segunda-feira, 13 de novembro de 2017

NOVEMBRO PRETO: QUE TIPO DE NEGROS (AS) NÓS DEVEMOS LUTAR E DEFENDER?

Mais uma vez, sem querer chato, mas martelando na mesma epístola, novamente cito aqui a necessidade do revisionismo que devemos ter em relação aos nossos.

Na semana que se passou, precisamente na data de 10/11/2017, sofri um ataque pessoal de ofensas do pior baixo nível em direção a pessoa que mais amo no mundo: a minha mãe. Mas esse episódio, não foi a único a ocorrer para que esse pensamento em relação aos nossos, fosse difundido.

Também tive um embate, com mulheres negras em razão de uma publicação minha regional, criticar a postura da maioria das mulheres negras locais, em não apoiar o rap e hip hop mas se sentirem no direito de criticá-lo. Pra quê, fui atacado de diversas maneiras nas redes sociais, ataques esses dirigidos a mim, em que as atacantes se quer procuraram saber do que se realmente se tratava. E novamente o nome da minha mãe entrou no meio.

Tem uns três anos, que estou receoso nessa nossa luta, por causa dessas agressões radicais e muita das vezes gratuitas deferidas pelos nossos. O fervor da luta que antes germinava com total afinco, hoje gradualmente vai ser tornando algo em diluição.

Abaixo deixo um link, de mais um ataque gratuito sem sentido, sofrido por um dos nossos, negro que sempre lutamos pela sua melhoria também, ataques deferidos numa publicação de um vereador. Deixo também o link da publicação para que entendam, a crueldade insana dessas ofensas dirigidas a minha mãe sem sentido.

Abraços fraternos a todos.

MARCELO SILLES
ASSISTENTE SOCIAL, RAPPER E PRESIDENTE DO DIRETÓRIO ESTADUAL DO FRENTE FAVELA BRASIL DO ESPÍRITO SANTO


Link da postagem que originou os debates e a ofensa: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1595819677145911&set=a.368963009831590.83075.100001536831269&type=3&theater&comment_id=1596316367096242&notif_t=like&notif_id=1510397056442096




