quarta-feira, 27 de abril de 2016

Tupac ganha mixtape de remixes com trilha da série ‘Game of Thrones’


Já noticiamos a mixtape “Life After Death Star“, onde os versos de Notorious Big foram mixados com a trilha dos filmes ‘Star Wars’, e também outro projeto similar com mashups de Eminem e o jogo Strett Fighter. Agora, a combinação inusitada é com o propagador do Thug Life: Tupac.
A mixtape intitulada “The Don Killuminati: The 7 Kingdoms” (em português:Os dons Killuminati: Os Sete Reinos), produzida pelo rapper/produtor de DetroidTony K apresenta notáveis canções da discografia de Tupac mixadas às músicas da série Game of Thrones, um dos maiores sucessos da TV.
Ao total são 13 faixas do Tupac remixadas com a trilha sonora da série da HBO. Você encontrará releituras de clássicos como “Dear Mama“, “Changes” e “Still Ballin“. Ouça.
Você pode baixar a mixtape gratuitamente no site oficial do Tony K., confira a capa de “The Don Killuminati: The 7 Kingdoms” e a lista de músicas:
Lista de músicas
  1. Intro
  2. Still Ballin f. Kurupt
  3. Dear Mama
  4. Fake Ass Bitches
  5. When We Ride On Our Enemies
  6. Changes
  7. Only Fear Of Death
  8. Fuck All Y’all
  9. Thug Style
  10. Hennessy
  11. Homeboyz f. Young Noble
  12. Out On Bail
  13. Lets Fight f. Tony K (Bonus)

FONTE:http://www.rapnacionaldownload.com.br/33424/fizeram-um-disco-e-mashup-entre-tupac-e-game-of-thrones/

Afabrica lança a música “Rotina da Quebrada”


Afabrica é um grupo de Santa Barbara D´Oeste (SP) totalmente independente com letras de autoria própria, mixa poesia instrumentos acústicos e batidas eletrônicas. Tem como influência além do Rap o “Rock HC” e traz em suas letras temas variados como política, espiritualidade, vivência e fé.
O grupo teve início no ano de 2014 fundado pelo skatista “Wil” (Willian Luis dos Santos) que trabalhou cerca de um ano sozinho até a entrada de sua noiva “Bia” (Beatriz Lucas) segunda integrante e cantora.
Dia 07 de abril, o grupo lançou o single “Rotina da Quebrada“, música feita em homenagem ao bairro São Joaquim, local onde o compositor Wil nasceu e mora até hoje. A música serve de homenagem a todas as quebradas, retrata com poesia e alegria uma maioria pobre que vive as margens da sociedade. O som foi produzido por Estúdio RG e a produção artística é de Bruno Munhão.
Atualmente o grupo se dedica aos ensaios com banda e finalizou seu primeiro trabalho, um EP intitulado “O Tempo” contendo sete faixas que misturam instrumentos eletrônicos e acústicos. O lançamento do projeto é previsto para o primeiro semestre de 2016.
FONTE:http://www.rapnacionaldownload.com.br/33387/afabrica-rotina-da-quebraca-clipe/

