quarta-feira, 17 de agosto de 2016

DE TRAFICADOS A TRAFICANTES, A POPULAÇÃO NEGRA É A MAIOR VÍTIMA DA GUERRA ÀS DROGAS – Entrevista com Deise Benedito

Deise Benedito é advogada, especialista em relações étnico raciais e gênero e atualmente é Perita do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura do Ministério da Justiça.
Deise tem uma longa trajetória no Movimento Negro, notadamente no feminismo negro onde fundou o Geledés – Instituto da Mulher Negra e presidiu a Fala Preta – Organização de Mulheres negras, além de atuar no campo dos Direitos Humanos, onde se especializou em Política Criminal e Penitenciária.
Deise é referência nacional nestes temas, com participações em seminários, congressos e conferências, tanto nacionais como internacionais e conversou com a Iniciativa Negra sobre a tortura no sistema penitenciário brasileiro e como a sua prática é usada como um perverso mecanismo de controle da população carcerária como elemento complementar da “Guerra às Drogas”.
 O que é Tortura para você Como você a define?
A prática da tortura sempre foi frequentemente utilizada na sociedade  brasileira, introduzida no período da colonização através de tratamentos cruéis e sevícias praticadas contra os povos indígenas, seguidos de sessões de espancamentos sendo amplamente utilizada contra a população africana no Brasil na condição de escravos, como forma de obtenção de informações sobre fugas de escravos, bem com formas de obter também a subordinação, a disciplina dos corpos dos escravizados, servindo como exemplo a outros corpos africanos que se insubordinassem ao julgo do escravismo e dos maus tratos.
A tortura, na minha opinião, é uma  forma mais cruel de tratamentos aplicado ao ser humano, cujo o objetivo é a humilhação em caráter individual em um espaço isolado  ou mesmo público, a despersonalização da sua integridade física moral, afetando o seu estado emocional  reduzindo a pessoa à condição de um bestializado.
Como a tortura é tipificada dentro da norma jurídica?
O Estado Brasileiro ergueu-se sob a égide da o uso desmedido da força de forma violenta contra a população indígena e africana durante o período colonial e a escravidão no Brasil.  A prática do uso da força por agentes do estado sempre foi uma constante, ganhando as paginas dos jornais durante o período da ditadura militar, onde a tortura e os maus tratos ganharam ainda mais dimensões dentro da lógica de repressão.
Com o advento da Constituição Federal de 1988, no texto do art. 5°, inc. XLIII, prescreveu que são inafiançáveis e insusceptíveis de graça e anistia os crimes de tráfico de drogas, terrorismo e os considerados hediondos. Trata-se de uma norma programática. Era necessária a elaboração de lei especial para definir crime hediondo, o que foi feito na lei 8.072/90,  onde a pratica da Tortura foi considerada crime hediondo, porém, ainda não havia uma figura penal definindo a tortura.
Assim sendo, a partir de uma extensa e árdua mobilização da sociedade civil, através da participação nas conferencias estaduais e nacionais de Direitos Humanos,  o ano de 1996 é marcado pelas denuncias da  pratica de Tortura por agentes do Estado. Tal articulação permitiu que passasse a vigorar em 1997 edição da lei nº 9.455/1997, Lei Contra a Tortura com o objetivo de intimidar a pratica da Tortura no Brasil.
Isso só ocorreu em 1997 (diga-se de passagem, nove anos após a promulgação da Constituição), na lei 9.455. Porém a Lei Contra a Tortura não impede que a mesma seja praticada, haja visto as denuncias de torturas no ambiente institucional tais como nos locais de privação de liberdade, tais como presídios, manicômios, asilos etc. Numa visão individualizada dos vários crimes contra a pessoa, pode-se afirmar que a pratica da tortura é a que mais traz desconforto e repugnância à sociedade.
O que e quem é o publico-alvo dos Espaços de Privação de Liberdade?  
