sábado, 17 de outubro de 2015

"Osvaldão" narra a história do líder negro da Guerrilha do Araguaia, temido pelos militares

O projeto
LEVE O "OSVALDÃO" PARA OS CINEMAS - RIO DE JANEIRO

O QUE É O PROJETO?
Longa-documentário dirigido por quatro diretores que compõem o Coletivo Gameleira: Vandré Fernandes, Ana Petta, Fábio Bardella e André Michiles. Narra a trajetória de Osvaldão, campeão de boxe, comandante da Guerrilha do Araguaia. Seu nome virou lenda na região. O “guerrilheiro invisível”, capaz de se transformar em vento, era adorado pela população local e temido pela ditadura militar. Quem dá voz a Osvaldão é o MC, cantor e compositor Criolo, que resgata o papel desse grande líder negro na história e na memória do país. Os artistas Leci Brandão, Antônio Pitanga, Flávio Renegado e Fernando Szegeri também emprestam suas vozes ao longa.
Acompanhe as notícias sobre o filme “Osvaldão” em nossa página do Facebook:https://www.facebook.com/ondeestaosvaldao?
POR QUE ESCOLHEMOS O CROWDFUNDING?

“Osvaldão” é uma produção independente, que levou dois anos para ser realizada. Após os processos de pesquisa, filmagem, montagem e finalização, com gravações no Rio de Janeiro, Pará, Tocantins e Minas Gerais, o filme foi lançado na Mostra de Cinema de São Paulo.
Nosso objetivo agora é que o documentário entre em cartaz nas salas de cinema de sete cidades do país: Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Fortaleza. Queremos espalhar a história do Osvaldão pelo país!
Para isso, precisamos ter recursos para lançar o filme no circuito comercial, fazer a divulgação, produzir as cópias para exibição e o material gráfico, além de produzir as pré-estreias em cada uma destas cidades, que contarão com debates com a presença dos diretores. Passagens aéreas, hospedagem, alimentação e transporte estão inclusos no orçamento.
Abaixo, imagens de making of das gravações no Araguaia.


EXIBIÇÕES EM RJ
O nosso objetivo é exibir o filme nas salas de uma grande rede de cinema da capital fluminense com previsão para estrear no final de Novembro. A pré-estreia contará com a presença dos diretores e outras pessoas envolvidas na produção do filme. Depois, a depender da presença do público, o filme pode ficar em cartaz por duas semanas ou mais.
QUAL É O VALOR PEDIDO?
O valor que estamos pedindo é de R$ 10.458. Com esses recursos arrecadados, conseguiremos garantir que o filme seja distribuído nas salas de cinema do Rio de Janeiro.
Nós estamos realizado simultaneamente sete arrecadações nas sete cidades que desejamos distribuir o filme: Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Fortaleza. Em cada um destes municípios, estamos pedindo R$ 10.458 — alcançando um valor global de R$ 73.204.
Veja abaixo como o dinheiro será utilizado e o que você ganha colaborando com o nosso projeto.
Assista ao teaser do filme:

+ SOBRE O FILME
O longa-documentário “Osvaldão”, produzido por Renata Petta e dirigido por Vandré Fernandes, Ana Petta, Fabio Bardella e André Michiles está em fase de distribuição. A realização é da Fundação Mauricio Grabois, Clementina Filmes e Estrangeira Filmes. O filme foi gravado em Passa Quatro (MG), Araguaia (PA) e Rio de Janeiro (RJ), além de conter imagens exclusivas de um documentário do Praga Filme Pujikovna, em 1961, com a participação do próprio Osvaldão.
Na imagem abaixo, o músico Criolo empresta sua voz ao guerrilheiro Osvaldão.

O rapper mineiro Flávio Renegado.

QUEM SOMOS
O Coletivo cinematográfico Gameleira é formado por diretores e produtores apaixonados pelo Brasil e interessados em um cinema colaborativo construído com arte, política e memória. Abaixo, os diretores Vandré Fernandes, Andre Michiles, Ana Petta e Fabio Bardella.

