sábado, 6 de abril de 2013
FIM DE SEMANA. RETROSPECTIVA SILLES DE VOLTA A CENA
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SINGLE NEGO FALA..... FALA....FALA LEANDRO BOCA E VANONE RAPMAN
O rapper e parceiraço Vanone Rapman junto com o rapper Leandro Boca lançam o single NEGO FALA...FALA...FALA. O rap esculacha os atrasa lado, os picuinha, os falador demais que sempre vivem de olho gordo e torcem para o insucesso dos irmãos. Mas esse tipinho sempre quebra e falador demais dá bom dia a cavalo. Esse som é especialmente pra você atrasa lado. Cliquem nos link´s abaixo confiram o vídeo e o som e façam seu download. Esse som tá puro luxo.
quinta-feira, 4 de abril de 2013
SERÁ REALMENTE QUE NÃO EXISTE RACISMO, PRECONCEITO E DISCRIMINAÇÃO EM BOM JESUS DO ITABAPOANA-RJ E ES?
MARCELO SILLES
Rapper e Assistente Social
E
o presente não é diferente. O discurso romântico de igualdade mascara o
cotidiano de desejo simplório de centralizar a detenção econômica e social da
dita sociedade do bem de Bom Jesus do Itabapoana-RJ. São saudosistas da época
“manda quem pode obedece quem tem juízo”, “do sim senhor, do não senhor” onde
nas bibliografias da construção societária bonjesuense não está incluída a
figura do negro, da sua importância histórica na construção dessa sociedade.
Fatos como esse nos remete a crermos fielmente que Bom Jesus do Itabapoana-RJ
por mais pacata que seja, tem sim um passado não só escravocrata como também de
racismo, segregação e exclusão social algo que pode ser percebido no cotidiano
periférico dos bairros onde o Poder Público menos atua. Cabe ressaltar sem generalizações, mas como disse Martim Luther King “o silêncio dos bons” é a prova cabal da
conivência com a opressão do sistema.
Sim e o funk é oriundo das camadas mais pobres da população, suas batidas lembram os toques dos terreiros, dos batuques fortes de resistência dos quilombos com seus atabaques que saudavam a guerra na luta por suas liberdades. Não, cultura que representa as camadas pobres e a resistência não interessa e não é bem vista pelas pessoas ditas "do bem". Salvo na ocasião quando são transformadas em mercadorias e engordam os bolsos dos hipócritas e sofistas.
Rapper e Assistente Social
Lemos consternados um artigo num
blog pertencente ao bonjesuense Ricardo Teixeira (fonte: http:// rtfonseca.blogspot.com.br/2013/ 02/ bom-jesus-carnaval-2013.html?sp ref=fb), em que o mesmo classificou,
sem detalhar e especificar, os adeptos do funk de marginais. Relatou indignado,
que a presença dos mesmos no carnaval com suas músicas e danças não era
apropriado para uma época, onde se deveria está tocando músicas para pessoas de
bem e família de Bom Jesus do Itabapoana-RJ. Sabemos que existem determinadas
regiões de Bom Jesus do Itabapoana RJ, que brigam pelo status de famílias de
bem tradicionais e detentora do centro das atenções das demais plebes (assim
que essas pessoas devem achar que devemos agir com elas) bonjesuenses.
Fica uma pergunta no ar: imaginem
o que devem pensar comentar entre si e com piadas, bonjesuenses compactuantes
da mesma ideia do autor do referido artigo? O que pensam sobre os pobres,
negros (em geral)?
Sem
fazer-me de rogado, contrariando o discurso democrático racial, Bom Jesus do
Itabapoana-RJ podemos estender até Bom Jesus do Norte-ES, traz consigo em sua
sociedade as chagas, estigmas da escravidão, exploração, apropriação desumana e
vil de seres humanos negros escravizados do continente africano. Tal afirmação
pode ser verificada, num livro de batismo que existe na Paróquia Matriz do
Senhor Bom Jesus, um livro batismal com anotações de batismo somente de negros
escravizados na época. Por ter passado por aqui o fantasma branco da escravidão
também veio junto às verbalizações na qual o negro ficou pejorativamente
representado, através de estereótipos raciais com o único propósito simples de
inferiorizar, segregar num conjunto de subalternizações a raça negra,
diretamente dizendo “ponha-se no seu lugar”.
