quarta-feira, 12 de julho de 2017

Ministério Público revela os 12 pontos inconstitucionais da Reforma Trabalhista

Por que a reforma trabalhista é inconstitucional? Ministério Público do Trabalho aponta 12 mudanças que violam os direitos constitucionais do trabalhador. Entenda cada uma delas.

A reforma trabalhista que deverá ser votada nesta terça (11) no Senado Federal viola princípios básicos da Constituição, de acordo com relatório do Ministério Público do Trabalho. Pelo menos 12 pontos do projeto de lei que altera a legislação trabalhista ferem direitos constitucionais do trabalhador. As mudanças violam os princípios da dignidade humana e da proteção social do trabalho, e podem ameaçar até o salário mínimo, segundo o procurador-geral do Trabalho, Ronaldo Fleury.
O MPT apresentou estudo no último dia 26 de junho onde recomendou que os senadores vetem os pontos inconstitucionais do projeto de lei (confira abaixo cada um dos 12 pontos inconstitucionais). O procurador-geral do trabalho já havia alertado representantes do governo sobre a inconstitucionalidade de alguns artigos da reforma, quando foi chamado pelo Executivo a dar sugestões e sugerir mudanças no texto. “Nenhuma das nossas sugestões foram acatadas. Até onde sei, só foram acatadas as propostas apresentadas por empresas”, diz Fleury.
Caso a reforma seja aprovada como está, o Ministério Público do Trabalho vê dois caminhos possíveis: entrar com uma ação direta de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF) ou com ações civis públicas nas instâncias inferiores.

Um dos pontos mais delicados da reforma, na avaliação de Fleury, é a ampliação da possibilidade de contratação de trabalhadores autônomos, permitindo que empresas demitam funcionários com carteira assinada para contratar prestadores de serviço, mesmo que diariamente e exclusivamente. “É o que chamamos de pejotização, e, no projeto de lei, ela não tem limites”, diz Fleury. “O problema da pejotização é que ela acaba com a estrutura constitucional de proteção do trabalhador”.
Fleury se refere ao artigo 7º da Constituição que garante direitos como férias remuneradas, 13º salário, FGTS, contribuições previdenciárias, jornada máxima de 8 horas, licença-maternidade, entre outros. Além disso, segundo o procurador, a pejotização permite que o empregador não cumpra o dever constitucional de pagar valor superior ao salário mínimo.
A pejotização prevista na reforma também impede que o trabalhador autônomo conquiste seus direitos na Justiça. Por exemplo: hoje, se um profissional autônomo comprova na Justiça do Trabalho que tem vínculo de emprego (estabelecido pela pessoalidade, exclusividade e subordinação), ele deve conseguir decisão favorável com relação a seus direitos, como férias remuneradas e 13º salário.

No entanto, o artigo da reforma trabalhista que amplia a pejotização diz que “a contratação de profissional autônomo afasta a qualidade de empregado”. Ou seja, caso a reforma seja aprovada, o juiz não poderá considerar que o contrato de prestação de serviço existe para fraudar um vínculo de emprego.
Outro ponto levantado pelo Ministério Público do Trabalho é a flexibilização da jornada de trabalho, prevista no projeto de lei a partir da negociação entre empregados e trabalhadores. A jornada prevista na reforma pode ser de até 12 horas por dia, o que viola a jornada de 8 horas definida na Constituição, segundo a qual ela só pode ser ampliada por acordo ou convenção coletiva de trabalho. Há, ainda, a possibilidade de redução do tempo de descanso e refeição (de uma hora para meia hora). “Essas medidas são um prato cheio para acidentes de trabalho” afirma Fleury, destacando que a maioria dos acidentes do trabalho acontece nas últimas horas da jornada devido ao cansaço.
Fleury afirma ainda que as definições do projeto de lei sobre danos morais ferem o princípio constitucional de que ‘todos são iguais perante a lei’. Isso acontece porque o projeto cria um limite máximo de valor para a indenização por dano moral, que tem relação com o salário do trabalhador. Ou seja: se o mesmo acidente de trabalho acontecer com um trabalhador que tem salário de R$ 10 mil e com um que ganha R$ 1 mil, a indenização do último será 10 vezes menor do que a do seu colega de trabalho.
Veja abaixo todos os pontos considerados inconstitucionais pelo Ministério Público do Trabalho:

1. Pejotização

O texto da reforma trabalhista afirma que a contratação de autônomos, mesmo que com exclusividade e de forma contínua, “afasta a qualidade de empregado”. Para o Ministério Público do Trabalho, esse tipo de contratação viola o princípio constitucional dos direitos fundamentais dos trabalhadores de ter uma relação de emprego “protegida” e com direitos garantidos, como remuneração não inferior ao salário mínimo, FGTS, seguro-desemprego, 13º salário, férias remuneradas, licença-maternidade, entre outros. Caso a reforma seja aprovada, o governo promete impedir, via medida provisória, que exista uma cláusula de exclusividade no contrato de prestação de serviço.

2. Terceirização

A terceirização de qualquer atividade foi liberada por outra lei aprovada neste ano, mas a reforma trabalhista detalha os casos em que ela será permitida. Os dois projetos de lei permitem a empresa terceirizar qualquer atividade, inclusive sua atividade principal. Segundo o MPT, a ampliação da prática viola o princípio constitucional de que todos são iguais perante a lei porque permite remunerações diferentes a trabalhadores que realizam a mesma função.
O MPT também alega que a terceirização em empresas públicas ou em economias mistas viola a regra constitucional que estabelece concursos públicos para a contratação desses funcionários.

