quinta-feira, 3 de novembro de 2016

“MINHA VIDA IMPORTA. ESPECIALMENTE PARA AS VADIAS”, DIZ LIL WAYNE SOBRE BLACK LIVES MATTER

Neste ano, pode-se considerar que foi fundado o movimento Black Lives Matter (BLM), uma iniciativa da sociedade, de ativistas do movimento negro americano e de muitos membros da comunidade artística problematizando e lutando contra a violência policial contra a população negra o que, anualmente, leva a centenas de mortes mesmo que a vítima não tenha cometido qualquer crime mas, na opinião de uma polícia racista, é considerada culpada no momento da abordagem policial mesmo sem quaisquer provas. Esse movimento agregou pessoas como BeyoncéJay ZAlicia KeysChris Rock, entre várias outras pessoas.
Para o rapper Lil Wayne, contudo, talvez esse seja um falso movimento. Na internet, muitas pessoas tem falado que Lil Wayne não se sente conectado ao movimento BLM. O portal BET, dedicado ao protagonismo negro, já é mais incisivo: “Lil Wayne não precisa se preocupar com o BLM” (leia AQUI).
Tudo começou quando o rapper participou recentemente do programa ABC’s Nightlineonde foi entrevistado e respondeu perguntas sobre assuntos diversos. Quando a entrevistadora perguntou o que o rapper achava do BLMLil Wayne respondeu:
O que é isso? O que você quer dizer? Isso soa muito estranho. Eu não sei, você coloca um nome nisso… Não é um nome, não é, tanto faz. É alguém que leva tiro da polícia por uma razão estranha”.
A entrevistadora então contou um pouco da história e das características do movimento, e o rapper então respondeu:
Eu sou jovem, sou a porra de um negro rico. Se isso não faz você acreditar que a América entende a porra dos problemas dos negros, eu não sei o que é isso. Eu não sei o que você quis dizer, moça. Não venha pra cima de mim com esse papo escroto, moça. Minha vida importa. Especialmente para as minhas vadias”.
Na opinião dos colunistas do BET, isso pode ter a ver com o rapper já ter sido preso e ter medo de se afirmar mais objetivamente a respeito de assuntos políticos ou pode significar que Lil Wayne realmente acredita do estilo de vida selfmade man e que não acredite que o racismo possui todo esse peso que o movimento BLM afirma.
Confira a entrevista na íntegra:
FONTE:http://www.zonasuburbana.com.br/minha-vida-importa-especialmente-para-as-vadias-diz-lil-wayne-sobre-black-lives-matter/

terça-feira, 1 de novembro de 2016

A origem do nome Candomblé

Em 1830, algumas mulheres negras originárias de Ketu, na Nigéria, e pertencentes a irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte, reuniram-se para estabelecer uma forma de culto que preservasse as tradições africanas aqui, no Brasil.Segundo documentos históricos da época, esta reunião aconteceu na antiga Ladeira do Bercô; hoje, Rua Visconde de Itaparica, próximo a Igreja da Barroquinha na cidade de São Salvador – Estado da Bahia.