Sim e o funk é oriundo das camadas mais pobres da população, suas batidas lembram os toques dos terreiros, dos batuques fortes de resistência dos quilombos com seus atabaques que saudavam a guerra na luta por suas liberdades. Não, cultura que representa as camadas pobres e a resistência não interessa e não é bem vista pelas pessoas ditas "do bem". Salvo na ocasião quando são transformadas em mercadorias e engordam os bolsos dos hipócritas e sofistas.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
AFFLANTE SPÍRITUS (MARCELO SILLES) – TRINDADE SANTA
CLIQUE , ACESSE E OUÇA A MÚSICA TRINDADE SANTA.
AFFLANTE SPÍRITUS, foi um grupo católico formado por Marcelo Silles, Julia de Rezende, Gerlane Alves, Érica, Vitor, Carolina e Luciana para concorrer ao PRIMEIRO FESTIVAL CATÓLICO DE MÚSICA MENSAGEM – 1º FESTCAMM. O festival ocorreu no dia 25 de março de 2000 na cidade de Bom Jesus do Itabapoana – RJ. Escolhemos esse nome pois como cristãos, temos que está sempre avante acompanhando as mudanças, mas nunca longe do amor do Pai e da Trindade Santa. Com a música TRINDADE SANTA, ficamos em primeiro lugar empatando com o nosso companheiro Silvério Lúcio Venâncio que cantou a música MISTÉRIO SANTO.
A música TRINDADE SANTA, foi composta, letra e música por mim Marcelo Silles, Gerlane Alves, Juliana Rezende e Érica. Eu e Juliana como compositores apenas e Érica e Gerlane como compositoras e vocais. Com os votos de aclamação do público e melhor letra conquistamos o primeiro lugar, empatando com o nosso irmão.
Confiram a música, ela foi gravada ao vivo no dia do Festival. Trindade Santa faz parte com mais 14 músicas que participaram do festival e estão eternizadas no cd I FESTCAMM. E para quem quer saber mais sobre o que significa a palavra Afflante Spíritus é só clicar aqui.
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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
sábado, 9 de fevereiro de 2013
FERNANDO PAULO - A BELA E O MONSTRO
O rapper angolano que também é fechadaço com a É NÓS POR NÓS, BOM JESUS/PÁDUA-RJ, Fernando Paulo (Duplo B) junto com os também angolano o rapper Braulio Sky e a Rapper Platina Roox, acaba de lançar o single A BELA E O MONSTRO. O som está da hora, muito loko. De um clique no link confira e baixe, está puro luxo.
Por Rapper Silles
OS MALÊS
Os Malês no dia da sua rebelião orgulhosamente apresenta o primeiro som Oficial intitulado "Conceito" para todos os ascendentes de Pretos dessa terra.
"SEGUINDO CONCEITO MANTENDO RESPEITO GUARDANDO SEGREDO
25 DE JANEIRO REBELIÃO DOS PRETOS."
GRUPO OS MALÊS
FELIPE ALEM - MAGIA & ALQUIMIA(Scratch Dj Maldonado)
O rapper carioca, é parceiraço da É NÓS POR NÓS - BOM JESUS/PÁDUA-RJ, acaba de lançar um single, intitulado MAGIA & ALQUIMIA. Cliquem no link, façam o seu download e confiram o som. É puro luxo.
Rapper Silles
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
REFLEXÃO PRETA EM BOM JESUS: O POLÍTICO BRANCO E O POLÍTICO NEGRO. Um mini-texto.
REFLEXÃO PRETA
MARCELO SILLESRAPPER
Bem
sabemos desde quando os brancos portugueses invadiram essas terras, junto com
outros brancos europeus, que a política nas terras brasílis sempre foi composta
majoritariamente por brancos. Ora bem sabemos que o porquê desta discrepância
numa terra plural, miscigenada (assim dizem por aí) e multicultural que o
branco sempre representou (crenças da raça branca), a pureza, o bem, tudo de
bom. Assim o branco/a sempre esteve fora de qualquer suspeita, sendo branco/a é
muito mais fácil desviar dinheiro público, roubar dinheiro público, fraudar, etc.