3. Pagamento abaixo do salário mínimo e redução do FGTS

A reforma coloca em risco o direito ao salário mínimo, estabelecido na Constituição e na Declaração Universal dos Direitos Humanos. O projeto apresenta diversas maneiras de o empregador burlar essa remuneração: uma delas é a possibilidade de contratar um autônomo de forma contínua e exclusiva, e outra são os contratos onde o trabalhador fica por um longo período à disposição da empresa, mas recebe apenas pelas horas trabalhadas. Neste caso, não há garantia de que o trabalhador fará o número de horas necessárias para ganhar o salário mínimo.
Além disso, a reforma diz que ajudas de custo (como auxílio-alimentação, diárias para viagem e prêmios) não farão mais parte do salário, o que afronta dispositivo constitucional que diz que essas verbas serão incorporadas à contribuição previdenciária e ao cálculo do FGTS.

4. Flexibilização da jornada de trabalho

O projeto de lei permite jornadas de trabalho superiores às oito horas diárias, estabelecida por meio de acordos entre empregador e empregado. Há ainda a previsão de que o empregado trabalhe 12 horas e folgue 36, regime que hoje não está em lei, mas já é permitido para algumas profissões pelo Tribunal Superior do Trabalho.
As mudanças, segundo o MPT, violam a jornada constitucional e também vão contra acordos internacionais assinados pelo Brasil, que preveem “que toda pessoa tem o direito de desfrutar de condições justas de trabalho, que garantam o repouso, os lazeres e a limitação razoável do trabalho.” O governo promete estabelecer, por Medida Provisória, que essa flexibilização só será possível a partir de acordo ou convenção coletiva.

5. Redução da responsabilidade do empregador

Para o teletrabalho (o “home-office”), a reforma diz que cabe ao empregador apenas “instruir” o trabalhador sobre os riscos de doenças e acidentes de trabalho. Além disso, afirma que a responsabilidade pela aquisição, manutenção ou fornecimento da infraestrutura necessária à prestação do trabalho remoto (e o reembolso de despesas) será prevista em contrato escrito.
O MPT afirma que é responsabilidade constitucional do empregador cumprir e custear o cumprimento das normas de saúde, higiene e segurança. Além disso, essas disposições transferem parte dos riscos e dos custos ao empregado – o que pode gerar redução salarial, vetado pela Constituição.

6. Negociação individual para quem ganha acima de R$ 11 mil

O projeto de lei permite que empregadores façam acordos individuais com trabalhadores que tenham ensino superior e que ganhem valor igual ou superior a dois tetos do INSS (ou seja, R$ 11.062,62).
Porém, a Constituição não autoriza, em nenhum momento, flexibilização de direitos por meio de acordos individuais e proíbe distinção entre trabalhos (e trabalhadores) manuais, técnicos ou intelectuais.

7. Negociado sobre o legislado

Com a reforma, convenções e acordos coletivos irão prevalecer sobre a lei em diversos temas, exceto quando se relacionar ao pagamento do FGTS, adicional noturno, repouso semanal remunerado, férias, salário-maternidade, entre outros.
Na avaliação do MPT, esses acordos podem extinguir ou reduzir direitos, o que viola a Constituição. Segundo a carta de 1988, a negociação coletiva serve para garantir que os trabalhadores organizados em sindicatos possam conquistar direitos que melhorem sua condição social, o que não está garantido no novo texto.

8. “Representantes dos trabalhadores”

A proposta estabelece que empresas com mais de 200 empregados tenham “representantes dos trabalhadores”, com a finalidade de facilitar o entendimento com empregadores, buscar soluções para conflitos e encaminhar reivindicações.
Segundo o MPT, a Constituição atribui exclusivamente ao sindicato “a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria, inclusive em questões judiciais ou administrativas”. Caso a reforma seja aprovada, o governo promete mudar esse ponto através de uma medida provisória.

9. Redução das horas de descanso podem aumentar acidentes e doenças

Além de flexibilizar as horas de descanso, que podem ser decididas por acordo coletivo, o texto do projeto de lei afirma que “regras sobre a duração do trabalho e intervalos não são consideradas como normas de saúde, higiene e segurança”.
Segundo o MPT, isso permite que o trabalhador seja submetido a atividade prejudicial à sua saúde em jornada de 12 horas. Mas a Constituição garante como direito do trabalhador a redução dos riscos relacionados ao trabalho. Além disso, o Ministério Público do Trabalho afirma que a maior parte dos acidentes de trabalho acontecem nas últimas duas horas da jornada, justamente devido ao cansaço do trabalhador.

10. Indenização por dano moral

O projeto de lei determina faixa de valores para a indenização por danos morais, de acordo com o salário do trabalhador. Atualmente, elas são determinadas pelos juízes. Se a ofensa for de natureza leve, a indenização determinada pelo juiz poderá ser de até três vezes o valor do salário. Se for gravíssima, de até cinquenta vezes.
A norma viola o princípio constitucional de que “todos são iguais perante a lei”, já que o projeto de lei permite valores diferentes para trabalhadores com salários diferentes, e também pode impedir a reparação integral do dano. Esse é outro ponto que o governo federal promete mudar através de uma medida provisória.

11. Acesso à Justiça do Trabalho

A reforma permite que empregados e empregadores assinem um “termo de quitação anual de obrigações trabalhistas”, o que tem potencial de tirar a decisão de questões trabalhistas da mão da Justiça. O projeto também estabelece que o pagamento dos gastos processuais é de responsabilidade do autor da ação, mesmo se tiver direito à justiça gratuita.
O MPT argumenta que isso vai contra o artigo 5º da Constituição, onde está previsto que “a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito”. Além disso, a Constituição estabelece a gratuidade judiciária para quem comprova não ter recursos para o pagamento das despesas do processo.

