quarta-feira, 12 de junho de 2013

DIZZY - FAZENDO A FESTA

O rapper Dizzy lança seu novo single "FAZENDO A FESTA". Está um luxo. Faça seu download agora.


DIRETAMENTE DE ANGOLA












MC DACA

Diretamente de Campos dos Goytacazes-RJ, o rapper MC Daca. Curtam o som.




DIAS DE LUTAS, DIAS DE GLÓRIA.

Hoje acordei com um desejo imenso de realizar e concretizar meus dias de lutas, meus dias de glória.  Por gozos longos e intensos vibrei e viajei numa dimensão mágica onde eu ouvia uma Deusa de Ébano declamando meus contos, minha vida de idas e vindas com prazeres mundanos e espirituais, carnais e devocionais, amores e dissabores.

Repleto de pretos e pretas numa terra de breu emergida em imensa felicidade e prosperidade. Terra Mãe África. Ungida no mais puro calor de Ébano, africano humano solidário, compassivo, divino sem tristeza, sem ódio, sem rancor, sem guerras só a paz, só o amor, o total bem coletivo.

É nesse clima que amanheci clima que me motiva a erguer-me das ruínas da desesperança prostrado em holocaustos desnecessários e infiéis. Sinto que o sol brilha para mim com mais intensidade, que o dia está mais bonito do que nunca. Penso que a minha vitória está próxima, está muito perto.

Novos trabalhos, novos trampos estão surgindo.

Rapper Marcelo Silles

terça-feira, 11 de junho de 2013

Gutierrez lança single “Madrugada Louca”

Postado por  em 23 de maio de 2013 ás 0:00

O rapper carioca Gutierrez acaba de lançar seu novo single, trata-se da música “Madrugada Louca”.
A música foi produzida por Reeo Mix e o trampo não para na música. Já que a arte do single também foi produzida nos mínimos detalhes assim como a música, com a fotografia de Marcelo Santos Braga, produção de Tracy Rato, a modelo é a também carioca Priscila Aquino.
Aperte o play, baixe, compartilhe e comente:

FONTE: RAP NACIONAL



Programa que aborda o hip-hop e retrata periferia brasileira estreia hoje na TV Brasil

Postado por  em 1 de junho de 2013 ás 16:16

O Estação Periferia é o mais novo programa da TV Brasil em parceria com a Fundação Apreipê, empresa de comunicação do governo do Sergipe. Focado na realidade das periferias do país, vem revelar o que há de mais positivo nesses aglomerados populacionais de baixa renda.
O rapper sergipano Hot Black, nascido e criado na perferia de Aracajú, viaja pelas quebradas do Norte e Nordeste, vai até a megalópole de São Paulo, passa por Brasília, Pernambuco, Bahia e muitas outras periferias urbanas e rurais, conversando com seus moradores locais e mostrando a paisagem desses lugares nunca antes desvendados.
Hot Black transita com intimidade e descontração. Seus amigos estão lá, sua música vem de lá, sua inspiração também. O lema do apresentador vem de uma letra da banda paulistana Racionais MC, amigos de Hot, em que se diz: “Periferia é periferia em qualquer lugar”.

Através de uma linguagem jovem, atual e sem preconceitos, o conteúdo é sobretudo um extrato do cotidiano dessa gente, das produções musicais e culturais que acontecem ali, dos projetos sociais, da criatividade do dia-a-dia, do esporte, do trabalho daqueles que Hot Black chama de “periféricos”.
O programa foi inteiramente desenvolvido por uma equipe fora do eixo Rio-São Paulo. Diretor, produtores, câmeras, montadores sergipanos, uma das forças do Estação Periferia está justamente em mostrar a alta capacidade técnica e criativa de produção audiovisual de outros Estados brasileiros… E é nisto que a tv pública aposta!


Através de uma edição dinâmica, de uma trilha musical cuidadosa e de uma arte impecável, Estação Periferia é o retrato audiovisual de um enrome contigente de gente que vive fora dos centros, marginalizadas, com muitas dificuldades de sobrevivência, porém com uma criatividade assustadora! O apresentador provoca debates sociais, estimula o olhar crítico e traz para a tela preciosidades escondidas nessas “quebradas”.
Guetos culturais, mas em extrema ebulição, as periferias falam do genuíno povo brasileiro. Você vai conhecer agora o universo das periferias no Brasil. Cidadania, cultura e comportamento.
Embarque junto com Hot Black nessa viagem: próxima parada, Estação Periferia!

