quinta-feira, 2 de maio de 2013

TOMA LÁ, DÁ CÁ


Eu sou preto, 100% por fora e por dentro, sou afrocentrado, eu não vivo em África, mas a África vive em mim. Esse é o meu estilo de vida e cultura, os orixás, nossos ancestrais que sempre nos acompanharam e nos acompanham desde as primeiras embarcações escravocratas que aportaram nessas terras indígenas, nos fazem reverenciar as suas histórias. África.

Ultimamente tenho a ligeira impressão que os neonazistas brasileiros, supostos seguidores de Hitler ormador por nordestinos, sulistas, sudestinos, nortistas, centro-oestistas etc. estão crescendo no Brasil, a partir das polêmicas que ganharam muita evidência da mídia do pastor Marcos Feliciano e do louco, adepto de genocídios, insano do Bolsonaro. Os dois compartilham a idéia de que todos os africanos e seus afrodescendentes são amaldiçoados e que a AIDS é um câncer gay. Afirmando, os dois são racistas e homofóbicos.

Os dois confirmam a tese de que, todo o racista e homofóbico não tem inteligência, são seres inferiores que buscam amenizar suas frustrações atacando determinados grupos aos quais acusam de serem o mau responsável por todas as mazelas da sociedade. Partem de premissas falsas e sem fundamentação. Como conceber um discurso de tamanho absurdo? Inaceitável.

Somos radicais, fanáticos por discordar de total e descomunal tamanho absurdo? Trabalhei durante cinco anos na Secretaria Paroquial da Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus no município de Bom Jesus do Itabapoana-RJ. Durante um certo período bem curto ouvi um engraçadinho responsável por um grupo litúrgico que não me vem a mente o nome do grupo agora, brincadeiras ofensivas comum a nós pretos “preto se não faz na entrada faz na saída”, “preto sentado folgado, tem que está trabalhando, esse é o mau que a tal lei Áurea deixou” e blá, blá, blá, blá... Por fim um dia sentei a pua no indivíduo, ele ficou irritado e disse que eu tinha complexo de inferioridade e eu respondi, “ cara você é racista, exijo respeito, na próxima chamo a polícia”. O sujeito bateu a mão na mesa, na qual não era o lugar para ele está sentado, e foi embora. Nunca mais me dirigiu a palavra. Também não faz falta nenhuma, é até um favor. Vejam só, por eu exigir respeito sou passível de complexo de inferioridade?

Imaginem, quer dizer que todo o negro afrocentrado e homossexuais que se sentirem agredidos, injustiçados sofrem de complexos de inferioridade? A bem da verdade que, argumentos imbecis sofrem retaliações com conteúdos construtivos que acabam rechaçando teses sem lógicas que são absorvidas por seguidores fanáticos que enxergam somente para seus umbigos. O Senhor me abençoou porque estou salvo do mundão o pecado é algo comum a todos e você irmão não está abençoado porque você vive na perdição, eu estou salvo. Em verdade lhe digo irmão: não, o pecado não é algo comum a todos, o pecado é algo subjetivo o meu é diferente do seu não me rotule.

Ficam no disse que me disse que a mídia edita as suas falas. Só sei que essa mentalidade e pregação é antiga. Para subjugarem os pretos, lançavam esse discurso de amaldiçoados para escravizar, dominar, explorar e praticar as mais diversas barbáries. A casa caiu! Bom Jesus do Itabapoana-RJ em especial existem muitos evangélicos neopetencostais, por mais que concordem não comentam esses discursos em vão, também não tem tanto conhecimento para tal. A expectativa sempre é que, esses dois ditadores e seus demais seguidores nazi-fascistas, sejam trucidados por alguma lei punitiva severa nos moldes de toma lá da cá. Mais vivemos na nação mais feliz do mundo, Brasil.