12. Limitação da Justiça do Trabalho

O projeto de lei estabelece um rito específico para que a Justiça do Trabalho aprove decisões que criam jurisprudência e aceleram processos semelhantes em instâncias inferiores, as súmulas vinculantes. Segundo a reforma, elas têm que ser aprovadas por pelo menos dois terços dos membros do tribunal, e a mesma matéria tem que ter sido decidida de forma unânime e idêntica em pelo menos dez sessões anteriores, com a realização de uma audiência pública.
De acordo com a Constituição, as súmulas vinculantes hoje podem ser aprovadas por decisão de dois terços dos membros do tribunal superior, mas sem a exigência de decisões anteriores ou de audiências públicas.
FONTE:https://www.pragmatismopolitico.com.br/2017/07/ministerio-publico-inconstitucionais-reforma-trabalhista.html

Holocausto brasileiro: 60 mil morreram em manicômio de Minas Gerais



Livro conta história de hospício em Barbacena que arrecadou R$ 600 mil com venda de corpos.

“Milhares de mulheres e homens sujos, de cabelos desgrenhados e corpos esquálidos cercaram os jornalistas. (...) Os homens vestiam uniformes esfarrapados, tinham as cabeças raspadas e pés descalços. Muitos, porém, estavam nus. Luiz Alfredo viu um deles se agachar e beber água do esgoto que jorrava sobre o pátio. Nas banheiras coletivas havia fezes e urina no lugar de água. Ainda no pátio, ele presenciou o momento em que carnes eram cortadas no chão. O cheiro era detestável, assim como o ambiente, pois os urubus espreitavam a todo instante”.

A situação acima foi presenciada pelo fotógrafo Luiz Alfredo da extinta revista O Cruzeiro em 1961 e está descrita no livro-reportagem Holocausto Brasileiro, da editora Geração Editorial, que acaba de chegar às livrarias de todo o País. Ainda que tenha semelhanças com um campo de concentração nazista, o caso aconteceu em um manicômio na cidade de Barbacena, Minas Gerais, onde ocorreu um genocídio de pelo menos 60 mil pessoas entre 1903 e 1980.

Apesar de ser uma história recente, o fato de um episódio tão macabro permanecer desconhecido pela maioria dos brasileiros inspirou a jornalista Daniela Arbex. “Eu me perguntei: como minha geração não sabe nada sobre isso?”. A obra conta a história do maior hospício do Brasil, que ficou conhecido como Colônia e leva este nome por ter abrigado atos de crueldade parecidos com os que aconteceram na Alemanha nazista, durante a Segunda Guerra Mundial.


“Dei esse nome primeiro porque foi um extermínio em massa. Depois porque os pacientes também eram enviados em vagões de carga (ao manicômio). Quando eles chegavam, os homens tinham a cabeça raspada, eram despidos e depois uniformizados”, explica a autora. Daniela não foi a única a comparar Colônia ao holocausto. No auge dos fatos, em 1979, o psiquiatra italiano Franco Basaglia visitou o hospício com a intenção de tentar reverter o que ocorria no local. “Estive hoje num campo de concentração nazista. Em nenhum lugar do mundo presenciei uma tragédia como essa”, disse na ocasião.
A Colônia foi inaugurada em 1903 e continua aberta até hoje, mas o período de maior barbárie aconteceu entre 1930 e 1980, quando pessoas eram internadas sem terem sintomas de loucura ou insanidade. Segundo o livro-reportagem, cerca de 70% das pessoas não tinham diagnóstico de doença mental. “Foi o momento mais dramático. A partir de 1930, os critérios médicos desapareceram. Em 1969, com a ditadura, o caso foi blindado. Não gosto de chamar assim, mas (entre 1930 e 1980) foi um período negro. Foi criado para atender pessoas com deficiência mental, mas acabou sendo usado para colocar pessoas indesejadas socialmente, como gays, negros, prostitutas, alcoólatras”, contou.
Internação e sobrevivência
Daniela contou ainda que a ordem para internação das pessoas na Colônia vinha dos mais influentes da sociedade na época. “Quem decidia é quem tinha mais poder. Teve pessoas que foram enviadas pela canetada de delegados, coronéis, maridos que queriam se livrar da mulher para viver com a amante. Não tinha critério médico nenhum. Tem documento que mostra que o motivo da internação de uma menina de 23 anos foi tristeza”, criticou.
Ao chegarem ao manicômio, os internados tinham uma rotina “desumana”. Eles dormiam juntos em salas grandes sem cama. Todos tinham que se deitar sobre o chão do cômodo, que era coberto apenas por capim. Acordavam por volta das 5h da manhã e eram enviados para os pátios, onde ficavam até 19h, todos os dias. “Barbacena é uma cidade muita fria. Até hoje tem temperatura muito baixa para os padrões brasileiros. Pessoas eram mantidas nuas nos pátios em total ociosidade. Pensa bem que condição sub-humana”, disse a jornalista.
Além disso, a alimentação na Colônia era precária, o que causou a desnutrição e, consequentemente, o desenvolvimento de doenças em vários dos “pacientes”. “Eles tinham uma alimentação muito pobre, de pouca qualidade nutritiva. Muitas pessoas passavam fome. Tem histórias de gente que em momento de desespero comeu ratos ou pombas vivas. (...) As pessoas acabavam tendo sede e bebiam urina ou esgoto porque tinha fossas no pátio. Não tinha nenhuma privacidade. Até 1979 era assim, faziam xixi e coco na frente de todo mundo", explicou.
O fato dos homens, mulheres e até crianças ficarem pelados o tempo todo criava um clima de promiscuidade no manicômio. Há relatos de mulheres que foram estupradas por funcionário. “Consegui depoimentos nesse sentido de (estupro e abuso sexual), mas não consegui provar. Tem um caso de uma mulher que disse ter engravidado de um funcionário. Certo é que havia uma promiscuidade incrível. As pessoas eram mantidas nuas, dormindo juntas nessas condições. Crianças eram mantidas no meio dos adultos”, lamentou.
Além das condições insalubres, o hospício chegou a ter 5.000 pessoas ao mesmo tempo, enquanto a capacidade original era para 200 pacientes. Nesses períodos de maior lotação, 16 pessoas morriam todos os dias. “Não era uma coisa determinada, não existia uma ordem (para matar). As coisas foram se banalizando. Um funcionário via que outro fazia tal coisa com o paciente e repetia. As pessoas deixaram as coisas acontecerem. Não tinha essa coisa de vamos fazer com essa finalidade. Era exatamente por omissão”, comentou.
A jornalista Daniela Arbex

