Essas são as fotos do álbum coletânea HIP HOP NAS ESCOLAS CAPIXABA, a qual participei junto com o meu parceiro e irmão B.G. e minha parceira e irmã NANDA SILVA com o single SOMOS CARIACICA. Segue o link do rap abaixo confiram e façam seu download.
domingo, 26 de maio de 2013
sábado, 25 de maio de 2013
ALIADOS DA É NÓS POR NÓS - NEGRITUDE ATIVA
PRETOS, POBRES E REVOLUCIONÁRIOS
VERDADEIROS MARGINAIS
IDEOLOGIA DO GUETO
sexta-feira, 24 de maio de 2013
TEXTO: ESTADO, CLASSE E MOVIMENTO SOCIAL
Por: CARLOS MONTAÑO E MARIA LÚCIA DURIGUETTO
Os indivíduos são voltados para si, numa
competição desenfreada na conquista do mercado. Uma livre iniciativa particular
do individuo, em seu território, no que se diz respeito a sua liberdade de
comércio e de mercado. Exercem o poder sem política, fazem da política um jogo
para seus interesses mútuos, agindo assim de forma que a máquina do Estado
fique a seu favor e a sua ambição expansionista de controle, e de destruição
das massas. Colocam-se acima dos controles públicos e das responsabilidades
sociais.
Mas surgem reações de todos os cantos, de
todas as partes. O desejo por uma democracia popular, justa, de um governo do
povo para todos se emana em resposta ao egoísmo exorbitante do individualismo
implantado pelo (neo)liberalismo. Contra a opressão do sistema do capitalista e
suas conquistas expansionistas, movimentos surgem e se unem para mudar e criar
um mundo novo. Contra a privatização e a privação de uma vida digna e justa, os
movimentos sociais e suas aglomerações lutam por políticas públicas mais justas,
que não asseiem o desejo do capital e sim de toda a massa, por igualdade e
cidadania.
Assim é o homem moderno. Por ser filho de
uma sociedade que se diz democrática, que valoriza o homem pelo o que ele
possui e não pelo que ele é, passa a aceitar como óbvio o que pensa, a cumprir
uma função produtiva, a deixar de lado a sua característica de querer ver a si
mesmo com uma visão exterior, a deixar de buscar a verdade, a pensar de modo
prático, a renunciar a si mesmo, gerando dentro dele um sentimento de vazio,
solidão e ansiedade que pode levá-lo ao consumo de substâncias químicas,
suicídio, ou diversão apenas para fugir. Por outro lado, romper com tudo isso
pode trazer conseqüências tão ou mais penosas que essas.
Surgem
as visões de mundo capitalista e socialista, num modo de produção industrial
através da técnica de trabalho e a divisão social do trabalho. É nesse momento
de expansão do capitalismo que vimos que a comunidade se dividiu, o coletivo
separou-se do privado, surge a sociedade civil e o mundo do estado. Hoje vemos
claramente os efeitos dessa separação, um mundo egoísta e particular, disputas
e individualismo. A moral passou a ser vista como uma conduta do individuo que
passa a ser julgado pelos seus atos e ações particulares, não há, mas o compromisso
com o coletivo.
A
moral adquiri uma relevância social porque torna-se a referência de conduta dos
indivíduos. Ela determina total equilíbrio do conjunto e por isso necessária a
sua privatização e pacificação. No entanto, segundo o autor, a moral acaba
sendo uma moral do particular em conflito com os padrões ou eixos coletivos,
mesmo assim permeia a sociedade e se define como uma moral coletiva, uma moral
de grupo e de classe. No processo de trabalho capitalista, onde se predomina o
sistema de produção e acumulação de lucro, o trabalhador tende a se fundir
totalmente nesse novo modo de vida e confundir moral social com moral
individual. Caso que no ambiente de trabalho, quando um individuo tem uma certa
dificuldade em realizar suas funções, o outro passa a cobrá-lo pois o mesmo
está atrapalhando todo o processo de realização do trabalho em grupo. O trabalho que se
sente prejudicado pela má atuação de seu companheiro, impõe de certa forma a
moral de trabalho, moral capitalista que passa a fazer parte de seu modo de
vida assim sendo ele avalia como sendo uma moral certa, uma moral verdadeira
onde sempre fez parte de seus costumes e tradições, não enxerga essa moral como
sendo uma moral construída para que ele realize ações a favor do capital.
