Yu: o Bruce Lee do Uganda" ao ensinar artes marciais às crianças) e erguendo Wakaliwood como algo que vai muito além do entretenimento — como uma alternativa, uma esperança, uma nova realidade.
Veja você mesmo as imagens de Wakaliwood, e se encante com a criatividade dos moradores de Wakaliga. A essência do cinema, como não se vê muito mais por aí.
FONTE:http://www.msn.com/pt-br/cinema/galeria/wakaliwood-conhe%C3%A7a-a-incr%C3%ADvel-ind%C3%BAstria-de-cinema-nascida-na-favela-de-wakaliga-no-uganda/ss-AAgJdFA#image=1

Aimé Césaire – Discurso sobre o colonialismo

Download do Livro (Aimé Césaire – Discurso sobre o colonialismo)


Beatriz Cerqueira: Acordo golpista de Temer-Fiesp-Skaf destruirá direitos dos trabalhadores


Quem pagará a conta do Golpe?
 por Beatriz Cerqueira, especial para o Viomundo
Somos bombardeados com textos, avaliações, enfim, tantas informações que às vezes deixamos passar questões essenciais. O discurso de Michel Temer me alertou quando ele fala sobre um “acordo entre trabalhadores e empresários”. É preciso dizer claramente o que será o golpe na vida das pessoas comuns, caso ele seja aprovado. O que seria este “acordo” proposto pelo vice-presidente.
Na minha vida de professora da rede pública, o golpe se materializará no recuo da Lei do Piso Salarial Profissional Nacional. O PSDB já deu provas de que é contra a política de Piso, só lembrar de como Aécio Neves tratou a questão quando foi governador de Minas Gerais. Com um Congresso golpista será questão de dias até o fim do Piso Salarial. Também será o fim do investimento mínimo de 25% dos impostos em educação. Cada governo investirá o que quiser, sem pressão ou fiscalização. Já tem projeto de lei sobre isso no Congresso Nacional. Esqueçam  os 10% da riqueza produzida no país sendo investidos em educação. Não só não haverá investimento como viveremos uma onda de privatizações na educação básica pública.
Na universidade, encontramos uma turma achando que é bolsista só por mérito pessoal. Mas as cotas, Prouni, expansão do número de vagas, tudo isso aconteceu porque houve política pública. Foram opções do governo. Michel Temer não terá as mesmas opções. O dia seguinte ao golpe será o primeiro dia da privatização das Universidades Federais e dos Institutos Federais. O Secretário de Educação do Estado de São Paulo já disse que não se deve investir dinheiro público na educação. Deixa para o mercado. Privatização a vista!
Minha avó, assim como milhares de trabalhadores informais, era assistida pela Previdência Social. Isso será coisa do passado. A grande pressão é pela privatização da Previdência, área muito lucrativa para o mercado, que inventa que nas mãos do poder público é deficitária.
O mundo do trabalho também não será o mesmo. Para que uma hora de almoço se você pode comer em 15 minutos? Este é o pensamento da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e o projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional em que o negociado irá prevalecer sobre o legislado resolverá isso rapidamente.
Como também será dado o sinal verde para a terceirização sem limites. Para que concurso público se fica mais barato terceirizar? Para que investir em empregos de qualidade para a juventude se ela será terceirizada? Adoeceu, demite. Reclamou, demite. Morreu, só colocar outro no lugar. O Congresso cuidará de aprovar lei que proíbe até que o trabalhador recorra à justiça para tentar garantir seus direitos além da redução de jornada com redução de salário, imposta pelo patrão e aprovado pelo mesmo Congresso que votará o golpe.
O Sistema Único de Saúde (SUS) será privatizado.O projeto de lei para cobrar pelos serviços prestados já está em tramitação no Congresso Nacional.
Trabalhadoras domésticas com direitos? Coisa do passado. Se pudesse, a elite restaurava a escravidão no Brasil. Como não pode, cuidará de retirar seus direitos. O Congresso aprovará leis modificando o conceito de trabalho análogo a escravo. O projeto já está lá. Esperando o momento propício para votação e aprovação!
Empresas públicas para investimento em políticas como moradia, crédito para os pobres serão coisas do passado. O que o Fernando Henrique Cardoso não conseguiu privatizar, o Temer o fará, vendendo a preço de banana o nosso patrimônio. Não teremos o Estado investindo em políticas públicas.
Isso tudo a grande imprensa não vai mostrar, mas foi esta pauta de retrocessos que os 38 deputados aprovaram ao definirem pelo impeachment da presidenta Dilma.
Seremos nós trabalhadores e trabalhadoras que pagaremos a conta deste golpe!
Beatriz Cerqueira 
Coordenadora-geral do Sind-UTE/MG e presidenta da CUT/MG
FONTE:http://www.viomundo.com.br/denuncias/beatriz-cerqueira-o-que-acontecera-aos-trabalhadores-no-dia-seguinte-ao-golpe-de-temer-congresso-patronal-e-entreguista-fiesp.html