Venda de corpos
Mas a morte dava lucro. A autora do livro conta que encontrou registros de venda de 1.853 corpos, entre 1969 e 1980, para faculdades de medicina. “O que a gente não sabia e conseguimos descobrir, com a ajuda da coordenação do Museu da Loucura, foi que 1.853 corpos foram vendidos para 17 faculdades de medicina do País. O preço médio era de 50 cruzeiros. Dá um total de R$ 600 mil reais, se atualizarmos a moeda. Tem documento da venda de corpos. De janeiro a junho de um determinado ano, por exemplo, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) recebeu 67 peças, como eles mencionavam os corpos”, afirma.
Depois de algum tempo, o mercado deixou de comprar tantos cadáveres. Os funcionários passaram, então, a decompor os corpos dos mortos com ácido no pátio da Colônia, diante dos próprios pacientes, para comercializar também as ossadas.
O caos estabelecido na Colônia foi descoberto pela revista O Cruzeiro, que publicou em 1961 uma reportagem de denúncia de José Franco e Luiz Alfredo, entrevistado por Daniela Arbex no livro. A autora conta que, na época, houve comoção em torno do caso, mas as condições continuaram as mesmas no hospício. “Na época, o (ex-presidente) Jânio Quadros estava no poder. Ele falou que ia mandar dinheiro para a Colônia, falaram que ia fazer acontecer e nada. Não foi feito nenhum tipo de intervenção que fizessem os absurdos cessarem. De 1961 até 1979, a situação continuou tão grave quanto”, explica.
As “atrocidades” no hospício só começaram a diminuir quando a reforma psiquiátrica ganhou fôlego em Minas Gerais, em 1979. Hoje, o manicômio é mantido pela Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (FHEMIG) e conta com 160 pacientes do período em que o local parecia mais um “campo de concentração”. Ninguém nunca foi punido pelo genocídio.
FONTE:http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/mg/2013-07-12/holocausto-brasileiro-60-mil-morreram-em-manicomio-de-minas-gerais.html

Blahka Tao

Vanessa Ferr - Na Sequência ( Lyric Vídeo) Davi Oliver

Barto Korreria-Gordão Também(Prod.MFive)

terça-feira, 11 de julho de 2017

PRETA-MARCELO SILLES (part. Valentim V8)

Djonga - Esquimo (Clipe Oficial)

Entrevista: Sombrio, louco por boom bap e metáforas, Matheus Coringa fala sobre seus projetos

Depois de bater um papo com SantMenestrelOg Thug e outros nomes do rap nacional, o entrevistado da vez é o baiano Matheus Coringa que, apesar de residir no Rio de Janeiro, não perdeu a essência soteropolitana. Com 22 anos, muitos trabalhos e participações já lançados, Matheus diz que seu apelido, “Coringa”, tem vários motivos. “Uns eu digo que é pela aparência, pelos dentes amarelados e feios, ou pelo olhar de maluco… Para outros, falo que é pela maneira de pensar”. Confira a entrevista completa.
Por que Coringa?


– Acredito que o Coringa é para mostrar tudo o que a sociedade finge não pensar, o lado sarcástico, irônico e psicótico.  Mostrar a crueldade dos nossos pensamentos mais ocultos quando o vazio toma conta. Coringa é um Persona, por assim dizer, ou melhor, uma imagem do que nos repudiamos como belos hipócritas acorrentados a uma sociedade que finge ser humana e busca um padrão de “how to live”, que acabará com as mentes mais geniais do século. Por isso tem gente que me odeia, diz que eu “Semeio” o CAOS, não! Coringa é um agente do Caos, sim, mas eu só repasso a Verdade, a minha verdade. Não afirmo que a minha verdade é absoluta, mas como parte desse corpo universal chamado VIDA, creio eu que existe um pouco do Coringa em cada um de nós.