O trabalhador que impede o processo de
produção, se sente cobrado, e intimado pelo seus companheiros para que preste
mais atenção em suas tarefas, de certo modo ele está inserido num processo de
produção em série, no qual uma falha por mínima que seja pode prejudicar o
processo de produção em sua escala. A moral passou por transformações a atua no
sistema capitalista, como uma forma de controle sobre o individuo, passou a
formular a moral dos trabalhadores. O trabalhador passa a crer que tem que
atuar num coletivo, mas um coletivo que favoreça ao empregador. A moral passou a ser privatizada, os valores
coletivos e sociais foram postos de lado. Com a moral sendo privatizada surge a
ética como forma de regulação da profissão, do profissional e sua postura em
seu ambiente de trabalho de acordo com a sua profissão exercida. Nada de
coletivo, e sim executar a função de acordo com os interesses mútuos, do
capital.
Mas essa mesma sociedade está atualmente
dando ênfase ao Pensar do homem, não para melhorar a si mesmo e ao mundo, mas
Pensar para criar um produto que assim o faça e para vender esse produto.
A
racionalidade prática e a necessidade da busca dentro de um equilíbrio são
fundamentais para a existência da humanidade, já que ambas completam o homem.
Se o
homem não se atentar que é necessário Pensar para sua melhoria pessoal e
transmitir essa característica às futuras gerações, o futuro será provavelmente
incerto, instável, e talvez não muito melhor do que o presente, já que a
conduta humana em sua jornada existencial tem sido a de buscar cada vez mais
meios de obter lucros sem Pensar que as conseqüências poderão ser inúmeros
problemas capazes de destruí-lo.
TEXTO:
ESTADO, CLASSE E MOVIMENTO SOCIAL.
CARLOS MONTAÑO E MARIA LÚCIA DURIGUETTO
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Bonde das Maravilhas, a sexualidade da mulher negra e a hipocrisia nossa de cada dia
Por Paula Libence
Há algum tempo, tenho visto algumas repercussões nas redes sociais
extremamente ofensivas e incômodas em relação a um grupo de jovens dançarinas
do Rio de Janeiro, o chamado Bonde das Maravilhas. As meninas, adolescentes na
faixa dos 13 aos 20 anos de idade, vieram a público mostrar o inacreditável.
Danças tão cheias de contorcionismos que confesso que a primeira vez que
assisti ao vídeo, julguei ser humanamente impossível se equilibrar na nuca para
dançar. Tanto que vi outras vezes e, boquiaberta, não conseguia crer, enfim.
Mas o que tem causado tanta polêmica, se assim posso dizer, na
mídia, não são os contorcionismos dançantes que as meninas do Bonde das Maravilhas apresentam ao
seu público, e sim a estranheza social de ver garotas jovens, bonitas, negras e
periféricas dançando e cantando de modo tão singular.
Fiquei a me perguntar por que o ataque ao grupo tem sido tão
severo. Por que essa antipatia mordaz às garotas?
Revirei e retirei do fundo do baú alguns grupos que fizeram
sucesso com danças sinônimas ao do Bonde,
o que não foi tão necessário, pois temos mulheres que dançam funk e põe seus bumbuns pra cima sem
causar maiores estranhamentos por parte do público hoje. Mas creio que vale a
pena relembrar de alguns.
Suponho que muitos ainda se lembrem do grupo É o Tchan!. O grupo ganhou fama e
notoriedade em meados da década de 1990 com danças tão “insinuantes” e
“pornográficas” executadas pelas dançarinas Carla Perez e Scheila Carvalho
quanto as do Bonde das Maravilhas.
As dançarinas do É o
Tchan! seguravam e amarravam o tchan ao seu bel prazer, e nem por
isso ninguém as levou ao ministério público. Lembro que Gugu Liberato, no
seu antigo programa Domingo Legal,
explorou bastante a imagem do grupo e ainda criou um quadro chamado “Banheira
do Gugu”, em que mulheres ficavam praticamente nuas em rede nacional e num
horário em que as crianças ainda estavam na sala.
Até aqui, ninguém disse nada. Por que será? Perceberam a
diferença?
Há também um grupo mais recente de funk, também do Rio de Janeiro,
chamado Gaiola das Popozudas,
formado só por mulheres e liderado pela funkeira Valesca Popozuda, que trazem a
público ritmos dançantes e eivados de insinuações – do tipo “balança o rabo” e
“late que eu tô passando” – e nem por isso caiu no desgosto popular. As garotas
do referido grupo são mulheres brancas. Elas trazem consigo o patrimônio
da cor, o que por si só é um fator extremamente favorável na busca pelos quinze
minutos de fama na mídia.