Ouça “AR-15”, o ‘trap das armas’ do insano Funkero


Hoje o rapper Funkero soltou mais um single do aguardado disco sucessor do “Em Carne Viva“. A nova música leva o nome do potente “AR-15“, fuzil também conhecido como “M16” utilizado pelo exercito dos Estados Unidos.

A instrumental é do NOX — produtor recorrente no disco Se7e, do Ber. O som fala das armas e crime no Rio de Janeiro, e vem com tudo que um bom trap obscuro precisa: peso no beat, levada bem encaixada e ideias cabulosas que não podem ser mostradas na grande mídia.


A mixagem e masterização é de Daniel Sydens. O álbum “Psycho” segue sem data de lançamento.

Trecho da música:
Isso é RJ, parece Oriente Médio
Chovendo trassante, cortando prédio
Colete estraçalha, bala de 
titânio
Um tiro, uma morte, óbto é instantâneo

FONTE:http://www.rapnacionaldownload.com.br/33125/funkero-ar-15-psycho-musica/

25 Privilégios de que Brancos usufruem simplesmente por serem Brancos


Reconhecer os próprios privilégios é o primeiro passo para entender sistemas de opressão e lutar contra eles.



Das muitas coisas que me reviram o estômago de desgosto e frustração todos os dias, ter homens constantemente questionando e ridicularizando as minhas experiências como mulher em um mundo machista está bem próximo do topo da lista.


Hum, me fala mais sobre como você, homem que nunca precisou se preocupar com a possibilidade de assédio e estupro ao sair na rua, não acredita que o problema de violência sexual contra mulheres é tão grave assim.

“Vitimista” costuma ser o xingamento preferido desses homens, que sem conhecimento de causa classificam os obstáculos e violências de que somos vítimas como invenções ou exageros. É uma forma de tentar nos calar, mas também de se proteger. Afinal, ao ridicularizar o papel da vítima, eles se veem livres da responsabilidade de assumir que usufruem de uma série de privilégios que lhes são garantidos simplesmente por serem homens.
O reconhecimento pleno e completo desses privilégios lhes mete muito medo. Uma porque ao fazê-lo, o indivíduo inevitavelmente precisa se reconhecer também no papel de opressor/agressor. E outra porque a partir desse reconhecimento não há mais justificativas para não iniciar um processo de mudanças profundas em termos de comportamentos, atitudes e visões de mundo (a não ser que você seja um babaca, é claro). Porque esses dois desdobramentos podem ser profundamente dolorosos, muitos homens se acovardam e optam por negar seus privilégios, utilizando-se deles, ironicamente, para descreditar as palavras, pensamentos, testemunhos e experiências de mulheres.
É um mundo muito doido.

Algo muito similar acontece entre brancos em relação ao racismo. Assim como no caso do machismo, ao negar que existe racismo essas pessoas se veem livres da responsabilidade de lutar contra ele e de reconhecer que muitos dos privilégios de que usufruem por serem brancas lhes são dados em detrimento de pessoas negras. Elas não querem se reconhecer como opressoras nesse sistema, por isso descreditam as palavras, pensamentos, testemunhos e experiências de pessoas negras (ironicamente, utilizando-se de privilégio branco, assim como os machistas utilizam o seu privilégio patriarcal contra as mulheres).
Os exemplos de brancos que negam que têm privilégios são vários. Normalmente, eles o fazem quando a discussão gira em torna de políticas sociais que beneficiam pessoas negras, como se elas estivessem recebendo coisas de mão beijada, enquanto os brancos, pobrezinhos, precisam ralar para conquistá-las. Infelizmente, eles não conseguem enxergar como os brancos se beneficiam de várias formas pelo simples fato de serem brancos.
“Affe! Nasci pobre, fodido, já passei fome, ralei três empregos ao mesmo tempo pra conseguir estudar e sou branco! Nunca tive privilégio nenhum!” – alguém aí está dizendo.
Pois é, o que é urgente que as pessoas entendam é que o racismo garante a opressão, a pobreza e a privação de direitos dos negros. Ele não tem pretensão nenhuma de melhorar a vida de brancos. Como muito bem disse o jornalista Touré“Só porque alguém não conseguiu capitalizar com sua vantagem, não significa que a pessoa não a tenha. Se você perde um jogo em casa que já começou com dois pontos de vantagem para o seu time, isso não apaga o fato de que você começou na frente”.Um país pode ter brancos e negros igualmente miseráveis, mas o racismo é um agravante que vai fazer com que seja muito mais difícil para os negros deixarem de ser miseráveis. Não é a toa que a maioria dos pobres no Brasil são negros