O apresentador Hot Black visita o Distrito Federal e acompanha o estudante cotista Abayomi Mandela em sua rotina na UNB.  Também conversa com pessoas de notório saber, como o antropólogo José Jorge, a Bacharel em Direitos Humanos, Deise Benedito, o fundador do Movimento Negro em Sergipe, Severo D’acelino, e as estudantes Raissa Gomes e Rebeca Christina. O assunto ainda gera descontento em algumas pessoas negras, mas aponta uma alternativa para a formação acadêmica dos que foram excluídos do processo educacional no Brasil
Estréia Sábado (1/6/13) as 17hs

FONTE: RAP NACIONAL

Chegou “Contra Nós Ninguém Será”, o álbum solo do Edi Rock do Racionais Mc’s

Acaba de chegar na Loja RAP NACIONAL o tão aguardado disco solo do Edi Rock.
“Contra Nós Ninguém Será” é o disco de RAP mais aguardado dos últimos anos. O trabalho conta com um leque de mais de 30 participações, que incluem Sandrão, Helião e DJ Cia (RZO), Seu Jorge, Tulio Dek, Emicida, Marina de La Riva, Rael da Rima, Dexter, Simone Brown, Alexandre Carlo (Natiruts), Falcão (O Rappa), Flora Matos, Don Pixote, Lino Krizz, Ndee Naldinho, entre outros.

O disco é um lançamento da gravadora Bagua Record’s e contém 23 faixas com o melhor do RAP NACIONAL.

Já está a venda em nossa loja virtual, mas corra e garanta o seu pois a primeira tiragem já encontra-se praticamente esgotada! Compre sem sair de cada por apenas R$29,99 + frete, clique na imagem acima e compre.
Também montamos um combo especial para você, leitor do Portal RAP NACIONAL. O CD do Edi Rock + Revista RAP NACIONAL com super entrevista com o rapper e de brinde um pôster, por apenas R$34,99, clique na imagem abaixo e compre!

FONTE: RAP NACIONAL



segunda-feira, 10 de junho de 2013

DIRETAMENTE DA FAIXA DE GAZA, PALESTINA - Fazendo rap na faixa

DIOGO BERCITO
DE JERUSALÉM


O estudante palestino Ibrahim Ghunaim, 21, esbarrou na reportagem da Folha enquanto cruzava pela primeira vez a fronteira com Israel. Ansioso, falava sobre suas apresentações de rap e sobre a vida estreita na faixa de Gaza. Após o concerto, conversou ao telefone sobre os desafios de fazer música em tempos de Hamas --segundo ele, o grupo extremista que domina a área não vê seus shows com bons olhos.

Sou rapper desde 2006. Era tão jovem quando comecei! Mas as pessoas dizem que sou o número um de Gaza.
Escrevo sobre o que vejo e sobre o que quero ver. Falo de mim, do meu povo, da situação, da causa palestina.
Tenho muitos problemas por causa da música. Fui preso várias vezes por fazer shows sem permissão do Hamas. Mas por que preciso de permissão? Não é um país livre?

O Hamas não aceita nenhum show em Gaza. Temos de procurar oportunidades fora daqui. O governo não nos deixa fazer música.

Em 2011, eu vendia mil ingressos para um show. Venderia mais hoje, mas não me apresento sozinho há dois anos porque o Hamas não permite. O último concerto só fiz por ter apoio de uma grande empresa em Gaza.

Acabei de voltar de Jerusalém. Fui convidado pelo consulado francês para uma apresentação. Meu show foi ótimo. Foi minha primeira visita a Jerusalém. Os convidados disseram que esse foi o melhor concerto da noite.

Só consigo fazer shows quando tenho apoio de entidades estrangeiras. O Hamas não diz "não" aos europeus. Só aos moradores de Gaza.

Não fui pago. Eles me levaram da fronteira até Jerusalém e me trouxeram de volta. Fiquei na casa de amigos, em Jerusalém e na Cisjordânia.