Café com rap: conhecendo a Vala Cultura Urbana


Vestir-se bem é pré-requisito pra chegar chegando em qualquer quebrada. Antes de mais nada eu tenho que deixar bem claro que “Vestir-se bem” não tem nada haver com dinheiro/preço, tem haver com estilo.
Tem gente que tem muito dinheiro e pouco estilo, tem gente que tem pouco dinheiro e muito estilo. O estilo vai da sua criatividade, vai da sua cultura, vai da sua atitude, vai do que você faz de diferente. Estilo é a sua definição, é o que você faz, é como você age, geralmente de maneira diferente dos demais.
O Hip Hop sempre foi um movimento dos “diferentões”, a gente tá ligado que sua mãe sempre te disse: “Para de ficar ouvindo essas músicas de marginais/bandidos/vagabundos”. Mas as coisas mudaram e hoje ouvir Rap e frequentar eventos culturais de Hip Hop é algo totalmente normal perante a sociedade.
O Hip Hop sempre teve seu jeito de se vestir próprio, calças largas, camisas largas, tênis e boné. Sempre tivemos nosso estilo dentro da cultura, sempre tivemos a nossa moda. As coisas evoluem e modificam com o tempo e a moda que veste o Hip Hop também mudou, evoluiu e acompanhou qualquer tipo de tendência, mas sempre mantendo a veia e o espirito clássico.
Algumas marcas surgem com uma proposta bem mais ampla do que vestir quem compra seus produtos. Algumas marcas surgem com o objetivo de vestir até quem não compra seus produtos e esse é o espirito do Hip Hop que permanece vivo. Algumas marcas fazem ações sociais, distribuem roupas, agasalhos, pra quem mais precisa.
VALA Cultura Urbana, é um exemplo disso, nascida nas ruas de Vila Velha e com o intuito de ser bem mais do que apenas mais uma marca de roupas e sim uma crew, um coletivo que fortalece um ao outro, que fortalece a cultura. É válido ressaltar que esse não é um trabalho exclusivo da VALA, existem inúmeras marcas Brasil a fora que faz um trabalho semelhante e o nosso objetivo é falar de cada uma delas de maneira recorrente durante esse ano.
VALA surgiu para o RND em um evento que um dos membros do RND estava, o RapGol (janeiro de 2016), um evento sensacional e que tem como objetivo levar esporte, lazer, cultura e ação social em um mesmo lugar. O RapGol recolhe alimentos e agasalhos pra ações sociais, tem um pequeno campeonato de futsal, batalha de MC’s e muito rap de plano de fundo enquanto o evento acontece.
Eventos como o RapGol são extremamente necessários para cultura, são eventos que você pode levar sua família, sua tia, seu cachorro. Teve uma nova edição do RapGol nesse sábado (23), e tinha uma criança jogando bola entre vários adultos, uma criança não, um prodígio, rima que nem velha guarda, postura de gente grande, apetite de leão. Confirma um compilado de rimas do Bernardo Oliveira, vulgo MC BMO.
Vou fazer um post especifico sobre MC BMO e sobre o RapGol, mas por enquanto vamos voltar ao assunto porque se não o texto vai ficar muito grande. Conheci Gabriel Salles por intermédio de um amigo (Salve Luan), em um evento do RapGol. Nesse dia o Gabriel tava gaguejando muito, acho que eu deixei ele nervoso (brincadeira heim mano). Mas naquele momento eu passava pra ele toda a visão do até então projeto, pro agora, realidade, RND Shop e em contrapartida ele me falava sobre a VALA, sobre o conceito, como funcionava e qual era o posicionamento da marca.
Eu tive o prazer de conhecer um braço da VALA, que é o Gabriel Salles, cara extremamente humildade, prestativo, colaborativo. Então imagina o restante da equipe da VALA heim?
Ali nascia uma parceria entre Gabriel Salles e Daniel Morais, VALA e RND. Uma parceria que não cai pro lado comercial, mas que cai pro lado cultural, que cai pro lado do fortalecimento da cena do Hip Hop. É isso que a VALA faz e é isso que sempre foi o pregação do RND. Quando dois ou mais se unem em prol da cultura, as coisas acontecem e tendem a melhorar.
A marca se auto descreve como: “A gente é nativo da Ilha e viajante. Grafite e mc. A gente é areia e asfalto. Correria e sossego puro. A gente é Vala”
Terça-feira passada (19), a VALA soltou um vídeo no Youtube que explica muito bem o conceito da marca, o seu posicionamento, o que eles pregam e qual é o objetivo desse coletivo que enche os olhos de qualquer um que ama o Hip Hop e a cultura urbana. Confiram:
Eu vou usar a minha coluna pra falar um pouco mais sobre marcas que de algum modo contribuem pra cultura do Hip Hop, levando estilo pra todos os amantes da cultura. A primeira marca foi a VALA, mas trarei várias outras durante 2016.
FONTE:http://www.rapnacionaldownload.com.br/33568/conhecendo-a-vala-cultura-urbana/