Recentemente você gravou perfil para a Pineapple TV, como foi?
– Foi Massa! Equipe foda e bastante proativa. Paulin, que é o CEO da Pineapple, já é meu conhecido de longa data daqui da área, já dei muita bongada com ele e vi ele começando com a marca antes desse hype todo. Fico feliz pra caralho ao ver a proporção que isso está tomando. Um belo dia ele me fez o convite, disse para escolher um beat do email e chegar lá pra gravar. Eu, como um bom maluco, escrevi da minha forma e fui. É um TRAP ainda por cima, salve Fejão Beats! O Malak, que é o produtor da Brainstorm e responsável pela parte de áudio do canal, é super gente boa! Já conhecia meu trampo há algum tempo eu já estava ligado no trampo dele também. Fico feliz pra caralho por ver um projeto de tamanha magnitude sendo feito por amigos da área, ZO, Vargem Grande está muito bem representada.
Boom bap ou Trap, e por quê? (Acho que já sei a resposta haha)
– Boom Bap, fíaaa! Curto trap também, apesar de não ouvir muito, o Trap Nacional que está me fazendo mudar esse gosto, às vezes eu ponho uma do IGU, do Derek e fico marolando, curtindo o role, mas minha essência e minha pegada mesmo é boom bap. Quando tu sente aquela caixa estalando, aquele sample macabro que tu não sabe nem de onde veio, arrepia! Como Davzera diz “mas o boom bap resposta mano, deixa com os mestres”. Hahaha
Você trouxe Davi Nadier em um trampo seu, “Peso Fino”, pretende fazer mais parcerias com seus conterrâneos? Fale um pouco sobre e se já existe parcerias futuras.
– Eu ia fazer uma mixtape antes só com MC’s Baianos (as), chamada “VÉI“, mas por conta de diversos problemas pessoais e da distância, a organização ficou meio difícil de prosseguir com a ideia a tempo. Pretendo ir pra Bahia passar um mês e vou fechar com vários manos que tenho contato por lá. Já saiu som com o Davi, com o Baco, o próximo dessa lista é outro mano que me identifico muito, o Mobb! Outro mano que não sei se está ligado em mim ou curte meu trampo, mas queria rimar em cima de um beat de Grime com ele, é Vandal. Balah e fogoh, porra! Haha Seria muito louco!!!  Aurinha é uma mina que espero trampar quando cair pra SSA também e vários outros bruxos, mas vou deixar em off pra vir como surpresa!
O que você escuta e quais são suas influências?
– Então, no começo eu escutava muito Rock, queria ter uma banda de rock, mas não tive a oportunidade. Já fui bem mais eclético, o que anda em meus fones atualmente é Nirvana, Skepta, Mf Doom, Odd Future, Tyler,Earl, MellowHype, Qua$imorto, Davzera,Mobb, Estranho, Yung Buda e as guias secretas da O.D. KILL e acho que só. Não vou mentir dizendo 10 mil nomes só para mostrar que manjo de Rap pra caralho, basicamente escuto as mesmas coisas sempre. Minhas maiores influências são esses caras mais ‘antissociais’ pique Kurt, o Doom, Earl. Davzera é um mano que me trouxe muita esperança no Rap Nacional por eu me identificar com a vibe dele.
Além de rapper, você é beatmaker, na verdade, faz um pouco de tudo, gravação e edição de vídeos também, pelo que vi. Você acha que para um rapper independente, atualmente é bom saber um pouco de tudo, justamente para não ficar na dependência de terceiros, ainda mais para os que são mais under, como você?
– Foi o que você falou “independência” em todos os sentidos, o cara tem que ser cada vez mais autodidata e parar de depender dos outros, eu aprendi um pouco de cada e vou aprimorando o que sei, sem pedir opinião pra ninguém. A galera na maioria das vezes complica em vez de ajudar e tu acaba se estagnando, faço o que você achar legal! Só não dependa dos outros.
Você tem essa pegada de rap sujo, bem underground mesmo, é uma característica sua e vejo como algo positivo porque o torna único no que faz, como reage a isso, como desenvolve seus trabalhos?
– Eu comecei a perceber que o que eu queria escutar, não encontrava muito aqui e decidi misturar tudo o que curtia. Dei um LEVE toque do meu humor ácido natural de Matheus do dia a dia, quem é meu amigo sabe e o resto é puro foda-se!

Fale sobre os seus trampos já lançados.

– Então, oficialmente já lancei “Ilógico 1” que foi o primeiro som/videoclipe que mostrei totalmente minha identidade como “Matheus Coringa”. Os trampos anteriores foram todos de experiência e estudo para depois começar já quebrando a porra toda. rsrsrs Após de Ilógico, trampei bastante pelo meu selo O.D. KILL, onde soltei vários singles em collab com meus amigos, algumas mixtapes perdidas pelos confins da O.D.! Eu realmente foquei muito no crescimento da O.D. e depois disso parei e fiz meu primeiro “álbum”, que foi o NICTOFILIA, um álbum visual de total identidade e roteiro próprio com direção e a porra toda do meu mano mestre Cayo Carignani, que a cada dia que passa eu venho aprendendo mais com ele e inclusive estamos filmando uma serie de humor no sense total kkkkkkkk


O que te inspira a escrever? O que costuma abordar em suas letras?
– As minhas observações nesse plano, penso em rap 24hrs, em analogias, em metáforas, em figuras de linguagem, mas tudo vem da forma que vejo as coisas. Às vezes vejo as coisas com muita profundidade, diferente dos demais que vivem apenas por viver suas vidas, mesmo sem buscar um sentido concreto em viver sem ter sentido.


Qual a maior dificuldade que tem encontrado na cena?

– Da cena? Planejamento! Dos Rappers? Identidade própria! Muita galera quer ser Rapper só pelo “lifestyle” que se passa e ainda nem se encontrou como músico…ou como pessoa, eu acho que a cena vai melhorar muito quando a gente mudar o nosso próprio pensamento e começar a se cobrar mais antes dizer que é “RAPPER”
Fale sobre o início da sua jornada no hip-hop e quando decidiu cantar rap.
– Com o Hip-Hop foi MUITO cedo. Tinha uns sete ou oito anos, admirava muito os bboys, assistia muito vídeo de batalha e sempre tentava imita-los (kkkkkk). O rap sempre esteve lado a lado na minha vida, minha mãe é bem nova, ela curtia muito Racionais, inclusive, já fui em um show deles na barriga dela segundo ela. Não conheço meu pai, mas minha mãe dizia que ele cantava músicas do Facção Central,  509-EDexter e etc para eu dormir. Fui influenciado pelo meu sangue, sempre escutei muito Rap Nacional por causa dos meus familiares e amigos mais próximos.

