quarta-feira, 12 de novembro de 2014

LANÇAMENTO DO DISCO EQUALIZANDO


Boa noite, Rapeize!!
Hoje é o dia!! Site novo, blog novo e, o principal: disco novo pra vocês! Esse disco é muito importante porque, nele, pus toda a dedicação e carinho que tenho recebido do público! Um trabalho feito com calma, com alma, pensando nos pequenos detalhes que percebi nas boas vibrações da galera que acompanha meu som! Todas as músicas que compõem o disco Equalizando mostram a trajetória de um personagem que poderia ser qualquer um. Eu, você, ou aquelas pessoas que passam despercebidas por nós em meio a multidão, mas que tem muita coisa pra contar! Uma pessoa que equalizou sua vida! Um disco vivido por mim em cada beat, cada harmonia, que vai fazer parte de suas vidas também! Vamos equalizar juntos e encontrar nosso equilíbrio! Baixe o disco, ouça as músicas e equalize um pouco mais sua vida! Essa é minha meta! Equalizar as vibrações com vocês!
Não posso deixar de agradecer Biggie Êni, Rick Beat, Junior Brasil, Pedro Tozzini, Felippe Senne e Simone Pedro! Sem vocês ficaria difícil concluir esse trabalho!

Bless Fya!
FONTE:http://dizzyoficial.com.br/dizzyblog/lancamento-disco-equalizando/


terça-feira, 11 de novembro de 2014

Criolo: Convoque seu Buda

Rapper paulista passeia por diferentes gêneros e mostra amadurecimento pessoal

Convenhamos: deve ser inglória a obrigação de lançar o sucessor de um disco como “Nó na Orelha” (2011). O elogiado álbum marcou a imersão de Criolo em ritmos para além do rap, como o afrobeat e o samba, catapultando sua carreira e cravando-o entre os grandes da nova música popular brasileira. Com seu jeitão humilde e messiânico, o rapper Kleber Cavalcante Gomes, hoje com 39 anos, se deparou com a trincheira da expectativa. Chegou a fraquejar, dando a entender que não lançaria novos discos, como se já tivesse cumprido sua observada missão. Mas o novo rebento saiu, celebrando a profícua parceria com os produtores Daniel Ganjaman e Marcelo Cabral.
 O grande barato de “Convoque seu Buda” é que Criolo aflorou sua aura zen para responder com leveza e qualidade à pressão dos fãs e críticos. Recém-lançado gratuitamente na internet (faça o download em www.criolo.net), o disco é um inspirado passeio por diferentes vertentes musicais, que tem no rap seu eixo central. A canção homônima, por exemplo, abre o disco remontando ao rap paulistano dos anos 1990, com inspiração japonesa que lembra “Dorobo”, célebre parceria de Sabotage e BNegão. Elementos orientais, cantos e vocalizações misturam-se a uma batida reta como um golpe de katana.
Com um flow criativo, Criolo canta a busca pelo equilíbrio e a espiritualidade, seja lá por qual meio – Oxalá, Shiva, Zé Pelintra ou Ganesh. O rapper também versa sobre as mazelas sociais da cidade grande, contrapondo-as com a ostentação da elite brasileira, temáticas que se repetem durante o disco, como mostra “Esquiva da Esgrima”. A segunda canção é um rap melancólico, denso, com elementos africanos e refrão marcante. Um lamento moderno sobre as agruras da periferia e a falta de compaixão dos tempos atuais.
Já a dançante “Cartão de Visita” traz uma roupagem 70’s disco que ironiza, assim como a bem-humorada letra, a cafonice dos “coxinhas” do Brasil. “Passa no cartão essa gente indigesta”, arremata a música, que conta com a participação tímida de Tulipa Ruiz. Na letra, Criolo “zoa” a si mesmo ao citar a entrevista com Lázaro Ramos que gerou brincadeiras sobre seus devaneios sociofilosóficos e virou meme na web: “Lázaro, alguém nos ajude a entender”.
O clima volta a pesar com a visceral “Casa de Papelão”, em que linhas cadenciadas de percussão e metais embalam estrofes sobre a sofrida vida dos moradores de rua das capitais brasileiras.
O álbum fica novamente animado com o samba “Fermento pra Massa”, que se inspira nos protestos populares que tomaram as ruas do Brasil nos últimos dois anos e tem arranjo de Kiko Dinucci e Rodrigo Campos. Criolo, que “respeita o rastafári”, traz novamente o reggae e o dub para seu trabalho, desta vez representados pela competente “Pé de Breque”.
Um ponto alto do disco é o balanço de “Pegue pra Ela”, salada musical temperada por afrobeat, baião e carimbó. Se nela sobra sabor, falta sal à sem graça “Plano de Voo”, rap arrastado e cansativo que tem participação do rapper Síntese.
Um rap bem mais conciso aparece em “Duas de Cinco”, que traz o drama da dependência química e da violência gerada pela proibição das drogas. Fechando o disco, surge a voz poderosa de Juçara Marçal embalando uma saudação a Exu, em iorubá, que dá lugar às rimas de Criolo em “Fio de Prumo (Padê Onã)”.
“Convoque seu Buda” começa com filosofia oriental e termina em candomblé, pedindo que os caminhos se abram e lembrando os menos favorecidos. Uma coisa é certa: o santo de Criolo é forte. Nem Lázaro nem ninguém precisa ajudar a entende-lo – basta acompanhar sua iluminada e frutífera caminhada.