Mas que privilégios são esses de que os brancos usufruem, você pergunta? Ora, eu fiz uma listinha! Mas lembre-se: o objetivo aqui não é ficar se sentindo culpado, mas sim se tornar consciente e, consequentemente, um agente de mudança. Afinal, não fomos nós que começamos essa história toda, mas a culpa é, sim, toda nossa, se nos recusamos a abrir os olhos para o fato de que ela ainda não acabou.

25 Privilégios de que Brancos Usufruem Simplesmente por Serem Brancos


1 – Eu não preciso pensar no que significa para mim e para a minha família a estatística de que 77% das vítimas de assassinato no Brasil são negros.
2 – Não preciso ter medo que meu filho corra o risco de ser uma das 28 crianças e adolescentes que são assassinadas todos os dias por policiais no Brasil.


111 – CENTO E ONZE – tiros de fuzil e pistola, disparados por policiais militares, contra 5 – CINCO – jovens desarmados, felizes, comemorando o primeiro salário de um deles em uma agradável noite na cidade maravilhosa. O genocídio de jovens negros no Brasil é real.

3 – Tenho certeza de que ganho o mesmo tanto do que a minha colega branca ganha e não a metade.
4 – Não preciso me preocupar se o meu cabelo ou a cor da minha pele vão me impedir de conseguir um emprego.

5 – Não preciso pensar no que significa para mim a informação de que o assassinato de mulheres negras aumentou 54% na última década. Ou de que mulheres negras tem três vezes mais chances de serem estupradas do que mulheres brancas.
6 – Se eu me mudar para um bairro rico, não preciso me preocupar se os vizinhos vão ser desagradáveis comigo e com a minha família.
7 – Se o meu filho estudar em uma escola particular, não preciso me preocupar se ele vai ser discriminado por ser o único branco da turma.

8 – Ao ligar a TV, ler uma revista ou assistir um filme, as pessoas que vejo retratadas têm a mesma cor de pele que eu.
9 – A História que eu aprendi na escola é a História de um povo tem a mesma cor de pele que eu.
10 – Todos os heróis, inventores, estudiosos, cientistas, guerreiros que aprendi na escola têm a mesma cor de pele que eu.
11 – Todas essas histórias com protagonistas e heróis brancos fortalecem a minha autoestima e o meu senso de importância na sociedade.
12 – Posso emitir minha opinião sobre diversos assuntos sem me preocupar com a possibilidade de ser vista como uma representante de toda a minha raça.

13 – Se eu conseguir um emprego muito bom, não preciso temer que as pessoas pensem que eu consegui a vaga não por competência, mas para cumprir cotas.
14 – Eu posso falar que fiz faculdade com a certeza de que as pessoas não vão achar que roubei a vaga de alguém mais competente.
15 – Eu posso andar na rua à noite sem fazer com que as pessoas apertem o passo ao me avistarem.
16 – Eu não me preocupo quando passo por um bloqueio policial, pois sei que não tenho o perfil que os policiais automaticamente consideram suspeito.

17 – Eu posso resolver me tornar médica sem me preocupar se os pacientes vão pedir por outro médico quando me encontrarem.
18 – Posso ser mal-educada, ignorante, ir mal na escola, deixar a desejar na higiene pessoal, sem que essas características sejam associadas à cor da minha pele e automaticamente atribuídas a todas as outras pessoas de pele branca.
19 – Se eu trançar o cabelo e fizer tatuagens mil, as pessoas podem me considerar estilosa, criativa, artística, meio doidinha, mas dificilmente uma “marginal”, “cabelo ruim”, “baderneira” ou “parasita social”. 
20 – Nunca passei ou me preocupei em passar pelo constrangimento de ter namorados com medo ou vergonha de me apresentar para suas famílias.
21 – Não preciso ter medo de passar pelo constrangimento de ser confundida com a babá de meus próprios filhos. 
22 – Se eu fosse uma criança órfã, teria mais chances de ser adotada do que uma criança negra. 
23 – Se eu entrar sozinha em uma loja, dificilmente vou ser monitorada ou acusada de tentar roubar alguma coisa. 
24 – Posso dirigir um carro muito bom e ter a certeza de que as pessoas não vão achar que é roubado ou que eu fiz alguma coisa ilícita para comprá-lo.

