terça-feira, 19 de abril de 2016

Lei di Dai: a rainha do dancehall ragga brasileiro lança álbum comemorativo de 10 anos


Diretamente da Zona Leste de São Paulo, a cantora, compositora e Mc deu inicio a sua carreira em 1999 com a banda Camarão na Brasa. Em 2005 já em carreira solo, assumiu o nome artístico de Lei Di Dai.
No final de 2008, lançou seu primeiro CD intitulado “Alpha & Omega’’, abrindo portas para diversos festivais e turnê europeia com direito a indicações e prêmios musicais — sim, ela é mais uma das artistas mais reconhecidas na gringa do que no Brasil.
Inspirada na cultura Jamaicana e coroada a “Rainha do Dancehall Raggamuffin Brasileiro“, Dai montou seu próprio sound system e em 2013, lançou sua Mixtape “Ragga na Lata“, copilação mixada pelo seu Dj Vinnieman.
E agora, em comemoração aos seus 10 anos de carreira, Lei Di Dai acaba de lançar o disco“Quem Tem Fé tá Vivo“.  O álbum chega com a vibe de libertação, positividade, incentivo, autoestima e boas vibrações. “A minha mensagem principal nesse trabalho é: Acredite em você e siga em frente.  Esse é o verdadeiro fogo na Babilônia”, nos disse Lei de Dai.
Com 18 faixas, as músicas foram gravadas nos estúdios RedBull Station e o disco conta com participações especiais de cantores e Beatmakers da cena musical, como:Jimmy Luv, Marietta Massarock e Fauzi Beydon, da Tribo de Jah e os Rappers  Kamau e Max B.O.
O  material foi produzido por Drumagick, Gustah Echosound, Vinnieman (Gueto pro Gueto), Diego Sants (Beatwise), Ricardo Cabes (Track Cheio), Rafaela Bad $ista (Funk na Caixa) e Kleiton Bassi. A mixagem é de Rodrigo Funai e Buguinha Dub, que também masterizou o disco, lançado pelo próprio selo da cantora, “Rainha da Lata”.
Atualmente, Lei Di Dai está com a turnê  #Quemtemfétavivo, realizando apresentações que marcam a chegada do seu novo álbum.
FONTE:http://www.rapnacionaldownload.com.br/33309/lei-de-dai-quem-tem-fe-ta-vivo-album/

TAVN mostra o motivo do corre na nova “Pelos Meus”


No ultimo sábado (16), TAVN lançou o clipe de sua nova música, “Pelos Meus“. A direção de filmagem fica por conta de Naio Rezende e a produção musical é assinada pelo NOX (Listen The Kidz).
O som conta com uma boa “vibe” noturna, num trap onde o artista exalta suas companhias e os coloca como motivação de todo o seu trampo.
FONTE:http://www.rapnacionaldownload.com.br/33257/tavn-pelos-meus-clipe/

Sinta o batidão de Brasília no CD de estreia do Mr. Malloka


Nascido em Taguatinga Norte/DF e criado em Samambaia Norte/DF, Mr. Mallokateve o primeiro contado com a musica em quermesse de rua, onde teve a influencia do Rap e Funk dos anos 90.
Em 2001 quando voltou para Taguatinga, teve o contato direto com o MPB, período que começou a compor as próprias canções, influenciado por Tim Maia, Cassia Eller, Legião Urbana, Djavan. Só em 2012 gravou a primeira musica intitulada “No Rap“, onde contou um pouco do seu dia-a-dia.
Atraído pelo movimento Gangsta Rap de BSB, lançou em 2015 seu primeiro CD, intitulado“Mr. Malloka & Parceiros” tem 13 faixas que reúnem um grande time de participações: Frois, Boka D’Ladrão, SK do Rap, Atos, Cindy, CR Mc’s, Conexão Ativa e Gs Função.
O projeto foi gravado em diversos estúdios, todos os artistas participantes são das diversas cidades satélites do Distrito Federal. Mr. Malloka diz que o projeto foi feito “com intuito de unir as quebradas e relembrar um pouco as origens do Rap que se perdeu com o tempo“.
FONTE:http://www.rapnacionaldownload.com.br/33144/batidao-brasilia-no-cd-de-estreia-do-mr-malloka/