Sempre escrevi poesias na escola, sempre fui bom aluno quando se tratava de letras ou algum processo criativo. Com o tempo fui aprimorando isso no improviso, onde zoava meus amigos na sala de aula e sempre o retorno deles era incrível. Aos 12 anos peguei um beat do “Diário de um Detento” e fiz uma paródia, meus amigos passavam mal de rir e meu foco nunca foi ser um “Rapper”, eu queria mesmo era ser jogador de futebol, mas fodi meu joelho muito cedo!
Depois de tanto incentivo e aprimoramento, tive um grupo chamado “Tarja Pretta“, que me ajudou a evoluir bastante minhas rimas. Parei pra pensar um pouco e vi que eu fazia bem aos outros, ajudava os outros a se identificar com algo, com alguma causa, ai já não tinha mais como sair do rap, estava entregue ao movimento totalmente.
Fale sobre o coletivo O.D. KILL
– Então, o O.D. KILL já passou por diversas etapas, era uma idéia que eu tinha que transformei em um coletivo que tinha membros no Brasil e no mundo, pessoas que eu nem conhecia direito, mas que eu via um potencial de crescimento muito grande, a intenção era ser uma TROPA que representasse o ideal da O.D. e desse espaço no rap underground como um “portal de mídia”, mas devido à falta de afinidade com alguns membros que moravam mais longe da base, aqui no RJ, vi que  a gente tinha estagnado, só havíamos lançados alguns “cyphers” com convidados e era isso, soltamos alguns singles e clipes também mas nada que desse um formato concreto a parada.
Decidi fazer uma reforma, todos que estão na O.D. foram convidados por mim, decidi botar os pingos nos i’s e tirei mais da metade que eu não tinha afinidade. Deixei os meus amigos de verdade, todos são pessoas que nos momentos ruins que passei, eles estiveram comigo em, é um sentimento puro de família. Após a saída de vários membros, deixamos de ser um “coletivo” e passamos a ser um SELO/GRAVADORA, que engloba Artistas e Grupos. Ssão seis grupos, seis artistas solos, seis Beatmakers e o nosso Videomaker Oficial, que em breve está vindo pra cá, meu primo Gabriel Majin.
Os grupos são: Antropófagos e Navio Fantasma (Manaus – AM), ReservadoCNXVGQuarto4 e HcA (Rio de Janeiro – RJ). Os artistas solos são: Eu (Coringa), DincarriPedroRastataNoturno e Prauk (Rio de Janeiro -RJ), Suri Infécta (Manaus – AM e Ex-Tarja Pretta, assim como eu). E os Beatmakers e produtores são: GUZdoCapão (São Paulo – SP), OlavoGul8P.GILThéo (Rio de Janeiro – RJ) e Luedke (Genebra – Suiça).
Esse é o time que fechou o formato da O.D. KILL como um SELO, em breve lançaremos nosso primeiro álbum e também, o álbum dos respectivos artistas e grupos no canal da O.D. KILL, onde sairá a maioria dos trabalhos de todos.
Quer falar algo para quem te acompanha?
– Sejam vocês mesmo e taquem o foda-se para a opinião padronizada dos outros, só isso! Sejam independentes pra vocês não terem que esperar filho da p*** nenhum, perdoe-me o palavrão, mas é a real. hahahahaha Tem que ser agressivo pra galera acordar e começar a se movimentar. Aaaah, espero que vocês não esperem nada de mim além do inesperado, não me rotulem como alguma coisa, que só de bode eu vou fazer completamente o contrário, sempre! E amo vocês, meus queridos ouvintes. ♥ Obrigado pelo convite, RND e parabéns pelo trabalho, Lai, você escreve bem pra caralho!!! Muita luz e progresso para nós, SALVE O RAP NACIONAL!!!!
FONTE:http://www.rapnacionaldownload.com.br/45941/matheus-coringa/

Mixtape de estreia de Pimpo$o conta com colaborações de peso e beats insanos; confira

Pimpo$o, Mc Curitibano de 23 anos, chamou atenção na cena nacional após lançar sons com Mc Igu e Raffa Moreira, agora finalmente liberou sua mixtape ‘Onze’, com 11 faixas, sendo 7 inéditas.
A mixtape, é focada no trap, conta na sua maior parte com faixas bem curtas, uma tendencia do Cloud Trap; os beats são de CVRDEddu Chaves, Marcão BaixadaCeloGustavera e Li-O.
Recheado de participações, a mixtape conta com versos de Raffa Moreira, Mc Igu, Marcão Baixada, FrvnklinAlex FullCvss e Seithen.
http://www.rapnacionaldownload.com.br/46328/mixtape-de-estreia-de-pimpoo-conta-com-colaboracoes-de-peso-e-beats-insanos-confira/