Sem
contar que é um marketing perfeito para se vender a imagem de lobo na pele de
cordeiro. Na última eleição passada para a Alerj, um tal deputado lançou os
dois filhos que saíram vitoriosos, o pai perdeu. A vitória simplesmente se deu
pelos seguintes fatores: cor-fenótipo-cútis branca, jovens de excelente
aparência (aos olhos da sociedade racista), boa família (branca de classe alta)
livres de qualquer suspeita, infiltrando na corrupção nunca serão presos,
julgados, condenados serão sempre inocentes. Se fossem negros, primeiro não
seriam eleitos, segundo sempre estariam na mira de qualquer suspeita. O mesmo
vale para as mulheres brancas candidatas.
Bom
a política em Bom Jesus não é diferente. Como diz MV Bill “um negro não quer
ver o outro negro bem”. Um negro político bonjesuense na década de 80, filiado em
um partido político, engajado nas lutas sociais, movimento negro com uma
participação bem expressiva na militância, na política, católico praticante,
exemplo de família, candidata-se a vereador num determinado período da década
de 90. Infelizmente tem uns míseros votos. Por outro lado, um branco político
bonjesuense, filiado no mesmo partido, bem mais jovem, não tem engajamento
nenhum em lutas sociais, fez faculdade durante a mocidade, teve muita sorte na
vida, bem apanhado, pai de família, candidata-se a dep. Estadual e vence. Sabe
qual o fator primordial de sua vitória? A imagem, o marketing, a brancura.
Jovem branco, pai de família branca aparência bem sucedida, traços
eurocêntricos, bonito para as mulheres pobres, ideal para o partido político e
para a política brasileira. Qual o fator primordial para a derrota do negro? O
fato de ser negro.
Ele
poderia ser um pai de família exemplar, honesto, religioso, militante ativo
todas as qualidades que o outro não tem, mas é negro. O branco somente o fato
de representar uma minoria majoritariamente no poder, garantiu a sua vitória.
Isso
é costume nos partidos políticos brasileiros, em qualquer canto seja de
direita, esquerda, centro todos são racistas, não há democracia racial nos
partidos políticos. À direita e centro são declaradamente racistas. À esquerda
além de racista, prega a distribuição de renda dos outros não as dela. Episódios
como esse acontecem ainda em Bom Jesus, onde quem levanta a voz em defesa da
maioria é prontamente acusado de excitar o radicalismo, a barbárie, o racismo
etc. nunca pensa no bem comum, no bem coletivo no qual inclui a todos de uma
forma geral. O discurso reto e direto incomoda.
Até
quando vamos ficar enojados com a política, até quando vamos ficar sendo
hipócritas distanciando das atividades políticas de nossos interesses e quando
chega à época da eleição elegemos racistas, oportunistas, interesseiros,
paneleiros tudo isso em troca de farra, orgia, sacos de cimento, remédio,
mudança, vasos sanitários, uma conta pra pagar etc. Depois do orgasmo obtido
vem a frustração de uma transa mal feita e o arrependimento.
Ficar
metendo a língua por trás em conversinhas de que na política só tem corruptos,
não adiantou, não adianta e não adiantará nada se não arregaçarmos as mangas e
pegarmos as rédeas da situação. Levantar a bunda da cadeira, sair do comodismo
e exigir da sua própria comunidade representantes fiéis que façam valer seus
direitos ou representantes do nosso grupo, é a única saída. Não deixemos o fato
ocorrido com o nosso irmão negro político bonjesuense, seja algo comum, oportunidades,
chances temos que dar aos nossos, que sabemos bem estão na luta cotidiana
contra o racista opressor, informando, conscientizando, sendo exemplo de
negritude.
Sejamos,
portanto, É NÓS POR NÓS.