Baixe “Restabelecendo as Verdades”, segundo disco do Fetoca



Fetoca segue carreira solo desde 2009 e sempre buscou conhecimento para alcançar uma identidade original com um trabalho independente de qualidade.
Seu primeiro álbum oficial foi lançado em março de 2015 intitulado “Undergroundcadavez” tem dez faixas. Logo na sequência, seu segundo álbum foi lançado em novembro de 2015, um EP com seis faixas chamado “Restabelecendo as Verdades”.
O EP passa a perspectiva através da vivência do rapper de Campinas nas ruas, que firma sua postura em saber desenvolver em qualquer meio, do dia a noite, do rap ao graffiti, os roles, álcool, drogas, do lixo ao luxo… “Respeito e união é a chave para o sucesso pessoal e consequentemente de suas ideias e atitudes“, diz Fetoca.
O trampo se destaca pelo bom rap underground passado pelas rimas sujas de Fetoca e produções de Neo BeatsDoc Digi e Derf. Ouça:
Lista de músicas
  1. Introvilão (Prod. Doc Digi)
  2. Meu Território (Prod. Doc Digi)
  3. Os Amigos (Prod. Doc Digi)
  4. Parte do Infinito (Prod. Doc Digi)
  5. O Bonde (Prod. Neobeats)
  6. Início (Prod. Derf)
O terceiro álbum do Fetoca já está gravado e passando por processo de mixagem. O projeto ainda não tem data de lançamento.
FONTE:http://www.rapnacionaldownload.com.br/33179/baixe-restabelecendo-verdades-segundo-disco-do-rapper-fetoca/

Drik Barbosa busca o equilíbrio em meio ao caos na nova “Sem Clichê”


Desde que participou de “Mandume” com Emicida e cia, Drik Barbosa tem ganhado um destaque muito grande e nessa terça-feira (19) lançou a “Sem Clichê“, seu novo single.
O beat me inspirou a falar de algo importantíssimo que estamos deixando de lado, a paz de espírito e o equilíbrio. A letra é um convite pra que as pessoas passem a olhar mais pra si mesmas ao invés de se render ao caos que estamos vivendo nos dias atuais“, conta Drik, sobre a letra da faixa, em entrevista ao Red Bull.
O som conta com a participação da Hanifah, dando sua contribuição lírica no refrão juntamente com o Dj Nyack que também co-produziu a faixa em parceria com o Dj Will.
Trecho da música:

Viver sem clichê, sentir os sabores
Do mais amargo ao mais doce
Descendente de Adão e Eva
Sou junção de espinhos e flores
Só pra prevalecer o que é bom em mim
Guerra interna, mente aberta, pra despertar
Meta certa, ser vitória no fim

FONTE:http://www.rapnacionaldownload.com.br/33350/drik-barbosa-sem-cliche-musica/

E AGORA TRABALHADOR? E AGORA POVO BRASILEIRO?

Marcelo Silles
Assistente Social


É factível hoje a demanda por uma independência laboral. Com direitos protetivos claramente ameaçados pelos representantes e defensores do grande capital, fica óbvio que o trabalhador terá que se auto-subsidiar em seus direitos trabalhistas.

Nas câmaras e senados defensores do grande capital e defensores dos trabalhadores, gladiam-se adiando sem nenhum remorso o desespero de pessoas que contam ao final de suas jornadas, com os benefícios conquistados e garantidos por lei. Um jogo cruel e desumano, vidas de cidadãos simples, são avaliadas em custos e benefícios em prol de um capital que explora, escraviza, massacra, humilha.

Em decorrência de fatores liberais e neos, carregado com discursos suaves talhados em sedas, palavras lascivas mascaradas com toques de méritos individualistas, falácias engodas encontraram um momento oportuno aproveitam-se da espetacularização de uma crise criada por eles, para lançarem mão de projetos, emendas e leis que atacam diretamente a vida do trabalhador.