Onde estão as mulheres negras na produção cultural? A Tsika Cultural te responde

A equipe da Tsika Cultural decidiu propor uma importante reflexão sobre a produção cultural preta no mês de comemoração da Mulher Negra Americana Latino e Caribenha.
Fundada em 2009 por Jully GabrielLúcia Udemezue e Nina Vieira, a empresa busca maior representatividade nas produções artísticas protagonizadas por mulheres pretas em São Paulo. “A cidade costuma receber grandes eventos e a maioria é promovida por produtoras culturais que colocam poucas profissionais negras nos projetos, esta invisibilização restringe a atuação de muitas colegas de trabalho e essas, acabam por atuar muito mais nos ambientes periféricos e de pequeno porte, isso quando não precisamos de fomento cultural”, diz Jully Gabriel.
Para a empresa, este é um assunto que precisa ser colocado em pauta, no mês onde se comemora o real dia das mulheres negras e se discute a desigualdade trabalhista que as afeta mais que o restante da população.
Neste mês de julho, a Tsika Cultural está produzindo dois importantes shows em São Paulo. No dia 15, às 21h30, se apresentam no palco do Sesc Belenzinho o Grupo Rimas & Melodias, “Coletivo formado por manas que rimam e manas que cantam. Juntas desde 2015, Alt Niss, Drik Barbosa, Karol de Souza, Stefanie, Tássia Reis, Tatiana Bispo e DJ Mayra Maldjian promovem um diálogo potente entre rap, r&b e neo soul, com a proposta de desconstruir moldes e fortalecer a presença feminina, sobretudo a negra, no hip hop, na música, na sociedade”.
Alt Niss, Drik Barbosa, Karol de Souza, Stefanie, Tássia Reis, Tatiana Bispo e DJ Mayra Maldjian

Já no dia 22, mesmo horário e no mesmo palco, é a vez de Luana Hansen entregar ao público um show com banda e convidadas renomadas desta nova realidade de artistas periféricas que têm enfrentado o sistema e estabelecido carreiras importantes dando voz a pautas e causas como é o caso de Preta RaraMama Lion e o Rap Plus Size.
Em meio às comemorações dessas duas importantes conquistas para a Tsika Cultural e para as artistas negras que compõem a grade, há mais uma surpresa de outra uma produtora de mulheres negras, que trará pela primeira vez ao Brasil, a dupla nova-iorquina Oshun. A produtora Movimentar Produções Artísticas está à frente da turnê e para fazer jus ao mês da Mulher Negra Americana Latino e Caribenha e ao debate proposto pela Tsika Cultural, contrataram somente mulheres negras para trabalhar nos eventos.
Eventos no Sesc:

FONTE:http://www.rapnacionaldownload.com.br/46283/onde-estao-as-mulheres-negras-na-producao-cultural/

Com showzão da Banda OSIRYS, Jokers RS coloca a baixo o novo deck do Lebre na capital gaúcha

O evento que teve sua segunda edição em um dos lugares mais legais da cidade, recebeu na noite de sexta-feira a versão Happy Hour da tradicional festa carioca. Com os deejays residentes DJ Edinho DK e Fabrício Dick Jay, a #jokers teve como convidados especiais, os guris da banda Osirys, que misturam Rap & rock em uma formação que conta com 2 MC’s, deejay e um guitarrista.
Nas bolachas dos deejays, muito rap nacional, mpb e os melhores raps gringos embalaram o Rap Hour, que além de tudo, comemorou o aniversário da produtora local Dani de Mendonça. A banda ainda contou com os convidados Thiago Press e Vitör Motta do grupo D’lamotta, também gaúcho.
Lebre, que alem de café bar também é uma skate park, recebeu pela primeira vez um verdadeiro evento de rap, fazendo a rapa que estava no embalo do carrinho se motivar ainda mais dentro do bowl.
“Nosso rap hour foi sucesso, Porto Alegre estava carente de um evento neste formato fora da área central da cidade. E ver a Osirys e os Deejays tocando de frente para a Nilo Peçanha (uma das principais avenidas da capital), foi lindo demais!” A próxima Jokers já tem data marcada e também contará com a participação de mais uma banda local, conta a produtora do evento.
Quem é de Porto Alegre e Região Metropolitana pode ficar atento as movimentações da página para não ficar de fora da próxima edição!
FONTE:http://www.rapnacionaldownload.com.br/46402/com-showzao-da-banda-osirys-jokers-rs-coloca-baixo-o-novo-deck-do-lebre-na-capital-gaucha/

Conheça a produtora Los Primos e seus trabalhos em prol do Rap Curitibano.

Los Primos nada mais é que uma produtora de eventos que vem circulando por Curitiba a quase três anos e fazendo um certo barulho na cidade.

Com o intuito de ajudar o rap local, mais ainda, Los Primos são uns dos responsáveis por darem espaço pra galera poder se apresentar diante de um publico bom, som bom e com artista consagrados do nosso Rap Brasileiro.

Não feliz só com isso, os moleques criaram um canal no YouTube chamado “Los Primos TV” onde será lançando som, conteúdo, entrevista, bastidores e tudo que tem direito do que rola em Curitiba, a cidade sorriso.
O primeiro lançamento do canal foi com o Nocivo Shomon, na faixa Wu Trap, passou por lá o grupo Street Clã com a faixa “Eu To Bem” e na ultima semana, deu início a saga do canal, “Los Primos Apresenta“, um clipe onde foi reunido o Gabriel TK e o Lenzi em um som muito bom, ouça aqui.
E no ultimo domingo, 09, lançaram um Acústico com a 1Kilo, onde juntaram o próprio Lenzi e convidaram a 1Kilo pra participar e resultado não poderia ter saído melhor, confira.