Desta reunião, que era formada por várias mulheres, como foi relatado anteriormente, uma mulher ajudada por Baba-Asiká, um ilustre africano da época, se destacou:
– Íyànàssó Kalá ou Oká, cujo o òrúnkó no orixá era Íyàmagbó-Olódùmarè.
Mas, o motivo principal desta reunião era estabelecer um culto africanista no Brasil, pois viram essas mulheres, que se alguma coisa não fosse feita aos seus irmãos negros e descendentes, nada teriam para preservar o “culto de orixá”, já que os negros que aqui chegavam eram batizados na Igreja Católica e obrigados a praticarem assim a religião católica.
Porém, como praticar um culto de origem tribal, numa terra distante de sua ìyá ìlú àiyé èmí, ou a mãe pátria terra da vida, como era chamada a África, pelos antigos africanos?
Primeiro, tentaram fazer uma fusão de várias mitologias, dogmas e liturgias africanas. Este culto, no Brasil, teria que ser similar ao culto praticado na África, em que o principal quesito para se ingressar em seus mistérios seria a iniciação. Enquanto na África a iniciação é feita muitas vezes em plena floresta, no Brasil foi estabelecida uma mini-África, ou seja, a casa de culto teria todos os orixás africanos juntos. Ao contrário da África, onde cada orixá está ligado a uma aldeia, ou cidade; por exemplo: Xangô em Oyó, Oxum em Ijexá e Ijebu e assim por diante.
Mas, por que esse culto foi denominado de Candomblé?
Este culto da forma como é aqui praticado e chamado de Candomblé, não existe na África. O que existe lá é o que se chama de culto ao orixá, ou seja, cada região africana cultua um orixá e só inicia elegun ou pessoa daquele orixá. Portanto, a palavra Candomblé foi uma forma de denominar as reuniões feitas pelos escravos, para cultuar seus deuses, porque também era comum chamar de Candomblé toda festa ou reunião de negros no Brasil. Por esse motivo, antigos Babalorixás e Yalorixás evitavam chamar o “culto dos orixás” de Candomblé. Eles não queriam com isso serem confundidos com estas festas. Mas, com o passar do tempo a palavra Candomblé foi aceita e passou a definir um conjunto de cultos vindo de diversas regiões africanas.
A palavra Candomblé possui 2 (dois) significados entre os pesquisadores: Candomblé seria uma modificação fonética de “Candonbé”, um tipo de atabaque usado pelos negros de Angola; ou ainda, viria de “Candonbidé”, que quer dizer “ato de louvar, pedir por alguém ou por alguma coisa”.
Como forma complementar de culto, a palavra Candomblé passou a definir o modelo de cada tribo ou região africana, conforme a seguir:
Candomblé da Nação Ketu
Candomblé da Nação Jeje
Candomblé da Nação Angola
Candomblé da Nação Congo
Candomblé da Nação Muxicongo
A palavra “Nação” entra aí não para definir uma nação política, pois Nação Jeje não existia em termos políticos. O que é chamado de Nação Jeje é o Candomblé formado pelos povos vindos da região do Dahomé e formado pelos povos Mahin.
Os grupos que falavam a língua yorubá entre eles os de Oyó, Abeokutá, Ijexá, Ebá e Benin vieram constituir uma forma de culto denominada de Candomblé da Nação Ketu.
Ketu era uma cidade igual as demais, mas no Brasil passou a designar o culto de Candomblé da Nação Ketu ou Alaketu.
Esses yorubás, quando guerrearam com os povos Jejes e perderam a batalha, se tornaram escravos desses povos, sendo posteriormente vendidos ao Brasil.
Quando os yorubás chegaram naquela região sofridos e maltratados, foram chamados pelos fons de ànagô, que quer dizer na língua fon, “piolhentos, sujos” entre outras coisas. A palavra com o tempo se modificou e ficou nàgó e passou a ser aceita pelos povos yorubás no Brasil, para definir as suas origens e uma forma de culto. Na verdade, não existe nenhuma nação política denominada nagô.
No Brasil, a palavra nàgó passou a denominar os Candomblés também de Xamba da região norte, mais conhecido como Xangô do Nordeste.
Os Candomblés da Bahia e do Rio de Janeiro passaram a ser chamados de Nação Ketu com raízes yorubás.
Porém, existem variações de Nações, por exemplo, Candomblé da Nação Efan e Candomblé da Nação Ijexá. Efan é uma cidade da região de Ijexá próxima a Osobô e ao rio Oxum. Ijexá não é uma nação política. Ijexá é o nome dado às pessoas que nascem ou vivem na região de Ilexá.
O que caracteriza a Nação Ijexá no Brasil é a posição que desfruta Oxum como a rainha dessa nação.
Da mesma forma como existe uma variação no Ketu, há também no Jeje, como por exemplo, Jeje Mahin. Mahin era uma tribo que existia próximo à cidade de Ketu.
Os Candomblés da Nação Angola e Congo foram desenvolvidos no Brasil com a chegada desses africanos vindos de Angola e Congo.
A partir de Maria Neném e depois os Candomblés de Mansu Bunduquemqué do falecido Bernardino Bate-folha e Bam Dan Guaíne muitas formas surgiram seguindo tradições de cidades como Casanje, Munjolo, Cabinda, Muxicongo e outras.
Nesse estudo sobre Nações de Candomblé, poderia relatar sobre outras formas de Candomblé, como por exemplo, Nagô-vodun que é uma fusão de costumes yorubás e Jeje, e o Alaketu de sua atual dirigente Olga de Alaketu.
O Alaketu não é uma nação específica, mas sim uma Nação yorubá com a origem na mesma região de Ketu, cuja história no Brasil soma-se mais de 350 (trezentos e cinqüenta) anos ao tempo dos ancestrais da casa: Otampé, Ojaró e Odé Akobí.
A verdade é que o culto nigeriano de orixá, chamado de Candomblé no Brasil, foi organizado por mulheres para mulheres. Antigamente, nas primeiras casas de Candomblé, os homens não entravam na roda de dança para os orixás. Mesmo os que tornavam-se Babalorixás tinham uma conduta diferente quanto a roda de dança. Desta forma, a participação dos homens era puramente circunstancial. Daí ter-se que se inserir no culto vários cargos para homens, como por exemplo, os cargos de ogans.
Hoje, a palavra Candomblé define no Brasil o que chamamos de culto afro-brasileiro, ou seja: “Uma Cultura Africana em Solo Brasileiro”.
FONTE:http://www.ceert.org.br/noticias/liberdade-de-crenca/14036/a-origem-do-nome-candomble

Nith part. Gutierrez - Perigo (Remix) (prod. Dallass)




quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Bob marley "no woman no cry" 1979





Eminem ressurge com música que ataca Donald Trump

Em 'Campaign speech', músico também se identifica com o movimento negro.
Rapper que mais vendeu álbuns na história disse que trabalha em novo disco.