terça-feira, 7 de novembro de 2017

Como a ditadura perseguiu militantes negros

Documento inédito mostra como a repressão monitorava integrantes do então embrionário movimento negro brasileiro.
Abdias do Nascimento, entre outros integrantes do movimento, foram espionados
Com medo de que a luta pela igualdade racial crescesse à luz de movimentos internacionais como o Panteras Negras e se voltasse contra a polícia, a ditadura passou a seguir os passos de militantes e reuniões do embrionário movimento negro brasileiro.
Documento de 24 de outubro de 1979 mostra como o IV Exército, no Recife, descrevia um foco de “problemas”. “A partir de 1978 apareceu um novo ponto de interesse da subversão no País, particularmente nos estados do Rio de Janeiro e, com mais ênfase, na Bahia: a exploração do tema racismo, procurando demonstrar a sua existência e colocar o negro brasileiro como motivo de discriminação”, diz o texto de sete páginas. 
O relatório nunca antes divulgado revela que o “método” utilizado para a obtenção das informações deu-se pela “infiltração em entidades dedicadas ao estudo da cultura negra, por meio de palestras em reuniões e simpósios”, como a IV Semana de Debate sobre a Problemática do Negro Brasileiro, em abril de 1978 na Bahia. A temática das palestras, segundo os militares, tratava de temas como “a tão falada democracia racial não passa de um mito”, “o racismo no Brasil é pior do que no exterior, porque é sutil e velado”, “a existência da Lei Afonso Arinos, contra o racismo, é prova de que ele existe”, “a Abolição da Escravatura foi imposta pelas necessidades da economia capitalista e não por uma preocupação sincera com a situação do negro”. 
O documento havia sido solicitado em 11 de junho, por meio da Lei de Acesso à Informação, ao Comando do Exército, que oito dias depois respondeu não possuir arquivos sobre o monitoramento de ativistas negros. A Controladoria-Geral da União (CGU) encontrou, no entanto, o relatório no Arquivo Nacional, em Brasília, há duas semanas. Segundo o ouvidor-adjunto da CGU, Gilberto Waller, esta é a primeira vez que se encontra um documento confidencial elaborado exclusivamente para tratar do tema, quando o que se via até então eram trechos e citações a outros textos. “Vemos que o Estado se preocupou com o movimento negro a ponto de ter classificado as informações”, explica. “Na visão da CGU, em termos de acesso à informação, é um grande ganho conseguir algo de valor histórico tão relevante.” 
O relatório, cujo rodapé alerta: “Toda e qualquer pessoa que tome conhecimento de assunto sigiloso fica, automaticamente, responsável pela manutenção de seu sigilo. Art. 12 do decreto no 79.099, de 6 de janeiro de 1977”, cita a mobilização nacional em torno da formação do movimento contra a discriminação racial. “Os grupos do Movimento Negro de Salvador são: Ialê, Malê, Zumbi, Ilialê, Cultural Afro-Brasileiro. Esses grupos apresentaram, no dia 8 julho de 1978, ‘moção de solidariedade aos integrantes do movimento paulista contra a discriminação racial, pelo ato público antirracista do Viaduto do Chá’”
O objetivo era evitar que a luta pelos direitos civis nos Estados Unidos alcançasse o País"
O ato, segundo a socióloga Flavia Rios, autora da tese Elite Política Negra no Brasil: Relação entre movimento social, partidos políticos e estado, diz respeito à marcha que saiu naquele dia do Viaduto do Chá em direção ao Teatro Municipal para a criação do Movimento Unificado contra a Discriminação Racial, que mais tarde se tornaria o Movimento Negro Unificado Contra a Discriminação Racial. “Ele é formado por ativistas de várias regiões do País, tem essa característica nacional”, conta a também coautora da biografia sobre a militante negra Lélia Gonzalez. “Havia uma preocupação da ditadura de que ideais do movimento armado Panteras Negras, por exemplo, e da luta dos direitos civis americanos pudessem chegar aqui. Por isso, o regime acompanhou vigilantemente manifestações políticas e encontros.”
O informe até pouco considerado inexistente fala ainda sobre uma “campanha artificial contra a discriminação no Brasil” e lembra que, “em virtude das restrições políticas”, o Movimento Negro de Salvador passou a realizar reuniões paralelas e a adotar organizações celulares, com base nos “centros de luta”, compostos de três integrantes. A capital baiana teria sete desses centros, cuja função era “mobilizar, organizar e conscientizar a população negra nas favelas, nas invasões (de terras urbanas), nos alagados, nos conjuntos habitacionais, nas escolas, nos bairros e nos locais de trabalho, visando a formar uma consciência dos valores da raça”.
Além do encontro nacional do Movimento Negro de Salvador, entre 9 e 10 de setembro de 1978, no Rio de Janeiro, os arapongas descrevem a Terceira Assembleia Nacional do Movimento Negro Unificado, em 4 de novembro de 1978, na capital baiana, com militantes de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Espírito Santo. Citam o Congresso Internacional da Luta contra a Segregação Racial entre 2 e 3 de dezembro de 1978, em São Paulo. E relatam o ciclo de palestras do Núcleo Cultural Afro-Brasileiro, no segundo semestre de 1978 em Salvador, do qual participaram opositores como o deputado federal baiano Marcelo Cordeiro e o paulista Abdias do Nascimento, professor emérito na Universidade de Nova York. Além do acadêmico, são citados militantes monitorados como José Lino Alves de Almeida e Leib Carteado Crescêncio dos Santos, além do senador baiano Rômulo Almeida e “agitadores angolanos no movimento negro, caracterizados como refugiados da guerra civil”.
Em relação ao teor da agenda do Movimento Negro à época, os repressores ressaltam que a pauta era composta de pontos como a necessidade de se contestar o regime, aprofundar o engajamento no movimento pela anistia, projetar no exterior a imagem do “mito da democracia racial brasileira”, escolher o 20 novembro para o Dia Nacional da Consciência Negra, melhorar as condições de emprego da população negra, e buscar dar fim à sua marginalização na sociedade e à maior proporção de negros nas penitenciárias. 
Estima-se que 42 dos 434 mortos e desaparecidos políticos durante a ditadura eram negros.
FONTE:https://www.ceert.org.br/noticias/direitos-humanos/8389/como-a-ditadura-perseguiu-militantes-negros