Ah, tem mais uma figurinha cativa. Lembram-se da
Gretchen? Lembram o sucesso que ela fez na década de 1980 com o Conga Conga, que inclusive a atual novela
das nove remasterizou para a personagem de sua filha, Thammy Miranda? Pois bem,
Gretchen ganhou fama e notoriedade com danças insinuantes para a época (afinal,
estávamos falando de década de 1980, período em que o Brasil vivia os momentos
finais da ditadura). E como os purismos do século XXI condenam
o Bonde das Maravilhas,
esse é um aspecto que vale lembrar. Não só fama e notoriedade na mídia
alavancaram a carreira da cantora e dançarina Gretchen, assim como ela ganhou
prêmios e mais prêmios com essa dancinha insinuante e com sonoplastia
puramente sexy hot, porque
era assim que Gretchen cantava. Parecia que estava gozando!
Não condeno nenhuma dessas cantoras e/ou dançarinas. Só parto do
princípio que minha mãe desde cedo me ensinou: “o pau que dá em Chico tem de
ser o mesmo que dá em Francisco”. Se for pra escrachar tem de ser geral, e não
fazer o que essa mídia podre e asquerosa está fazendo, dando de cacetada no
grupo do Bonde das Maravilhas. E o pior de tudo, é a participação popular de
uma gentinha hipócrita nas redes sociais.
E pra não dizer que sou insuportável (porque sou mesmo), a mídia
tem jogado pra debaixo do tapete as Panicats,
assistentes de palco do Programa Pânico na TV.
Isso sem contar a Anitta, outra jovem cantora de funk que largou a faculdade de
administração e um estágio numa transnacional pra seguir seu sonho de virar
artista e ficar famosa. Aos vinte anos, ela é sucesso nacional. Sua trajetória
artística e história de vida ganharam os louros da Rede Globo, exibido naquela
medíocre revista eletrônica semanal.
Ah! E ela sabe dançar o quadradinho, só não o faz, pois tem
de parecer fina. Quer dizer que Anitta largou a faculdade pra seguir um sonho
de menina, ao tempo que as que são malhadas atualmente são
piriguetes, burras e futuras prenhas solteiras? Muito bom. Adoro o
contexto em que Anitta se insere, frente à análise que a mídia perfaz.
Difícil levantar esse debate sem trazer à tona os aspectos sociais
e raciais imbricados nesse bojo teórico reflexivo que envolve o Bonde das Maravilhas.
Não há como não falar da sexualidade da mulher negra sem
atentar aos detalhes sutis que emanam dos ataques ao grupo nas redes sociais.
Pois, falar que fazer o quadradinho de oito traz como consequência direta uma
barriguinha de nove é o extremo do julgamento que se possa deliberar sobre
mulheres jovens negras e moradoras de periferia.
Afinal, só mulher preta e pobre transa casualmente e engravida
nesse país, e ainda por cima tem o sacrilégio de tornar-se mãe solteira? As
brancas de classe média e de boas famílias também fazem isso, oras!! Maria
Rita, a filha da saudosa musa Elis Regina, transou casualmente sem o menor
compromisso que uma mulher branca do nível social que ela representa possa
“merecer”, e engravidou duas vezes, diga-se de passagem, de homens diferentes.
Volto à pergunta. Por que ninguém malha Maria Rita? Porque ela é branca,
rica, canta MPB e não mora na favela? Ah, e mais, porque fora alfabetizada?
Sim, porque fazer quadradinho de oito é impossível já que se fosse quadradinho
de oito não seria quadradinho e sim octógono. Total coisa de quem não
concluiu sequer o ensino primário. Não é o que proferem por aí? Ou só eu que
estou vendo?
Ou melhor, as meninas do Bonde “emprenham”
cedo porque o único destino de meninas pretas, pobres e faveladas é “abrir o
rabo pra parir”, ao tempo que branquinhas de classe média alta, ricas e famosas
enfileiram um filho atrás do outro e muitas vezes são mães solteiras porque
curtem uma “produção independente”, ou até mesmo porque “são férteis”. Faça-me
o favor!
Mulheres brancas de classe média têm filhos “do primeiro e do
segundo relacionamentos”. Mulheres pretas e faveladas têm filhos “com um e com
outro”. Já perceberam isso?
