sábado, 2 de dezembro de 2017
DEXTER - SOU FUNÇÃO
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RZO - Uma Multidão Rumo à Solidão ft. Sombra
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Celso Athayde é o empreendedor do ano 2017 em impacto social
À frente de um conglomerado que reúne 21 empresas, Celso Athayde está desenvolvendo a economia das regiões mais carentes do País por meio do empreendedorismo e da organização social
“Quero fazer com que o dinheiro gerado na periferia fique na periferia” (Crédito: Claudio Gatti)
Em meados de novembro, um grupo de artistas formados pelos músicos MV Bill, Nega Gizza, Dudu Nobre e pelo ex-BBB Ronan Oliveira se reuniu na Favela da Rocinha, zona Sul do Rio de janeiro, para distribuir panfletos de uma agência de viagens. Os famosos chamavam atenção do público local. Eles estavam divulgando a abertura de uma loja da Favela Vai Voando (FVV), rede de agências de turismo especializada no mercado da periferia. Fundada em 2013, a empresa inaugurava sua 178ª unidade, o que representa uma média de quase 45 lojas abertas por ano. A título de comparação, a CVC, maior rede de turismo do País, com mais de 1 mil pontos de venda exclusivos, abriu, em média, 60 lojas por ano, no mesmo período. “É muito importante que tenha uma agência de viagens que olhe para o público da favela”, afirmou Bill. “A FVV está fazendo isso da melhor forma, tornando mais fácil para essas pessoas conhecerem novos lugares.”
Há um claro benefício social no negócio, como aponta o rapper Bill. A FVV favorece o morador das favelas ao propiciar acesso a um serviço, antes restrito às classes mais altas, e também ao permitir a compra parcelada, em até 12 vezes no carnê, sem consulta ao SPC ou Serasa e sem a necessidade de comprovação de renda – algo impensável em grandes agências de viagem, como a CVC, por exemplo. Mas a velocidade com que a rede avança mostra que, além do seu aspecto social, a FVV representa uma grande oportunidade de negócio. O ensejo de explorar esse nicho periférico do mercado sempre esteve fora do radar das grandes corporações, mais atentas aos públicos A e B. Essa chance não passou despercebida pelo olhar atento de um empreendedor diferenciado, cujo histórico desafia todas as lógicas socioeconômicas brasileiras. Seu nome: Celso Athayde. Por sua trajetória e atuais realizações, Athayde recebe da DINHEIRO o prêmio de EMPREENDEDOR DO ANO EM IMPACTO SOCIAL.
Nascido e criado em favelas do Rio de Janeiro e ex-morador de rua, o empreendedor contraria qualquer prognóstico baseado em condição social. Há duas décadas, ele criou, juntamente com MV Bill, a Central Única das Favelas (Cufa), organização social presente em mais de 400 cidades e que reúne, atualmente, 1,5 milhão de colaboradores. Desse projeto, cujo objetivo era organizar e dar poder às camadas mais pobres da população, surgiu um braço corporativo, estabelecido para explorar um mercado que movimenta R$ 1,6 trilhão por ano no País, formado pelo universo das periferias das grandes cidades. Trata-se da Favela Holding, um conglomerado empresarial que concentra 21 companhias, de diversos setores, entre elas a FVV.
A atuação de Athayde é voltada a um só objetivo: inverter a lógica perversa de desenvolvimento no Brasil, que transforma pobreza em condição irrevogável e riqueza, em privilégio eterno. É por isso que o pobre não tem acesso a serviços básicos, como saúde e segurança, que deveriam ser providos pelo Estado. Esse é o motivo, também, da invisibilidade da periferia, que movimenta trilhões de reais por ano, aos olhos empresariais. “Não tenho medo de errar”, diz Athayde. “O que eu quero é levar o jovem da favela a tentar, a buscar o seu reconhecimento. Ao mesmo tempo, fazer com que o dinheiro gerado na periferia fique na periferia.”