Estudo relações públicas e marketing na Universidade Palestina. Meu pai paga o curso. Não tenho emprego. Se achasse um trabalho, ainda assim não conseguiria me alimentar com o salário. Quando ouviu minhas músicas, minha família me deu liberdade para fazer o que quiser.

Estou trabalhando no meu primeiro projeto. Vão ser dez vídeos, vou traduzir para sete línguas. É difícil ter recursos; pago tudo do meu bolso. Ninguém apoia essa música, qualquer música, em Gaza.
Escolhi fazer rap porque posso dizer o que quiser. Talvez em outros gêneros de música eu não pudesse cantar sobre esses assuntos. O Hamas diz que o rap não é parte da nossa cultura, que é uma coisa que pegamos do Ocidente. Querem que a gente cante só orações em árabe.

Tento fazer eles ouvirem nossas canções, mas eles não nos dão uma chance. Eu posso ser uma pessoa importante em Gaza. Posso fazer muito dinheiro, se deixarem.
O nome da minha canção "Min Aja" significa "quem está vindo". Estou falando sobre mim mesmo e sobre os rappers que me criticam.
Os árabes não têm uma causa em comum: só a língua nos une. Cada um tem a própria causa. A minha é a palestina. Estamos morrendo aqui, mas continuamos de pé para conquistar nosso país.

MÃE DE TUPAC SHAKUR REVELA QUE QUER LANÇAR INÉDITAS DO FILHO

A quantidade de canções inéditas que Tupac Shakur deixou ao mundo é grande e inclusive muitas delas já foram lançadas desde sua morte em 1996. Mas a mãe do rapper Afeni Shakur, revelou que novos lançamentos ainda vão acontecer.
“Acredito que seja nossa responsabilidade garantir que todo o trabalho deixado por Tupac esteja disponível aos fãs”, disse ela em depoimento publicado pelo site da revista Billboard. “Meu filho deixou muitos pedaços incompletos e muitas ideias inacabadas. Usando os modelos que ele deixou, estou comprometida a cumprir este dever.”
Afeni é hoje responsável pelo espólio do filho ao lado da empresa Jampol Artist Management. As vendas de disco de Tupac cresceram consideravelmente após o assassinato do rapper e desde então cinco discos póstumos já foram lançados. Além disto, a sua imagem continua recorrente em eventos diversos – um holograma, por exemplo, “se apresentou” no Coachella do ano passado e versos seus integraram a trilha sonora de Django Livre.
“É nossa responsabilidade – e privilégio – garantir que as novas gerações de fãs possam experimentar o poder da música de Tupac, de suas ideias e suas histórias”, disse Jeffrey Jampol, presidente da empresa responsável pelo espólio do rapper assim como de diversos outros artistas como Janis Joplin e Otis Redding.

CONHEÇA A ‘VOVÓ DO RAP’

De cabelos brancos, ela coloca o boné de aba reta e ajeita o bermudão com a palavra ‘hip hop’. A grossa corrente de prata também não pode faltar no figurino da ‘Vovó do Rap’ durante as apresentações. Aos 63 anos, Ludimar Gomes Molina descobriu o talento de transformar suas poesias em rap, e assim, levar uma mensagem de conscientização para os jovens de Praia Grande, no litoral de São Paulo.
Após a morte do marido, Ludimar tirou todas as antigas poesias do fundo do armário. O que antes era motivo de brigas entre o casal passou a se tornar o maior hobby dela. Para voltar a escrever e não cair na solidão, ela resolveu terminar os estudos. Durante o casamento, tentava aprender com os próprios filhos um pouco da língua portuguesa, já que o pai só deixou ela estudar até a 4ª serie e, mesmo após o casamento, o marido também não permitia os estudos. Por isso, aos 50 anos, Ludimar voltou para a 5ª série.
Pouco tempo depois, ela passou a fazer parte do grupos de poetas de Santos e Praia Grande e, finalmente, entrou na faculdade de pedagogia. Para vivenciar a profissão, começou a fazer trabalho voluntário nas escolas de Praia Grande. Na sala de aula, ela descobriu sua vocação: incentivar a poesia e transformá-las em rap. Assim, encontrou uma forma de usar suas rimas para se aproximar da sociedade e, principalmente, dos jovens.
Ludimar descobriu esse talento por acaso. “Os meus amigos estavam fazendo umas poesias tipo Castro Alves, com um linguajar culto e eu era a quarta a falar. Mas a criançada não estava nem aí. Até a gente não entende direito algumas palavras. E como eu gosto de interagir e estava vendo um desinteresse muito grande, pensei que deveria inovar. Começou a vir uma poesia na minha cabeça, e que vinha com uma batida diferente”, conta ela. Quando foi a vez de Ludimar, ela cantou poesia mais ritmada e o rap se formou. A plateia de alunos pediu bis e ela continuou. Daí em diante, Ludimar voltou a escrever poesias todos os dias e declamá-las em forma de raps. Ela se juntou ao Sarau das Ostras, um grupo de rap e hip hop de Praia Grande, e passou a fazer apresentações com os rappers, que a acolheram e passaram a chamá-la carinhosamente de ‘Vovó do Rap’. Para entrar no clima, ela aprendeu a usar boné, bermudão e camiseta larga para ‘combinar’ com os outros integrantes. “Onde tem evento eu vou com eles. Eles gostam de mim”, afirma ela.
Confira a reportagem completa via: g1