25 – Posso me dar ao luxo de me afastar da discussão sobre o racismo quando ela fica desconfortável demais.




FONTE:http://www.geledes.org.br/25-privilegios-de-que-brancos-usufruem-simplesmente-por-serem-brancos/?fb_ref=a08f16b950084aa4be4a37a287e8e6ea-Facebook

terça-feira, 12 de abril de 2016

“Straight Outta Compton” é premiado no MTV Movie Awards 2016 e elenco alfineta Oscar


AlgumasPremiações norte-americanas deste ano foram dominadas pela controvérsia do #OscarsSoWhite que, além do Oscar, acabou esbarrando no Grammy e atraindo boicotes às premiações ‘embranquecidas’ através de diversos artistas negros.

Um dos pontos para o início dos protestos foi a falta de indicações para o aclamado filme biográfico do N.W.A., o drama “Straight Outta Compton” — o blockbuster acabou ficando de fora das principais categorias do Oscar, feito que desagradou diversos críticos do cinema, além de, claro, mostrar o racismo institucional na academia.


Mais de um mês depois de ter sido ignorado pela premiação, “Straight Outta Compton” teve seu momento de reconhecimento no “MTV Movie Awards“, onde o filme ganhou a categoria “Filme Baseado em História Real“, entregue pelas mãos de ninguém menos que Kendrick Lamar — ao contrário do Oscar ou Grammy, as votações do tradicional prêmio da MTV são abertas ao público.


O elenco do filme entrou no palco para receber a premiação ao lado de Dj Yella, membro original do N.W.A. Já o ator Jason Mitchell (interprete de Eazy-e) usou sua fala para satirizar o #OscarsSoWhite: “Eu só gostaria de ter um momento para agradecer à Academia – quero dizer MTV” falou, fazendo uma leve crítica ao Oscar pela falta de reconhecimento com “Straight Outta Compton”. O atorO’Shea Jackson Jr. (interprete do Ice Cube) também disparou palavras de movimento que você confere no vídeo acima  — lembrando que o ato contra a falta de diversidade no Oscar 2016 está rendendo mudanças inéditas no método e representantes da Academia da premiação.

A categoria “Filme Baseado em Fatos Reais” ainda tinha concorrentes como  “Um Homem Entre Gigantes“, “Joy: O Nome do Sucesso“, “Steve Jobs“, “A Grande Aposta” e “O Regresso“. O filme biográfico do N.W.A. ainda concorria nas categorias “Filme do Ano” e “Atriz/Ator Revelação” com O’Shea Jackson Jr.

Veja a lista completa dos vencedores do MTV Movie Awards 2016.

FONTE:http://www.rapnacionaldownload.com.br/33029/straight-outta-compton-nwa-mtv-movie-awards-2016/

Rap é Compromisso, disco do Sabotage ganha relançamento em vinil duplo


Sabotage, um dos maiores nomes que o rap nacional lançou em sua meteórica carreira um único álbum de estúdio, “Rap é Compromisso“, que hoje já é corriqueiro chamarmos ele de obra-prima. E esse único projeto acaba de ganhar relançamento em uma edição em vinil duplo.

Rap é Compromisso” chega às lojas remasterizado e prensado na Europa, com capa gatefold, fotos inéditas no encarte e ainda dois remixes exclusivos criados nos anos 2000: “Um Bom Lugar” por Dj Nuts; e “Cocaína” pelo falecido Dj Primo.


O projeto é executado pelo selo Somatória do Barulho e chega no dia 22 desse mês — mês (abril) que Sabotage completaria 43 anos. Você já pode participar da pré-venda aqui. O valor para compra é R$130,00.