Racionais MCs - Um Preto Zica (KondZilla)


Confira o teaser do primeiro trap do Haikaiss, “A Praga”


Na manhã dessa segunda-feira (25) o grupo de rap paulista Haikaiss divulgou o teaser do clipe do seu próximo single intitulado “A Praga“.
Como já haviam anunciado, o grupo prometeu inovar, trazendo algumas faixastrap para o seu repertório, já mostrando essa cara nova no novo single que ainda não tem data de lançamento.
O novo disco, que recebeu o nome de “Teto Baixo” sairá ainda esse ano e também não tem data de lançamento definida.
FONTE:http://www.rapnacionaldownload.com.br/33475/haikaiss-teaser-a-praga/

TheGust Mc’s e Froid (UBR) lançam a faixa “Difusão Mental”


Nesta quarta-feira (27), o grupo de rap TheGust Mc’s lançou a música “Difusão Mental”, com participação do rapper Froid, do Um Barril de Rap.
No som, os mc’s Jean Tassy, Froid, LKS e Don mandam rimas bem elaboradas sobre algumas confusões que a mente passa — causadas por fatores internos e externos — em cima de um beat produzido pelo próprio Froid.
A mixagem da música e edição do clipe também ficaram por conta do líder do Um Baril de Rap. O single é um lançamento da California Produções.
FONTE:http://www.rapnacionaldownload.com.br/33608/thegust-mcs-e-froid-ubr-lancam-clipe-da-inedita-difusao-mental/

Trecho do filme biografico do TUPAC vaza na Internet


O filme do Tupac "All Eyez On Me" ja foi gravado e esta em processo de edição e provavelmente chega aos cinemas ainda este ano. Criando uma grande expectativa nos fãs do rapper e de rap, um rapaz vazou um trecho inédito de uma cena do filme.
A cena que vazou é a que o rapper se defende da acusação de estupro que sofreu em 1993 durante uma coletiva de imprensa.


FONTE:http://www.noticiario-periferico.com/2016/04/trecho-do-filme-biografico-do-tupac.html

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Preta Roots


Beasts of No Nation


Beasts of No Nation, um filme original Netflix. Quando sua família é aniquilada pela guerra civil, um garoto é forçado a entrar para um batalhão de mercenários e lutar como soldado.


O ALUNO


Maruge lutou pela liberdade de seu país, foi preso e torturado. Aos 83 anos, se fazendo valer de um discurso do Presidente do Quênia que garante educação para todos, Maruge decide se matricular numa escola primária. Como a escola possui mais crianças do que sua estrutura precária suporta, sua matrícula é negada e ele precisa insistir muito até ser aceito. Porém, ao começar a estudar, a atitude de Maruge gera revolta e indignação na comunidade, colocando sua segurança em risco.

Uma Lição de Vida (The First Grader) - Trailer Oficial [HD]



O poder do rap para as mulheres da periferia recifense

Novatas e veteranas do hip hop se unem para conseguir respeito e espaço onde a agenda feminina ainda é pouco debatida.



Há cerca de um mês, Elaine Silva, que no movimento hip hop todos conhecem como Laay, fundadora do Poder Feminino Crew (PFC), junto com outras duas MC’s, criaram a banca Rimatitude Di Mina. O projeto é prévia de um coletivo que terá como função principal viabilizar eventos, apresentações e espaços para gravação de músicas de artistas e grupos femininos. “Estamos nos organizando e a tendência é ficarmos cada vez mais fortes”, antecipa, confiante, Laay.