Gostou das novidades e quer ficar por dentro de tudo? Se inscreva no canal dos manos e receba em primeira mão as novidades. LosPrimosTV.
FONTE:http://www.rapnacionaldownload.com.br/46386/los-primos-rapbr/

segunda-feira, 10 de julho de 2017

SILLES - Resident Evil part. Fernandinho "Tio Raça", Murilo & Dom Béga (Conduta Mc´s)

Layla - Cicuta (Prod. TAP)

Áurea Semiseria-Áurea Abolicionista (Clipe Oficial)

RND Freeverse | Dactes ‘se deixou levar pelas boas energias’ e ‘chapou’ no beat de Deezy

Essa é a 23ª edição do RND Freeverse e o artista convidado foi Christian Dactes, também conhecido como o homem de 1001 funções. haha Christian é rapper, beatmaker, dono do estúdio NaCaladaRec e um dos produtores mais procurados de Salvador.
Para o freeverse, ele escolheu o beat de Deezy (Môdréd feat. Monsta). A escolha teria sido por ele gostar de beats com timbres de piano. “Isso é viciante pra mim! Decidi rimar no beat, escutei algumas vezes e fui pensando na letra. Me deixei levar por boas energias e doei o que tava sentindo no momento, escrevi e gravei na mesma noite. O som fala da minha ambição, de modo geral”, afirmou.
A captação, mixagem e masterização ficou por conta do próprio Christian, já a direção e filmagem ficaram com Marcelo Ferreira (Primitive XXI Records) e a edição e finalização com Gabriel Salvi (Hypnos Produtora). O resultado disso, você confere abaixo:
FONTE:http://www.rapnacionaldownload.com.br/46027/rnd-freeverse-dactes/

Rima Dela | Áurea Maria fala sobre a importância da representatividade e quebra de padrões

Essa baiana retada, preta, gorda e cheia de atitude é a convidada do Rima Dela desse mês e trouxe consigo questionamentos importantes quando se trata de mulher. Fala sobre representatividade, quebra de padrão, aceitação, família, seus desejos e ainda mandou um free.
Seu vulgo, “Semiséria”, foi criado a partir de uma citação na música “Overfluxo”, do Beirando Teto, mas ela se chama Áurea Maria de Lima, tem 19 anos, é MC e natural de Salvador, diretamente do bairro de Cajazeiras. Rima desde o ensino fundamental e foi descoberta em 2014 pela renomada MC amazonense, Mirapotiraque também participou do nosso quadro.
O Rima Dela é por mulheres, mas para todos. Nesse vídeo, contamos com a ajuda de Caio Tavares na gravação e edição, já a produção, foi feita por mim. O projeto foi idealizado pelo coletivo Soul Di Rua (PE), criado por Becca Vilaça, com o propósito de trazer mais visibilidade e voz as mulheres através de seus trabalhos, ideias, rimas e improvisos. Confira as edições anteriores clicando aqui.
FONTE:http://www.rapnacionaldownload.com.br/43294/rimadelaaureamaria/

Froid - Pseudosocial (prod.Froid)

RND Recomenda: Gran Klan, agressividade e mensagem andam juntas

Quando dois MCs de batalha e um beatmaker de talento extremo se juntam para fazer barulho, é óbvio que sai coisa boa. Sem papas na língua e com levadas agressivas, o grupo já tem sete sons na pista – seis dessas faixas integram o EP “13“; e o recém lançado single “Marlboro“.
Gran Klan é formado pelos Mcs LodK e Nathan e o beatmaker Russo. Lodk é bem conhecido no cenário das batalhas de MCs. Vencedor de quatro Batalhas do Conhecimento, fez nome nesse estilo, e em contato com o rap desde seus 10 anos de idade, o que era uma brincadeira virou seu futuro. Nathan está há menos tempo no rap, mas já batalha há um bom tempo, e assim como Lodk, tem paixão e dedicação pelo que faz. Na assinatura dos beats, temos Russo, um beatmaker que está há pouco tempo no rap, mas já se encontrou no estilo.
O grupo recentemente passou por uma reformulação de estilo: nos últimos sons ainda focavam no Boombap, mas uma nova identidade está surgindo e com ela o foco no Cloud Trap, ritmo popularizado por $uicideboy$, Pouya, xxxTentacion, e outros, e a missão de serem, atualmente, um dos poucos representantes dessa vertente no Brasil.
Ano passado lançaram seu primeiro EP, o “13“, e esse ano o single “Marlboro” teve uma boa recepção. Mas agora com o novo foco, o grupo promete novos sons para um futuro próximo. O single “Traumatismo Craniano” está prestes a ser lançado e outros sons estão em fase de produção, como “Me Espere Maria” e “Bangkok”, com participação de Xamã (Cartel Mcs), e com certeza virão para marcar a presença do grupo no rap nacional.
FONTE:http://www.rapnacionaldownload.com.br/43732/rnd-recomenda-gran-klan-agressividade-e-mensagem-andam-juntas/

‘Mente aberta, Pé no Chão’ é o primeiro single do grupo Ideias Fluintes

Após quatro anos de existência com a formação atual, o grupo carioca Ideias Fluintes se apresenta ao Brasil com o single “Mente aberta, Pé No Chão”, gravado no Estúdio Carioca(projeto voltado à artistas independentes da Prefeitura do Rio de Janeiro).
O grupo é composto pelos MC’s Chit, Cid e Puyol Z, que apresentam um rap puro, contundente e realista. Mas a formação não para por aí. O Ideias Fluintes ainda conta com os riffs de guitarra de Thiago Bonato, do groove e da musicalidade do baixista Guilherme Gonçalves e do peso da bateria do enérgico Renan Nidecker.
Com uma letra que transporta assuntos político-sociais, os MC’S do grupo retratam as relações humanas para um convívio mais harmônico trazendo também questões ambientais. A pegada objetiva porém leve, explícita na arte gráfica da música, faz com que o ouvinte se questione sobre os caminhos que a sociedade segue hoje.
FONTE:http://www.rapnacionaldownload.com.br/46341/mente-aberta-pe-no-chao-e-o-primeiro-single-do-grupo-ideias-fluintes/