TURNÊ “DESISTIR, JAMAIS!” ATITUDE FEMININA EM CABO VERDE 2013

Lançamento da turnê do Atitude Feminina em 4 Ilhas em Cabo Verde agosto de 2013

CLIQUE AQUI E CONFIRA A TEASER DE LANÇAMENTO



O FUTURO DO HIP HOP







FONTE: http://ofuturodohiphop.blogspot.com.br/p/mixtapes.html

sexta-feira, 7 de junho de 2013

LGProject´s - #Set Mach 2k13. DJ Gabriel & DJ Leonardo Almeida

BOM JESUS DO ITABAPOANA/RJ.
BRASIL



A HISTÓRIA DO HIP HOP CAPIXABA

 FONTE: Hip Hop Capixaba





História do Hip-Hop no Brasil


História do Hip-Hop no Brasil
 
Hip-Hop é uma cultura que consiste em 4 subculturas ou subgrupos, baseadas na criatividade. Um dos primeiros grupos seria, e se não o mais importante da cultura Hip-Hop, por criar a base para toda a cultura,
O DJing é o músico sem “instrumentos” ou o criador de sons para o RAP;
O B.Boying (a dança B.Boy, Poppin, Lockin e Up-rockin) representando a dança;
O MCing (com ou sem utilizar das técnicas de improviso) representa o canto;
O Writing (escritores e/ou grafiteiros) representa a arte plástica, expressão gráfica nas paredes utilizando o spray.

O Hip-Hop não pode ser consumido, tem que ser vivido (não comprando roupas caras, mais sim melhorando suas habilidades em um ou mais elementos dia a dia). É um estilo de vida.... Uma ideologia...uma cultura a ser seguida...

A "consciência" ou a "informação" na minha opinião não pode ser considerada como elemento da cultura, pois isso já vem inserido às culturas do DJing, B.BOYing, MCing e Escritor/WRITing (Graffiteiros), ou seja aos elementos da cultura Hip-Hop, mais é válido para a nova geração, dizendo se fazer parte da cultura Hip-Hop sem ao menos conhecer os criadores da cultura e suas reais intenções.
O HIP-HOP surgiu no Brasil na década de 80. Ainda não existiam movimentos que retratavam exatamente o fundamento, o significado na íntegra desta cultura, porque todo aquele povo da época (a grande maioria) desconhecia este nome HIP HOP. O que na época foi propagado e muito na mídia, era a febre chamada BREAK DANCE.
Break era a dança do momento na época, que jamais deixou de ser um elemento importantíssimo e imprescindível para o crescimento do movimento no Brasil.
Sendo assim: 1984, foi o ano oficial da chegada da Dança de Rua no Brasil e o surgimento dos B.Boyings, Poppings e Lockings.
 