Dentre as muitas garotas que dão continuidade à luta das primeiras Mestres de Cerimônia locais, as meninas do PFC têm se destacado pelas letras recheadas de recados diretos avisando que elas chegaram sem intenção de ir embora. Na letra de Todo Poder a Elas, entoam: "Nossa arte é nossa munição / Arrombo portas fechadas com coragem e determinação". A ideologia das seis garotas dos bairros do Curado, Santo Amaro, Vila Dois Carneiros, Vila Rica e UR-11 está presente também nas redes sociais, onde é possível ler: “Enquanto tivermos voz vamos representar Marias, Ritas, Martas, entre outras que ainda vivem e sofrem. Não aceitamos mais papel de figurante”. 
Já integrei grupos com homens, mas sentia que eu funcionava como um enfeite, não tinha o mesmo protagonismo que eles.

Laay Silva, MC do Poder Feminino Crew
Para ganhar espaço, de fato, Laay percebeu que só haveria um caminho:se unir a outras mulheres. “Já integrei grupos com homens, mas sentia que eu funcionava como um enfeite, não tinha o mesmo protagonismo que eles. Se estar do hip hop já é difícil, quando se é garota, precisamos ser três vezes melhor que um cara para conseguir o mesmo respeito”, dispara a jovem de 23 anos, habituada a representar o feminino em muitas áreas da vida. “Sou analista de sistemas e já era a única mulher do setor em que trabalho. Na universidade, minha sala era composta por quarenta alunos. Havia apenas eu e uma colega”, lembra Laay. 

O reconhecimento que vem recebendo do público de dentro e fora de Pernambuco tem sido o combustível para entrar em lugares onde a agenda feminina ainda é pouco debatida. “Queremos abrir caminho para que outras meninas também possam mostrar o que estão compondo e cantando. Precisamos falar para as mulheres menos esclarecidas sobre seus direitos, para as muitas donas de casa que vivem apenas para o lar. O feminismo tem que estar nas periferias porque nelas ainda se reproduz muito o machismo”. 


O movimento do rap feminino, vale lembrar, é anterior à geração do PFC. E quem chegou antes, precisou fazer um trajeto longo. Fabiana Coelho tinha 13 anos quando conheceu, através dos amigos dos bairros da Torre e da Madalena, Zona Norte do Recife, o inconformismo com as injustiças sociais retratadas através das letras dos MC’s na cultura de rua. Aos 15, casada com um frequentador assíduo dos bailes de hip hop da cidade, viu pela primeira vez um grupo só de mulheres empunhando microfones em cima de um palco. Nunca mais esqueceu aquele dia.

Passaram-se vinte anos. Fabiana descobriu que mulheres também poderiam usar rimas e poesias como instrumento para expor seus anseios e questionamentos. Neste tempo, aprendeu a escrever as próprias músicas, integrou grupos importantes da cena rap do Recife – como o Donas, com as também MC’s Ana Talita e Mariana Oliveira (MJ)– e tomou para si o papel de levar na arte que produz questões ligadas ao machismo cotidiano, o racismo e o fortalecimento do poder das garotas. “Sempre estive perto de comunidades como Vila Cardoso e Santa Luzia, locais onde presenciei muitas mulheres submissas e diminuídas dentro de suas próprias casas. Era inevitável fazer desses testemunhos temas para o que eu cantava. O hip hop tem caráter de formação política e uso esse espaço para tentar modificar a realidade”, recorda Fabiana. 


Hoje, mãe de dois filhos, ela cursa a graduação em Serviço Social e sempre que pode insere na rotina corrida as oficinas de rima que ministra como educadora. Nelas, estimula meninos e meninas a pensarem uma sociedade mais igualitária. Mas o gênero musical, nascido entre as ruas das comunidades latinas e africanas de Nova Iorque, ainda abriga muitos olhares enviesados quando a figura atrás do microfone é uma mulher. É aí que entra a atuação das novas gerações e das pioneiras, de mulheres vindas dos subúrbios da capital e cidades vizinhas. 