Frente Negra Brasileira: Gestando um projeto político para o Brasil

Dia 16 de Setembro de 1931 foi a fundação da Frente Negra Brasileira o primeiro partido de  afro brasileiros, um importante marco histórico e político para o movimento negro.
Confira a seguir um texto escrito pelo Márcio Barbosa, do Quilombhoje Literatura:  
Nem sempre o protagonismo afro-brasileiro é lembrado de forma positiva ao longo da história. A nós os relatos oficiais geralmente reservam o papel de coadjuvantes nos grandes eventos, especialmente naqueles que ajudam a definir a situação sociopolítica do país. Quando não nos dão esse papel, tentam desqualificar nossa luta rotulando-a de diversas maneiras negativas.
No entanto, uma consulta a livros e teses que vêm sendo produzidos ao longo dos anos dentro da própria comunidade e por estudiosos, afrodescendentes ou não, revela que o protagonismo do povo negro ao longo da história foi e é muito intenso.
O pós-abolição, por exemplo, é rico em termos de criação de associações afro-brasileiras, na sua maior parte com atividade de lazer e de cultura. Outras entidades tinham caráter assistencialista. Algumas se dedicaram à publicação de jornais numa época em que os índices de analfabetismo eram terríveis.
Em São Paulo uma das entidades mais conhecidas foi o Centro Cívico Palmares, fundado em 1926. Essa associação ultrapassou os limites das entidades recreativas ao pautar o tema da participação política.
Em 1931 surgiu a Frente Negra Brasileira, aprofundando os temas que o Palmares esboçara e atingindo um nível de organização e atuação que a faria ser lembrada através das décadas. Fundada no dia 16 de setembro no salão das Classes Laboriosas, constituiu sede posteriormente na Casa de Portugal, na avenida Liberdade, na cidade de São Paulo. Nesse local, a Frente Negra manteve escola, departamento de assistência social e jurídica, grupo de teatro, jornal, além de promover palestras e os grandes bailes organizados pelo grupo das Rosas Negras, dentre outras atividades.
É importante notar o contexto em que a Frente Negra surge. Em depoimento para o livro “Frente Negra Brasileira”, Aristides Barbosa afirma que, ao chegar em São Paulo vindo da cidade de Mococa, encontrou no bairro da Bela Vista os homens negros desempregados nas ruas. As mulheres é que, trabalhando como domésticas, arcavam com o sustento das famílias.
Na época grassavam as absurdas teses do racismo científico, para o qual negros e mulatos formavam uma raça degenerada e por isso estavam fadados ao desaparecimento. Entre os adeptos dessa concepção de raça estavam Nina Rodrigues e Monteiro Lobato. Essas teses transformaram-se em políticas públicas, com o incentivo à imigração europeia dando corpo ao desejo de embranquecimento, pois para os ideólogos do Brasil do início do século o país só atingiria o status de “civilizado” quando a “raça degenerada” desaparecesse do seio de sua população. Os anúncios de jornais da época estampam anúncios que procuram por empregados brancos.
Nesse sentido a Frente Negra estabeleceu um projeto político de inclusão do povo negro na sociedade brasileira. Nos estatutos da Frente afirma-se que a entidade “visa à elevação moral, intelectual, artística, técnica, profissional e física; proteção e defesa social, jurídica, econômica e do trabalho da Gente Negra”.