FICHA TÉCNICA
Direção Vandré Fernandes, Ana Petta, Fabio Bardella e André Michiles
Roteiro Vandré Fernandes
Fotografia e Montagem André Michiles e Fabio Bardella
Trilha Original Daniel Altman
Vocais Especiais Criolo, Antonio Pitanga, Leci Brandão, Renegado e Fernando Szegeri
Produção Executiva Renata Petta, Ana Petta, Adalberto Monteiro e Leocir Costa Rosa
Realização Fundação Maurício Grabois
Produção Clementina Filmes
Coprodutora Estrangeira Filmes 
Osvaldão na Thecoslovaquia, durante intercâmbio estudantil

Osvaldão durante a Guerrilha do Araguaia


FAC – PERGUNTAS FREQUENTES
Por que vocês precisam de $?
Uma coisa que talvez todos não saibam é que um filme gasta muito para chegar às salas de cinema de todo Brasil. No nosso caso, conseguimos captar com apoiadores o suficiente para finalizar o filme, mas não para distribuí-lo, e é por isso que precisamos da ajuda de vocês: para que o filme possa chegar ao maior número de salas de cinema do país e que os brasileiros conheçam a história deste nosso herói nacional, Osvaldão.
Como funcionam os créditos no final do filme?
Sabe quando você fica no cinema até o final do filme e começam a subir os letreiros com os nomes de toda a equipe que trabalhou duro pra esse filme acontecer? Então, é aí que seu nome entra se você colaborar com R$25,00 ou mais. Como um colaborador do filme “Osvaldão”, esse é mais um motivo pra você levar amigos, família e cachorro na noite de estreia!
Quando eu recebo minhas recompensas?
Quando tudo der certo e o projeto for financiado vamos produzir as recompensas e enviá-las a você assim que ficarem prontas. Cada fornecedor tem um tempo de produção, mas nossa estimativa é que tudo seja enviado gratuitamente pelos Correios até 60 dias após o término de captação aqui no Catarse. De qualquer forma, vamos atualizando vocês!
Se tiver qualquer outra dúvida, mande pra gente que vamos responder assim que possível, ok?
RECOMPENSAS
Além de ajudar a distribuir o filme "Osvaldão" por todo o país, ao doar você terá o seu nome eternizado nos agradecimentos dos créditos finais do filme e também nas nossas redes sociais.
Você também será o nosso convidado para a pré-estreia ou a estreia. O seu nome constará na lista de convidados do evento.
Além disso, você recebe adesivo, cartaz exclusivo, camiseta personalizada e livro sobre a Guerrilha do Araguaia. Todas estas recompensas serão enviadas gratuitamente pelos Correios para a sua casa.
Doação acima de mil reais inclui a sua marca em todos os materiais gráficos do Osvaldão, enquanto aqueles que doarem 2,5 mil reais verão o seu logotipo nos créditos finais do filme.
Confira abaixo as recompensas:
Camiseta personalizada com a arte do filme

Adesivo do "Osvaldão" em 10x15 cm
Cartaz exclusivo impresso em serigrafia com a arte do filme desenvolvida pelo coletivo de artistas da casadalapa
O livro + pôster "Lutas que Construíram o Brasil: da Coluna Prestes a Guerrilha do Araguaia"
Orçamento

FONTE:https://osvaldao.catarse.me/pt/osvaldaorj?ref=profile_crehttps://osvaldao.catarse.me/pt/osvaldaorj?ref=profile_created_projectsated_projects