PS: COM CERTEZA, IRÁ APARECER UM
PSEUDO-INTELIGENTE E FARÁ O SEGUINTE COMENTÁRIO: VOCÊ ESTÁ SENDO RIDÍCULO,
TEMOS POLÍTICOS NEGROS NO BRASIL OCUPANDO CARGOS. E EU IREI RESPONDER AO
PSEUDO-INTELECTUAL: MEU FILHO, É UMA SITUAÇÃO QUE CONTA-SE NOS DEDOS, NÃO SE
PODE LEVAR EM CONTAR NÚMEROS DE NEGROS EM CARGOS NO LEGISLATIVO COMO UM FATOR
REPRESENTATIVO EXPRESSIVO PARA SE APAZIGUAR UMA LUTA, MÁSCARAR UMA REALIDADE
PERVERSA. IMPORTÂNCIA TEM SIM, MAS FALTA MUITO. NÃO QUEREMOS ALGUNS NÚMEROS,
QUEREMOS MUITOS NÚMEROS.
sábado, 12 de janeiro de 2013
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
E DESSA FORMA VAMOS TRILHANDO
Ontem, dia 09/12/2012, no encontro de carros de som em Apiacá/ES, o DJ Betinho da É Nós Por Nós, mais uma vez mostrou para que veio. Com a equipe Jandão Som detonou, esculachou e fez as caixas de som estrondarem toda a estrutura da quadra poliesportiva da Associação Recreativa de Apiacá. Fiquem atentos, porque é só o começo.
Por Rapper Silles
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
PRONTO PARA 2013
Esse ano de 2012, foi um ano de muita correria, dificuldades e prosperidade. Mas tudo planejado e já esperado. A corrida no rap não é fácil no Brasil, ainda mais sendo a nação mais racista do mundo e uma das mais corruptas. 2013 nos aguarda, vamos chegar com gás e colocar pra ferver na pista os nossos projetos. Enquanto isso, façam uma retrospectiva conferindo os nossos som e nossa mixtape que lançamos esse ano. Abraços para geral.
Por Rapper Silles
Por Rapper Silles
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
BANDEIRA NEGRA
O grupo de rap de Cabo Frio/RJ, lança o single intitulado "A PAZ". O rap é um som pesado e realístico que tem tudo haver com o nosso cotidiano. Clique no link e confira o single. É puro luxo.
Por Rapper Silles
FÁBIO EMECÊ
O rapper cabofriense, o ativista Fábio Emecê lança um novo single intitulado "QUAL É O SEU NOME?". O som é muito loko aconselhamos que vc acesse o link e confira essa pedrada. É puro luxo.
Por Rapper Silles
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
DJ BETINHO, NÓS POR NÓS.
Foi desse jeito, o evento Noite Jovem, com a presença do DJ da Nós Por Nós Betinho, foram 30 minutos de black onde rolou muito rap, hip hop, funk/soul. Marcou o início da Nós Por Nós em Bom Jesus do Itabapoana-RJ, apesar de ter acontecido fora da data realmente prevista 20 de novembro de 2012 dia da Consciência Negra, a presença foi um marco histórico, onde pela primeira vez desde o início da década de 90, um DJ se propôs a quebrar barreiras, tabus e tocou o que há de melhor na Rua no estilo underground.
No repertório constou nomes como Blahka Tao, Madimbu A.K.A Hood Niga, Valentim V8, Biggie Êni, Dizzy Ragga, Sativamente, Felipe Alem, Refem, Vanonne e outros só fechamento porque é desse jeito. E com certeza, Deus assim permitindo, a Nós Por Nós do noroeste-fluminense-RJ fará um encontrão para deixar a sua marca registrada. É Nós Por Nós, Crias da Rua.
Por Rapper Silles
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sexta-feira, 23 de novembro de 2012
DIZZY RAGGA
Após lançar dois singles: EQUALIZANDO e POR AÍ, é com imenso prazer que trago para vocês o meu novo som, “NÃO SE AMASSE”, a letra e a melodia são criações minhas, o beat produzido por Biggie Êni e a mixagem ficou por conta do engenheiro de som Luiz Café.conta do engenheiro de som Luiz Café.
Definitivamente, estou ampliando as fronteiras do que já fiz antes...
No primeiro cd, “De Repente”, passei por diversos ritmos da cultura brasileira mesclando com hip hop e raggamuffin
. Agora estou renovando meus horizontes, "equalizando" todas essas referências que fazem parte da minha história, e como as fontes são muitas podem esperar grandes novidades.
No começo do ano impressionei meus fãs abrindo o verão com o hit POR AÍ… Um electro hop e na seqüência a versão dubstep da faixa EQUALIZANDO em parceria com o produtor Cavalaska.
Agora chegou à vez de NÃO SE AMASSE.
Curta a fanpage www.facebook.com/dizzyragga.