Grafite e Dança

Quando ganhou a oportunidade para participar de um curso de cinema de animação, ainda durante a escola, Rafaela Fagundes, 24 anos, não imaginou que os personagens que ganhavam vida nas técnicas aprendidas em sala de aula poderiam parar nos muros da cidade. Habilidosa com os desenhos desde criança, era a única mulher entre os mais de dez alunos da turma. Com eles, descobriu o poder das latas de tinta e a arte que vai às ruas. O encantamento foi imediato.

Hoje, com alguns anos de experiência e sob a alcunha de Strega, assina grafites inspirados pelo que vivencia no bairro de Santo Amaro, onde mora. Os debates com as companheiras do grupo Poder Feminino Crew e o desejo de que as garotas sejam vistas além das curvas de seus corpos entram na pauta. “Somos negras, nordestinas, da periferia. Existirmos já é resistência. Nossa arte é reflexo disso”, enfatiza.

Dentro da cultura hip hop, o grafite equivale à música, em força, para as artes visuiais. Sair dos bairros de periferia e colorir as fachadas de centros urbanos faz com que o recado atinja um público maior. “Nem todo mundo ouve rap, mas é difícil não se encantar com linhas e cores. Já fui abordada, enquanto grafitava, por gente que não entende muito da cultura de rua, mas gostaram do trabalho. Pude falar a elas sobre o que eu havia retratado, na maior parte das vezes, represento a violência contra a juventude negra e as mulheres.” 

Assim como Rafaela, Maria Eduarda Serafim, a b-girl (que são as garotas do breakdance) Duda, descobriu no meio da diversão dos garotos uma nova paixão. Em 2007, aos 16 anos, notou que nos intervalos da escola onde estudava, em Prazeres, Jaboatão dos Guararapes, os meninos ensaiavam passos de dança de rua. Ouviu de um deles que aquilo era coisa de homem, interpretou a afirmação como afronta e decidiu que seria tão boa na dança quanto eles. Começou a participar de ensaios três vezes por semana. No mesmo ano, saiu vice-campeã da batalha de breakdance realizada no Esporte do Mangue, encontro voltado para a arte de rua, que era realizado pela Prefeitura do Recife.

Atualmente integrando o projeto Arrete e o grupo de dança Girls Domination, ambos compostos só por mulheres, ela utiliza elementos da cultura popular, como o xaxado, para traduzir em movimentos a delicadeza e a força da nordestina. “Quando estou dançando, viro personagem, uma Maria Bonita, encarando o que vier”. Aprovada para o curso de Licenciatura em Dança da UFPE, a bgirl pretende intermediar o diálogo entre academia e cultura de rua. “Quero levar minha vivência para a universidade e mostrar aos companheiros e companheiras de breaking que lá também é nosso lugar”, conclui.

Divulgação

Foi a partir da observação do acervo de fotos e vídeos que produziu ao acompanhar batalhas de rima nos bairros da Região Metropolitana do Recife que a estudante de publicidade e propaganda Rebecca Vilaça, 24 anos, teve a ideia de desenvolver um trabalho que ajudasse a impulsionar as atividades do movimento hip hop local. Junto às colegas Maria Eduarda, Claudiane Souza e Rafaela Barbosa, ela formou o Coletivo Soul Di Rua. Em atividade desde 2014, o grupo tem como uma das bandeiras dar visibilidade à produção feminina no rap em Pernambuco.

Primeira produção audiovisual encabeçada pelo Coletivo, o projeto Rima Delas apresenta, desde janeiro, minidocumentários com relatos de Mc’s pernambucanas contando suas histórias com o rap. Todos os vídeos são produzidos e editados pelas integrantes do Soul di Rua. A intenção é publicar 12 vídeos, um a cada mês, até o fim do ano. Nas duas primeiras edições, as Mc’s Lets e Bellator, de 17 e 18 anos, respectivamente, compartilharam a visão da nova geração de mulheres do hip hop pernambucano a respeito de cena.

“Mulheres de dentro e fora da cultura de rua têm lutado por representatividade e nós temos usado a internet para fortalecer essa luta. Já ouvi relatos de Mc’s com trabalhos muito bons que não conseguem apoio para gravar as músicas, por exemplo, porque a parte burocrática ainda está em mãos masculinas e muitos desses homens não conseguem lidar com o fato de uma mulher ser tão boa ou melhor do que eles”, revela Rebecca.