Objetivados no firme propósito de transformar o trabalhador em seus reféns e eternos dependentes, esses cães da guerra na câmara e no senado, ensaiam sem cessar o Macbeth brasileiro em suas masturbações regicidas. Fica evidenciado o querer lastrear desses infames usurpadores que utilizam de duas casas que pertencem ao povo, para atenderem suas luxúrias e privilégios.

O mal vem a galope e com argumentos muito questionáveis. Sob a égide de um moralismo impregnado de opressão, esses cães da guerra exaltam sem esconder e sem medo de represálias, torturadores e assassinos militares como se fossem deuses.

Inventam um comunismo abrasileirado que só existem em suas mentes. No dia 17 de abril de 2016, foi um dia fatídico para todo o povo brasileiro, uma câmara comandada por bandidos, marginais escrúpulos da pior espécie, machistas, que incitam ao estupro, a tortura e o genocídio deram o seu sim para derrubar através do golpe o que não conquistaram democraticamente nas urnas. Foi uma verdadeira atração circense, dos mais horrendos seres, bestiais com total ferocidade para devorarem o garboso banquete.


Diante desse fenômeno episódico o sadismo a mostra, o povo brasileiro mais uma vez saiu perdendo. O verdadeiro povo, que defende a democracia, uma sociedade justa assistiu da geral de uma apoteose, presenças fantasmáticas histéricas, os sins em homenagens e sendo oferecidos para pais, mães, filhos, filhas, maridos, esposas, amantes, pelos fundamentos do cristianismo, pelo cachorrinho e a cachorrinha, tudo se disse mais o fundamental do espetáculo não foi em nenhum momento mencionado. Pobre trabalhador brasileiro. Eufemisticamente redatando valeu-se tudo neste dia 17 de abril de 2016, menos o respeito pelo povo brasileiro. 

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Precisamos repensar a militância preta.