O público-alvo em espaços de privação de liberdade, são as pesspas que estão sob custódia do Estado, são adolescentes em cumprimento de medidas sócio-educativas, homens em mulheres em estabelecimentos prisionais, manicômios, instituições psiquiátricas, asilos e abrigos, toda a liberdade que está sob uma decisão judicial ou administrativa. Há sempre que se notar que a grande maioria deste público-alvo é constituída por negros e indígenas.
Existe uma Cultura Institucionalizada da Tortura no Brasil?
Sim, cabe a destacar  que  durante o período da colonização e o período do escravismo,  inúmeros instrumentos foram amplamente utilizados para  a obtenção da subordinação e disciplinamento dos africanos e africanas aqui escravizados, cabendo destacar que tais,  mecanismo de tortura, tinham como objetivo também a intimidação dos insurretos escravos bem como também tinha como objetivo a subordinação à então “Ordenações Filipinas’, ordenamento jurídico este que prevaleceu no Brasil, durante todo o período da Escravidão.
Cabe também destacar que entre a utilização de instrumentos de tortura, para além da utilização do ferro em brasa,  com as iniciais do proprietário do escravo. Também, foram amplamente utilizados, a chibata, tronco, bem como a amputação de membros de escravos bem como o esquartejamento, um castigo medieval  amplamente utilizado no período medieval, que consistia em amarrar os membros da vitima junto a um cavalo e disparar em direções contraria provocando o desmembramento dos membros.
Outro instrumento utilizado era a mascara de Flandres, criada no século 15, utilizada  como reprimenda contra escravos e escravas, este instrumento tornou-se popularizado uma vez que  foi utilizado pela Escrava Anastácia. Outros instrumentos de tortura, foram a utilização de ferros presos aos pescoços, pes  e o  famoso pau de arara. Tais praticas, tinham o objeto de provocarem intenso sofrimento físico em suas vítimas.
O uso de instrumentos voltados para castigar os escravos ou mesmo as pessoas que se insurgiam, foram ao longo do tempo amplamente substituídos por outros instrumentos, principalmente por agentes do Estado, na repressão à criminalidade, através da intimidação e uso da força de forma extrema  com advento da Luz, choques elétricos, sacos plásticos e contra as mulheres o estupro!
A habitualidade no uso de instrumentos de tortura ao longo de anos por agentes do estado, incorporou-se na metodologia a ser aplicada para obtenção de delações no período da Ditadura Militar, estendendo-se até a atualidade onde  destaca se  a influencia dos EUA na formação de Agentes do Estado Brasileiro na utilização de métodos invoadores de Tortura . Neste sentido a pratica da tortura é uma cultura institucionalizada, mesmo hoje sendo utilizada através de outros métodos como eletrochoques, sacos plásticos, negligencia por parte de agentes do Estado, em locais de privação de liberdade. A tortura institucionalizada no Brasil, traz no seu bojo, a certeza da impunidade por parte dos seus algozes. Neste sentido também cabe ressaltar, o uso do corpo como um instrumento de dor.
O que você considera Maus Tratos e Tratamentos Cruéis, Desumanos e Degradantes?
Bem, segundo a Convenção das Nações Unidas contra a Tortura e outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanos e Degradantes, maus tratos e tratamentos cruéis desumanos e degradantes são assim descritos:
Art. 1º. O termo tortura designa qualquer ato pelo qual dores ou sofrimentos agudos, físicos ou mentais, são infligidos intencionalmente a uma pessoa a fim de obter, dela ou de terceira pessoa, informações ou confissões; de castigá-la por ato que ela ou terceira pessoa tenha cometido; de intimidar ou coagir esta pessoa ou outras pessoas; ou por qualquer motivo baseado em discriminação de qualquer natureza; quando tais dores ou sofrimentos são infligidos por um funcionário público ou outra pessoa no exercício de funções públicas, ou por sua instigação, ou com seu consentimento ou aquiescência. Não se considerará como tortura as dores ou sofrimentos que sejam conseqüência unicamente de sanções legítimas, ou que sejam inerentes a tais sanções ou delas decorram.