O rapper Eminem ressurgiu, nesta quarta-feira (19), com uma letra que ataca diretamente Donald Trump, em um rap de quase oito minutos, na qual também se identifica com a causa "Black Lives Matter" ("vidas negras importam") (ouça a música).
O rapper que mais vendeu álbuns em todos os tempos estava relativamente sumido nos últimos anos, mas escreveu em sua página no Facebook que está trabalhando em um novo álbum. Ele divulgou no YouTube a nova música, intitulada "Campaign Speech" ("discurso de campanha", em tradução livre).
Conhecido por seu palavreado despudorado, o rapper se manteve fiel ao estilo provocativo. Na música, ele afirma que Trump, o magnata republicano candidato à presidência dos Estados Unidos, é uma ameaça real.
"Me consideram um homem perigoso / Mas vocês deveriam ter medo desse maldito candidato", canta Eminem. "Você diz que Trump não é um fantoche porque ele paga sua campanha com seu próprio dinheiro."
"E é isso que você queria - uma bucha de canhão maldita que mete a mão no botão, que não responde a ninguém", continua, concluindo "Ótima ideia!".
Eminem, hoje aos 44 anos, poucas vezes usou conteúdo político em suas músicas mais antigas, apesar de deixar claro em entrevistas que simpatiza com a esquerda.
Ativismo negro
O rapper também fala na canção sobre os violentos incidentes que têm atingido diretamente o movimento Black Lives Matter. Ele imagina que se vingaria de George Zimmerman, o vigia voluntário na Flórida que, em 2012, matou o adolescente afro-americano Trayvon Martin quando este caminhava para casa com seu chá gelado e um doce.

O rapper fala de Zimmerman de volta ao tribunal dentro de um saco "com uma bala nas costas". "Seu peito e tronco são deixados na porta do pai do Trayvon como um presente para ele", canta Eminem.
Trump tem enfrentado uma grande oposição vinda do mundo da música nos Estados Unidos, com estrelas como Katy Perry e Jennifer Lopez planejando fazer campanha pela democrata Hillary Clinton algumas semanas antes da eleição de 8 de novembro.
FONTE:http://g1.globo.com/musica/noticia/2016/10/eminem-ressurge-com-musica-que-ataca-donald-trump.html



Em desfile histórico, Emicida coloca pretos e gordos como protagonistas na SPFW com sua marca

O segundo dia de desfiles do São Paulo Fashion Week acabou de maneira emocionante, grandiosa e, certamente, entrou para a história nesta segunda-feira (24) com a estreia da Laboratório Fantasma,, grife de Emicida e Evandro Fióti.
Com um casting, composto por 90% de modelos negros, a missão da marca no evento foi trazer para o mundo da moda um discurso mais inclusivo, democrático e, claro, de representatividade.
O principal objetivo da LAB, como é carinhosamente conhecida a marca, é mostrar a diversidade e a liberdade a partir de todo o conhecimento da luta dos negros pelo mundo e da dura realidade do cotidiano das quebradas muito conhecidos pelos irmãos Emicida e Fióti.
A coleção, que se chama Yasuke, nome dado aos negros Samurais, teve a direção criativa por João Pimenta, um estilista renomado que há anos desfila no SPFW, e mixa influências orientais, africanas e das ruas. Sob a benção de Emicida, as peças foram apresentadas por pessoas de todos os tipos (negros, gordos, altos, baixos…) que fogem aos padrões do mundo das passarelas e representam quem a gente vê nas ruas todos os dias, ou seja, gente de verdade, que consome muita moda e, muitas vezes, só não consome mais porque a maioria das marcas barram isso ao oferecer numerações que vão somente até o 44. Resumindo: o desfile da LAB em nada se parece com o que é costume ver na semana de moda paulistana.
Entre os looks, todos em preto, branco e vermelho, os cantores Seu Jorge e Ellen Oléria também desfilaram nesse que foi uma grande celebração da cultura afro e do rap nacional.
Em entrevista à VogueEmicida detalhou como lida com as semelhanças entre os processos criativos na música e na moda.
— A criação é uma folha em branco em todas as plataformas. Criando uma faixa ou desenhando uma camiseta, o que eu quero é contar uma história. Esta é uma sensação deliciosa
Para a primeira participação do SPFW, a grife chegou com muita maturidade, cheia de inovação e autenticidade — Assista o desfilie na íntegra, com direito a rima inédita do Emicida.