Essa visão corajosa e empreendedora tem sido bem sucedida. Além da rede de agências, a FHolding reúne uma operadora de cartões de crédito e débito, uma agência de publicidade, uma produtora musical, um instituto de pesquisa e uma Sociedade de Propósito Específico (SPE), a Favela Shopping, que desenvolve complexos comerciais e revitaliza lojas nas regiões de atuação da holding. Mas seu maior empreendimento é a Favela Distribuições, empresa responsável por distribuir, nas maiores favelas do País, produtos de gigantes empresariais, como P&G, Natura e TIM. Para isso, ela emprega egressos do sistema prisional, que compõem sua principal força de vendas, recrutados por meio do programa Recomeço, mantido pela Cufa.
Neste ano, Athayde deu um passo importante na sua estratégia. Ele criou um partido político, o Frente Favela Brasil, que está em fase final de registro no Tribunal Superior Eleitoral. O empresário diz que não tem intenção nenhuma de se candidatar. Isso não significa que ele não queira influenciar no processo eleitoral, ajudando o povo da periferia a conquistar, também, um espaço na representação política. Afinal, como ele mesmo diz, é difícil saber se é possível unir as periferias em torno de um único objetivo. “Mas ninguém poderá dizer que faltou opção”, afirma Athayde. “O que eu quero é estar na mesa de negociação.” Isso, ele já conseguiu. A favela nunca mais será ignorada.
FONTE:https://www.istoedinheiro.com.br/celso-athayde-e-o-empreendedor-do-ano-2017-em-impacto-social/
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sexta-feira, 1 de dezembro de 2017
Apresentação do grupo teatral Oriente-Se, na FAESA Campus de Cariacica-ES. 30/11/2017.
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Apresentação-Ensaio do grupo Oriente-Se, na praça do bairro Oriente, Cariacica-ES. 23/11/2017
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Apresentação do grupo Oriente-Se, na EEEF Nossa Senhora Aparecida no bairro Oriente, Cariacica-ES. 23/11/2017
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NÓS PRETOS SEMPRE FOMOS, SOMOS E SEREMOS ALVOS DA INTOLERÂNCIA, DESCONFIANÇA, JUSTIÇAMENTOS, JULGAMENTOS POR SOMENTE SERMOS PRETOS.
"Um jovem negro foi acusado de abuso sexual de uma menina de 9 anos. Ele foi preso, violentado e humilhado. Depois comprovou-se que não houve caso de violência, quando fizeram exames na suposta vitima. Por fim, a menina afirmou que não se tratava de uma violência. Na verdade, ela tinha medo dele por ser negro e feio. Diante desse processo de humilhação e exposição, o jovem negro cometeu o suicido. Gostaria de expor essa situação para falarmos sobre a criminalização da população negra. Observamos que na nossa sociedade ainda existe o maldito legado das teorias bioantropológicas do século XIX, que construíram uma estigmatização do negro como delinquente. Obs: Isso aconteceu em Irará, BA. O jovem negro dessa história é Vladimir, o irmão do padre Luciano Santos. 'Numa sociedade racista, não basta não ser racista. É preciso ser antirracista." Vamos compartilhar essa foto para esse caso não ser esquecido. #somostodoscajuí"
FONTE:https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10208971297594718&set=p.10208971297594718&type=3&fref=mentions
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CONVITE: Aula aberta sobre Práticas Pedagógicas Afro-Ancestrais - Capoeira Angola - com instrutor Arnaldo-"Herança Negra".
CONVITE: Aula aberta sobre Práticas Pedagógicas Afro-Ancestrais - Capoeira Angola - com instrutor Arnaldo-"Herança Negra". Será na segunda, 4/12, às 18h30, no gramado entre o IC-2 e IC-3, da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Se chover? Com o axé de Oxum, tudo acontecerá no corpo-a-corpo na passarela/corredor ali perto mesmo e no coberto. Venha com roupa adequada para participar. Ministro a disciplina Pesquisa e Prática Pedagógica. Acredito em Práticas Pedagógicas e, nesse sentido, apresentarei práticas afro-ancestrais como forma de tentar compartilhar formas pedagógicas afrocentradas, que contam com ensinamentos que atravessam o tempo e partem do corpo. Leitura base será a tese de nossa querida Janja (Profª Drª Rosangela Costa Araújo) chamada Iê, viva meu mestre, camará: a Capoeira Angola da 'escola pastiniana' como práxis educativa". Bora, não vai perder, vai?