IRMÃS, ELAS ARRASTARAM E VENDERAM SUAS CRIANÇAS PRA QUE VOCÊS CRIASSEM AS DELAS

O reconhecimento das diferenças de classe social não era divisão suficiente; as mulheres brancas queriam que seu status racial fosse afirmado. Criaram estratégias manifestas e ocultas para reforçar a diferença racial e afirma sua posição de superioridade. Isso acontecia especialmente nos lares onde mulheres brancas permaneciam em casa o dia inteiro enquanto as negras trabalhavam... No decorrer da história, o esforço das mulheres brancas para manter a dominação racial esteve diretamente ligado à política de heterossexismo dentro de um patriarcado da supremacia branca…" (Bell Hooks em Ensinado a transgredir, página 130)
A mulher branca era maior praticante de tortura contra a mulher preta no Brasil. Mutilações, como arrancar os mamilos, perfurar os olhos, arrancar dentes, queimar com ferro quente, extrações de seios e olhos, amputações de membros, desfigurações de face e as sinhás prostituiam as pretas, nessa conjuntura toda não vemos como a ideologia do algoz pode ser sufrágio para a vítima. 
Em toda a AmériKKKa, tanto mulheres negras, quanto mulheres indígenas, viram a profunda inimizade da mulher branca.

Se a mulher escravizada fosse considerada “bonita", ela seria comprada pelo dono da plantação e receberia um tratamento diferenciado (mesmo com todas as violações possíveis) na casa, e muitas vezes submetidas a crueldade horrível da esposa do senhor, que, ao invés de se voltar contra seu marido, essa se voltava a praticar crueldades contra a mulher (negra) escravizada, isso incluindo, até mesmo, a decapitação de uma criança, porque ela teria sido produto do caso entre uma escravizada e seu “senhor".
Mas porque elas não estavam falando de “liberdade” (de todas as mulheres, como elas hoje gostam de falar) e de “sororidade” na época em que ajudavam a dizimar as indígenas? Na época em que escravizavam e mutilavam mulheres negras?
Mais: as mulheres brancas sempre foram vistas como nada mais que depósito de esperma com a finalidade reprodutora pelos homens brancos, isso por pelo menos 100.000 anos, do período da era glacial que castigou o norte europeu, até praticamente menos de três séculos atrás. A luz para as mulheres brancas foi a subjugação de outros povos (povos inteiros, incluindo suas mulheres e crianças). 100.000 anos sob o julgo agressivo dos homens brancos tornou as mulheres brancas no que passaram a chamar de “sexo frágil” (e é apenas sobre elas, e não nenhuma outra mulher de outra etnia que se fala quando se invoca essa expressão). Uma sociedade patriarcal é uma disfunção da natureza humana, ela vai contra tudo aquilo que é natural, sadio. No matriarcado, a sociedade age exatamente oposta ao patriarcalismo, como nos aponta Diop: "Os arianos desenvolveram um sistema patriarcal caracterizado pela supressão das mulheres a pela propensão à guerra. Também associado a suas sociedades são as religiões materialistas, o pecado e a culpa, xenofobia, a tragédia dramática, as cidades-estados, individualismo e o pessimismo. Os povos do Sul do hemisfério, por outro lado, são matriarcais. As mulheres são livres e os povos pacíficos; há uma aproximação dionisíaca com a vida, um idealismo religioso, e nenhuma concepção de pecado. Com uma sociedade matriarcal vem a xenofilia, os contos de forma literária, o estado territorial, coletivismo social e otimismo.", Cheikh Anta Diop, "As Origens Africanas da Civilização: Mito ou Realidade.”
O homem branco evoluiu odiando as mulheres, criaram um sistema falocêntrico, e totalmente baseado na masculinidade. Contrário a isso, em muitos outros locais onde o desenvolvimento natural é saudável, a Mulher é reverenciada em seu papel como a mãe, quem é a portadora da vida, a condutora para a regeneração espiritual dos antepassados, a portadora da cultura, e o centro da organização social. Tanto a mulher e o homem trabalham juntos em todas as áreas de organização social:
“Quando visto como uma entidade espiritual, valores matriarcais são um componente importante na relação entre estrutura social e o mundo espiritual. A investigação de Stone (1976) na desvalorização das mulheres na sociedade ocidental centra-se na religião como um instrumento de opressão. Ela buscou descobrir como e por que a antiga adoração da, ou melhor, reverência à deusa do sexo feminino e divindades eram subjugadas, ou mesmo destruídas e substituídas pela adoração a Deus como um homem. […] Stone (1976) vê a conquista indo-européia do Oriente Médio, particularmente da antiga Palestina, como a do patriarcado sobre o matriarcado ou o processo de dominação masculina sobre o poder feminino. Com referência à história bíblica judaico-cristã da criação, Stone observa como a depreciação da mulher é mitificado através da estória de Eva, a mãe da criação. Eva é responsável pela queda da humanidade a partir da graça de Deus e do Jardim do Éden. É ela quem trabalha contra Deus e tenta o homem, Adão, a comer do fruto proibido. Desta forma, a humanidade nasce no pecado perpétuo. De acordo com Stone, esta estória é uma parte integrante do sistema de crença europeia contemporâneo. Tal como acontece com o Cristianismo, o Islamismo, na tentativa de destruir a reverência à deusa, viu este sistema espiritual como pagão. Ela cita o Corão: “‘Allah não irá tolerar a idolatria.... Os pagãos rezam para mulheres’” (p. xviii). A esta luz, a dominação das mulheres pelos homens pode ser vista como moralmente essencial.” Dra. Nah Dove, Universidade Temple.
Entender a história evolutiva de cada sociedade, é crucial pra entender o porque dessas ditas sociedades estarem como estão hoje. Entender os papéis de homens e mulheres em cada sociedade, é crucial pra entender como e porque estão como estão hoje. 