Em 1984, jovens dançarinos tentaram ficar em frente à antiga loja do Mappin na escada do teatro municipal, depois de uns meses foram para a 24 de maio com Dom José de Barros, lá foram perseguidos pelos lojistas e agredidos pela polícia.depois migraram para a estação São Bento no metrô que era ainda dividida com Punks e Skatistas, lá acharam a TERRA PROMETIDA aos breakers: um lugar coberto com o chão liso e aos poucos aqueles dançarinos foram tomando conta do local e o numero deles se multiplicando. Caras como NELSON TRIUNFO – monumento vivo do HIP HOP, os irmãos LUIZINHO e JOÃO, THAÍDE, MC JACK foram os primeiros donos do pedaço. Dali também saiu a velha guarda das turmas (crews) de break nacional, as mais famosas foram: BACK SPIN, JABAQUARA BREAKERS, STREET WARIORS, NAÇÃO ZULU, FURIOUS BREAK, DRAGON BREAK, etc. a maioria dos nomes de equipes são em inglês devidos ao fato deles estarem sempre se espelhando nos jovens de fora do país que davam subsidio a criatividade da dança. Mas um cara fica como ícone: NELSON TRIUNFO que é atualmente uma das lendas vivas da dança negra brasileira, vem de antes de toda a historia do Break, pois já dançava Funk anteriormente. Nelsão como é conhecido entre os íntimos, montou no meio da década de 70 junto com NINO BROWN, o FUNK & CIA..
Em todos os lugares via-se pessoas com roupas coloridas, óculos escuros, tênis de botinha, luvas, bonés e um enorme rádio gravador mostrando os primeiros passos, do que se tornaria mais tarde uma cultura bem mais complexa.
Todos aqueles que tinham certa afinidade pela dança foram influenciados pelas cenas do filme Flash Dance, os vídeos clips de Lionel Ritchie, Malcom McLarem e outros. Sendo que não podemos deixar de mencionar em hipótese alguma que o Rei do Pop Michael Jackson, lançou para o mundo o famoso Back-slide, inventado pelo Grupo Electric Boogaloo, que muitos Poppers viram e utilizaram muito no Brasil.
O hip-hop na década de 80, contou também com as equipes de Som, estilo black music, como: Chic Show, Black Mad, Kaskata´s e Zimbabwe e algumas revistas.
Os primeiros talentos tupiniquins, Nelsão Black Soul ou Nelsão Triunfo dançando break, conhecido também como “homem árvore” e sua turma o “Funk Cia.”, que inclusive fizeram à abertura da novela Partido Alto, na Rede Globo, sem esquecer que o Funk Cia. já vinham de muito tempo atrás; desde a época do Black Power dançando Funk no bailes de São Paulo.
Thaíde e o Humberto, ou melhor, o DJ Hum, MC Jack que também é DJ, Pepeu, Racionais Mc's, General G.,Considerado o melhor vocal e a melhor levada de Rap, ele simplesmente desapareceu do mapa. MC Mattar, nome artístico (pseudônimo) utilizado por Marcelo Cirino, Mister Theo, Ndee NaldinhoGeração RapSampa Crew, Dynamic Duo,
Quem não se lembra da música: “Mas que linda estás”??? Do Grupo Black Junior’s, Os irmãos Metralhas, também apareciam no cenário.
Esses nomes mencionados acima, embora alguns desconheçam e ignoram o fato, foram os primeiros Rappers a gravar disco de vinil
Grandes nomes como Fábio Macari, DJ CucaDJ Raffa, a dupla “Dinamic Duo”, Mauricio Black Mad, Luizão da Chic Show, Getúlio Rocha, Giba da M.A., Donizette Sampaio, Willian Santiago, Carlinhos e Vagnão da Kaskatas, Natanael Valêncio, juntamente com as gravadoras independente como TNT Record´s, Zimbabwe, M.A Record´s, Rhythm and Blues, RM Produções, Kaskatas Record´s, Five Star,  foram  responsaveis a colocar o rap no cenário nacional  e contribuindo para o crescimento do Hip Hop no Brasil.
Na época existia um concurso nacional de Break, o inesquecível Programa de auditório Barros de Alencar, que apresentou os grandes Poppers como Os Cobras e as Buffalo Girls e a grande final entre Os Dragon’s Breaker’s versus Gang de Rua (de Santos).
O Gang de Rua, foi fundado por Marcelo Cirino, e contava com mais três integrantes: Tijolo, Jorge Paixão e Daniel Paixão (hoje o rapper da gravadora Trama: Criminal D.).
Depois da febre de 85, surgiram nomes como: Back Spin, Guetto Freak, Jabaquaras Breakers, Red Crazy Crew, Street Warrior’s e Nação Zulu, que mantiveram vivo a arte do B.Boy.
Toda essa galera dançavam na Rua 24 de Maio, mas foram perseguidos por lojistas e policiais; depois foram para a São Bento e lá se fixaram. Houve um período de divisão entre os breakers e os rappers, os primeiros continuaram na São Bento, os outros foram para a Praça Roosevelt.