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KMILA CDD - GUERRA
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Sintonia Mental - Mec Money (Prod. BRGP) | Clipe Oficial
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E AS DAY MCCARTHY BONJESUENSES?
Bom
Jesus do Itabapoana-RJ no Noroeste-Fluminense e Bom Jesus do Norte-ES na região
sul capixaba, são cidades com formações estruturais e culturais baseadas na
ideologia racista e segregacionista que se acompanhou o desenvolvimento do
racismo estrutural brasileiro.
Nessas
publicações, Será que realmente não existe racismo, preconceito e discriminaçãoem Bom Jesus do Itabapoana-RJ?, Funk carioca em Bom Jesus parte 2: cultura derua, cultura marginal, Santa Teresinha: Descoberta de um conflito racial, deidentidade e cultural, nas quais vocês podem conferir nos respectivos nome dos
títulos marcados em destaques, vocês poderão conferir em algumas referências
bibliográficas tiradas do livro de Ana Maria Teixeira (História de Bom Jesus do
Itabapoana-RJ 3ª edição ampliada), como é nítida os resquícios de segregação,
racismo e discriminação, numa interpretação e leitura minuciosa na história bonjesuense,
nos termos citados na referida obra que serviu de referência para a construção
dos textos.
Casa
Grande & Senzala de Gilberto Freyre, também é um dos alicerces de
construção da sociedade bonjesuense concernente ao tratamento dado ao negro
desde o alicerce dessa sociedade. Casa Grande & Senzala é a bíblia desses
grupos tradicionais e conservadores bonjesuenses, onde seus homens e mulheres
se fartam de utilizarem os termos que classificam pejorativamente os negros,
nesse livro. Grupos que reivindicam o saudosismo deixam claro suas posturas
conservadoras e tradicionalistas que sabemos bem são a base edificante de todo
um projeto de segregação racial e discriminação, pois trazem viés fortes de um
programa hegemônico de eugenia social.
E as
madames brancas desse grupo social conservador e tradicionalista, não ficam
para trás nesse quesito. Muitas dessas madames carregam consigo a doença social
e racista e podem ser referenciadas como as Day McCarthy bonjesuenses. Não é
raro encontrar mulheres brancas da dita sociedade dos bonjesuenses ausentes e
presentes, saudosistas, conservadores e tradicionalistas, que tenham o mesmo
pensamento da socialite. É só reparar em seus comportamentos e olhares que
evidenciam e condenam suas posturas e pensamentos.
Salvo
em as crianças catarrentas, duas do atual grupo político ‘ai aquelas crianças
com as pernas russas parecendo urubus’, ‘ela é negra mas tem alma branca’ e por
aí vai....... O fato é que, essa doença social e racial está impregnada, ou
melhor, sempre esteve impregnada na sociedade de bem, dos saudosistas e nas
famílias bonjesuenses que reivindicam os pioneiros da cidade. Suas madames
McCarthy que o digam, pois são elas com seus olhares e comportamentos que
denunciam o racismo estrutural e velado que permeia a sociedade.
Madames
que sempre se dirigiam e dirigem aos negros com ares de coitadismo, pena,
superioridade como se tudo que fizesse em detrimento ao subsídio do mesmo, em
se tratando de trabalho, como se fosse uma salvadora, a Princesa Isabel do
momento. Sempre viram e ainda veem os negros como subalternos, inferiores,
madames e patroas que subjugam as mulheres negras com salários ínfimos e uma
carga horária de trabalho pesada.
As Day
McCarthy bonjesuenses existem, e são tão piores quanto a original.
MARCELO SILLES
Assistente Social & Rapper.