Já o tratamento degradante,  se dá quando há humilhação diante de outras pessoas, que faz com que a pessoa seja, obrigatoriamente, levada a agir contra a sua própria vontade em condições de subordinação. O tratamento desumano, provoca grande sofrimento físico e mental, ou físico,  impondo muitas vezes esforços à vítima que vão além de seus limites, neste caso é possível citar como exemplo as condições que os africanos durante a escravidão eram submetidos a jornadas extremas de trabalho, ou mesmo às condições que  pessoas em privação de liberdade têm hoje, sobrevivendo em condições sub-humanas tais como em celas superlotadas, ou totalmente em locais sem areação, higiene necessária, alimentação compatível, condições dignas de habitabilidade ou convivência digna.
Como se convive com a Pratica da Tortura em Presídios, Cadeias Publicas, Superlotação…?
Por incrível que possa parecer o convívio com a prática da tortura é naturalizado, entre agentes e presos e presas, está incutida dentro da esfera da estrutura do processo de confinamento,  muitas vezes perpetuadas por agentes do estado, outras vezes por sócio-educadores do sistema sócio-educativo quando não praticada entre os próprios internos.
Estamos vivendo o suplicio do Hiperencarceramento Brasil,  conta com uma população de 579.781 pessoas custodiadas no Sistema Penitenciário, sendo 37.380 mulheres e 542.401 homens, segundo os dados do Infopen, 56% dos presos no Brasil,  são jovens, entre 18 e 29 anos, estes sabemos que representam 56% da população prisional segundo ainda os dados do Depen, dois em cada 3 presos no Brasil são negros isto é 67% do total da população prisional, e 53% possuem apenas o ensino fundamental incompleto.
Em caso particular  a situação das mulheres negras é alarmante,  foi constatado que entre  anos de 2000 até 2014  o numero de mulheres na prisão apresentou um crescimento de 567,4 segundo os dados do Infopen Mulheres, do ano de 2015.
Eu destaco que 30% das mulheres presas não possuem condenação. Na sua maioria negras, jovens, com educação básica (ensino fundamental e médio) incompleto são mães na sua maioria são  responsáveis pelo sustento familiar.
Quais as suas observações sobre a prática de tratamento cruel e degradante para população negra, mulheres e jovens  em locais de privação de liberdade como a prisão  e no sistema sócio educativo?
Ao pé da letra, as condições em que jovens  africanos foram aprisionados e transportados nos navios negreiros, podemos categorizar como tratamentos cruéis desumanos e degradantes. Ao trazermos tais condições para a nossa realidade, diante do grau de desumanização aplicado aos africanos e africanas na condição de escravos para serem amplamente comercializados, também, é possível revisitar rapidamente a historia da escravização no Brasil, e em alguns casos, observar que não era a regra.
Alguns senhores de escravos tinham um extremo cuidado com suas “peças” ou sua escravaria evitando, castigos cruéis que pudessem danificar suas “peças” uma vez que um grande investimento foi efetuado para sua aquisição  e evitar o prejuízo.  Por outro lado, o que determinava o sucesso na obtenção da disciplina e subordinação da escravaria  era exatamente o uso da  força, aliado a humilhações publicas e castigos violentos e a pratica de tortura extrema, e condições degradantes de sobrevivência. Nestes casos era usado o Ordenamento Jurídico intitulado Ordenações Filipinas que, em seu Livro V, determinava o número de chibatadas que o escravo insurgente receberia.
Trazendo para a realidade da população negra, sempre afirmo que mesmo com a “Abolição da  Escravatura”  a população negra, mesmo passado mais de 120 anos, tem ainda sobre suas cabeças a “Mão do Capataz” travestido de República, Estado  Democrático de Direito, onde não são salvaguardados  direitos ou mesmo garantias para esta população  que vive na esfera da Periferia Constitucional,  tendo como agravante o fato de ser ainda vista como “ inferior”, despossuída de direitos e garantias previstas na Constituição.