Esse objetivo amplo foi perseguido com tenacidade, podendo-se destacar nesse passo algumas diretrizes centrais de ação: a construção da ideia de comunidade, independentemente de cor de pele, com uma história comum, um passado comum, com heróis como Zumbi e Henrique Dias;elabora-se aqui uma identidade negra; a educação como um fator de superação da situação atual (a educação pode ser formal, como na escola frentenegrina, mas pode ser mais geral, humanista, como nas palestras, no teatro, nas leituras de poesia, no incentivo à leitura de livros); atuação político-partidária para alcançar objetivos mais amplos.
Deve-se notar que essa ação é pensada em termos nacionalistas. Para os frentenegrinos, o negro, por sua contribuição à construção do país, deve levar sua luta em termos nacionais, tem direito à terra, tem direito a participar da vida política e da tomada de decisões e especialmente deve pensar na disputa de poder. Embora houvesse informação dos movimentos internacionalistas, como o da volta à África, de Marcus Garvey, a Frente concebe sua atuação somente em termos de Brasil.
A unidade pretendida pela Frente Negra teve resultados concretos. Alguns autores afirmam que ela chegou a ter duzentos mil filiados em todo o Brasil, com ramificações em vários Estados. No Recife, o poeta Solano Trindade chegou a criar a Frente Negra Pernambucana. A carteirinha da Frente valia como um documento de identidade. Em 1936 a Frente foi registrada como partido político. O primeiro partido político negro brasileiro.
Dirigida por afro-brasileiros que tinham superado a barreira do analfabetismo e se tornado professores, a Frente teve de lidar com diversas contradições. Seu primeiro Presidente, Arlindo Veiga dos Santos, era patrianovista, isto é, monarquista, e, embora sempre afirmasse que essa sua posição não interferia em seu papel como frentenegrino, as maiores críticas à Frente e muitas das cisões que surgem derivam dessa postura e da linha autoritária que a diretoria teria imprimido à Frente, com a formação, por exemplo, de uma milícia. Logo no seu início, o grupo do jornal Clarim da Alvorada, de José Correia Leite, rompeu com a Frente Negra. Na Revolução de 1932, ela decidiu por se manter neutra, não aderindo à luta empreendida pelos paulistas. No entanto, houve uma cisão e de dentro da Frente saiu um grupo que formou a Legião Negra para lutar ao lado dos paulistas.
Em 1937 um decreto de Getúlio Vargas que colocava na ilegalidade todos os partidos políticos atingiu também a Frente Negra, provocando seu fechamento. Ela ainda tentou se rearticular como União Negra e depois como Clube Recreativo Palmares e, em décadas posteriores, houve tentativas de se reconstruir a Frente Negra empreendidas por Francisco Lucrécio (ex-primeiro secretário), e outros, mas a época de ouro havia terminado.
Porém, a Frente permanece atual, talvez porque tenha tido o mérito de elaborar um projeto político para o negro e para o Brasil. Nesse projeto político de inclusão, a raça seria um fator de mobilização e coesão, e não de segregação, como vista e sentida no dia a dia. Agindo no sentido de privilegiar a educação, a ação cultural e a participação política baseada no que poderíamos chamar hoje de voto étnico, suprapartidário, a Frente supriu carências imediatas de parte da população negra. Ainda surgirão muitos estudos sobre a Frente, muitos deles tentando desqualificá-la, mas os temas que pautou permanecem atuais.


FONTE: https://www.ceert.org.br/noticias/direitos-humanos/8278/frente-negra-brasileira-gestando-um-projeto-politico-para-o-brasil

domingo, 5 de novembro de 2017

A gente ainda escreve sobre a gente




DIA DA FAVELA - 04 DE NOVEMBRO


Bruprec Engatilhado Ao vivo Lançamento da coletânea da Dogguetto




REVER POSTURAS SE FAZ NECESSÁRIO E URGENTE.