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quinta-feira, 30 de novembro de 2017
Hoje completa 1 anos de mais um fruto do genocídio contra o povo preto. Um ataque promovido por incompetentes policiais da Polícia militar RJ.
Wilton Esteves Domingos Júnior, de 20 anos
Wesley Castro Rodrigues, de 25 anos
Cleiton Corrêa de Souza, de 18 anos
Carlos Eduardo da Silva de Souza, de 16 anos Roberto de Souza Penha, de 16 anos
Wesley Castro Rodrigues, de 25 anos
Cleiton Corrêa de Souza, de 18 anos
Carlos Eduardo da Silva de Souza, de 16 anos Roberto de Souza Penha, de 16 anos
5 jovens pretos que tiveram seus direitos de viver retirado pelas mãos de estúpidos monstros... Os mesmos que deveriam zelar pelas nossas vidas, não remove las!
Assim seguimos, sendo estatísticas e brinquedos de um sistema cruel, racista e exterminador.
Assim seguimos, sendo estatísticas e brinquedos de um sistema cruel, racista e exterminador.
"Foram 111 tiros, 5 inocentes n carro
5 pretos que a polícia fuzilou em Costa Barros"
5 pretos que a polícia fuzilou em Costa Barros"
Por Snoopy Crioulo.
Curta: Partido dos Panteras Negras Brasil
✊
🇧🇷
Curta: Partido dos Panteras Negras Brasil
FONTE:https://www.facebook.com/Panterasnegrasbr/photos/a.1087682997973167.1073741829.1087635797977887/1276762275731904/?type=3&theater
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Exclusivo! Pastor Kleber Lucas rompe o silêncio e fala pela primeira vez sobre polêmica visita à Terreiro de Candomblé
Um dos maiores nomes da música gospel, falou com exclusividade ao Curta Mais News sobre o episódio que rendeu polêmica no meio evangélico brasileiro em entrevista reveladora
São 25 anos de carreira, centenas de clássicos da música gospel como “Deus Cuida de Mim”, “Aos Pés da Cruz”, “Jeová é o Teu Cavaleiro”, numa trajetória consagrada com um Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Cristã - maior premiação da música. O carioca Kleber Lucas é um dos maiores hitmakers da música gospel no país, uma espécie de “Roberto Carlos” do meio evangélico, devido ao enorme repertório de sucessos que são cantados de norte a sul do Brasil dentro e fora das igrejas. Sua página no Facebook conta com mais de 3,6 milhões de seguidores e no Instagram outros quase 500 mil. Kleber também é pastor da Igreja Batista Soul, na Barra da Tijuca (RJ), e um dos artistas mais requisitados em eventos em todo país.
Ele foi uma das primeiras figuras do meio evangélico que conseguiu romper a barreira denominacional e alcançar também o público fora dos templos. Já recebeu em sua igreja o padre Fábio de Melo e costuma cantar, lá no mesmo púlpito, músicas como “Lanterna dos Afogados”, dos Paralamas do Sucesso e “Epitáfio”, dos Titãs. Ecletismo impensável para evangélicos mais conservadores.
Kleber hoje transita bem entre protestantes, católicos, artistas, e não pensa duas vezes se o programa for visitar um Terreiro de Candomblé para combater a intolerância religiosa. Foi isso que ele fez na última quinta-feira (23) ao se juntar com outros pastores evangélicos e levar uma quantia de R$ 11 mil para ajudar a reconstruir o Centro de Candomblé Kwe Cejá Gbé de Nação Djeje Mahin, em Duque de Caxias (RJ).
O culto ecumênico colocou lado a lado, pastores protestantes e líderes da religião afro, com o objetivo de mostrar que o respeito e amor ao próximo - independentemente de credo, cor ou opções divergentes - podem ser as maiores armas contra a intolerância.
Além de aderir à causa, Kleber Lucas cantou a canção "Maria, Maria" - de Milton Nascimento, que fala da luta de uma mulher batalhadora - junto com os músicos da comunidade local - muitos formados lá mesmo no Centro.