Leia a matéria completa em: Criolo: Convoque seu Buda - Geledés 

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

A FALÁCIA QUE OS AFRICANOS VENDIAM SEUS IRMÃOS DURANTE A ÉPOCA DO TRAFICO NEGREIRO


As pessoas têm uma percepção quase de ficção científica sobre o tráfico negreiro Atlântico, mas esta falsificação é propositada para colocar os bantus e os africanos em geral em baixo e de alguma forma evitar que se peça algum tipo de compensação pela escravatura sofrida pelos africanos descendentes de escravos.
Para tal eles criaram a famosa falacia que os bantus vendiam seus irmãos. O pior é que esta ideia tornou-se tão aceite no mundo inclusive pelos bantus, que os brancos que se beneficiaram do trabalho árduo destes escravos e seus descendentes até hoje estão a rir atoa enquanto descendentes dos bantus nas Américas ficam ressentidos dos seus irmãos em África.
Na actual conjuntura mundial, existem regras que parece que são aplicadas apenas aos brancos e asiáticos, porque quando se trata dos Africanos, parece que as pessoas ficam com amnésia e estas regras magicamente desaparecem, um dos exemplos é a ideia que as actuais pessoas não devem pagar pelos erros dos seus antepassados. Muitos brancos dizem epa não fui eu que escravizei você foi meu avo/tataravó logo vc não pode me cobrar uma indemnização. Mas a verdade é que os índios americanos e principalmente os judeus foram e continuam a ser indemnizados por algo que foram feitos no passado por ascendentes dos actuais americanos e alemãs.A falacia de vender irmãos visa afastar de alguma forma esta responsabilidade de indemnizar os descendentes dos escravos.
O que estamos a dizer relativamente a falecias dos bantus é o seguinte, quando nós abrimos os livros de história e lemos as lutas entre os franceses e ingleses, os vikings massacrando os bretões, os ramanos delicerando crianças gaulesas ninguém olha e diz, porra olhem esses irmãos brancos se matando, inclusive actualmente nós estamos assistindo uma disputa claramente tribalismo na Ucrânia, mas ninguém está a dizer olha estes brancos lutando contra brancos, olhem estes irmãos de cor se fatigando, ninguém diz, -Porque estes brancos estão a lutar, afinal são brancos fazem parte da irmandade branca?
Mas por alguma razão magica esta lógica pode se aplicar ao tráfico negreiro, e ouvimos pessoas, inclusive bantus e africanos a dizer, olhem estes bantus vendendo outros bantus, como é possível isso, gente sem união?
Esta ideia é repetida toda hora como uma espécie de triunfo, na realidade é mesmo um triunfo que os brancos usam para fugir a responsabilidade económica que têm com os escravos que durante gerações trabalharam nas suas plantações de forma gratuita e sob condições desumanas.
A verdade é as pessoas que usam isso como trunfo e principalmente os africanos que aceitam esta ideia absurda não tem a noção de como historicamente estão a ser verdadeiros estúpidos, principalmente os bantus africanos.
Você não pode pegar numa ideia de pan africanismo que surgiu no princípio no século 18 e se espalhou no século 20 e transporta-la magicamente no século 15, tal como você não pode pegar na ideia de Europa como comunidade europeia, povo comum e aplica-lo aos vikings é simplesmente absurdo e estúpido.
As pessoas naquele tempo tinham seus reinos e suas etnias próprias, até hoje muitos ainda dão mais valor a sua etnia do que a estes países fabricados pelos colonos, África é um continente com mais diversidade cultural e étnica do mundo.
As pessoas têm que entender que esta noção de raça negra, quem inventou foram os europeus, antigamente antes dos brancos catalogarem as pessoas assim, os africanos se identificavam pelo seu país e etnia e não pela cor da pele.
Os povos tinham maneiras diferentes de vestir, tinham espiritualidade diferente e falavam línguas diferentes, porque raios eles iriam consideram-se irmãos da cor no estilo black power do século 20.
Antes dos europeus chegarem em África já havia varias civilizações e países organizados que as vezes lutavam entre si, como aconteceu e ainda acontece com qualquer civilização humana, assim quando os portugueses chegaram nas costas africanas e disseram «oi, tudo bem, sabe nós querem comprar alguns escravos você não tem por acaso uns homens que poderias me vender?» Assim os fulanis que estavam em guerra com os mandigo durante anos pensa, «hum já sei, vou começar a vender estes mandigos que estou em guerra a anos, nunca mais vou ter contacto com o mesmo e vou enfraquecer seu reino e finalmente vou poder dormir em paz.
Antes mesmo que começas a gritar, «mas ele vendeu outro negro», volto a repetir, ele não vendeu outro fulani, ele vendeu um mandingo, lembra do que disse acima, as pessoas não tinham o conceito de raça que agora temos, para ele o seu irmão era o outro fulani e não todos os bantus do planeta terra.
Este mesmo tipo de princípio é que os romanos aplicavam, se você assistiu a serie sparta, você reparou que os romanos não vendiam outros romanos, eles vendiam outros brancos de outras etnias e estados. Quando um gladiador ou uma pessoa se tornava cidadão romano ele não podia ser tratado ou vendido como escravo porque ele passava a ser um cidadão romano, ele não podia ser vendido como escravo, não porque era branco, mas porque era romano.
Outro erro que muitas pessoas têm, é que os brancos desceram dos seus barcos e saíram africa adentro a caçar bantus como se fossem pacaças, eles não conheciam o território, e também eles não tinham um sistema imunológico preparado para o continente.