FONTE:http://www.rapnacionaldownload.com.br/39759/lab-no-spfw/


Outubro Rosa HIP-HOP


Expedito Garcia na Praça
Atrações Batalha BR
Grupos
Fênix Rap
Ana Vieira
Livremente
Mano Feijó
Realidade Fúnebre
Agulha Gunnss
Denigro
L.Côte
1Dollar
Conduta Mcs
Karuna
Misit
Zero5
Mc Pica Pau
Método
Marrom
Zumbah Zulu
Banca 009 Vale Encantado
Coletivo Sarau de Rua
(Poesia por Poesia)


Premiação para Batalha da BR
Uma tatoo no Valor de 300 Reais. Patrocinada pelo Timóteo Tatoo
Av:Expedito Garcia, terceiro andar, Sala 210 Campo Grande Cariacica (ES) Em cima da Real Móveis! 27996478934 999093212

Segundo lugar 50 Reais


Para maiores Informações:999027510



1° Festival de Hip Hop de Viana/ES.


O Festival ira levar a Cultura Hip Hop de vários lugares, para o município de Viana/ES, diversos artistas do Hip Hop (Graffiti, Mc, Dj e Bboy), do ES e MG estarão se apresentando.

O eveneto será BENEFICENTE, com arrecadação de ALIMENTOS NÃO PERECÍVEIS E LIVROS ajudando instituições locais. Aos doadores será entregue um ticket numerado para concorrer a vários prêmios que serão sorteados durante o evento.
Teremos atrações como:
***Shows
- CTS:Caçadores da Trilha Sonora (MG).
- Rap X (MG).
- Anna Campos com o lançamento do EP, "Lute até o fim".
- Conceito Periférico com o lançamento do EP " Dialeto Marginal".
***Break
- Vila Velha Força Break
***Graffiti ao vivo

Esão abertas as inscrições para o 1° Festival de Hip Hop de Viana/ES. O evento será realizado no dia 03 de Dezembro de 2016 e as inscrições ficarão disponíveis até o dia 20 de Novembro de 2016.

Faça já sua inscrição e leia o REGULAMENTO, atravéz dos sites:
- Coletivo R.U.A : facebook.com/COLETIVORUAES
- DNA Urbano : dnaurbano.com.br/hiphopviana
- Doggueto : doggueto.com.br/hiphopviana

Página do evento: https://www.facebook.com/events/308211169560354/


NÃO FIQUE DE FORA DESSA !


quarta-feira, 26 de outubro de 2016

O desfile da LAB foi muito foda e estas fotos mostram o por quê

Teve modelos negros, teve plus size, teve Seu Jorge e teve roupas que dão vontade de usar.

LAB, marca do Emicida e Evandro Fióti e com direção criativa do estilista João Pimenta, estreou nas passarelas no segundo dia da SPFWTRANS42, a semana de moda de São Paulo, e foi um festival maravilhoso de moda e diversidade.


Esta camiseta.

A inspiração da marca foi o samurai negro Yasuke e foi de encher os olhos.


Quimono, calça largona, tênis branco, camiseta incrível: só acertos.

Com licença:

*suspiros*

Algumas peças da coleção eram sem gênero, tipo a calça larga com o cinto de amarração japonesa.


O modelo está de parabéns também.

Basicamente, deu vontade de usar todas as roupas.


Adotando o quimono-capa.

E o casting de modelos também estava um show à parte, com muita representatividade.


Como a cantora Ellen Oléria, representando as gordas, pretas e lésbicas, como ela se define.

O que dizer da modelo Bia Gremion?


Musa do Instagram e das passarelas, por que não?

E teve modelo homem plus size também, claro.


Moda inclusiva é outra história.

Eis o motivo da gente querer usar vermelho dos pés à cabeça:


Com bermudinha porque tá calor.

E também não faltou inspiração para quem é mais das cores neutras:


Mas misturando estampa para dar uma animada.

Aqui temos uma inspiração claramente do estilista João Pimenta.


Muitas camadas, alfaitaria, tudo certo.

Estas calças que parecem quase saias são lindas e claramente confortáveis.


Para variar a calça skinny.

Cinza mescla com prateado.



Agora vamos admirar o modelo Sam Gonçalves:


O Seu Jorge também deu uma voltinha na passarela, usando moletom e saia longa plissada.


Enfim, foi um desfile mágico por diversos motivos.


Esta sobreposição sendo um deles.

Mandou bem demais, LAB.


As peças já estão em pré-venda no site da marca, e os preços variam de R$ 69,90 a R$ 359,90. Mas se inspirar não custa nada!

FONTE:https://www.buzzfeed.com/florapaul/desfile-da-lab-foi-foda?utm_term=.kaPZ4p1K0&bffbbrazil#.dw53KvYMl