Eu quero destacar aqui, no que se refere a pratica de tratamento cruel desumano e degradante, principalmente os jovens negros do sexo masculino, sempre foram preferencialmente vitimas das abordagens truculentas do aparato policial, seja ele civil ou militar no que se refere à Segurança Pública, as humilhações públicas nas abordagens, durante a condução nos casos “prisão preventiva” as prisões sempre arbitrárias apontam para a condução até a autoridade responsável,  é seguida por um ritual de espancamentos e xingamentos quando não, são expostos nos programas de telejornalismo sensacionalista para aumento de lucros das emissoras atráves do aumento de patrocinadores, ampliando os custos e reforçando estereótipos de potenciais delinquentes.
Como você vê a população negra em privação de liberdade na condição de dependente química?
Bem, no meu ponto de vista, eu posso destacar que o alcoolismo sempre foi um dos principais problemas da população negra, com traumas terríveis em inúmeros lares,  por ser uma “droga” barata  e de fácil aquisição, depois as chamadas psicoativas, onde posso elencar a maconha, amplamente também utilizada por escravos de angola, conhecida como Djamba. E, ao entrarmos no uso das anfetaminas, nesta destaco a cocaína, uma droga  viciante, e o crack, um dos problemas maiores dos grandes centros urbanos.  O uso das drogas, tem sido considerado uma das causas da violência. Porém se observamos a situação da população dependente química, em privação de liberdade, na maioria das vezes necessita de tratamento adequado, participação da família, profissionais qualificados, e não internação e ser visto como um “caso de Polícia”.
A relação estabelecida com a população negra  é sempre o da garantia da segurança pública não sendo tratado  como um problema de (saúde pública) .Devo salientar a questão da “Guerra às Drogas”. Em  1971, o então Presidente dos EUA, Richard Nixon, fez um discurso considerado histórico onde declarou: “As drogas são nosso inimigo público numero um”  A partir deste discurso, o modelo intitulado de “Guerra às Drogas” foi amplamente difundido em todo mundo, vendedores de plantas, ou mesmo compostos químicos começaram a ser tratados como “terroristas” e uma ameaça à segurança e à saúde públicas, sendo enquadrados os consumidores e portadores.  A tal guerra continua, e deixa um cenário desolador principalmente para a população negra, tanto na condição de usuária ou mesmo na condição de “traficante”.
De  Mercadoria no Trafico Transatlantico de Escravos à condição de “traficantes”, e de dependentes químicos, é possível  observar, que a população negra e jovem,  foi a mais atingida,  no que se refere à violência perpetrada pela “guerra as drogas”, que vai da ação dos agentes públicos há guerras entre as faccões para o domínio do comercio de drogas nos territórios das grandes cidades. Enfatizo sempre que o Genocídio da Juventude Negra se iniciou no momento do aprisionamento destes  jovens na Africa, ganhando novas formatações, num processo que vai desde o abandono no pós abolição,  e se estende aos dias de hoje,  no que se refere às politicas publicas eficazes para sua inclusão social visando o fim das desigualdades provocadas pelo racismo e a discriminação,  realizada culminando no encarceramento em massa.
O Genocídio da Juventude Negra, não se dá apenas pelas guerras entre descendentes de traficados, atualmente na condição de traficantes, destaco ( Pequenos Traficantes) ou melhor os (terceirizados no tráfico)  mas  deve-se levar em conta o impacto das morte na vida de inúmeras famílias negras, quando não mortos pelos agentes do Estado mortos  pelo uso abusivo de drogas.  Destaco a sina das mães, irmãs, filhos e as jovens viúvas,   que  repetiram a triste trajetória de suas tetravós em criar os filhos sozinhas,  continuando a ser o arrimo de família e estarem expostas a violência, vivendo em situação de vulnerabilidade extrema,  na mira das  facções, dos desafetos de seus ex companheiros mortos na “Guerra às drogas”.
FONTE:http://iniciativanegra.org/de-traficados-a-traficantes-a-populacao-negra-e-a-maior-vitima-da-guerra-as-drogas-entrevista-com-deise-benedito/