Depois do episódio que virou rapidamente um dos assuntos mais comentados no segmento evangélico em todo o país, o pastor e cantor preferiu o silêncio. A visita em um Centro de Candomblé dividiu opiniões. Os contrários são, na maioria, pessoas do próprio meio evangélico.
Em entrevista exclusiva ao Curta Mais, Kleber Lucas decidiu quebrar o silêncio e falar pela primeira sobre o caso. Para ele, o amor é o maior caminho contra todo e qualquer tipo de intolerância. "Infelizmente algumas pessoas ainda pensam que Deus é uma exclusividade delas, eu não acredito nisso. Eu acredito numa fé que comunica com outras confessionalidades. Eu prego isso, eu vivo isso, eu estou pela justiça", disse em entrevista reveladora ao Curta Mais.
"Estão me ferindo muito e me fazendo repensar minha caminhada", diz em tom de desabafo. Confira a conversa na íntegra:
Por que o senhor decidiu participar do encontro mesmo sabendo da repercussão que poderia gerar um pastor num Centro de Candomblé?
Minha decisão se baseou na causa. Um espaço considerado sagrado para um segmento foi violado pela violência, fruto da intolerância religiosa.
A atitude de alguns líderes de outra confessionalidade no sentido solidário é a melhor resposta a esse ambiente de ódio e intolerância que está varrendo nosso país num momento que precisamos estar mais unidos.
O senhor esperava tantas críticas vindas principalmente do meio evangélico?
Eu esperava uma reação de hostilidade sim. Existem muitas pessoas para as quais a fé é um instrumento belicoso. Gente que não consegue conviver com quem pensa diferente delas.
Como o senhor tem recebido os ataques?
A negatividade nunca é agradável. Estão me ferindo muito e me fazendo repensar minha caminhada. O que posso afirmar com toda certeza é que essas pessoas não entenderam a mensagem do Cristo. Nós ainda estamos falando de tolerância quando deveríamos falar de respeito.
As críticas vem principalmente de onde?
O preconceito é de ambas as partes. No entanto preciso afirmar como pastor negro e que já sofreu preconceito por ser preto e recasado diversas vezes que o preconceito contra as religiões de matizes africanas são as que mais sofrem.
O Cristo que veio da Europa e dos Estados Unidos pelos missionários era branco. A religião europeia e americana eram as únicas que religavam. Do lado dos pretos, índios e outros, só os perdidos. A teologia que veio para o Brasil em sua grande maioria é racista e de segregação.
O senhor entende que tem uma missão para combater o preconceito e a intolerância?
Essa luta pela igualdade não é minha e nem é recente. Desde os anos 1960, Martin Luther King já trazia o discurso pela igualdade de classes e pela tolerância, dedicando sua vida a esta causa.
O senhor tem recebido apoio?
Claro! Domingo quando eu cheguei no culto da Soul, a igreja toda ficou de pé, aplaudiu e disse que eu não fui lá sozinho, que estão todos comigo. A melhor parte é saber que a Igreja Batista Soul não está sozinha nessa mensagem da grande irmandade e que podemos sim fazer um Brasil melhor. Tem muita gente do bem.
Tenho grandes amigos verdadeiro de outras confissões e até amigos que não acreditam em Deus e, eventualmente, são dessas pessoas que me chegam as melhores respostas, orações, gestos solidários.
Há muito preconceito dentro das próprias igrejas?
Muito! Infelizmente algumas pessoas ainda pensam que Deus é uma exclusividade delas, eu não acredito nisso. Eu acredito numa fé que comunica com outras confessionalidades. Eu prego isso, eu vivo isso, eu estou pela justiça.
Precisamos aprender que cada ser humano é um, que o Pai é nosso, e que o Pai tem muitos filhos, diferentes, com pecados diferentes e que não podemos julgar nosso irmão por seu pecado ser diferente do meu.
A diferença é o que mais nos aproxima da Trindade , que é a família de Deus. Podemos dialogar com todos.
Qual o caminho para vivermos melhor em sociedade independentemente de credo, cor e opções diferentes?