De muitos evangélicos, também temos sacerdotes católicos romanos conservadores e também nazi-fascistas. O exemplo mais famoso é do sacerdote Andre-Joseph Leonard arcebispo de Mechelen-Bruxelas, que é contra o casamento gay em que a homossexualidade é uma anorexia e vários discursos considerados homofóbicos e racistas, e de declarações do tipo “que os padres acusados de pedofilia que já estejam aposentados ou afastados de suas atividades não sejam levados à Justiça”, “restrições a professores de religião de escolas católicas que sejam divorciados” e ainda mais “Aids é uma vingança da natureza decorrente de desvios de amor.
Mas como se dizem por aí de tais absurdos comentemos:


Tava rolando uma sessão de confissão na igreja, aí o padre precisou ir no banheiro, então ele chamou uma freira que vinha passando por ali e disse: "fica aqui no meu lugar que eu preciso dar uma saidinha" e explicou pra ela mais ou menos quais as penitências ela deveria dar para os casos mais comuns que estavam aparecendo naquele dia.
acontece que bem de cara entra uma bichinha e diz "ai seu padre, eu preciso confessar uma coisa", "diga meu filho" disse a freira. "Ai seu padre, eu dei. Não pude resistir, ele era um gato, e ficou me seduzindo a noite toda" "o que eu preciso fazer pra me livrar desse pecado?" "Qual a minha penitência seu padre?" Então a freira pensou "minha nossa, o padre não falou nada sobre isso. O que eu dou pra esse cara agora?" Nisso vinha passando o coroinha, então ela teve uma ideia "vou perguntar pro coroinha" e disse "ei menino, o que o padre dá pra quem dá o c....?" e o garoto respondeu de imediato "ah, pra mim ele dá dois pastel e uma coca-cola!".

Retaliação? Moral da história: Toma lá da cá.

Rapper Silles

IGUALDADE SOCIAL UM MITO NO VALE DO ITABAPOANA



O atual contexto a qual vivemos, vivenciamos um aspecto aparentemente conciliador e harmônico, como previu e acentuou Gilberto Freire em “Casa grande e senzala”, a tal “democracia racial” mitológica perdurou baseada numa construção histórica e cultural de subserviência, docilidade, obediência, caridade e troca de favores. Diante desses elementos que compõe os mecanismos sutis de segregação, temos uma relação de raças concorrendo à conformidade e a aceitação, configurando uma atenuante pacificidade diante de uma sociedade conflituosa a qual vive a base do medo, medo do outro. O relacionamento racial, pregado diante a argumentação de Gilberto Freire sobre uma nação mestiça, se torna impactante nos territórios periféricos, muitas das vezes admitidos racionalmente por concordância a uma sociedade excludente e exigente com perfis padronais impostos e pré-definidos.  O fator racismo e desigualdade, então são camuflados.
            Mas esse projeto de manipulação, não apaga as cicatrizes a qual os negros sempre trouxeram: marginalizados, excluídos, segregados. Esse processo de branqueamento aplicado no final do século XIX e início do século XX, através de políticas de cunho segregacionistas apesar de terem sido veladas, e ainda continuam sendo veladas, através da demonização de suas culturas, religiosidades, identidades causou um efeito fulminante indo de encontro a ideologia de desunir para conquistar e dominar. FILHO em (A trajetória do negro na literatura brasileira. P. 1; 2004; editora Scielo) reforça esse argumento onde o mesmo cita, “envolvem... procedimentos que... indiciam ideologias, atitudes e estereótipos da estética branca dominante”. Não cabe aqui justificar e nem vitimizar, num país onde a miscigenação é o fator fundamental para a manutenção de uma minoria no poder. Cabe sim relacionar uma condição social onde uma maioria de pele escura está submetida a todo desprovimento de sorte, faz-se assim fomentar uma discussão num âmbito mais amplo que foge os padrões meritocráticos a qual o sistema neoliberal justifica e condiciona a ações que impelem há um tratamento diferencial ao grupo classificado teoricamente mais abastardo.