Se for pra jogar na masmorra o Bonde
das Maravilhas, tratemos de assegurar o mesmo valhacouto para todas
as outras que as antecederam nesse processo provocativo e pornográfico.
Não estou deste modo a defender as representações pejorativas que
possam surgir desse movimento musical e a representação que a mulher
negra, por sua vez, está cerceada. Só defendo o direito dessa mesma mulher
negra não ser condenada por suscitar ações que outras mulheres brancas, ricas e
com formação escolar reproduzem sem passar pelo mesmo crivo midiático ao qual
se expõe.
No mais, creio que muito ainda se tem para discutir. Isso aqui é
só uma provocação.
Fonte: Escrevivência
FUNK-CARIOCA EM BOM JESUS DO ITABAPOANA-RJ. PARTE 1
MEU DIÁRIO PRETO.
NOS DEEM LICENÇA É A SOCIEDADE NÓS POR NÓS
BOM JESUS E PÁDUA ESSA É A VOZ
CHEGAMOS PRA INCOMODAR E DERRUBAR O IBOPE
NOSSO CARTÃO DE VISITA É O RAP O SOM É FORTE.
SEM NEUROSE SEM THE VOICE
É A REALIDADE NUA E CRUA, SEM CLOSE E SEM BUNFUNFA
É A RUA EM BOM JESUS OS EMERGENTES
NEM PIOR, NEM MELHOR APENAS DIFERENTE
CLICK CLECKE BANG OUÇA O ESTALO
NÃO SE APAVORE SINTA O BEAT ESTILO LOCK
E AGORA AS CAIXAS VÃO BOMBAR NO ESTÉREO, GRAVE, AGUDO
ENQUANTO ISSO EU NOS BASTIDORES OUVINDO OS BALANÇOS
DE RAY CHARLES, TUPAC E OS DIAS DE HOJE.
FEITA A APRESENTAÇÃO ME DESPEÇO DE FININHO
DEIXANDO VC´S NA COMPANHIA DO GRANDE MESTRE DA BLACK
BONJESUENSE DJ BETINHO.
Pretérito perfeito ou imperfeito, não importa a
época, só sei que são lembranças maravilhosas. Épocas em que a Voltaça nos
pegou numa corrida da praça indo pela beira-rio até a minha casa na Figueiredo.
Época que me iniciou nas rimas.
Tudo começou com um grupo de funk carioca chamado
Nova Geração, se não me engano havia um grupo num programa da Xuxa que também
levava esse nome não me vem a memória nesse momento quem fazia parte. O grupo
de funk carioca Nova Geração de Bom Jesus do Itabapoana-RJ era formado por mim
Marcelo Silles, Almeida, Betinho, Ostim, JB, Léocadio e mais uma pá de gente,
na verdade era quase uma banca indo para formação de um coletivo. Os mc´s eram
eu Marcelo Silles, Betinho, Almeida, Ostim. MC Almeida (Vitor Almeida) é filho
de uma das famílias tradicionais de Bom Jesus do Itabapoana-RJ, a família
Almeida. Lembro bem da primeira vez que rimamos no Aero Club de Bom Jesus, o
seu pai e mais um amigo foram lá conferir o evento, de certo festa de preto e
os brancos burgueses tinham medo, pois na época o funk carioca ainda era uma
novidade e classificado como festa de marginais. Recentemente um dito blogueiro
bonjesuense redigiu um texto criticando o carnaval de 2013 de Bom Jesus onde
somente estava tocando músicas para marginais, estava tocando somente funk. O
funk carioca é representante da classe pobre periférica é normal que pessoas
tenham essa visão distorcida, racista e preconceituosa.
Bem a primeira apresentação do grupo, que além de ter
o rap (no estilo funk carioca) como elemento, também tinha a dança, e a
primeira apresentação do grupo foi na Igreja Capela São Sebastião onde a
maioria fazia parte do grupo Jovem na época. E foi uma performance de dança. Eu
não dançava, não sei dançar, rs. O grupo durou muito pouco tempo, um episódio
muito triste marcou o seu fim, a morte do pai do nosso grande irmão e líder do
grupo, Betinho, José Roberto na qual abalou a todos. Betinho logo em seguida,
mudou-se para a cidade do Rio de Janeiro onde reside até hoje. Quem realmente
continuou por um tempo fomos eu e meu parceiro MC Almeida, o tal da família
tradicional de Bom Jesus. Rimamos num evento de festival de funk carioca que
ocorreu em 1995, no Aero Club de Bom Jesus onde quem venceu foi um MC de
Niterói. Tudo indica que já estava firmada a sua vitória, sabe como é né os
cidadãos de Bom Jesus só dão valor o que é de fora.