Já em agosto de 1989 um cara chamado Milton Salles criou a MH2O "Movimento Hip Hop Organizado", ele Sales nesta época era produtor dos Racionais Mc's e foi até 1995, ao MH2O foi muito importante pois criava várias oficinas nas periferias, shows gratuitos nos guetos e divulgou muito o rap para o grande público.......
Hoje em dia, Milton Sales é responsável pela Companhia Paulista de Hip Hop, que continua tendo o mesmo intuito divulgar a cultura do hip hop.

Literatura marginal brasileira ultrapassa fronteira das periferias

By Portal Geledés

Fenômeno ganha espaço e reconhecimento com formas alternativas de publicação e distribuição de sua poesia. Alemanha é o primeiro país a receber esse novo movimento do Brasil
por Deutsche Welle

Sérgio Vaz, poeta e um dos principais nomes do movimento no Brasil
Um evento que começou na semana passada em Berlim apresenta ao público alemão vozes raramente ouvidas pelos próprios brasileiros. Escrito sobre as Margens (da Cidade). Semana da Literatura Marginal mostra a literatura feita na periferia dos grandes centros urbanos do Brasil.

"Essa é a primeira semana de literatura marginal fora do Brasil. Nossa intenção é encontrar conexões dessa literatura marginal brasileira dentro das cidades que o evento vai visitar: Berlim, Colônia e Hamburgo", diz Carlos Souza, um dos organizadores do evento. A ideia é achar denominadores comuns entre as cidades brasileiras e alemãs. "Queremos achar a conexão entre a poesia urbana nessas diferentes culturas e encarar a rua como um espaço de socialização, reflexão e discussão."

Souza também é o fundador do coletivo Urban Artitude, que busca estimular ações artísticas com engajamento político e que transitem dentro do universo da cultura urbana. "A linguagem cultural dentro do complexo urbano permite que muitos jovens possam encontrar sua identidade e dialogar com o mundo. Queremos potencializar ações não só no Brasil e na América Latina, mas também na África", explica.

Para o organizador, a literatura marginal no Brasil é um fenômeno que ganhou espaço e, hoje, recebe o reconhecimento do governo como uma importante voz vinda da periferia, além de ser uma "ferramenta importante de manifestação cultural".

Literatura periférica
"A literatura marginal é a que vem da periferia. Diferente do que era feito nos anos 1970", descreve Sérgio Vaz, poeta e um dos principais nomes do movimento no Brasil. "Gosto do termo literatura periférica porque diz de onde viemos. Antigamente falavam pela gente. Hoje, falamos por nós mesmos", afirma.

Em 2000, Vaz fundou o coletivo Cooperifa (Coordenação Cultural da Periferia) com a ideia de saraus abertos a todos os que quisessem se manifestar através da poesia. "Essa é a literatura dos pobres e oprimidos, o povo se assanhando a contar sua própria história. Não é uma literatura melhor que a acadêmica – muito pelo contrário. Mas é carregada de emoção e verdade", explicou.

A iniciativa começou de forma e em lugar inusitado. "Em 2001, eu e o Marcos Pezão [outro idealizador dos saraus] começamos com a ideia de fazer poesia num bar. Onde vivemos não há cinema, praça pública ou parque. O único lugar público é o bar. Resolvemos então transformar o bar num centro cultural".

A ideia começou a despertar o interesse da população e o projeto foi crescendo. Hoje são mais de 50 saraus que acontecem por todo o país, inspirados no encontro original da Cooperifa. "As pessoas perceberam que não adianta ficar esperando o governo construir um teatro ou um centro cultural. Elas precisam transformar o lugar que elas têm", completa Vaz.

O poeta tem oito livros publicados – começou a publicar de forma independente e hoje faz parte de uma grande editora. "Acho que o escritor tem que correr atrás do seu leitor. Antes era mais difícil. Hoje a poesia pode ser publicada num blog ou no Facebook e tem uma visibilidade imediata", exemplifica o escritor, que publicou seu primeiro livro em 1988 e completa, em 2013, 25 anos de carreira.