Por: Bruno Rico

É preciso falar de alguns pontos que não são muito comentados dentro da militância social e, principalmente, dentro do movimento negro; é preciso colocar o dedo em algumas feridas.
Precisamos repensar a militância negra como um todo, e não estou falando de copiar exemplos bem sucedidos dos norte-americanos ou de outros irmãos pretos, estou falando de adaptar a nossa causa dentro dos nossos problemas, criar algo que permeie a nossa realidade.
Eu nunca saí do Brasil, mas sei que a realidade deste país-continente é única, suas peculiaridades territoriais, históricas e sociais constituem uma nação que precisa ter seus próprios métodos particulares de ativismo, e é isso que está faltando para nós!
Pense como seria ótimo se aqui no Brasil nós tivéssemos tido um Malcolm X, um Nelson Mandela, um Reverendo Martin Luther King, um pensador como Marcus Garvey, uma guerreira como a Rosa Lee Parks, um lutador-ativista como Muhammad Ali ou uma cantora-ativista como Nina Simone; não seria incrível? Pois é, seria, mas não tivemos. Infelizmente essa é a nossa realidade e precisamos encarar essa lacuna do nosso país, que por sinal diz muito a respeito do seu racismo institucionalizado, que fez com que os pretos não tivessem ídolos próprios, e ainda por cima fez com que estes mesmos pretos fossem tão alienados ao longo de todos esses anos.
Sabe aquele lance de congelar corpos humanos? Pois então, isso se chama criogenia, e analisando friamente a nossa história, parece que a maioria dos pretos deste país sofreu criogenia durante todo esse tempo, foi assim com minha mãe, minha avó, minha bisa e assim por diante. Mas a hora de ser descongelado chegou, porém precisamos de algumas adaptações urgentes para que a militância passe a ter realmente o efeito esperado.
Eu vou morrer dizendo que o movimento negro brasileiro precisa adentrar nas favelas, morros e periferias deste país, é lá que está o nosso público alvo! É lá que mora o genocídio que assola o nosso povo todos os dias. Mas muitos ainda preferem os debates acadêmicos, com citações de personalidades que o preto pobre sequer sabe quem é, pois na escola dele não deram isso, daí o entendimento fica totalmente desconexo. Mas sabia que tem muito preto militante que não gosta ou tem medo de militar e entrar em favela?
Pois é, cada dia eu ando conhecendo mais destes seres. Eu acho isso um absurdo, pois quando assimilamos o medo do branco elitista, é sinal de que a luta precisa ser revista urgentemente.
Eu sou morador de um morro aqui no Rio de Janeiro, esse mês mesmo morreu uma criança preta baleada com um tiro no peito, e cadê os movimentos? Não vi ninguém. Já cansei de dizer: se você tiver um movimento e quiser colar aqui na área, é só dar um alô, a massa da favela precisa urgentemente disso.
A partir disso eu já vi gente se desculpando e dizendo que o favelado não precisa de ajuda, que ele pensa por si só e que é mais fácil aprender com eles do que lhes ensinar algo. De fato o favelado é um ser extremamente sábio e altamente adaptável às mazelas da vida que lhe foi imposta, mas assim como qualquer grupo social, ele também precisa de referências, precisa de exemplos, de conhecimento, de base política, de direcionamento; do contrário ele vai seguir ateando fogo em ônibus quando algum dos seus morrer, e ainda vai achar que isso realmente vai mudar algo no seu cotidiano, e a sociedade raivosa vai continuar gritando que na favela só tem marginal.
A situação é extremamente grave, os pretos precisam se unir (de verdade), deixar de caluniar o outro que ganha mais destaque político que ele, deixar de sabotar o ato do irmão preto por puro egocentrismo. Aliás, essa é a palavra chave: Ego. Precisamos nos despir de nossos egos e entender que a nossa causa sempre vai ser coletiva e nunca individual, e o principal: entender que a nossa militância está cheia de falhas e isso precisa ser falado e mudado. Juntar vários pretos pra eleger um preto ou uma preta em um concurso de beleza é mole e é extremamente válido, mas também precisamos ir para o campo, praticar o olho no olho e juntar os pretos para invadir os guetos e mostrar para aquela criança preta – que ainda segue sem brinquedo e sem esperança – que ela pode ser um adulto próspero e aguerrido, pois ela vai ter em quem se espelhar. Mas essa criança precisa nos ver, nos sentir; seus pais também precisam entender que não estão sozinhos, a massa precisa entender que vai chegar um dia em que um preto vai cair e todos irão se levantar por ele; isso não é utopia, mas para chegarmos lá vai ser preciso muita autocrítica antes de tudo isso. Eu estou disposto, você está?
Esse texto pode ter parte 2, 3, 4 e por aí vai, pois o assunto é deveras extenso e complexo, todavia é extremamente necessário.

Nós por nós, sempre!
FONTE:https://afro21.wordpress.com/2016/04/14/precisamos-repensar-a-militancia-preta/

Wakaliwood: Conheça a incrível indústria de cinema nascida na favela de Wakaliga, no Uganda