Respeito, consciência cidadã, amor, amor e amor. O amor é o melhor caminho.
Em seu Instagram, Kleber resumiu sua história neste post comovente:
FONTE:http://www.curtamais.com.br/goiania/exclusivo-pastor-kleber-lucas-rompe-o-silencio-e-fala-pela-primeira-vez-sobre-polemica-visita-a-terreiro-de-candomble
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A “socialite” racista e as “novas doenças da alma” Comportamento da suposta “socialite” (é uma ocupação?) que resolveu proferir uma série de comentários racistas sobre uma criança de 4 anos faz parte do que a filósofa Julia Kristeva chama de “novas doenças da alma”
A "socialite" racista Day McCarthy
O crescimento da participação em redes sociais está trazendo consigo algo que não se vislumbrava tão nitidamente quando elas surgiram: assistimos à explosão de manifestações neuróticas e até psicóticas em busca de alguns minutos de atenção.
O caso mais recente é o de uma suposta “socialite” (é uma ocupação?) que, dos EUA, resolveu proferir uma série de comentários racistas sobre uma criança de 4 anos, a filha do casal de atores Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso.
Contente com o destaque das suas ofensas, ela ainda encontrou tempo para falar mal de uma atriz e de uma cantora e suas supostas relações com drogas ilícitas.
Um tipo de comportamento que faz parte do que a filósofa Julia Kristeva chama de “novas doenças da alma”.
Kristeva não chega a teorizar sobre os impactos das novas tecnologias da comunicação e da informação na saúde psíquica humana, mas, partindo dessa sua ideia (de que a pós-modernidade produziu novas doenças da alma), eu digo que as novas tecnologias detonaram uma nova expressão do narcisismo ou o “narcisismo à beira do fim”, que corresponde, em se tratando do mito, ao momento quando Narciso não se contém, lança-se nas águas profundas, cansado de apenas se admirar, querendo devorar a si mesmo de tanto fascínio por si, e morre.
As pessoas já não se importam com a morte real ou simbólica que podem ter em função de sua performance na internet, desde que elas tenham likes, comentários e seguidores.
Por isso, há tantos exibindo, com fascínio por si mesmos, seu racismo e sua burrice. Da homofobia não vou nem falar, porque esta sempre foi expressa até por quem se considera saudável psiquicamente.
FONTE:https://www.pragmatismopolitico.com.br/2017/11/socialite-racista-e-as-novas-doencas-da-alma.html
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Os relatos de quem sofre com o racismo: dor que machuca na pele e no coração. Vítimas de racismo relatam o preconceito que dói na pele (e coração). Ivan levou batida de policias militares e Elizabeth foi seguida por segurança de supermercado. O que eles têm em comum? São negros
A Polícia Militar caçava um homem acusado de assaltar uma loja no bairro Laranjeiras, na Serra, quando viram Ivan sentado na calçada em frente a uma escola. Logo imaginaram que ali estaria o suspeito do roubo. Mas o que indicou essa suspeita dos policiais? O armador Ivan dos Santos Costa, de 46 anos, é negro e ele acredita que a cor da sua pele motivou a abordagem da polícia.
Ivan diz que sentou para descansar após almoço em uma praça próximo a uma escola. No local algumas crianças brincavam, e, em poucos minutos que estava ali, dois policiais apareceram, cada um em uma moto. Revistaram sua bolsa, fizeram revista e nada encontraram.
“Naquela hora perguntei por que eles estavam fazendo isso, já que eu estava sentado. Eles disseram que tinha acontecido um assalto e estavam abordando. Pediram para abrir a mochila que só tinha panfletos do curso do Senai”, afirmou Ivan.
A situação aconteceu há dois anos, e até hoje Ivan não sabe se o verdadeiro assaltante era realmente negro como ele e se os policiais abordariam todos os negros que estavam na rua naquela hora ou, se o bandido era uma pessoa branca, se todas as pessoas brancas também seriam abordadas no ambiente público.