Fonte: https://www.facebook.com/1507067619542921/photos/a.1524776257772057.1073741829.1507067619542921/1621970144719334/?type=3

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

New Album: "B.B. & The Underground Kingz" (B.B. King + UGK) by Amerigo Gazaway




DOWNLOAD DO ÁLBUM


O Topo da Montanha e a afirmação da humanidade negra

Notas a partir do lugar de público negro



Longe de ser uma crítica de arte, escrevo a partir tão somente do lugar de público. Mas não apenas público, substantivo carente de materialidade. Falo como integrante do público negro, um conjunto de espectadores/as comumente subestimado ou até muito sonhado, porém tido como distanciado das salas de teatro, cinema, galerias, etc., por razões que dialogam com as violentas e sofisticadas práticas de exclusão sociorracial.

Faço isso porque acredito sinceramente que, afora autoras/es, obras e críticos/as especializados/as, o público é também fundamental para que a arte exista. E nós, público negro, não só existimos, mas também, tal como aconteceu na noite do último sábado (10), podemos nos fazer presentes em quantidade e qualidade!

Estou me referindo à experiência de assistir à peça O Topo da Montanha, uma adaptação do texto de Katori Hall, dirigida por Lázaro Ramos, produzida e protagonizada por ele e Taís Araújo, que estreou no Teatro Faap, São Paulo, em 9 de outubro e fica em cartaz até 20 de dezembro.

Eu e um casal de amigos nos dirigimos a essa casa localizada no elegante bairro de Higienópolis bem achando que seríamos a famigerada limitada cota negra entre uma maioria de espectadores brancos. Diferentemente do previsto e como chegamos cedo, pudemos nos deliciar ao ver a entrada de seguidos pequenos grupos de amigos, famílias, casais e homens e mulheres solitárias de pele escura, cabelo crespo e com umas caras de contentamento indisfarçável! As pessoas estavam gostando de se ver ocupando aquele lugar!

De todo modo, é preciso dizer que essa não foi a primeira vez que vi isso acontecer. Na verdade, observo esse fenômeno se repetir cada vez com mais frequência e intensidade nos últimos anos. Considero que eu mesma sou prova disso. Ouso até especular se a incorporação das cotas raciais ao debate público já não está servindo para catalisar a expansão dos limites da participação negra em outros espaços... É, pode ser, mas isso é assunto para outro texto.