Isaac Nabwaana é o fundador de Wakaliwood.
As definições de amor ao cinema foram atualizadas. Isso aconteceu quando um grupo de moradores da favela de Wakaliga, na capital do Uganda, se uniu — a despeito de todos os problemas que os cercam — e decidiu fazer arte. A sétima arte.
Um belo dia, o criativo Isaac Nabwana decidiu ser cineasta. Isso aí, cineasta, do nada. Pegou uma câmera usada, um computador montado de peças velhas, recrutou sua mulher, filhos, vizinhos e deu asas ao seu grande sonho. Alguns anos e mais de 40 filmes depois, o diretor já virou biografia norte-americana que documenta a sua proeza: erguer do nada, sozinho, uma nova indústria cinematográfica. A incrível Wakaliwood.
"Há tantas histórias no Uganda que são virgens, ninguém nunca realizou ainda", conta Isaac, fundador da admirável Ramon Film Productions. Sua ênfase à originalidade não é à toa. Da limitação de recursos, o cineasta autodidata encontra uma infinidade de maneiras, únicas, de transformar em filme o que sua imaginação projeta. O povo de Uganda visita Nova York, verte o Big Ben em jato, sobrevoa o Cristo Redentor, tudo através de colagens amadoras, sem nenhum filtro artístico pré-estabelecido, que transforma suas limitadas produções em algo único e muito divertido.
Ação é o gênero predileto em Wakaliwood, e onde se encaixa a obra seminal de Isaac Nabwaana, Who Killed Captain Alex?. Efeitos especiais caseiros, artes marciais inspiradas em filmes de Kung Fu com Chuck Norris, captação de som e imagem no improviso, tudo se funde ao ideal de cinema de seu criador: "Combinar a cultura do Uganda com a cultura dos western e dos [filmes] chineses", resume Isaac, mostrando que sabe bem o que quer, e que consegue o que quer. Basta conferir os trailer de seus filmes (ou eles inteiros) e ver que está tudo ali, à sua maneira.
E se engana quem pensa que Isaac Nabwaana se acomoda em suas limitações — ou que a admiração por seu trabalho reside apenas numa visão lúdica do fazer cinema de modo independente. Do nascimento de Wakaliwood, em 2009, ao filme Ani Mulalu (Crazy World), de 2015, nota-se uma clara evolução no cinema do Uganda. E um objetivo.
De modo colaborativo, os moradores de Wakaliga estão utilizando uma experiência de vida única, muito dura, para se inspirar, se unir e desenvolver uma verdadeira indústria de cinema, séria. Assim, eles estão desenvolvendo a sua arte, criando os seus próprios ídolos (Uncle Benon incorpora "Bruce Yu: o Bruce Lee do Uganda" ao ensinar artes marciais às crianças) e erguendo Wakaliwood como algo que vai muito além do entretenimento — como uma alternativa, uma esperança, uma nova realidade.
Veja você mesmo as imagens de Wakaliwood, e se encante com a criatividade dos moradores de Wakaliga. A essência do cinema, como não se vê muito mais por aí.
FONTE:http://www.msn.com/pt-br/cinema/galeria/wakaliwood-conhe%C3%A7a-a-incr%C3%ADvel-ind%C3%BAstria-de-cinema-nascida-na-favela-de-wakaliga-no-uganda/ss-AAgJdFA#image=1

Aimé Césaire – Discurso sobre o colonialismo

Download do Livro (Aimé Césaire – Discurso sobre o colonialismo)


Beatriz Cerqueira: Acordo golpista de Temer-Fiesp-Skaf destruirá direitos dos trabalhadores