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Marechal lançará novo single nesta semana


Da última vez que Marechal lançou um som não sobrou pedra sobre pedra na cena. “Primeiro de Abril” mexeu de uma forma bem particular com o rap brasileiro — não só pela expectativa do disco sair, mas também pela forma que o single chegou, pois osbatidão de jazz junto a levada e lírica do Marechal foram pra um outro nível.
Agora, nesta manha de segunda-feira (15), o rapper carioca anunciou um novo single já pra esta semana. “Música nova essa semana. Conto parte da minha história durante os anos na cultura” disse Marecha, revelando a temática do som. O rapper ainda divulgou um trecho da letra:
TRECHO DA MÚSICA
Me diz quem tava lá??? / Sabadão pela LAPA no papo de Rep / na porta do bar / com os muleke / de cap / nas métrica / loka de pré / quinto andar / aqueles verso de amor e toda fé / que ia dar certo / ia na festa encontrar / perguntar / como ta? / comenta / não ta / fácil ter que trabalhar / de barman pra empatar / canetar / só quando hora vagar / e se essa P**** virar / mesmo assim vai ter quem vai falar…
A cada novo single anunciado, o aguardado disco mitológico que Marechal vem trabalhando parece ficar mais próximo. Será que chega este ano ainda?

FONTEhttp://www.rapnacionaldownload.com.br/37088/novo-single-marechal/

domingo, 14 de agosto de 2016

Lula Rocha

"Construímos uma pré-candidatura com muito diálogo. Me sinto preparado para entrar no processo eleitoral. Gratidão pelas diversas declarações de apoio. Estamos com um time muito bom pra ganhar as eleições. Avante!!"

Lula Rocha

Dexter - Me Perdoa - Part. Péricles (Oficial)

Locatárias

Eliana, 46 anos de dificuldades e ilusões. Renata trabalha há mais de dez anos na profissão. Juntas com as demais trabalhadoras do sexo falam das dificuldades na vida de uma Locatária.
FONTE:http://curtadoc.tv/curta/comportamento/locatarias/

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

A saga dos Orixás em uma série de seis capítulos


Yemanjá incorpora no corpo de Amina, médica recém-formada e vira a vida da jovem de cabeça para baixo. Esse é fundo de uma trama cheia de ação típica dos filmes de ação, só que dessa vez os heróis são os orixás. Yemanjá: a Ascensão do Orixá(Yemoja: Rise of the Orisha) é uma série em seis episódios,  que pretende prender a atenção do expectador com o poder e a magia das divindades africanas.
” Yemanjá e os orixás são reverenciados por milhões em todo mundo e acho que consegui criar uma leitura realmente surreal e única no gênero super-herói”, explica o londrino de ascendência nigeriana, Nosa Igbinedion criador da série.
Amina, a jovem médica neurótica que fica ainda mais desesperada quando o filho de um político morre sob sua supervisão. Durante esta fase vulnerável Yemanjá incorpora na médica que começa a ter visões místicas e procura desesperadamente uma solução, antes que seja tarde demais.
A série está disponível para assistir on-line emwww.riseoftheorisha.com. A edição Premium custa R$ 9,99 e dá acesso a todos os 6 episódios da série além de muitos mais extras, como a trilha sonora, bastidores e cartazes.
Saiba mais:
Facebook: faceook.com/riseoftheorishas
INSTAGRAM: @riseoftheorisha
FONTE:https://www.mundonegro.inf.br/a-saga-dos-orixas-em-uma-serie-de-seis-capitulos/

Eva Rap Diva desabafa: “Uma injustiça contra um é uma ameaça contra todos”

Nesta quarta-feira (10) Eva Rap Diva, revelou mais uma vez toda sua indignação ao comentar num post partilhado na sua conta oficial do Instagram sobre a morte do menino Rufino que foi morto quando tentava saber porque a sua casa estava a ser demolida.

“Uma injustiça contra um é uma ameaça contra todos… chega de injustiça em Angola, chega de impunidade, chega de abuso de autoridade, chega de termos medo e ficarmos calados. Eu quero quem matou esta criança de 14 anos na cadeia e quero que o Ministro da Defesa venha a publico se desculpar e garantir que este tipo de coisa não se volta a repetir!!! Justiça Ja!” desabafou Eva!