            Após a abolição da escravatura, todo tipo de sorte é lançado ao povo negro, gerando assim, uma massa de esfarrapados sem noção para onde ir, o que fazer. Muitos negros acabam ficando nas senzalas, pois os mesmos só sabiam exercer ofícios na lavoura, no plantio e serviços do lar. Os que se arriscam a irem para as cidades encontram um ambiente hostil, de repressão, racismo, exclusão a qual os empurram para os cortiços, as encostas e morros surgindo assim as primeiras favelas. Afirmo aqui, que a desigualdade social no Brasil tem cor, foi se construindo historicamente, onde negros foram obrigados a aceitar qualquer limitação de possibilidade, numa sociedade hostil e carente de todo afeto humano. Afirmo também, que uma discussão onde muitos autores como CHADAREVIAN (Critica marxista. Ed. Revan. P.74.2007) em seu artigo defende que deva se separar raça de nação, ser vago tal argumento visto que, os negros oriundos da África, vindos para essa terra a força, diretamente fincaram raízes nessa terra, para tal efeito são nacionalistas como qualquer outro. Portanto, no Brasil separar raça de nação, nos leva ao discurso reacionário que reforça a miscigenação enfraquecendo assim o atual momento, onde se debate a questão cor e raça como um fator determinante da exclusão e desigualdade social.
            ALMEIDA (Critica marxista. Ed. Revan. P.98.2007), em seu artigo define essa desigualdade e diferença em duas maneiras: “primeiro porque os negros têm educação sistematicamente inferior, o que os coloca em posição desvantajosa no mercado de trabalho, e segundo, porque mesmo quando se comparam trabalhadores negros e brancos que compartilham o mesmo nível educacional, os negros recebem menor remuneração (discriminação salarial pura)”.  Na atual conjuntura contemporânea é fácil identificar essa realidade, apesar de não admitida, mas é sim compelida e notadamente aplicada com eficácia. Outrora diante de argumentos combativos, faz-se necessário expandir holisticamente o embate acadêmico para além dos muros do doutorado e da ciência ortodoxa.
            SANTOS apud SILVA “cada homem vale pelo lugar onde está: o seu valor como produtor, consumidor, depende de sua localização no território”. Tanto em Bom Jesus do Norte-ES como em Bom Jesus do Itabapoana-ES, temos uma relação racial baseada na harmoniosidade e conformidade. Conformidade por parte dos negros em não aceitar a estética histórica de sua condição enquanto negro na construção da sociedade brasileira. Observa-se uma exploração velada em conluio há uma segregação social, econômica e territorial legitimada por uma cultura enraizada de caridade, troca de favores e subserviência que é claramente visível nas duas sociedades bom-jesuenses. A desigualdade social a qual a maioria dos negros é submetida é gritante nos dois municípios. Em Bom Jesus do Norte-ES, pode se perceber essa realidade nos bairro Silvana e arredores. Em Bom Jesus do Itabapoana-RJ é perceptível nos bairros Santa Teresinha, Barro Branco, Santa Rosa, Morro do Querosene, Asa Branca, Nova Bom Jesus, Usina Santa Isabel e Pimentel Marques, onde a maioria dos seus habitantes em condições de desigualdade são negros. Uma abordagem maleável vem a tona quando se considera a questão da regionalidade, onde os dois municípios por questões geográficas e culturais não se enquadram numa discussão que se envolva um padrão mais amplo a nível nacional. Por mais que adentremos e abordemos as questões de particularidades, não nos foge teorizar a questão racial como ponto de referência nacional, pois os negros da região também estão fadados e são submetidos ao mesmo processo de exclusão social aplicável de uma forma polarizada. Por serem municípios pequenos, onde a pecuária, o laticínio são as principais fontes de economia, a desigualdade social é vista muita das vezes como um tabu, pela construção histórico-cultural comentada acima nesse texto.
            Por fim, a desigualdade social em nossa região não é algo empírico e nem fantasioso, é real e tem cor. Tratar os desiguais como iguais perpetua a desigualdade isso é fato e em concordância com ARCARY (Critica marxista. Ed. Revan. P.106.2007), numa sociedade subjetiva igualdade sem democracia total, sem cidadania e sem total garantia de direitos, é utopia.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:
ARCARY, Valério. Por quê as cotas são uma proposta mais igualitarista que a equidade meritocrática?. Crítica marxista. Ed. Revan.p. 106;2007.
ALMEIDA, Mauro William Barbosa de. Lutas sociais, desigualdade social e discriminação racial. Crítica marxista. Ed. Revan. p. 98; 2007.
CHADAREVIAN, Pedro Caldas. Os precursores da interpretação marxista do problema racial. Crítica marxista. Ed. Revan. p. 74; 2007.
FILHO, Domício Proença. A trajetória do negro na literatura brasileira. P. 1; 2004; editora Scielo
SILVA, Tarcia Regina da. A construção da identidade negra em territórios de maioria afrodescendente. Revista África e Africanidade – ano 3, n.11. p.7; 2010. WWW.africaeafricanidades.com