Quem pagará a conta do Golpe?
 por Beatriz Cerqueira, especial para o Viomundo
Somos bombardeados com textos, avaliações, enfim, tantas informações que às vezes deixamos passar questões essenciais. O discurso de Michel Temer me alertou quando ele fala sobre um “acordo entre trabalhadores e empresários”. É preciso dizer claramente o que será o golpe na vida das pessoas comuns, caso ele seja aprovado. O que seria este “acordo” proposto pelo vice-presidente.
Na minha vida de professora da rede pública, o golpe se materializará no recuo da Lei do Piso Salarial Profissional Nacional. O PSDB já deu provas de que é contra a política de Piso, só lembrar de como Aécio Neves tratou a questão quando foi governador de Minas Gerais. Com um Congresso golpista será questão de dias até o fim do Piso Salarial. Também será o fim do investimento mínimo de 25% dos impostos em educação. Cada governo investirá o que quiser, sem pressão ou fiscalização. Já tem projeto de lei sobre isso no Congresso Nacional. Esqueçam  os 10% da riqueza produzida no país sendo investidos em educação. Não só não haverá investimento como viveremos uma onda de privatizações na educação básica pública.
Na universidade, encontramos uma turma achando que é bolsista só por mérito pessoal. Mas as cotas, Prouni, expansão do número de vagas, tudo isso aconteceu porque houve política pública. Foram opções do governo. Michel Temer não terá as mesmas opções. O dia seguinte ao golpe será o primeiro dia da privatização das Universidades Federais e dos Institutos Federais. O Secretário de Educação do Estado de São Paulo já disse que não se deve investir dinheiro público na educação. Deixa para o mercado. Privatização a vista!
Minha avó, assim como milhares de trabalhadores informais, era assistida pela Previdência Social. Isso será coisa do passado. A grande pressão é pela privatização da Previdência, área muito lucrativa para o mercado, que inventa que nas mãos do poder público é deficitária.
O mundo do trabalho também não será o mesmo. Para que uma hora de almoço se você pode comer em 15 minutos? Este é o pensamento da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e o projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional em que o negociado irá prevalecer sobre o legislado resolverá isso rapidamente.
Como também será dado o sinal verde para a terceirização sem limites. Para que concurso público se fica mais barato terceirizar? Para que investir em empregos de qualidade para a juventude se ela será terceirizada? Adoeceu, demite. Reclamou, demite. Morreu, só colocar outro no lugar. O Congresso cuidará de aprovar lei que proíbe até que o trabalhador recorra à justiça para tentar garantir seus direitos além da redução de jornada com redução de salário, imposta pelo patrão e aprovado pelo mesmo Congresso que votará o golpe.
O Sistema Único de Saúde (SUS) será privatizado.O projeto de lei para cobrar pelos serviços prestados já está em tramitação no Congresso Nacional.
Trabalhadoras domésticas com direitos? Coisa do passado. Se pudesse, a elite restaurava a escravidão no Brasil. Como não pode, cuidará de retirar seus direitos. O Congresso aprovará leis modificando o conceito de trabalho análogo a escravo. O projeto já está lá. Esperando o momento propício para votação e aprovação!
Empresas públicas para investimento em políticas como moradia, crédito para os pobres serão coisas do passado. O que o Fernando Henrique Cardoso não conseguiu privatizar, o Temer o fará, vendendo a preço de banana o nosso patrimônio. Não teremos o Estado investindo em políticas públicas.
Isso tudo a grande imprensa não vai mostrar, mas foi esta pauta de retrocessos que os 38 deputados aprovaram ao definirem pelo impeachment da presidenta Dilma.
Seremos nós trabalhadores e trabalhadoras que pagaremos a conta deste golpe!
Beatriz Cerqueira 
Coordenadora-geral do Sind-UTE/MG e presidenta da CUT/MG
FONTE:http://www.viomundo.com.br/denuncias/beatriz-cerqueira-o-que-acontecera-aos-trabalhadores-no-dia-seguinte-ao-golpe-de-temer-congresso-patronal-e-entreguista-fiesp.html

Ouça “AR-15”, o ‘trap das armas’ do insano Funkero


Hoje o rapper Funkero soltou mais um single do aguardado disco sucessor do “Em Carne Viva“. A nova música leva o nome do potente “AR-15“, fuzil também conhecido como “M16” utilizado pelo exercito dos Estados Unidos.

A instrumental é do NOX — produtor recorrente no disco Se7e, do Ber. O som fala das armas e crime no Rio de Janeiro, e vem com tudo que um bom trap obscuro precisa: peso no beat, levada bem encaixada e ideias cabulosas que não podem ser mostradas na grande mídia.


A mixagem e masterização é de Daniel Sydens. O álbum “Psycho” segue sem data de lançamento.

Trecho da música:
Isso é RJ, parece Oriente Médio
Chovendo trassante, cortando prédio
Colete estraçalha, bala de 
titânio
Um tiro, uma morte, óbto é instantâneo

FONTE:http://www.rapnacionaldownload.com.br/33125/funkero-ar-15-psycho-musica/

25 Privilégios de que Brancos usufruem simplesmente por serem Brancos


Reconhecer os próprios privilégios é o primeiro passo para entender sistemas de opressão e lutar contra eles.