Preconceito velado
O preconceito velado também aconteceu com a jovem Elizabeth Santana Santos, de 19 anos. Infelizmente ela compartilha diversas situações que percebeu atitudes de terceiros por ser negra. Em uma loja foi confundida com a vendedora e chegou a ser seguida por um segurança ao entrar no supermercado.
“Bate aquele sentimento de tristeza. Você consegue compreender que aquilo só está acontecendo porque existe todo um racismo estrutural. Se eu fosse uma pessoa não preta talvez isso não acontecesse. Sou chamada de várias coisas por ser quem eu sou”, desabafa a jovem.
Ela não se cala, e acredita que de diálogo a denúncia de casos de racismo e injúria racial são os melhores caminhos para mudança de mentalidade. “Será que o resultado mais fácil é combater a intolerância com a intolerância? Talvez o melhor caminho não seja esse. É preciso parar para dialogar e tomar as medidas cabíveis”, diz Elizabeth.
FONTE:https://www.pragmatismopolitico.com.br/2017/11/relatos-sofre-com-o-racismo-machuca-coracao.html
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Supermercado Extra vai pagar quase meio milhão por humilhar criança negra
Supermercado Extra é condenado a pagar R$ 458 mil por constranger e humilhar criança negra de 10 anos. A empresa recorreu da decisão judicial, mas Tribunal de Justiça manteve a penalidade
O Extra foi condenado a pagar uma multa de 458.240 reais por constrangimento a uma criança negra de 10 anos, que foi obrigada a comprovar o pagamento de suas compras na unidade do hipermercado na Marginal Tietê, em São Paulo.
A empresa recorria de uma decisão judicial anterior, mas o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ/SP) decidiu manter a penalidade.
O caso aconteceu em 13 de janeiro de 2011, quando um funcionário conduziu o menino, desacompanhado de um responsável, ao interior de uma sala para prestar esclarecimentos sobre um suposto furto.
A criança foi mantida confinada no local, onde foi questionada por empregados da loja, mesmo após a apresentação da nota fiscal.
O Procon-SP foi responsável por mover a ação contra o supermercado. No auto de infração da época, o órgão de defesa do consumidor alegou que o Extra teria se aproveitado da inexperiência do menor de idade, cerceando sua liberdade.
O supermercado argumentou não ser responsável pela administração da loja, que era operada pela Novasoc Comercial Ltda.
Segundo o Extra, eles teriam apenas um depósito no local. Entretanto, para a relatora do processo, Flora Maria Nesi Tossi Silva, ambas empresas são parceiras de negócio “não se pode, portanto, pretender isentar de responsabilidade, sob argumento de quem seria o administrador da sede onde ocorreram os fatos”.
Neste mesmo caso, o Extra também foi acusado pelo crime de racismo e segregação da pessoa negra. Durante a investigação, a empresa alegou que não poderia ser julgada duas vezes pelo mesmo fato.
Mas no entendimento da relatora “ensejar eventuais penalidades administrativas a serem aplicadas pela prática de atos de discriminação racial não retira a legitimidade da Fundação Procon para apurar e sancionar as condutas que violam o Código de Defesa do Consumidor, considerando a esfera de atuação distinta de ambas as frentes”.
Em sua defesa, o Extra também apontou inconsistências nas provas que serviram de base para aplicação da penalidade. Para a varejista, os depoimentos das testemunhas eram contraditórios.
“A impugnação da empresa autora, limita-se, basicamente, a afirmar que as crianças estariam mentindo e que seus funcionários estariam falando a verdade. Ocorre, no entanto, que a materialidade e autoria do crime de constrangimento ilegal, cárcere privado e injúria, foram devidamente apurados em inquérito policial”, escreveu a relatora do processo.