POR
Marcelo Silles (Rapper Silles)

quarta-feira, 17 de abril de 2013

IVETH


Direto de Moçambique a Rapper Iveth.


Iveth uma das melhores rapper de moçambique, uma mulher forte,inteligente,batalhadora.. que lutou muito contra o preconceito e machismo do rap.

Fonte: clique no link e confira a entrevista da Rapper Iveth. http://www.noticiario-periferico.com/2012/10/noticiario-periferico-entrevista-rapper.html

Destaque para o som AFRO, onde a rapper exaltar a beleza da negritude, África, Moçambique e todos os afrodescendentes.


terça-feira, 16 de abril de 2013

GENTILEZA - ELLA SIMONE PART. CAUTELLA

Coletânea mixtape Sindicato 022


ELLA SI



Cantora,Modelo,Apresentadora, Atriz e Estilista.Entre tantas outras Atividades é uma pioneira no vocal feminino da região 022,com junções com Biggie Êni,Dizzy Ragga,Primo vinnie,Doctor Rê e Dj Samurai teve obras rap de total valor no mercado rap da regiao,fez parte do hip hop interrio além de integrar-se a outros eventos Importantes como o premio hútuz ,Teve o seu reconhecimento notório como ser” a unica mulher” que predominava no estilo rap da regiao dos lagos e norte fluminense,Fez propagandas comercias na tv da região,Dirigiu vários projetos que tiveram êxito,como eventos rap e eventos culturais dentro da cidade de Campos Rj.Ella si com certeza veio para mostrar que as mulheres também podem ter espaço em um mercado dominado por rappers do sexo masculino e a sua voz é forte além de poder abrir os caminhos para toda uma gama de nova geração de vozes femininas.Ella tambem atua em rodas de samba e tem destaque pela sua voz alem de composições inteligentes.




CAUTELLA



Nascido no ano de 2008, no interior do Estado do Rio de janeiro Precisamente em Santo Antônio de Páduaf, os três amigos decidiram formar o grupo de rap "CAUTELLA", com a intenção de dar voz aos seus pensamentos, com letras que falam desde a situaçao do país até seus proprios rolés e experiências de vida. O objetivo principal é aliar a diversão e descontração com o compromisso.





CLIQUE NO LINK ABAIXO E CONFIRA O SOM E FAÇA SEU DOWNLOAD.




FONTE:http://sindicato022.blogspot.com.br/

A DANÇA DO TWISTER

Grupo paduano se dedica à dança de rua e organiza musicais.