Das muitas coisas que me reviram o estômago de desgosto e frustração todos os dias, ter homens constantemente questionando e ridicularizando as minhas experiências como mulher em um mundo machista está bem próximo do topo da lista.


Hum, me fala mais sobre como você, homem que nunca precisou se preocupar com a possibilidade de assédio e estupro ao sair na rua, não acredita que o problema de violência sexual contra mulheres é tão grave assim.

“Vitimista” costuma ser o xingamento preferido desses homens, que sem conhecimento de causa classificam os obstáculos e violências de que somos vítimas como invenções ou exageros. É uma forma de tentar nos calar, mas também de se proteger. Afinal, ao ridicularizar o papel da vítima, eles se veem livres da responsabilidade de assumir que usufruem de uma série de privilégios que lhes são garantidos simplesmente por serem homens.
O reconhecimento pleno e completo desses privilégios lhes mete muito medo. Uma porque ao fazê-lo, o indivíduo inevitavelmente precisa se reconhecer também no papel de opressor/agressor. E outra porque a partir desse reconhecimento não há mais justificativas para não iniciar um processo de mudanças profundas em termos de comportamentos, atitudes e visões de mundo (a não ser que você seja um babaca, é claro). Porque esses dois desdobramentos podem ser profundamente dolorosos, muitos homens se acovardam e optam por negar seus privilégios, utilizando-se deles, ironicamente, para descreditar as palavras, pensamentos, testemunhos e experiências de mulheres.
É um mundo muito doido.

Algo muito similar acontece entre brancos em relação ao racismo. Assim como no caso do machismo, ao negar que existe racismo essas pessoas se veem livres da responsabilidade de lutar contra ele e de reconhecer que muitos dos privilégios de que usufruem por serem brancas lhes são dados em detrimento de pessoas negras. Elas não querem se reconhecer como opressoras nesse sistema, por isso descreditam as palavras, pensamentos, testemunhos e experiências de pessoas negras (ironicamente, utilizando-se de privilégio branco, assim como os machistas utilizam o seu privilégio patriarcal contra as mulheres).
Os exemplos de brancos que negam que têm privilégios são vários. Normalmente, eles o fazem quando a discussão gira em torna de políticas sociais que beneficiam pessoas negras, como se elas estivessem recebendo coisas de mão beijada, enquanto os brancos, pobrezinhos, precisam ralar para conquistá-las. Infelizmente, eles não conseguem enxergar como os brancos se beneficiam de várias formas pelo simples fato de serem brancos.
“Affe! Nasci pobre, fodido, já passei fome, ralei três empregos ao mesmo tempo pra conseguir estudar e sou branco! Nunca tive privilégio nenhum!” – alguém aí está dizendo.
Pois é, o que é urgente que as pessoas entendam é que o racismo garante a opressão, a pobreza e a privação de direitos dos negros. Ele não tem pretensão nenhuma de melhorar a vida de brancos. Como muito bem disse o jornalista Touré“Só porque alguém não conseguiu capitalizar com sua vantagem, não significa que a pessoa não a tenha. Se você perde um jogo em casa que já começou com dois pontos de vantagem para o seu time, isso não apaga o fato de que você começou na frente”.Um país pode ter brancos e negros igualmente miseráveis, mas o racismo é um agravante que vai fazer com que seja muito mais difícil para os negros deixarem de ser miseráveis. Não é a toa que a maioria dos pobres no Brasil são negros

Mas que privilégios são esses de que os brancos usufruem, você pergunta? Ora, eu fiz uma listinha! Mas lembre-se: o objetivo aqui não é ficar se sentindo culpado, mas sim se tornar consciente e, consequentemente, um agente de mudança. Afinal, não fomos nós que começamos essa história toda, mas a culpa é, sim, toda nossa, se nos recusamos a abrir os olhos para o fato de que ela ainda não acabou.