FONTE:https://www.pragmatismopolitico.com.br/2017/11/supermercado-extra-vai-pagar-quase-meio-milhao-por-humilhar-crianca-negra.html
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quarta-feira, 29 de novembro de 2017
SIMONE PEDRO - SAMBA MAIORAL
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Rincon Sapiência lança o vídeo clipe de ‘A Volta Pra Casa’ #RapBR
Nesta segunda-feira, 27 de novembro, o rapper Rincon Sapiência lança o videoclipe “A Volta pra Casa“, faixa que integra o seu premiado álbum de estreia “Galanga Livre”. O lançamento promete emocionar o público ao homenagear a classe trabalhadora, que sofre cotidianamente com as condições precárias do sistema público de transporte. No clipe, a sensibilidade do rapper em traduzir através da poesia a rotina de grande parte do povo brasileiro ganha ainda mais força com as cenas, combinação que dá forma a uma narrativa comovente.
Com roteiro, direção e produção da dupla de diretores Kill the Buddha, formada por André Chitas e Vinicius Terranova, o clipe foi rodado em São Paulo e contou com a coprodução da Barry Company e da Boia Fria Produções. A história coincide com a realidade da população periférica, que perde boa parte do seu dia no trajeto entre o trabalho, a faculdade e o lar. “O clipe teve como principal conceito uma representação poética dessa luta diária do trabalhador brasileiro, que é a sua volta pra casa. Depois de um dia de trabalho árduo, das jornadas duplas, dos perigos que a cidade impõe e da precariedade dos transportes, esses cidadãos são confrontados com essas dificuldades diariamente”, explica a dupla de diretores.
Para representar a ideia, André e Vinicius optaram por desenvolver um clipe que representasse esses sentimentos através da dança e da expressão corporal. O elemento atemporal, com cenas que poderiam se passar nos anos 60 e 70, foi adotado como uma maneira de enriquecer a linguagem, marcada por uma veia surrealista em diversos momentos do clipe.
A música é um dos destaques do álbum “Galanga Livre” e traz belos arranjos de cordas que tocam fundo a alma dos ouvintes. Os versos de Rincon Sapiência traduzem poeticamente tanto a rotina de uma trabalhadora quanto a de um trabalhador em seus trajetos de volta para casa. Apesar do cansaço, eles enfrentam as dificuldades e os perigos do caminho, que são coroadas pelo reencontro com suas famílias e o aconchego do lar ao final da longa jornada. A temática é recorrente no trabalho do rapper, que já tratou sobre a questão da mobilidade urbana e do direito de ir e vir no clipe “Transporte Público” (2013), época das grandes manifestações contra o aumento das passagens em diversas capitais do país.
O videoclipe “A Volta pra Casa” atesta a versatilidade do Mc em tratar sobre temas rotineiros de maneira singular, construindo uma narrativa que espelha o dia-a-dia da população periférica brasileira, ao mesmo tempo que reflete a realidade vivida pelo próprio rapper durante seus deslocamentos pela cidade. Assim, o lançamento se revela como uma verdadeira crônica cotidiana, que propõe relatar histórias de vida anônimas vividas pelos trabalhadores e trabalhadoras de todo o Brasil.
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Família Carter: Jay-Z confirma álbum colaborativo com Beyoncé
Após muitos rumores, especulações, e informações de terceiros sobre possível álbum colaborativo do JAY-Z e Beyoncé, finalmente temos uma notícia oficial sobre o assunto. Durante nova entrevista ao The New York Times divulgada hoje (29), o rapper confirmou existência do material.
Após repórter perguntar se Hova e sua esposa tinham conversado sobre problemas íntimos da sua relação expostos em seus mais recentes projetos musicais antes de lançá-los, ele contou: "mais uma vez, não foi assim, isso não aconteceu dessa forma. Isso aconteceu mais quando estávamos usando nossa arte como uma sessão de terapia, e começamos a fazer música juntos". Explicando melhor a questão, JAY-Z acabou confirmando existência de disco colaborativo com Queen B: "e então a música que ela estava fazendo naquela época estava mais adiantada. Então, o álbum dela saiu o oposto do álbum em que estávamos trabalhando juntos. Hmm, a gente tem um monte dessa música. E foi assim que veio", declarou.
FONTE:http://hiphopbloom.blogspot.com.br/2017/11/familia-carter-jay-z-confirma-album.html
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