No mesmo ano rimamos no Olympico Futebol Clube, onde
também ocorreu um festival de MC´s, 99% do público era da Voltaça. Lembro-me
bem que eu e MC Almeida cantamos um funk exaltando a Figueiredo. O clima para o
nosso lado não estava bom, estávamos representando um bairro rival, a
Figueiredo. Lembro-me bem de geral nos zuando por causa das nossas roupas (não
fazíamos questão de roupas de marca, andar na modinha) e também não tínhamos
fama de comedor e nem de pegador. Nesses estilos quem é comedor demais, pegador
demais ou se puxou um tempo encarcerado tem certa moral com as minas, elas se
amarram.
Essa foi a última apresentação de nossa parceria.
Logo continuei solo. A primeira vez que rimei sozinho, foi no mesmo ano no Aero
Club de Bom Jesus onde muitos gritavam “o Marcelo é rei, uhuuhu o Marcelo é rei”,
confesso que fiquei muito envaidecido com essas palavras hehehehehe. Depois
dessa veio a minha última na quadra do bairro Pimentel Marques no mesmo anos,
onde não fui bem e, portanto perdi a minha coroa, a minha majestade. Mas esse
último evento foi importante pra mim, pois eu descobri que na verdade não
rimava funk-carioca e sim rap/hip hop. Na verdade eu fazia parte da Cultura de
Rua, da Cultura Black Music. Percebi pela forma e formato das minhas rimas, meu
flow e ginga, no emprego das palavras, pela forma crítica e bem elaborada das
minhas letras com conteúdos totalmente diferente dos mc´s daqui. E também pela
forma rasteira. Mas esse processo contribuiu muito para o meu aprendizado e
descobrimento.
Retornei com tudo em 2005 agora na cidade de Cariacica-ES.
De 2005 a 2008, fiz muitas coisas, muito mais de quando eu morava em Bom Jesus
do Itabapoana-RJ. Gravei o meu primeiro single com os meus irmãos B.G. e Nanda
Silva onde fomos convidados a participar da coletânea Hip Hop nas Escolas.
Gravei com o grupo de rap Negritude Ativa, Vila Velha-ES, e com o meu parceiro
MC Agulha, Vitória-ES, e também com o meu grande parceiro de Guiné
Bissau/África Fabian Ifrikan. Atuei em projetos sociais ligados a Cultura de
Rua, e vários outros.
Como a Black Music e A Rua estão na alma, à atividade
não para e junto com o meu parceiro da antiga daquela época de Bom Jesus, DJ
Betinho prossigo na caminhada preparando novos trampos.
Um breve relato de minha parte de como surgiu o
funk-carioca em Bom Jesus do Itabapoana-RJ, aconteceram muitas e outras coisas
mas o espaço é curto. De volta a Bom Jesus do Itabapoana-RJ e resgatando a
Cultura de Rua. É Nós Por Nós.
Texto:
Rapper Marcelo Silles
quarta-feira, 22 de maio de 2013
segunda-feira, 20 de maio de 2013
ALIADOS DA É NÓS POR NÓS - JOMENIX
Diretamente da cidade de Luanda capital de Angola, o rapper JOMENIX. É Nós Por Nós.
TWISTER DANCE
domingo, 19 de maio de 2013
MARCIO DISKINA
Grande parceiro nosso e aliado fortíssimo da É NÓS POR NÓS, rapper MARCIO DISKINA, diretamente de Cariacica-ES divulgando seus novos trampos beat´s que são puro luxo. Confira e se estiver afim é só entrar em contato com esse grande Rapper.
Entrevista com Eduardo Facção central falando do seu livro e periferia
O Eduardo fala claramente à situação
que vivemos no Brasil e infelizmente não tem o apoio que merece, tem que ter
coragem pra falar como ele fala, a verdade é que sem união nada vai mudar, os
políticos usam do nosso dinheiro para entreter o gado com virada cultural...
Espero estar vivo para ver mais de Um
milhão de pessoas protestando nas ruas e lutando pelo o que é nosso de direito. (Comentário na page-youtube)
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