Por ora, é melhor continuar no Topo da Montanha. Aliás, a escolha desse texto é, por si, um grande presente, sobretudo para nós, público negro. Em tempos de marchas em defesa da vida da população negra no Brasil ‑, o que inclui aproximações e conflitos de natureza variada ‑, recuperar a trajetória de Martin Luther King a partir do registro de múltiplas dimensões da vida humana serve como uma boa oportunidade para se refletir como temos encaminhado nossas práticas de resistência ao que nos oprime. O reconhecimento da confluência entre medo e esperança, egoísmo e altruísmo, vaidade e humildade num sujeito emblemático como King é, de fato, uma das várias qualidades da escrita de Katori Hall.

Natural de Memphis, Tennessee, ela é uma jovem escritora negra, de 34 anos, formada em instituições de renome como Columbia e Harvard, tendo sido a primeira mulher negra a receber o prêmio Laurence Olivier de melhor peça estreante, em março de 2010, por The Mountaintop, título original em inglês. Para além dos títulos acadêmicos e prêmios, vale mesmo a pena acompanhar a trajetória de Katori por sua capacidade criativa. Atualmente, ela está trabalhando em seu primeiro filme de curta metragem, Arkabutla, que fala sobre relações familiares e racismo.

Outras escolhas feitas para o espetáculo também nos convidam a reconhecer e destacar mais um punhado de talentos negros do teatro. A consultoria dramática e cênica é assinada por Ângelo Flávio. Ator, dramaturgo e diretor, ele é um dos expoentes do teatro negro brasileiro, fundador da Cia Teatral Abdias Nascimento (CAN) na UFBA, em 2002, e responsável, entre outras, pela montagem da peça A casa dos espectros (2006), a partir da obra Funnyhouse of a Negro (1964), de Adrienne Kennedy, outra escritora afro-estadunidense.

O figurino é de Tereza Nabuco, artista que há anos atua em produções da Rede Globo.

O desenho de luz, recurso fundamental para a garantia da dramaticidade do espetáculo, está sob os cuidados do experiente iluminador cênico Valmyr Ferreira. Afora diversos trabalhos no teatro, Ferreira assinou a iluminação da exposição “Abdias Nascimentos 90 anos ‑ Memória Viva”, no Arquivo Nacional do Rio de Janeiro, 2004.Por sua vez, o cantor, ator, pianista, compositor e arranjador Wladimir Pinheiro assina a Trilha Original. Até bem recentemente, Wladimir esteve em cartaz com a peça Ataulfo Alves – O Bom Crioulo, dirigida por Luiz Antonio Pilar, no Teatro Dulcina do Rio. Bem que essa também poderia circular por outras cidades.

Somado a tudo isso, a interpretação da dupla Taís Araújo e Lázaro Ramos é capaz de emocionar ainda mais. Além de sustentarem muito bem o dinamismo das falas e do encaminhamento dado ao toque de inusitado fantástico da narrativa (tem que ir para entender!), os atores são capazes de garantir muito sentido até para os momentos de silêncio.

A performance de Taís, em especial, está digna de todos os aplausos de pé ao final. Vendo a maturidade de sua interpretação, foi impossível não lembrar do discurso de Viola Davis ao receber o Emmy 2015 de Melhor Atriz: “A única coisa que separa mulheres de cor de qualquer outra pessoa é oportunidade. Você não pode vencer o Emmy por papeis que não existem”. E mais uma vez livre de sabotagens, Taís Araújo se mostra uma gigante no palco. A atuação de Lázaro Ramos não deixa por menos. O brinde extra é perceber que o homem está jogando tão bem em tantas áreas!

Apagam-se as luzes, vem aquela sensação de quero mais! E, assim, ir ao teatro firma-se como algo que faz muito sentido para a vida, mesmo que isso implique reorganizar as finanças da semana ou do mês! É isso, o teatro também é nosso lugar, público negro! 