De realçar que além da rapper a melhor do ano nos Angola Hip Hop Awards, vários outros artistas também mostraram-se chocados com esta morte que neste momento abala a sociedade angolana em geral.

FONTE:https://angorussia.com/sem-categoria/eva-rap-diva-desbafa-injustica-um-ameaca/

MC CARAL e KAROL CONKÁ, prévia do lançamento de um novo single.

LATAM É ACUSADA DE RACISMO

Depois de ser acusada de racismo por clientes que usaram seu serviço em dezembro de 2015, empresa tem nova denúncia
José Roberto dos Santos, ex-operador de cargas da companhia área LATAM, antiga TAM, foi vítima de racismo durante o expediente por duas vezes. Em abril de 2015, enquanto desempenhava sua função no aeroporto de Congonhas, um motorista que também é empregado da empresa o xingou de “preto safado, sem vergonha”. No dia seguinte, o mesmo agressor repetiu as ofensas contra José Roberto.
O supervisor da área foi comunicado e, ainda no período da manhã, uma reunião foi convocada no setor de RH da LATAM. Na conversa, o motorista confirmou as ofensas. Em resposta, o representante da área perguntou qual punição gostaria de receber. Mesmo depois de assumir o crime, o motorista recebeu uma advertência ao invés de ser demitido.
“Quando o agressor escolheu sua punição, fiquei indignado com a atitude da LATAM. Vi que ali não ia se fazer justiça. Um total descaso e falta de respeito”, recorda José Roberto.
José entrou em contato com o Centro de Referência em Direitos Humanos na Prevenção e Combate ao Racismo (CRDHPCR) para denunciar a situação. O caso foi então encaminhado ao Ministério do Trabalho. Nilton Silva trabalha no Centro e diz que recebem em média cinco denúncias de racismo por mês nas relações de trabalho e emprego. “Acreditamos que essas violações podem ser muito maiores, mas que as vitimas são desencorajadas a persistir na demanda”.
A Secretária Municipal de Igualdade Racial (SMPIR-SP) relata que casos como esse acontecem com frequência em determinados ambientes sociais. “Em relação aos casos atendidos pelo Centro de Referência, a maioria das situações em que o racismo se manifesta ocorre em ambiente de trabalho e no ambiente escolar, prática que não surpreende muito”.
No Ministério do Trabalho, três audiências foram feitas para se tentar uma conciliação do caso. O CRDHPCR e o Ministério do Trabalho propuseram que a LATAM incluísse no seu código de conduta que a empresa é contrária a práticas racistas, que fizesse campanhas ou palestras educativas contrárias ao racismo e também pagasse atendimento psicológico a José Roberto. Na terceira e última tentativa, a empresa alegou não ter interesse institucional naquele momento para adotar tais medidas e ofereceu um serviço pago de atendimento psicológico para José Roberto. O código de conduta sugerido foi negado pela defesa por não se colocar contrário de modo direto ao crime de racismo.
Ata da 3° audiência de conciliação
Nilton rechaça a posição adotada pela empresa. “Ao recusar resolver efetivamente a questão, a LATAM passa a mensagem que não considera tal prática um equívoco e um crime. Ela reitera o racismo, institucionalizando a prática e silenciando potenciais vítimas. É um desserviço imenso”.
Para ele, a medida reforça o racismo institucional. “O racismo institucional tem como suporte o silêncio. A LATAM confirma isso ao agir negando haver tais situações, negando tratar e solucionar o ambiente de trabalho”.
Depois da terceira audiência, José Roberto continuou a cumprir as suas funções na LATAM e decidiu entrar com uma ação trabalhista contra a empresa, assim como o sindicato dos aeroviários. No mês de Fevereiro de 2016, a audiência aconteceu e uma sentença foi dada à empresa. Por considerar o valor baixo a se indenizado, a defesa de José Roberto recorreu. Na tentativa de reverter a situação, os advogados da LATAM também decidiram recorrer para tentarem reverter a situação.
Após três meses, em Maio de 2016, José Roberto dos Santos foi demitido pela LATAM sob a alegação de que a empresa precisava enxugar a folha salarial. “A minha advogada disse que a LATAM, pela experiência que tinha, não ia me demitir durante o processo, mas assim que passasse a fase do julgado, iam aproveitar o momento de crise e me demitir para não dar muito na cara que foi por conta do processo”.