O Twister Dance é atualmente uma referência em dança no Noroeste Fluminense. Grupo sediado em Santo Antônio de Pádua, ele trabalha a dança de rua, realiza musicais e participa de diversos eventos culturais, obtendo destaque.
Com mais de 10 anos de existência,  o grupo realizou apresentações em Pádua e toda a região, encenou musicais, concorreu em festivais e competições em vários estados brasileiros e formou professores específicos da Dança de Rua.
A participação em festivais faz parte do portfólio de atividades do grupo. O primeiro em que participou foi o Festeduc, realizado em Pádua, onde obteve o primeiro lugar. Daí surgiu o interesse em participar de vários outros, como o Festival de Macaé, desde 2008, de Cabo Frio, desde 2009, de Paraty, desde 2010, de São Sebastião-SP desde 2011, Além Paraíba – MG desde 2010, de Três Rios  desde 2011, do Urbanus Master Competition no Rio de Janeiro desde 2011, todos com premiações nas categorias solo, duo e conjunto, obtendo inclusive o primeiro lugar.
De acordo com Julio Gonçalves, diretor geral do Twister Dance, o início do grupo partiu da iniciativa de um grupo de amigos se reunindo, e o projeto aos poucos foi tomando maior dimensão:
— A primeira formação do Twister surgiu com a junção de alguns amigos que se reuniam para dançar, e que por motivos da vida, se separaram. Daí, eu  comecei a dar aulas de dança e dentro dessas aulas havia alguns alunos bolsistas, que se reuniam todos os finais de semana para ensaiar e treinar. A partir desses alunos surgiu o grupo de apresentações na região, apresentávamos em escolas e algumas festas de bairro, depois começamos a escrever os musicais e apresentá-los. A partir daí surgiu à idéia das competições, se tornando a Cia Profissional Twister Dance — conta.

O grupo principal conta com 9 integrantes. Também existem os grupos infantil, intermediário e adulto, que juntos contabilizam aproximadamente 150 integrantes. Entre seus projetos está a elaboração de diversos musicais, todos escritos pelos próprios integrantes. Os espetáculos já encenados foram “Dance sem parar” (2007). “Dance sem parar II” (2008), “Ih, a TV pirou” (2010) e “Emoções…o sentido da vida”, (2011 e 2012). Com os grupos Infantil e Intermediário foram realizados “Crianças, um show!” (2009), “Vem dançar” (2010), ”Pequenos grandes astros” (2011) e em “Mãe, tô na TV!” (2012) e “O Oscar que ninguém viu” (2012).
— O trabalho principal da Cia é a dança de rua, mas estamos começando a trabalhar com jazz. Mas com os outros grupos trabalhamos dança livre, danças folclóricas, axé, sertanejo entre outros ritmos que tocam na atualidade — diz Julio.
Julio conta que seu interesse pela dança é uma herança familiar, que ele transformou em uma meta para sua vida:
— A satisfação é de poder falar que “eu não trabalho, eu me divirto”. A maioria das pessoas desejam isso, e eu posso. Se todos pudessem trabalhar assim, garanto que não teriam tanto estresse e cansaço — afirma.

sábado, 6 de abril de 2013

FIM DE SEMANA. RETROSPECTIVA SILLES DE VOLTA A CENA

SINGLE NEGO FALA..... FALA....FALA LEANDRO BOCA E VANONE RAPMAN


     O rapper e parceiraço Vanone Rapman junto com o rapper Leandro Boca lançam o single NEGO FALA...FALA...FALA. O rap esculacha os atrasa lado, os picuinha, os falador demais que sempre vivem de olho gordo e torcem para o insucesso dos irmãos. Mas esse tipinho sempre quebra e falador demais dá bom dia a cavalo. Esse som é especialmente pra você atrasa lado. Cliquem nos link´s abaixo confiram o vídeo e o som e façam seu download. Esse som tá puro luxo.



Por Rapper Silles

quinta-feira, 4 de abril de 2013

SERÁ REALMENTE QUE NÃO EXISTE RACISMO, PRECONCEITO E DISCRIMINAÇÃO EM BOM JESUS DO ITABAPOANA-RJ E ES?