A necessidade absurda de termos que nos socializar enquanto lado de uma classe corrobora praticamente em tudo que jaz algum tempo venho afirmando. O atual governo sofre um forte desgaste e surfa na própria impopularidade, definhando acometido de total incompetência e teor de insignificância em que se tornou tamanha egocêntricidade as artimanhas desse golpe muito mal orquestrado.

Muitos que se dizem nossos representantes do povo favelado e periférico, na verdade estão a tiracolo servindo somente a propósitos circenses de propaganda desse governo impopular e corrupto. Esses tiracolos tem total conhecimento de causa, mas se colocam em circunstâncias atenuantes que consternam-se em projetos construtivamente controversos. Muitos são insensíveis às investidas do Planalto em tipificar condições degradantes e análogas e aos poucos, pelas beiradas, revogar por completo a Lei Áurea e legalizar a escravidão.

Uma obtusidade gourmetizada num silêncio ensurdecedor, um falso moralismo camuflado carregado de imbróglios em pleonasmos truanescos que se quer disfarçam para o aspecto peculiar claro e abjeto sistematicamente do mercadologicamente interessante. A de se considerar em juízo de valor, nunca se chegou a um denominador comum no concernente as nossas demandas de causa de cunho coletivo, nosso povo sempre se pôs em divisão e ao desserviço nosso para deleite e prazer da elite branca bandida e corrupta.

Atenta-se para quem defendemos e se vale a pena os defender. Continuamos fora das mesas de negociações, nossas pautas sempre estão e estarão fora das articulações políticas se não tomarmos medidas cabíveis em relação aos nossos que não somam. Algo tem que ser feito urgente. Necessitamos de planos de contingências com teses astutas e objetivas que atinjam diretamente na ferida e façam aqueles que não complementam entenderem a real situação na qual se colocam.

Somos a maioria da população, mas ao mesmo tempo parecemos sermos um contingente irrisório que não causa o impacto que deveria pressionar. Nadamos contra a corrente há décadas e precisamos rever esses fatores internos que nos atrasam e impedem o nosso avanço. Refletindo sobre esse questionamento, sigamos firmes e fortes na Frente.

MARCELO SILLES
Assistente Social, Rapper e Presidente do Diretório Estadual do Frente Favela Brasil Capixaba.





Conduta MC´s, Evento de lançamento da mixtape da Doggueto no Parque Moscoso , Vitoria - ES




quarta-feira, 1 de novembro de 2017

MENSAGEM FRENTE FAVELA BRASIL CAPIXABA

Saudações! A priori externo o meu sentimento de grande satisfação e prazer de está aqui compondo esse Diretório Estadual do Frente que um dia chegará ao ápice da política capixaba. Sendo assim, sinto-me a vontade para explicitar a importância do meu comprometimento total, do companheirismo e principalmente comprometimento com os princípios fundantes da Frente e afinidade com as nossas propostas e programas.

Caminhamos num cenário político caótico, totalmente catastrófico o que nos leva a pensar e refletir sobre realmente quem está nos representando frente às decisões de poder. Quem realmente está sensibilizado e comprometido com as nossas demandas, que a cada dia se somam, se multiplicam com aquelas já existentes.

A resposta árdua e realista, é que não temos ninguém que nos represente e se porte para levar nossas questões e que as mesmas sejam atenuadas num parlamento que historicamente nos quer ver sempre escravizados e subservientes a seus desmandos e prazeres.