Diferentes problemas, mesma rua
O movimento da poesia periférica tem ligação com o movimento hip hop, muito forte na periferia de São Paulo. "Foi o hip hop que começou a falar da periferia. Os rappers falavam da sua realidade, dos seus bairros, assim como a Bossa Nova falava de Ipanema e de Copacabana. As pessoas tinham vergonha de falar que moravam na periferia. [Mas] quem deveria ter vergonha é o governo e não a gente. O movimento negro começou a se assumir e o pobre também", diz Vaz.

No Brasil, a celebração da vida na periferia não é exclusividade do hip hop ou do rap. Hoje, outros estilos musicais, como o funk e o samba, também criam uma identificação com o público e um orgulho das origens.
A disseminação da cultura da periferia também acabou com vários clichês. Por muito tempo associado à cultura da periferia, o rap, por exemplo, costuma unir música e poesia. Mas o ritmo acabava se sobrepondo às letras, que se tornavam secundárias para o público.

Com os saraus, a música e a poesia do rap se separaram e as letras passaram a ser mais ouvidas e entendidas pelo público. Artistas de rap costumam recitar as próprias letras nos saraus.
Outro preconceito que acabou sendo quebrado com os encontros nas periferias brasileiras foi o fato de a poesia ser vista como algo "acadêmico e chato" – um clichê que vale não apenas na periferia, mas também em áreas mais ricas das cidades. Os saraus fizeram com que a poesia fosse desmistificada. "Nossos encontros são abertos a todos os tipos de poesia, sem censura prévia. Só temos um limite de tempo para podermos dar voz a todos", avalia Vaz.

O poeta diz também que, apesar de quererem estimular ações de engajamento político, os saraus não permitem discursos panfletários, porque esses adotam um tom de superioridade. Vaz acredita que o público dos saraus tem "ojeriza" a esse tipo de manifestação, considerada arrogante. "A política tem que estar inserida em um contexto poético.", explica. "Temos que entender como a comunidade pensa. Eu tenho que me ajoelhar diante das pessoas, da minha comunidade. Senão não conseguimos nos comunicar".

A série de eventos em Berlim inclui discussões, exibição de filmes, palestras, oficinas, workshops e dois saraus no estilo dos que acontecem na periferia de São Paulo. Um dos eventos acontecerá em Berlim e outro em Colônia, com poetas brasileiros e alemães. Os saraus, que acontecem até sexta-feira 31 nas cidades alemãs, também serão abertos a todos os que gostam de ou escrevem poesias. Todos os eventos acontecem em alemão e em português.

Autoria Marco Sanchez

Fonte: Carta Capital

Pastor metodista escreve artigo sobre os 125 anos da abolição da escravatura

By Portal Geledés

13 de Maio - O que vamos fazer com essa tal liberdade, se estamos na periferia e continuamos a sofrer?



“Porventura não é este o jejum que escolhi, que soltes as ligaduras da impiedade, que desfaças as ataduras do jugo e que deixes livres os oprimidos, e despedaces todo o jugo? Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos;”. 

Isaías 58.6 e Mateus 5:6

É 13 de Maio, data que assinala 125 anos da abolição da escravatura negra no Brasil. Assinala a abolição da escravidão e a instalação da desigualdade social. Pois, a partir de 13 de Maio, com base nas linhas abaixo 370 anos de escravidão tinha fim:

Declara extinta a escravidão no Brasil:
A Princesa Imperial Regente, em nome de Sua Majestade o Imperador, o Senhor D. Pedro II, faz saber a todos os súditos do Império que a Assembleia Geral decretou e ela sancionou a lei seguinte:
Art. 1.º: É declarada extinta desde a data desta lei a escravidão no Brasil.
Art. 2.º: Revogam-se as disposições em contrário.

Manda, portanto, a todas as autoridades, a quem o conhecimento e execução da referida Lei pertencer, que a cumpram, e façam cumprir e guardar tão inteiramente como nela se contém.
O secretário de Estado dos Negócios da Agricultura, Comércio e Obras Públicas e interino dos Negócios Estrangeiros, Bacharel Rodrigo Augusto da Silva, do Conselho de Sua Majestade o Imperador, o faça imprimir, publicar e correr.