25 Privilégios de que Brancos Usufruem Simplesmente por Serem Brancos


1 – Eu não preciso pensar no que significa para mim e para a minha família a estatística de que 77% das vítimas de assassinato no Brasil são negros.
2 – Não preciso ter medo que meu filho corra o risco de ser uma das 28 crianças e adolescentes que são assassinadas todos os dias por policiais no Brasil.


111 – CENTO E ONZE – tiros de fuzil e pistola, disparados por policiais militares, contra 5 – CINCO – jovens desarmados, felizes, comemorando o primeiro salário de um deles em uma agradável noite na cidade maravilhosa. O genocídio de jovens negros no Brasil é real.

3 – Tenho certeza de que ganho o mesmo tanto do que a minha colega branca ganha e não a metade.
4 – Não preciso me preocupar se o meu cabelo ou a cor da minha pele vão me impedir de conseguir um emprego.

5 – Não preciso pensar no que significa para mim a informação de que o assassinato de mulheres negras aumentou 54% na última década. Ou de que mulheres negras tem três vezes mais chances de serem estupradas do que mulheres brancas.
6 – Se eu me mudar para um bairro rico, não preciso me preocupar se os vizinhos vão ser desagradáveis comigo e com a minha família.
7 – Se o meu filho estudar em uma escola particular, não preciso me preocupar se ele vai ser discriminado por ser o único branco da turma.

8 – Ao ligar a TV, ler uma revista ou assistir um filme, as pessoas que vejo retratadas têm a mesma cor de pele que eu.
9 – A História que eu aprendi na escola é a História de um povo tem a mesma cor de pele que eu.
10 – Todos os heróis, inventores, estudiosos, cientistas, guerreiros que aprendi na escola têm a mesma cor de pele que eu.
11 – Todas essas histórias com protagonistas e heróis brancos fortalecem a minha autoestima e o meu senso de importância na sociedade.
12 – Posso emitir minha opinião sobre diversos assuntos sem me preocupar com a possibilidade de ser vista como uma representante de toda a minha raça.

13 – Se eu conseguir um emprego muito bom, não preciso temer que as pessoas pensem que eu consegui a vaga não por competência, mas para cumprir cotas.
14 – Eu posso falar que fiz faculdade com a certeza de que as pessoas não vão achar que roubei a vaga de alguém mais competente.
15 – Eu posso andar na rua à noite sem fazer com que as pessoas apertem o passo ao me avistarem.
16 – Eu não me preocupo quando passo por um bloqueio policial, pois sei que não tenho o perfil que os policiais automaticamente consideram suspeito.

17 – Eu posso resolver me tornar médica sem me preocupar se os pacientes vão pedir por outro médico quando me encontrarem.
18 – Posso ser mal-educada, ignorante, ir mal na escola, deixar a desejar na higiene pessoal, sem que essas características sejam associadas à cor da minha pele e automaticamente atribuídas a todas as outras pessoas de pele branca.
19 – Se eu trançar o cabelo e fizer tatuagens mil, as pessoas podem me considerar estilosa, criativa, artística, meio doidinha, mas dificilmente uma “marginal”, “cabelo ruim”, “baderneira” ou “parasita social”. 
20 – Nunca passei ou me preocupei em passar pelo constrangimento de ter namorados com medo ou vergonha de me apresentar para suas famílias.
21 – Não preciso ter medo de passar pelo constrangimento de ser confundida com a babá de meus próprios filhos. 
22 – Se eu fosse uma criança órfã, teria mais chances de ser adotada do que uma criança negra. 
23 – Se eu entrar sozinha em uma loja, dificilmente vou ser monitorada ou acusada de tentar roubar alguma coisa. 
24 – Posso dirigir um carro muito bom e ter a certeza de que as pessoas não vão achar que é roubado ou que eu fiz alguma coisa ilícita para comprá-lo.

25 – Posso me dar ao luxo de me afastar da discussão sobre o racismo quando ela fica desconfortável demais.




FONTE:http://www.geledes.org.br/25-privilegios-de-que-brancos-usufruem-simplesmente-por-serem-brancos/?fb_ref=a08f16b950084aa4be4a37a287e8e6ea-Facebook