Em março, a protagonista do Rima Delas foi Skull, grafiteira e tatuadora com mais de dez anos de experiência na cena hip hop recifense. O vídeo está disponível no site do Rap Nacional Download (rapnacionaldownload.com.br), onde também é possível assistir às edições anteriores. O portal é um dos mais relevantes dedicados à promoção da cultura hip hop do país.

Sobre a cena rap, de maneira geral, Rebecca acredita que ainda há muito sendo feito de homens para homens e que vem da união entre as mulheres o caminho para a mudança. “Trabalhamos para ampliar nossa voz. Cada uma de nós tem suas particularidades, mas somos muito mais sensíveis ao lidar umas com as outras porque sentimos na pele as mesmas opressões de gênero. Nosso olhar em relação ao que elas estão falando acaba sendo muito mais detalhista do que o de um homem”, finaliza.

FONTE:http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cultura/musica/noticia/2016/04/10/o-poder-do-rap-para-as-mulheres-da-periferia-recifense-230260.php?utm_source=facebook

Nathy MC lança “Touch The Sky” com rapper Mims


A rapper Nathy MC é do Paraná, mas vive em São Paulo há sete anos. Nesse período, já lançou o primeiro álbum solo (em 2009) e faz parte do grupo Pulse 011, com DJ QAP e CrisKonebo.
Mims é um rapper de Nova York que já alcançou o topo do Hot 100em 2007 com “This Is Why I’m Not”.
Agora, Nathy MC e Mims juntaram forças no single “Touch The Sky”, lançado hoje em primeira mão na Billboard Brasil.
Ouça:
FONTE:http://billboard.com.br/noticias/nathy-mc-lanca-touch-the-sky-com-rapper-mims/

Trabalhos Jana Guinond - 2016




terça-feira, 19 de abril de 2016

Lei di Dai: a rainha do dancehall ragga brasileiro lança álbum comemorativo de 10 anos


Diretamente da Zona Leste de São Paulo, a cantora, compositora e Mc deu inicio a sua carreira em 1999 com a banda Camarão na Brasa. Em 2005 já em carreira solo, assumiu o nome artístico de Lei Di Dai.
No final de 2008, lançou seu primeiro CD intitulado “Alpha & Omega’’, abrindo portas para diversos festivais e turnê europeia com direito a indicações e prêmios musicais — sim, ela é mais uma das artistas mais reconhecidas na gringa do que no Brasil.
Inspirada na cultura Jamaicana e coroada a “Rainha do Dancehall Raggamuffin Brasileiro“, Dai montou seu próprio sound system e em 2013, lançou sua Mixtape “Ragga na Lata“, copilação mixada pelo seu Dj Vinnieman.
E agora, em comemoração aos seus 10 anos de carreira, Lei Di Dai acaba de lançar o disco“Quem Tem Fé tá Vivo“.  O álbum chega com a vibe de libertação, positividade, incentivo, autoestima e boas vibrações. “A minha mensagem principal nesse trabalho é: Acredite em você e siga em frente.  Esse é o verdadeiro fogo na Babilônia”, nos disse Lei de Dai.
Com 18 faixas, as músicas foram gravadas nos estúdios RedBull Station e o disco conta com participações especiais de cantores e Beatmakers da cena musical, como:Jimmy Luv, Marietta Massarock e Fauzi Beydon, da Tribo de Jah e os Rappers  Kamau e Max B.O.
O  material foi produzido por Drumagick, Gustah Echosound, Vinnieman (Gueto pro Gueto), Diego Sants (Beatwise), Ricardo Cabes (Track Cheio), Rafaela Bad $ista (Funk na Caixa) e Kleiton Bassi. A mixagem é de Rodrigo Funai e Buguinha Dub, que também masterizou o disco, lançado pelo próprio selo da cantora, “Rainha da Lata”.
Atualmente, Lei Di Dai está com a turnê  #Quemtemfétavivo, realizando apresentações que marcam a chegada do seu novo álbum.
FONTE:http://www.rapnacionaldownload.com.br/33309/lei-de-dai-quem-tem-fe-ta-vivo-album/