E lembre-se aconteça o que acontecer em sua vida, NÃO SE AMASSE!"
Dizzy
Esperar em Serviço
Por Dizzy Ragga
domingo, 4 de novembro de 2012
BlahkaTao - Chocolate com pimenta e taça de vinho
A correria não para, e quem é rua mesmo sabe muito bem disso. Blahka Tao, joga na pista mais um single CHOCOLATE COM PIMENTA E TAÇA DE VINHO. O som é puro luxo. Recomendamos que escute e faça download desse som que representa a rua.
Por Rapper Silles
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
A MULHER NEGRA NA SOCIEDADE BONJESUENSE: UMA VISÃO HISTÓRICA NACIONAL NUM CONTRASTE ATUAL. PARTE 2
Marcelo Silles
A rejeição por parte dos homens
pretos brasileiros as mulheres pretas brasileiras, é algo que intriga e
manifesta um sentimento repulsivo a tudo que representa a cultura do
clareamento.
Os negros brasileiros das cenas
do pagode-futebol com seus rígidos corpos torneados esbeltamente, com a pele
negra bem tratada e lisa, a qual os mesmos as esculpem para atraírem as fêmeas
brancas e, de preferência tom de neve, desfilam pelas ruas como se fossem reis,
imperadores da sexualidade prontos para expelirem suas sementes da
procriação. Não é raro vê em Bom Jesus
do Itabapoana-RJ, os homens negros com suas parceiras pretas as tratando de
forma machista e vil. As mulheres pretas, na atual conjuntura familiar continua
como a maioria de mães solteiras em nossa sociedade. E ainda como a maioria com
mais filhos.
Em tempos em que, muitos por aí
ficam latindo que somos apenas uma raça, humana, porque a mulher negra
brasileira ainda ocupa a pior posição na pirâmide social?
Desde que, os homens preferem as
loiras, um preto afirmar que prefere as pretas corre o sério risco de ser
tachado de racista e que tal comportamento é um racismo às avessas. Isso ocorre
freqüentemente comigo em Bom Jesus do Itabapoana-RJ. Mas pérai, porque pode-se
dizer de peito estufado e com sorriso largo que os homens em geral preferem as
loiras, morenas e quando um preto diz que prefere as pretas é classificado de racista?
Particularmente por algumas
pessoas, sou chamado de radical, isso é bom porque significa que tenho raízes,
e que quero dividir o país em raças. Como dividir o que sempre esteve dividido?
Onde se materializa a idéia de
uno, cortando assim o cordão umbilical da identidade ancestral de cada ser, o
buraco é muito embaixo, lá no fundão mesmo. Se somos apenas um, pra que tenho
que vasculhar o meu passado? O engraçado que para os descendentes europeus, os
seus passados sempre são presentes e futuro. Quando um preto começa a esmiuçar
suas origens, chegando a lógica de sua existência, rapidamente a sua voz é
calada, sua boca é amordaçada e seu discurso amputado junto as suas raízes. A
cronologia preta é negada até a morte por aqueles que têm medo e pelos
interessados em não remoer feridas, trazer a tona crimes, brutalidades,
genocídios.
“Durante quase cem anos, os
estudos que analisaram o negro no Brasil, se não o viam como destituído de
tudo, viam no como mercadoria, que no limite é quase a mesma coisa. Em outras palavras, o olhar era externo, mais
do que isso, era sob a ótica do colonizador, sobre tudo do traficante e do
senhor. “(BERNARDO, Teresinha Bernardo. As
Deusas na diáspora negra. 2010. p.64)
É nesse terreno vertiginoso de
disputas de iguais e não-iguais, que paira sobre nós a nuvem da intolerância
atrelada à alienação, o descompromisso e o não querer saber de alguns irmãos
pretos, que para serem aceitos ou simplesmente pregam que todos temos o mesmo
sangue, firmam pactos de agressão contra seus próprios irmãos, pois de fato é
muito mais conveniente está do lado dominante financeiramente, do que do lado
da verdade. Outrora não se discute aqui o comportamento de nossos irmãos em
aceitar a miscigenação e nem os culpar para tal contribuição, mas sim a
construção histórica de uma exclusão perpetrada quando já não se vinha mais
necessária a mão-de-obra escrava. Para criar o tal apartheid brasileiro e
controlado, foi necessário criar estereótipos negros, batizar com nomes
portugueses, criar novas vidas.