FONTE: http://porfalaremliberdade.blogspot.com.br/2015/10/o-topo-da-montanha-e-afirmacao-da.html?spref=fb

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

FESTA DA NEGRITUDE 2015


Festa da Negritude é um evento organizado pelo MOABI MOABI Movimento Afro Brasileiro de Itaperuna) em Comemoração ao dia da Consciência Negra.
Onde terá concurso de Beleza onde sera escolhido Garoto e Garota Moabi e um Desfile Afro e um desfile de lojas Participante da cidade com modelos negros da cidade.
Também terá atrações da Escola de GRES Império do Samba com a Bateria Show de Batuque, e Grupo de Pagode e DJ, Vem Fazer parte dessa Festa...

Preparem se todos..
Vem ai Festa da Negritude 2015

Manifesto de Apoio aos Presos Políticos de Angola.

Para: GOVERNO BRASILEIRO/ITAMARATI.


MANIFESTO PELA LIBERDADE PARA ESTUDANTES E ATIVISTAS PRESOS POLÍTICOS EM ANGOLA.
Coletivo de Estudantes Angolanos no Brasil.(Coletivo Angola Brasil)

No final de julho ultimo, um grupo de 20 estudantes que se reunião na casa de um deles, na capital de angola , foram presos, pelas forças de segurança de angola, sob a acusação de planejarem um golpe de estado contra o governo daquele pais.


Na verdade, tratava-se de um grupo de jovens, estudantes e intelectuais, cujas armas são a caneta e a voz, que pedem, ao governo do presidente Eduardo dos Santos, liberdade de expressão, o fim da repressão e democratização do regime politico de Angola.

Estas prisões têm sido sistemáticas, sempre que algum popular, trabalhador, estudante ou artista manifesta sua divergência em defesa de uma maior abertura do regime, sendo detidos sob acusação de “tentativa de golpe”.

Diante do risco de maus tratos e até de ameaça à vida aos presos, uma mobilização internacional vem sendo construída, em defesa da libertação dos presos, bem como, para a defesa da garantia de integridade física dos mesmos, quanto aos seus direitos fundamentais.

No Brasil, um grupo de estudantes Angolanos bem como, militantes do Movimento Negro, militantes políticos de esquerdas e democráticos, profissionais liberais, acadêmicos e intelectuais, que subscrevem esse manifesto, dirigem-se ao governo Brasileiro para exigir ao governo angolano , a soltura dos presos políticos em angola, bem como o direito a opinião e a democratização do Regime.

Assinam a este Manifesto de Apoio no Brasil aos estudantes e Ativistas Presos Políticos em Angola:
Segue Assinados:

Atenção aos Movimentos sociais e demais comprometid@s lideranças,que queiram manifestar o apoio a essa importante manifesto ,favor envie e-mail de confirmação para: coletivoangolabrasil@gmail.com .

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Chiclete pros brancos?

Essa desigualdade só irá acabar, quando o negro tomar a total consciência do que está acontecendo, o que acontece na sua vida e ao redor. Quando o preto largar de ser pacifico e submisso as ideias e discurso dos descendentes privilegiados dos escravocratas e a sua matilha. O preto tem que parar de seguir esses discursos mesquinhos de amor, paz e unidade, que são utilizados por aqueles que querem se perpetuar em seus status e privilégios. Esses discursos não carregam o que precisamos de verdade: JUSTIÇA SOCIAL E ECONÔMICA.
O preto com sangue afro-diásporo, tem que pensar na sua coletividade, nos seus, você que quer mudanças, tem que se juntar aos pretos no sangue e na alma, e iniciarmos uma tomada dos espaços de poder, onde realmente devemos e está, e parar de implorar por migalhas.
O processo é lento, mas se não iniciar, nem lento será. Portanto, você terá que escolher, ou você é um negro preto, ou um negro jabuticaba. O negro jabuticaba que gosta de ser chamado de macaco, de nego preguiçoso, de só podia ser coisa de negro, de ser o neguinho que só é convidado pras festas somente pra servir de bobo alegre, pois é esse tipo de negro que a maioria gosta, o negro cabisbaixo, pacífico, do deixa disso. Esses tipos de negro não precisamos deles.
E mais uma vez de 4 em 4 anos ela chega, então o que vai ser, vai ser pelos NOSSOS, ou se curvar pelos outros?