TAVN mostra o motivo do corre na nova “Pelos Meus”


No ultimo sábado (16), TAVN lançou o clipe de sua nova música, “Pelos Meus“. A direção de filmagem fica por conta de Naio Rezende e a produção musical é assinada pelo NOX (Listen The Kidz).
O som conta com uma boa “vibe” noturna, num trap onde o artista exalta suas companhias e os coloca como motivação de todo o seu trampo.
FONTE:http://www.rapnacionaldownload.com.br/33257/tavn-pelos-meus-clipe/

Sinta o batidão de Brasília no CD de estreia do Mr. Malloka


Nascido em Taguatinga Norte/DF e criado em Samambaia Norte/DF, Mr. Mallokateve o primeiro contado com a musica em quermesse de rua, onde teve a influencia do Rap e Funk dos anos 90.
Em 2001 quando voltou para Taguatinga, teve o contato direto com o MPB, período que começou a compor as próprias canções, influenciado por Tim Maia, Cassia Eller, Legião Urbana, Djavan. Só em 2012 gravou a primeira musica intitulada “No Rap“, onde contou um pouco do seu dia-a-dia.
Atraído pelo movimento Gangsta Rap de BSB, lançou em 2015 seu primeiro CD, intitulado“Mr. Malloka & Parceiros” tem 13 faixas que reúnem um grande time de participações: Frois, Boka D’Ladrão, SK do Rap, Atos, Cindy, CR Mc’s, Conexão Ativa e Gs Função.
O projeto foi gravado em diversos estúdios, todos os artistas participantes são das diversas cidades satélites do Distrito Federal. Mr. Malloka diz que o projeto foi feito “com intuito de unir as quebradas e relembrar um pouco as origens do Rap que se perdeu com o tempo“.
FONTE:http://www.rapnacionaldownload.com.br/33144/batidao-brasilia-no-cd-de-estreia-do-mr-malloka/

Baixe “Restabelecendo as Verdades”, segundo disco do Fetoca



Fetoca segue carreira solo desde 2009 e sempre buscou conhecimento para alcançar uma identidade original com um trabalho independente de qualidade.
Seu primeiro álbum oficial foi lançado em março de 2015 intitulado “Undergroundcadavez” tem dez faixas. Logo na sequência, seu segundo álbum foi lançado em novembro de 2015, um EP com seis faixas chamado “Restabelecendo as Verdades”.
O EP passa a perspectiva através da vivência do rapper de Campinas nas ruas, que firma sua postura em saber desenvolver em qualquer meio, do dia a noite, do rap ao graffiti, os roles, álcool, drogas, do lixo ao luxo… “Respeito e união é a chave para o sucesso pessoal e consequentemente de suas ideias e atitudes“, diz Fetoca.
O trampo se destaca pelo bom rap underground passado pelas rimas sujas de Fetoca e produções de Neo BeatsDoc Digi e Derf. Ouça:
Lista de músicas
  1. Introvilão (Prod. Doc Digi)
  2. Meu Território (Prod. Doc Digi)
  3. Os Amigos (Prod. Doc Digi)
  4. Parte do Infinito (Prod. Doc Digi)
  5. O Bonde (Prod. Neobeats)
  6. Início (Prod. Derf)
O terceiro álbum do Fetoca já está gravado e passando por processo de mixagem. O projeto ainda não tem data de lançamento.
FONTE:http://www.rapnacionaldownload.com.br/33179/baixe-restabelecendo-verdades-segundo-disco-do-rapper-fetoca/

Drik Barbosa busca o equilíbrio em meio ao caos na nova “Sem Clichê”