Dada no Palácio do Rio de Janeiro, em 13 de maio de 1888, 67.º da Independência e do Império.
Princesa Imperial Regente.
Rodrigo Augusto da Silva
Carta de lei, pela qual Vossa Alteza Imperial manda executar o Decreto da Assembleia Geral, que houve por bem sancionar, declarando extinta a escravidão no Brasil, como nela se declara. Para Vossa Alteza Imperial ver. Chancelaria-mor do Império - Antônio Ferreira Viana.
Transitou em 13 de maio de 1888.- José Júlio de Albuquerque
Livres, mas e agora? O que será o amanhã? Qual o futuro deste povo que durante quase quatro séculos se constitui nas mãos e pés do Brasil? País que, sob a pressão da Inglaterra foi o ultimo a abolir o uso da mão de obra escrava e buscando fugir de seu passado abre as portas para os imigrantes europeus.

A liberdade concedida ao povo negro, assinalada a 13 de Maio foi bem descrita por Wilmore e Cone, no livro Teologia Negra:
 “Livres para a fome, livres para o inverno e para as chuvas do céu... Livres sem um teto para os cobrir, sem pão para comer, sem terra para cultivar... Nós lhe demos liberdade e fome ao mesmo tempo” (Wilmore e Cone, 1986, p. 42).”
A luta continua, pois 13 de Maio não cheira liberdade, mas caracteriza o coroar da maior injustiça cometida contra pessoas humanas. Pessoas que foram desumanizadas, coisificadas, bestializadas, exploradas e após a assinatura da Lei Áurea, abandonados a própria sorte, a qual o estado esperava que fosse a morte. Liberdade negra só será liberdade, quando houver igualdade e justiça.

O que vamos fazer com essa tal liberdade, se da senzala saímos para a periferia da vida e continuamos a sofrer?
A saída é lutar por igualdade, justiça, reparação e inserção social, partilha do poder. A liberdade plena do povo negro é um mito tanto quanto o da democracia racial defendido por Gilberto Freire no clássico “Casa Grande & Senzala”. O futuro do Brasil passa pelo futuro do povo negro, assim como, seu passado ao povo negro está atrelado. Retire os 370 anos de escravidão da história brasileira e nada sobra. A saída não é negar ou apagar o passado. A saída é repará-lo, aprender com ele. O Brasil só terá plena paz social quando tal paz não for um privilegio utópico de uma minoria branca e abastada. Digo utópico, pois em uma sociedade na qual em 100, setenta não possui nada, os 30 que possuem tudo não terão sossego não. 

A pressão social, a desigualdade, o preconceito, o racismo, a mortandade neonatal, a falta de oportunidade, de valoração da cultura, está em ebulição, se manifesta na violência, no crime, nos homicídios, e se a injustiça social continuar irá explodir em revolução, e em tal revolução quem tem a perder é minoria que tudo possui. Portanto, a minoria precisa pressionar o governo juntamente com a maioria pobre. Digo pressionar o governo, pois a escravidão foi uma estrutura do estado, tão logo, cabe ao governo, hoje, 125 anos após a assinatura da Lei Áurea, por meio de políticas públicas cada vez mais inserir o negro no centro da vida social do país, retirando-o da periferia do ser e ter. Fazer agora, o que segundo Joaquim Nabuco, deveria ter sido feito em 1888, no ato da abolição. Pois, muitos negros conscientes de sua história, e de que este país foi construído com o sangue, suor, lágrimas e cadáveres de seus ancestrais, assim como eu, possuem dentro de sim, uma pergunta que não quer calar: “13 de maio - o que vamos fazer com essa tal liberdade, se estamos na periferia e continuamos a sofrer”?

Liberdade não se recebe, se conquista. Igualdade social não se ganha, se reivindica, se luta por, se constrói, se solidifica, quando não se é acomodado com um sistema injusto e desumano. O Jugo desigual social e opressivo precisa ser combatido e abolido, pois assim diz a Palavra de Deus: "Porventura não é este o jejum que escolhi, que soltes as ligaduras da impiedade, que desfaças as ataduras do jugo e que deixes livres os oprimidos, e despedaces todo o jugo? Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos; "- 

Isaías 58.6 e Mateus 5:6

Rev. José do Carmo da Silva – Mano Zé do Egito


Fonte das informações: Diario Oficial