Marcelo Silles
Assistente Social


NEGROS

Negros
Moisés foi para a cadeia, Daniel foi para a cadeia. Não há um homem de Deus na Bíblia que não tenha sido preso quando se levantou contra a exploração e a opressão. Eles acusaram Jesus de desordeiro. Não fizeram isso?

Malcom X

Quem te ensinou a odiar a textura do seu cabelo? Quem te ensinou a odiar a cor da sua pele a tal ponto que você se maqueia para ficar branco! Quem te ensinou a odiar a forma do seu nariz e deu seus lábios? Quem te ensinou a odiar você mesmo da cabeça aos pés? Quem te ensinou a odiar seus iguais? Quem te ensinou a odiar a sua raça tanto que vocês não querem está perto um dos outros? É bom você começar a ser perguntar quem te ensinou a odiar o que Deus te deu!

Malcom X




segunda-feira, 6 de julho de 2015

Gostaria de ter sua musica na coletânea do Noticiário Periférico "Da periferia pra net,Da net pra periferia Vol.8" ..??

Vou falar um pouco sobre esta coletânea, a ideia surgiu a principio em divulgar artistas que era independentes que não tinha gravadora e pa.. tanto que o nome das duas primeiras coletânea se chamava "Independentes Buscando a Independência", mas com a mudança do blog para Noticiário Periférico pois antes era "Hip Hop Rapnews" (sei nome horrível). após isto mudei para "Da periferia pra net,Da net pra periferia", este ano o blog faz 7 anos e a coletânea ja esta em seu sétimo volume.

Deixo aqui alguns números desta coletânea 
Ja participaram 162 grupos
Mais de 4,674 downloads
alem do Brasil 5 países já participaram a Angola,Cabo Verde,Guiné Bissau,Moçambique e Portugal


Gostaria de ter sua musica na coletânea "Da periferia pra net,Da net pra periferia" Vol.8" ..?

Baixe o Volume 7 AQUI

ENTÃO LEIA E SAIBA COMO.
A letra tem que ser em portugues.
Em MP3
Nome da musica e do artista no arquivo MP3
Nome da cidade e do Pais no corpo do Email.

QUALQUER PAIS QUE FALE PORTUGUÊS PODE PARTICIPAR

ENVIE A MUSICA PARA ESTE EMAIL.
Hebreu@noticiario-periferico.com


sexta-feira, 3 de julho de 2015

Em musica Mc Carol diz:"Zumbi dos Palmares vitima de uma emboscada,se não fosse a Dandara eu levava chicotada"


Sei que muita gente vai me xingar por esta publicando Funk carioca aqui no blog, mas este funk da MC Carol no contexto de hoje em meio a ostentação e liberdade sexual um funk onde cita contextos históricos, como a falsa descoberta do brasil, o genocídio indígena, o sofrimento dos africanos aqui no Brasil e claro a luta da grande guerreira Dandara e do rei Zumbi.

Ouça esta lindeza de funk.



Fonte: http://www.noticiario-periferico.com/2015/07/em-musica-mc-carol-dizzumbi-dos.html

quinta-feira, 2 de julho de 2015

RESSIGNIFICAÇÃO DO SER NEGRO.

Marcelo Silles
Assistente Social


Em seus oitovolumosos volumes, a esplêndida coleção a HISTÓRIA GERAL DA ÁFRICA, traz em seu conteúdo uma gama de riqueza sobre esse continente que é de suma importância e o berço da humanidade.

Podemos encontrar, por exemplo, sete versões para origem nominal do continente. A mais plausível em minha opinião é que a origem pode ter vindo do latim ou do grego.  Do latim aprica que significa ensolarado ou do grego aprike isento de frio.

Em a HISTÓRIA GERAL DA ÁFRICA, Joseph Ky-Zerbo já deixa as diretrizes das visões brancas sobre a nova região descoberta ao sul do Saara, batizada pelos mesmos de África Negra por ser considerada intransponível e por ser habitada por autóctones de pele escura.