Nilton, representante do CRDHPCR, diz ter certeza de que há relação na denúncia e na demissão de José Roberto. “A demissão se dá após a empresa tomar ciência das denúncias e ao sentar em mesa de negociação e negar que seja responsável por isso. Não tenho dúvidas que a demissão está relacionada ao fato do senhor José Roberto buscar pela via judicial a solução da sua demanda, uma vez que internamente a empresa se negou a solucionar”. Ele ainda completa e afirma que “essa é uma prática recorrente sim. Não é algo incomum, é quase uma regra”.
O ex-funcionário da empresa não tem condições financeiras para arcar com o tratamento psicológico e tem recebido aporte financeiro do CRDHPCR para seguir com as suas consultas regulares.
Representante do Sindicato dos Aeroviários, Marcos de Souza, exige posicionamento do Ministério Público do Trabalho. As medidas por parte do Ministério Público do Trabalho na nossa visão como sindicato representativo tem que ser a nível de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), responsabilizando a empresa desse ato agressivo, assim como todo e qualquer ato neste perfil praticado por qualquer profissional despreparado e também dando treinamento especifico para que isso não venha a ocorrer mais na empresa. Pedimos também a reintegração do funcionário atingido por este ato de racismo”.
O Sindicato busca também construir um grupo para dialogar sobre medidas de prevenção para problemas de racismo dentro de companhias do setor. “Estamos fazendo um estudo para  divulgação de material afim de chamar a atenção de órgãos governamentais, tais como a Agência Nacional de Aviação (ANAC), Ministério da Defesa , Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e Ministério Público para buscar o entendimento desses órgão e criar uma câmara setorial, para que possamos discutir e buscar  solução para esses tipos de problema”.
A Secretaria Municipal de Igualdade Racial (SMPIR) pede que “todas as medidas cabíveis sejam tomadas” por parte do Ministério do Trabalho.
Questionada pela reportagem do Alma Preta sobre o caso, a LATAM emitiu a seguinte nota. “A LATAM Airlines Brasil repudia veementemente qualquer tipo de ofensa e prática discriminatória e reforça que qualquer opinião que contrarie o respeito à diversidade não reflete os valores e os princípios da empresa. A empresa informa ainda que se manifestará nos autos do processo”.
Em dezembro de 2015, o blog Negro Belchior divulgou caso de racismo na TAM, feito por funcionários contra passageiros da companhia. Entre as ofensas, os dizeres “depois que começaram a vender passagens nas Casas Bahia, ficou foda andar de avião” e “pede para trocar de lugar com a feinha aí”, referindo-se a uma das jovens negras do grupo.
Outros casos de racismo
No ano de 2012, José Roberto lembra ter passado por situação semelhante. Quando foi a um caminhão descarregar um material, foi chamado por três vezes de “macaco” por outro funcionário. José conta que as ofensas geraram o riso em outros 15 profissionais que estavam no seu entorno.
José contou aos supervisores do departamento sobre a ofensa e o rapaz se desculpou. Ao contar que pretendia fazer um Boletim de Ocorrência, o funcionário ouviu que poderia ser demitido pela TAM. Receoso, preferiu não denunciar. Pior do que isso, José conta que o funcionário inverteu a história e disse ter sido agredido por José, que recebeu advertência do setor de RH.
José Roberto relata que presenciou outros casos de racismo na empresa. “O meu caso no setor de cargas de Congonhas não foi o único. Um amigo sofreu racismo por conta do cabelo Rasta e de tanto sofrer pressão por parte do gerente e supervisor, decidiu denunciar também. Ele foi uma das pessoas que me deu apoio. Tinha também uma moça negra que faziam piadas por conta do seu cabelo”.
José Roberto espera que a LATAM se posicione. “Espero que a LATAM reconheça que errou e que faça as campanhas educativas para que outros não venham a passar o que passei. Espero que o Ministério Público do trabalho cobre essas ações da empresa. Hoje me encontro desempregado e muitos me perguntam se eu voltaria. Se a LATAM reconhecer seu erro e se comprometer a mudar , voltaria sim”.
FONTE:http://almapreta.com/realidade/tam-acusada-racismo/