Por isso, sinto-me honrado em fazer parte da Frente e responsabilidade tamanha de compor um Diretório Partidário Estadual. É uma luta que exige, é desgastante, é sufocante, é estressante, mais ao mesmo tempo prazerosa e quem detém essa sensibilidade no tocante à luta por uma sociedade mais justa e melhor para todos entenderá o que de fato cito. Lutaremos por aqueles que nós defendemos e que nos ridicularizam, viram as costas, no chamam de otários e etc., pois para essas pessoas, com a mente alienada, é mais fácil se endireitar por fileiras onde o pão será mais fácil de adquirir, mas o preço será a subserviência plena.

Portanto sempre lembremos que não somos pessoas comuns, não podemos nos dar a esse luxo, vamos sofrer por outros e lutar por outros. Vamos combater o fisiologismo que já se encontra instalado nas veias sociais, seremos, portanto um partido de cura para todo aquele que sinta a necessidade de ser curado.

Parafraseando a célebre de Martin Luther King, “não tenho medo dos gritos dos maus, mais do silêncio dos bons”. Se queres fazer barulho ao nosso lado, aqui é o seu lugar.

Marcelo Silles
Presidente do Diretório Estadual do Frente Favela Brasil-ES


MENSAGEM PARA O NOVEMBRO NEGRO 2017

NOVEMBRO NEGRO MÊS DA CONSCIÊNCIA NEGRA.


Fiquei pensando nas nossas fragilidades, nas opressões e intolerâncias que sofremos e no quanto somos destituídos do nosso lugar. Muitas das vezes, somos levados a um campo de batalha em que nós mesmos nos enfrentamos para o deleite daqueles que nos põe uns contra os outros e se beneficia prodigiosamente desse enclave, e que estrategicamente continua sendo usado nos dias de hoje para a nossa divisão e que infelizmente perdura surtindo efeitos.

Vivemos um momento sombrio em nossa sociedade, necessitamos urgentemente nos aglutinar, capilarizar, potencializar essas vozes sentenciadas, vozes que cotidianamente são abafadas em detrimento desse capitalismo colonial que vocifera incessantemente contra o nosso protagonismo. Não existe democracia numa sociedade que barbaramente nos subjuga, dissemina o auto-ódio entre os nossos se beneficiando cruelmente com o abismo social em que estamos inseridos e no instante confinados, se digladiando.

As nuances de nossas dores, somente nós podemos entendê-las. Cabe a nós discorrer sobre nós mesmos. Temos que fugir desses discursos polidos que determinado setor dessa sociedade quer nos endossar e com isso nos conduz a juízos equivocados.

Nessa época de caça as bruxas, nossos empoderamentos intrinsecamente pertencem a nós somente a nós, não o façam de comércio, uma moeda de troca. O cenário está propício, interpelemos em desagravo as arbitrariedades crônicas sociais que nos assolam. Essa textura social congênita abriu precedentes e suas vicinais expostas claramente evidenciam suas várias facetas degradantes contrárias a um modelo de sociedade mais justa e igualitária. A Constituição Federal é a guardiã dos direitos inalienáveis em sufrágios de cada cidadão brasileiro, desnudemos-nos em nossa Carta Magna e que nossas vozes se reverberem incansavelmente e cheguem convocando aquele irmão e irmã para que se juntem a nós, acreditem e tenham Fé na luta.

E que nesse mês, o Novembro Negro se fortaleça ainda mais em reflexões que nos conduza a harmonia entre os nossos, no estreitamento dos laços fraternos em nossa ancestralidade, e que caminhemos de mãos dadas para um futuro preto, mais próspero e mais justo para o nosso povo. De mãos dadas e comungando dos mesmos ideais, caminhemos firmes e fortes a vitória. E vamos em Frente.

MARCELO SILLES

ASSISTENTE SOCIAL, RAPPER e PRESIDENTE DO DIRETÓRIO ESTADUAL FRENTE FAVELA BRASIL DO ESPÍRITO SANTO.



MENSAGEM DE REPÚDIO DO PRESIDENTE ESTADUAL DO DIRETÓRIO FRENTE FAVELA BRASIL ESPÍRITO SANTO