Desde que participou de “Mandume” com Emicida e cia, Drik Barbosa tem ganhado um destaque muito grande e nessa terça-feira (19) lançou a “Sem Clichê“, seu novo single.
O beat me inspirou a falar de algo importantíssimo que estamos deixando de lado, a paz de espírito e o equilíbrio. A letra é um convite pra que as pessoas passem a olhar mais pra si mesmas ao invés de se render ao caos que estamos vivendo nos dias atuais“, conta Drik, sobre a letra da faixa, em entrevista ao Red Bull.
O som conta com a participação da Hanifah, dando sua contribuição lírica no refrão juntamente com o Dj Nyack que também co-produziu a faixa em parceria com o Dj Will.
Trecho da música:

Viver sem clichê, sentir os sabores
Do mais amargo ao mais doce
Descendente de Adão e Eva
Sou junção de espinhos e flores
Só pra prevalecer o que é bom em mim
Guerra interna, mente aberta, pra despertar
Meta certa, ser vitória no fim

FONTE:http://www.rapnacionaldownload.com.br/33350/drik-barbosa-sem-cliche-musica/

E AGORA TRABALHADOR? E AGORA POVO BRASILEIRO?

Marcelo Silles
Assistente Social


É factível hoje a demanda por uma independência laboral. Com direitos protetivos claramente ameaçados pelos representantes e defensores do grande capital, fica óbvio que o trabalhador terá que se auto-subsidiar em seus direitos trabalhistas.

Nas câmaras e senados defensores do grande capital e defensores dos trabalhadores, gladiam-se adiando sem nenhum remorso o desespero de pessoas que contam ao final de suas jornadas, com os benefícios conquistados e garantidos por lei. Um jogo cruel e desumano, vidas de cidadãos simples, são avaliadas em custos e benefícios em prol de um capital que explora, escraviza, massacra, humilha.

Em decorrência de fatores liberais e neos, carregado com discursos suaves talhados em sedas, palavras lascivas mascaradas com toques de méritos individualistas, falácias engodas encontraram um momento oportuno aproveitam-se da espetacularização de uma crise criada por eles, para lançarem mão de projetos, emendas e leis que atacam diretamente a vida do trabalhador.

Objetivados no firme propósito de transformar o trabalhador em seus reféns e eternos dependentes, esses cães da guerra na câmara e no senado, ensaiam sem cessar o Macbeth brasileiro em suas masturbações regicidas. Fica evidenciado o querer lastrear desses infames usurpadores que utilizam de duas casas que pertencem ao povo, para atenderem suas luxúrias e privilégios.

O mal vem a galope e com argumentos muito questionáveis. Sob a égide de um moralismo impregnado de opressão, esses cães da guerra exaltam sem esconder e sem medo de represálias, torturadores e assassinos militares como se fossem deuses.

Inventam um comunismo abrasileirado que só existem em suas mentes. No dia 17 de abril de 2016, foi um dia fatídico para todo o povo brasileiro, uma câmara comandada por bandidos, marginais escrúpulos da pior espécie, machistas, que incitam ao estupro, a tortura e o genocídio deram o seu sim para derrubar através do golpe o que não conquistaram democraticamente nas urnas. Foi uma verdadeira atração circense, dos mais horrendos seres, bestiais com total ferocidade para devorarem o garboso banquete.


Diante desse fenômeno episódico o sadismo a mostra, o povo brasileiro mais uma vez saiu perdendo. O verdadeiro povo, que defende a democracia, uma sociedade justa assistiu da geral de uma apoteose, presenças fantasmáticas histéricas, os sins em homenagens e sendo oferecidos para pais, mães, filhos, filhas, maridos, esposas, amantes, pelos fundamentos do cristianismo, pelo cachorrinho e a cachorrinha, tudo se disse mais o fundamental do espetáculo não foi em nenhum momento mencionado. Pobre trabalhador brasileiro. Eufemisticamente redatando valeu-se tudo neste dia 17 de abril de 2016, menos o respeito pelo povo brasileiro.