Coisas que você precisa saber sobre a Justiça brasileira



Jornal GGN - O jornal antijurídico, "Coisas", do Justificando, apresenta neste programa o Judiciário brasileiro. O programa explica como é que o nosso Judiciário se tornou um "monstro indomável". O programa trata da perseguição aos juízes progressistas, bem como aos pretos e pobres. Nosso Judiciário é um dos mais caros do mundo, é racista, é único em sua ruindade, nada num mar de bondades-auxílios, gratificações e verbas, ganhando 23 vezes mais que um brasileiro comum e bem posto na vida. Acompanhe o "Coisas" desta semana.


O "Coisas" dessa semana é um especial sobre o Judiciário! 

Roteiro: Brenno Tardelli e Igor Leone.

Agradecimentos: Silvio Almeida e Felipe Freitas.

Como ele se tornou um monstro indomável, quais são as garantias e auxílios dos juízes, quem é o juiz brasileiro, porque nosso Judiciário é racista, como funciona a perseguição de juízes progressistas. Tudo isso e muito mais, batido no liquidificador, especialmente pra vocês :) 

Links de pesquisa/fontes: 

Juízes estaduais e promotores: eles ganham 23 vezes mais do que você.

http://epoca.globo.com/tempo/noticia/...

Brasil tem 4ª maior população carcerária.

http://noticias.uol.com.br/cotidiano/...

Censo do Poder Judiciário.

http://www.cnj.jus.br/pesquisas-judic...

Sartre: Direito e Política.

http://www.boitempoeditorial.com.br/v...

O custo da Justiça no Brasil: uma análise comparativa exploratória.

http://observatory-elites.org/wp-cont...

Nem crime, nem castigo: o racismo na percepção do judiciário e das vítimas de atos de descriminação.

http://www.scielo.br/pdf/rieb/n62/231...

A Criminalidade Negra no Banco dos Réus.

http://www.nevusp.org/portugues/index...

Audiências de custódia liberam 32% mais brancos que negros.

http://jota.uol.com.br/audiencias-de-...

Temer sanciona reajuste de até 41,4% para Judiciário e de 12% para MPU.

http://g1.globo.com/politica/noticia/...

Juízes e promotores movem dezenas de ações contra jornalistas que divulgaram seus salários.

http://epoca.globo.com/tempo/noticia/...

Promotoria investiga juiz que deu voz de prisão à agente de trânsito da Lei Seca.

http://www1.folha.uol.com.br/cotidian...

Ministro do STF nega pedido de juiz que quer ser chamado de 'doutor'.

http://g1.globo.com/politica/noticia/...

De ofício, juiz decreta prisão cautelar em HC que discutia imposição de fiança.

http://www.conjur.com.br/2016-jun-09/...

Independência Judicial - Justificando Entrevista André Kehdi.

https://www.youtube.com/watch?v=gkdE_...

Dono de banca de jornal é preso por xingar juiz em e-mails e Facebook.

http://www.conjur.com.br/2016-jul-24/...

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FONTE:http://jornalggn.com.br/noticia/coisas-que-voce-precisa-saber-sobre-a-justica-brasileira

FABIO EMECÊ - Preocupações


quinta-feira, 11 de agosto de 2016

A Warner Music resolve investir em IZA. Cantora que aborda empoderamento e tem como referências Beyoncé e Rihanna.

HAROLDO OLIVEIRA


PAI O GRANDE POETA - Segundo vídeo do jovem Dércio Tomás, escuto as ideias do rapaz e vejo que o que dizem que a nossa juventude toda está no sono é mentira. Boa reflexão rapaz.

COLETIVO NEGRO - Confira a entrevista com o Coletivo Negro para o Programa Em Cartaz da TV Aberta realizada em 16 de março de 2016.