MARCELO SILLES
Rapper e Assistente Social



         Lemos consternados um artigo num blog pertencente ao bonjesuense Ricardo Teixeira (fonte: http://rtfonseca.blogspot.com.br/2013/02/bom-jesus-carnaval-2013.html?spref=fb), em que o mesmo classificou, sem detalhar e especificar, os adeptos do funk de marginais. Relatou indignado, que a presença dos mesmos no carnaval com suas músicas e danças não era apropriado para uma época, onde se deveria está tocando músicas para pessoas de bem e família de Bom Jesus do Itabapoana-RJ. Sabemos que existem determinadas regiões de Bom Jesus do Itabapoana RJ, que brigam pelo status de famílias de bem tradicionais e detentora do centro das atenções das demais plebes (assim que essas pessoas devem achar que devemos agir com elas) bonjesuenses.
Fica uma pergunta no ar: imaginem o que devem pensar comentar entre si e com piadas, bonjesuenses compactuantes da mesma ideia do autor do referido artigo? O que pensam sobre os pobres, negros (em geral)?
            Sem fazer-me de rogado, contrariando o discurso democrático racial, Bom Jesus do Itabapoana-RJ podemos estender até Bom Jesus do Norte-ES, traz consigo em sua sociedade as chagas, estigmas da escravidão, exploração, apropriação desumana e vil de seres humanos negros escravizados do continente africano. Tal afirmação pode ser verificada, num livro de batismo que existe na Paróquia Matriz do Senhor Bom Jesus, um livro batismal com anotações de batismo somente de negros escravizados na época. Por ter passado por aqui o fantasma branco da escravidão também veio junto às verbalizações na qual o negro ficou pejorativamente representado, através de estereótipos raciais com o único propósito simples de inferiorizar, segregar num conjunto de subalternizações a raça negra, diretamente dizendo “ponha-se no seu lugar”.
            E o presente não é diferente. O discurso romântico de igualdade mascara o cotidiano de desejo simplório de centralizar a detenção econômica e social da dita sociedade do bem de Bom Jesus do Itabapoana-RJ. São saudosistas da época “manda quem pode obedece quem tem juízo”, “do sim senhor, do não senhor” onde nas bibliografias da construção societária bonjesuense não está incluída a figura do negro, da sua importância histórica na construção dessa sociedade. Fatos como esse nos remete a crermos fielmente que Bom Jesus do Itabapoana-RJ por mais pacata que seja, tem sim um passado não só escravocrata como também de racismo, segregação e exclusão social algo que pode ser percebido no cotidiano periférico dos bairros onde o Poder Público menos atua. Cabe ressaltar sem generalizações, mas como disse Martim Luther King “o silêncio dos bons” é a prova cabal da conivência com a opressão do sistema.
          Sim e o funk é oriundo das camadas mais pobres da população, suas batidas lembram os toques dos terreiros, dos batuques fortes de resistência dos quilombos com seus atabaques que saudavam a guerra na luta por suas liberdades. Não, cultura que representa as camadas pobres e a resistência não interessa e não é bem vista pelas pessoas ditas "do bem". Salvo na ocasião quando são transformadas em mercadorias e engordam os bolsos dos hipócritas e sofistas.


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

AFFLANTE SPÍRITUS (MARCELO SILLES) – TRINDADE SANTA


CLIQUE , ACESSE E OUÇA A MÚSICA TRINDADE SANTA.


AFFLANTE SPÍRITUS, foi um grupo católico formado por Marcelo Silles, Julia de Rezende, Gerlane Alves, Érica, Vitor, Carolina e Luciana para concorrer ao PRIMEIRO FESTIVAL CATÓLICO DE MÚSICA MENSAGEM – 1º FESTCAMM. O festival ocorreu no dia 25 de março de 2000 na cidade de Bom Jesus do Itabapoana – RJ. Escolhemos esse nome pois como cristãos, temos que está sempre avante acompanhando as mudanças, mas nunca longe do amor do Pai e da Trindade Santa. Com a música TRINDADE SANTA, ficamos em primeiro lugar empatando com o nosso companheiro Silvério Lúcio Venâncio que cantou a música MISTÉRIO SANTO.
A música TRINDADE SANTA, foi composta, letra e música por mim Marcelo Silles, Gerlane Alves, Juliana Rezende e Érica. Eu e Juliana como compositores apenas e Érica e Gerlane como compositoras e vocais. Com os votos de aclamação do público e melhor letra conquistamos o primeiro lugar, empatando com o nosso irmão.
Confiram a música, ela foi gravada ao vivo no dia do Festival. Trindade Santa faz parte com mais 14 músicas que participaram do festival e estão eternizadas no cd I FESTCAMM. E para quem quer saber mais sobre o que significa a palavra  Afflante Spíritus é só clicar aqui.