A crítica aqui feita, não se
trata de julgar e fazer semelhanças com a realidade cotidiana generalizada de
alguns indivíduos, mas resgatar e fazer com que esses indivíduos entendam as
circunstâncias simbólicas que causaram o efeito colateral nas relações
humanas-afetivas brasileiras. Tal efeito provoca no presente momento, um desejo
incansável de busca pela verdade do preto e da preta, de sua árvore
genealógica: quem eu sou de onde vim, meus ancestrais, antepassados. De que
lugar da África vim? Sendo descendente de pretos escravizados, onde aportaram,
de que senzalas? Porque os negros não tem participação na histórica fundação da
cidade de Bom Jesus do Itabapoana-RJ?
São muitas as perguntas que
ficarão sem resposta, se não houver um embate que cause desconforto entre os
cidadãos bonjesuenses que logo rebaterão que são assuntos que não mais vêem a
se preocupar no momento. Agora se
comemora a tal Feira da Providência. Porque celebramos então e lembramos da
cultura libanesa, italiana, portuguesa se no dia 20 de novembro no distrito de
Rosal na festa da Consciência Negra, não podemos celebrar da nossa forma a
nossa cultura afro, relembrar e homenagear os nossos ancestrais, a nossa
culinária corretamente como deve ser feita, nossos ritos etc. sem sermos
tratados de radicais? Muito de nossa cultura foi abstraída sem indenização. E
isso incomoda.
Bom de volta ao título-tema de
nosso texto, data venia ao Sr. Gilberto Freire, novamente discordo de sua obra
Casa Grande e Senzala a qual classifico novamente, como uma obra machista,
sexista e a culpo por ser uma das obras responsáveis pela criação dos
estereótipos feministas da mulher preta na qual a coloca na condição de objeto
e não de ser humano. Bem esse autor pode ser de renome para alguns, para mim
não. Um amigo da cidade confessou a mim que é louco para ter um caso com uma
negona, pois disseram a ele que, as mulheres negras são quentes, bem
quentinhas. O mesmo tem um relacionamento a mais de dez anos com uma mulher
branca. Vejam bem, disseram a ele. Então se disseram, não foi apenas um e sim
vários homens que apontam a mulher negra como foguenta, boa de cama, quentes,
nunca apontam-nas como mulheres dedicadas, inteligentes, lindas, esposas,
valorosas nunca com qualidades que realmente rainhas merecem ter, mais sim com
adjetivos exdrulos, machistas e racistas criados pelo homem branco durante os
séculos.
Nós homens pretos, temos que
saber respeitar, valorizar e saber a verdadeira história da mulher preta,
embrear-nos mais na diáspora, fortalecer ainda mais os nossos conhecimentos e
saberes, sairmos do comodismo da limitação e desbravar o universo preto e da
mulher preta.
Referências bibliográficas:
BERNARDO, Teresinha Bernardo. As Deusas na diáspora negra. 2010.
CAMPOS, Maria Consuelo Cunha. A
representação da mulher negra na literatura brasileira. UERJ/PEN Clube do
Brasil. 2007.
ARAÚJO, Clarice Fortunato. Porque
as mulheres negras são minorias no mercado matrimonial. XI CONLAB. 2011
EUCLIDES, Maria Simone; FIÚZA,
Ana Louise de Carvalho; PINTO, Neide Maria de Almeida; DOULA, Sheila Maria. O
sentido da liberdade para as mulheres negras: Discussão necessária. XI CONLAB.
2011
JASMINE "SERIZZY" DAVIS
Pensando que é somente os rapper´s brasileiros, os rapper´s bonjesuenses que passam perrengue nos corres com cultura rap/hip hop? Geral engana-se. Diretamente das terras do Tio Sam, minha parceira a rapper Jasmine, de New Jersey. A mina faz uma correria loka que merece respeito, apesar das dificuldades mantem-se firme nas ruas mandando suas rimas. Apresento a vocês JASMINE "SERIZZY" DAVIS. Cliquem no link abaixo e confiram os sons dessa rapper, que faz um corre loko como todos nós do perrengue.
Por Rapper Silles
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segunda-feira, 15 de outubro de 2012
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