Além do prometido disco de inéditas que não sai, nos últimos anos, Sabotage ganhou diversos materiais novos. Entre eles saiu duas faixas inéditas em 2015 (“Respeito é Lei” e “Alto Zé do Pinho“). Sabota também ganhou os documentários “Sabotage Nós” e “Maestro do Canão
Lista de músicas de Rap é Compromisso
  1. Introdução
  2. Rap é Compromisso
  3. Um Bom Lugar
  4. No Brooklin
  5. Cocaína
  6. Na Zona Sul
  7. A Cultura
  8. Incentivando o Som
  9. Respeito é Pra Quem Tem
  10. País da Fome
  11. Cantando pro Santo
FONTE:http://www.rapnacionaldownload.com.br/33038/rap-e-compromisso-sabotage-vinil-lancamento/

GANGSTA RIC - Hip Hop / Chicano Rap / West Coast







Mano Brown se posiciona sobre a crise política e revela detalhes do álbum solo em programa de rádio


Na última sexta-feira (8), Mano Brown participou do programa “Alta Frequência” da rádio BandNews FM. Brown trocou uma ideia com a jornalista Tatiana Vasconcellos e a conversa rendeu alguns assuntos interessantes, entre eles o álbum solo do Brown, “Boogie Naipe”, a parceria com o Naldo em “Benny e Brown” e também o posicionamento do rapper em relação ao cenário político brasileiro.

Disco “Boogie Naipe”

Sobre o álbum Brown revelou que o projeto terá 30 musicas e 12 colaborações no vocal. Sobre o romantismo que o disco propõe trazer, Mano Brown afirma que é uma evolução e diz que o romantismo que o Racionais carrega estará concentrado no disco — Apesar do conteúdo pesado das letras do Racionais Mc’s, a maioria de suas instrumentais utilizam samples de clássicos da música romântica mundial.
Brown ainda afirmou que o disco está sendo feito com uma roupagem bastante atual, com produtores jovens e que reflete as ruas de hoje. “A maioria dos meus roles é na quebrada. Quem me conhece sabe disso“, disse.




Crise Política

Sobre o momento político do país, o cantor acredita que exista muita hipocrisia. “Se você sabe que seu país passa por uma crise e você investe no dólar, você está sangrando seu país. Se você compra um celular roubado, você está contribuindo para isso… É muita hipocrisia. Eu também luto contra a hipocrisia contra o nosso movimento. Onde a verdade não vale, o que vale é a aparência“, disse.

Mano Brown também acredita que o país foi sabotado. “Acho que há muitos interesses para que o Brasil não continuar nesse caminho (igualdade social)” diz, “tem gente que não ta contente com as divisões que foram feitas após o governo Lula. Tem gente que vivia muito melhor, tipo… Vivia do privilégio, não da justiça, entende?!“. E exemplifica: “Na nova divisão o dinheiro teve que ser compartilhado/repartido com uma parte da população que não via dinheiro, não comia, não vestia, não tinha vontade de viver mais“.

Brown ainda reafirmou que não está defendendo o atual governo. “Não to aqui defendendo nada. Quem errou tem que pagar seja quem for, tendeu?! Pode ser o Mano Brown, pode ser o Papa Francisco, pode ser quem for, errou tem que pagar mano.


E pra finalizar o líder do Racionais diz que as pessoas que querem entrar no poder através de impeachment estão com outras ambições: “O triste é ver que eles não estão preocupados com o Brasil, eles só tão preocupados em substituir quem tá no poder. (…) Ninguém tá preocupado em resolver o problema“. Confira na íntegra — a ideia do disco é logo no início, já a parte da crise política é a partir dos 3:30:


Parceria com Naldo


Segundo cantor, o Brasil trabalha o preconceito de forma sofisticada. “O Naldo também expressa o lugar de onde ele vem. Eu, por ser de São Paulo, por ter minhas particularidades, achei interessante essa mistura com o Rio de Janeiro. Não achei que seria tão polêmico“, disse.

No decorrer do caminho, descobri que tinha que lidar com vários preconceitos. O Brasil trabalha o preconceito de uma forma muito sofisticada. Está tudo meio reacionário. Até caras que escutam Racionais conseguem ser reacionários, racistas e carregados de preconceito com eles mesmos“, completou.

Mano Brown ainda criticou quem acredita que o rap se afastou da periferia por não falar mais violência. “Acho que tem muita gente vivendo uma vida boa e querendo ouvir música de morte. O cara está lá na sua academia, ouvindo sobre violência na periferia. É um fetiche, uma curiosidade mórbida, mas a revolução não é isso. Revolução é nas pequenas e nas grandes coisas. Revolução não se faz apenas no rap. Você pode ser revolucionário sendo servente de pedreiro ou atendente de balcão de lanchonete“, explicou.

FONTE:http://www.rapnacionaldownload.com.br/33016/mano-brown-sobre-a-crise-politica-e-album-solo/