sábado, 9 de fevereiro de 2013

FERNANDO PAULO - A BELA E O MONSTRO




O rapper angolano que também é fechadaço com a É NÓS POR NÓS, BOM JESUS/PÁDUA-RJ, Fernando Paulo (Duplo B) junto com os também angolano o rapper Braulio Sky e a Rapper Platina Roox, acaba de lançar o single A BELA E O MONSTRO.  O som está da hora, muito loko. De um clique no link confira e baixe, está puro luxo.

Por Rapper Silles

OS MALÊS




Os Malês no dia da sua rebelião orgulhosamente apresenta o primeiro som Oficial intitulado "Conceito" para todos os ascendentes de Pretos dessa terra.


"SEGUINDO CONCEITO MANTENDO RESPEITO GUARDANDO SEGREDO
25 DE JANEIRO REBELIÃO DOS PRETOS."


GRUPO OS MALÊS

FELIPE ALEM - MAGIA & ALQUIMIA(Scratch Dj Maldonado)




O rapper carioca, é parceiraço da É NÓS POR NÓS - BOM JESUS/PÁDUA-RJ, acaba de lançar um single, intitulado MAGIA & ALQUIMIA. Cliquem no link, façam o seu download e confiram o som. É puro luxo.

Rapper Silles

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

REFLEXÃO PRETA EM BOM JESUS: O POLÍTICO BRANCO E O POLÍTICO NEGRO. Um mini-texto.

REFLEXÃO PRETA
MARCELO SILLES
RAPPER




            Bem sabemos desde quando os brancos portugueses invadiram essas terras, junto com outros brancos europeus, que a política nas terras brasílis sempre foi composta majoritariamente por brancos. Ora bem sabemos que o porquê desta discrepância numa terra plural, miscigenada (assim dizem por aí) e multicultural que o branco sempre representou (crenças da raça branca), a pureza, o bem, tudo de bom. Assim o branco/a sempre esteve fora de qualquer suspeita, sendo branco/a é muito mais fácil desviar dinheiro público, roubar dinheiro público, fraudar, etc.
            Sem contar que é um marketing perfeito para se vender a imagem de lobo na pele de cordeiro. Na última eleição passada para a Alerj, um tal deputado lançou os dois filhos que saíram vitoriosos, o pai perdeu. A vitória simplesmente se deu pelos seguintes fatores: cor-fenótipo-cútis branca, jovens de excelente aparência (aos olhos da sociedade racista), boa família (branca de classe alta) livres de qualquer suspeita, infiltrando na corrupção nunca serão presos, julgados, condenados serão sempre inocentes. Se fossem negros, primeiro não seriam eleitos, segundo sempre estariam na mira de qualquer suspeita. O mesmo vale para as mulheres brancas candidatas.
            Bom a política em Bom Jesus não é diferente. Como diz MV Bill “um negro não quer ver o outro negro bem”. Um negro político bonjesuense na década de 80, filiado em um partido político, engajado nas lutas sociais, movimento negro com uma participação bem expressiva na militância, na política, católico praticante, exemplo de família, candidata-se a vereador num determinado período da década de 90. Infelizmente tem uns míseros votos. Por outro lado, um branco político bonjesuense, filiado no mesmo partido, bem mais jovem, não tem engajamento nenhum em lutas sociais, fez faculdade durante a mocidade, teve muita sorte na vida, bem apanhado, pai de família, candidata-se a dep. Estadual e vence. Sabe qual o fator primordial de sua vitória? A imagem, o marketing, a brancura. Jovem branco, pai de família branca aparência bem sucedida, traços eurocêntricos, bonito para as mulheres pobres, ideal para o partido político e para a política brasileira. Qual o fator primordial para a derrota do negro? O fato de ser negro.
            Ele poderia ser um pai de família exemplar, honesto, religioso, militante ativo todas as qualidades que o outro não tem, mas é negro. O branco somente o fato de representar uma minoria majoritariamente no poder, garantiu a sua vitória.
            Isso é costume nos partidos políticos brasileiros, em qualquer canto seja de direita, esquerda, centro todos são racistas, não há democracia racial nos partidos políticos. À direita e centro são declaradamente racistas. À esquerda além de racista, prega a distribuição de renda dos outros não as dela. Episódios como esse acontecem ainda em Bom Jesus, onde quem levanta a voz em defesa da maioria é prontamente acusado de excitar o radicalismo, a barbárie, o racismo etc. nunca pensa no bem comum, no bem coletivo no qual inclui a todos de uma forma geral. O discurso reto e direto incomoda.
            Até quando vamos ficar enojados com a política, até quando vamos ficar sendo hipócritas distanciando das atividades políticas de nossos interesses e quando chega à época da eleição elegemos racistas, oportunistas, interesseiros, paneleiros tudo isso em troca de farra, orgia, sacos de cimento, remédio, mudança, vasos sanitários, uma conta pra pagar etc. Depois do orgasmo obtido vem a frustração de uma transa mal feita e o arrependimento.
            Ficar metendo a língua por trás em conversinhas de que na política só tem corruptos, não adiantou, não adianta e não adiantará nada se não arregaçarmos as mangas e pegarmos as rédeas da situação. Levantar a bunda da cadeira, sair do comodismo e exigir da sua própria comunidade representantes fiéis que façam valer seus direitos ou representantes do nosso grupo, é a única saída. Não deixemos o fato ocorrido com o nosso irmão negro político bonjesuense, seja algo comum, oportunidades, chances temos que dar aos nossos, que sabemos bem estão na luta cotidiana contra o racista opressor, informando, conscientizando, sendo exemplo de negritude.
            Sejamos, portanto, É NÓS POR NÓS.