Para esses seres brancos, de acordo com Joseph Ky-Zerbo, “o branco já projetava no negro seus próprios demônios para se purificar” e com isso confirmar e aplicar seu projeto de exploração, genocídio e extermínio. Nesse tema afirmo uma das mais perversas violências, a simbólica, a qual destrói toda uma cultura e moda de vida de civilizações e sociedades.

Portanto, essa excelente coleção traz tudo nos mais perfeitos detalhes sobre esse maravilhoso continente que é o berço e surgimento da humanidade. HISTÓRIA GERAL DA ÁFRICA apresenta a África em sua mais perfeita beleza e riqueza, e com isso, nos faz repensar sobre o lugar do negro na sociedade por nós mesmos e não pela construção histórica que nos foi passada pelos opressores. Nos faz pensar em uma ressignificação do ser negro e “o lugar da história na sociedade africana”.

Recomendo essa excelente e esplendida coleção. Boa leitura.

Link para download da coleção completa. CLIQUE AQUI.


quarta-feira, 1 de julho de 2015

PORQUE OS CRISTÃOS NUNCA FORAM E NÃO SÃO PERSEGUIDOS NO BRASIL? E PORQUE É UM FATO HISTÓRICO COMPROVADO?

Marcelo Silles
Assistente Social

Um dos motivos mais óbvios e concretos é que, o Brasil é a maior nação católica do mundo. E outro fator que comprova tal afirmação e que valida o título do texto é que, os evangélicos crescem a cada ano, e a cada dia surgem no fundo de um quintal ou numa esquina uma igreja protestante pentecostal.

E por que é um fato histórico comprovado?

Quando os europeus invadiram, saquearam, estupraram e cometeram os mais cruéis crimes bárbaros nessas terras, tudo isso só foi possível com uma fé cristã fervorosa em acreditar na supremacia branca europeia e que os mesmos tinham o direito divino de subjugar outros povos, raças e nações nas quais julgavam inferiores. Tudo isso foi realizado em nome de Deus e do cristianismo na qual acreditavam.

Sendo assim os índios, os autóctones verdadeiros herdeiros e donos dessa terra que chamamos de Brasil, com suas crenças e religião foram brutalmente massacrados e execrados, forçados a se converterem a nova fé que estava sendo imposta a eles. O mesmo aconteceu com os negros escravizados, que chegaram aqui sequestrados da África Subsaariana.

Tanto os negros e os índios foram demonizados em nome de uma fé branca europeia, uma fé racista, intolerante e que perdura até hoje sendo uma ferramenta de lavagem cerebral em muitos seguimentos cristãos, principalmente no seguimento cristão materialista da prosperidade.

A Europa se apoderou do cristianismo e o tomou como seu, impondo a cada ser vivo as suas leis e regras de acordo com suas crenças de superioridade e raça. Com um falso discurso acalentador, foi fácil se embrenhar em meio a matas e construções atrelado as inovações do mundo branco e a sua beleza estética. Com efeito, no Brasil, em nome da guerra e da conquista, o cristianismo nunca foi perseguido e não é, ao contrário cristãos fanáticos e fundamentalistas e que ainda continuam perseguindo e disseminando o ódio, o terror e a violência. São esses asseclas que tomam para si a Bíblia e a interpretam da forma que os convém e garantem para si seguidores, privilégios e vantagens.

Portanto, essa onda lançada por alguns de cristofobia não passa apenas de incitação ao ódio, não existe ódio aos cristãos no Brasil, não vivemos num sistema de califado onde impera o Estado Islâmico, somos uma nação multicultural onde predomina e deve sempre predominar a laicidade.

Como Cristão convicto, acredito no amor ao próximo como Jesus Cristo realmente pregou, “amai uns aos outros como a ti mesmo.” e não na propagação do ódio contra a diferença. Portanto, busquemos viver no Amor em Cristo.



PS: ESSE AMOR NÃO VALE PARA MILICOS, NEM PARA A ELITE, NEM PARA RACISTAS.