PS: COM CERTEZA, IRÁ APARECER UM PSEUDO-INTELIGENTE E FARÁ O SEGUINTE COMENTÁRIO: VOCÊ ESTÁ SENDO RIDÍCULO, TEMOS POLÍTICOS NEGROS NO BRASIL OCUPANDO CARGOS. E EU IREI RESPONDER AO PSEUDO-INTELECTUAL: MEU FILHO, É UMA SITUAÇÃO QUE CONTA-SE NOS DEDOS, NÃO SE PODE LEVAR EM CONTAR NÚMEROS DE NEGROS EM CARGOS NO LEGISLATIVO COMO UM FATOR REPRESENTATIVO EXPRESSIVO PARA SE APAZIGUAR UMA LUTA, MÁSCARAR UMA REALIDADE PERVERSA. IMPORTÂNCIA TEM SIM, MAS FALTA MUITO. NÃO QUEREMOS ALGUNS NÚMEROS, QUEREMOS MUITOS NÚMEROS.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

E DESSA FORMA VAMOS TRILHANDO


Ontem, dia 09/12/2012, no encontro de carros de som em Apiacá/ES, o DJ Betinho da É Nós Por Nós, mais uma vez mostrou para que veio. Com a equipe Jandão Som detonou, esculachou e fez as caixas de som estrondarem toda a estrutura da quadra poliesportiva da Associação Recreativa de Apiacá. Fiquem atentos, porque é só o começo.
Por Rapper Silles


quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

PRONTO PARA 2013

     Esse ano de 2012, foi um ano de muita correria, dificuldades e prosperidade. Mas tudo planejado e já esperado. A corrida no rap não é fácil no Brasil, ainda mais sendo a nação mais racista do mundo e uma das mais corruptas. 2013 nos aguarda, vamos chegar com gás e colocar pra ferver na pista os nossos projetos. Enquanto isso, façam uma retrospectiva conferindo os nossos som e nossa mixtape que lançamos esse ano. Abraços para geral.

Por Rapper Silles