No princípio os portugueses até tentaram esta táctica com o império do Mali, eles chegaram e fizeram uns raids na costa do Mali, o que os portugueses não sabiam é que o Mali era um dos estados mais poderoso do mundo na altura e levaram uma tremenda surra, a surra foi tanta que o rei de Portugal despachou uma comitiva para negociar paz com o império do Mali e estabelecer um tratado comercial, a que na escola não te ensinaram isso né?
Quando os africanos não estavam em guerra era um período desesperador para os europeus, porque normalmente apenas as pessoas que ficavam escravos por castigo, a escravidão naquela época também era um forma de pena judicial é que podiam ser vendidas.
Perante esta situação os europeus fomentavam guerras entre os estados africanos. Contratavam pessoas disfarçadas como cidadãos de outro reino ou aldeia para raptar ou matar pessoas de outro reino ou aldeia para iniciar conflitos, as vezes contratavam mercenários africanos para fazer raid nas outras aldeias, as vezes raptavam os príncipes e os filhos dos líderes tribais e mandavam eles fazer raids caso contrário matavam ou vendiam o familiar, outras vezes fomentavam a prática de actos criminosos entre a juventude dos reinos para poderem ser condenados com a pena de escravatura. São estes aspectos negativos que nós os bantus falamos, se fosse apenas o estar na costa a espera dos escravos e comprar tudo bem, mas a realidade é que apesar que terem sido os africanos que faziam as guerras e tinham os cativos por trás eram os europeus que fomentavam e desestabilizavam a região, como fazem até hoje.
Inclusive o rei do congo perante esta situação proibiu o comercio de escravo sem que ele desse a sua autorização em cada transacção e escreveu uma carta protesto contra o rei de Portugal sobre estas atitudes traiçoeiras dos portugueses. Inclusive os traficantes portugueses que incluíam bispos e padres tentaram mataram o sujeito.

Mas nem tudo foi culpa dos europeus, muitos reis africanos tornaram-se autênticos seres avarentos que só pensavam em fazer dinheiro, inclusive muitos reis africanos sem escrúpulos chegaram ao ponto de terem mulheres que sua função era seduzir jovens para posteriormente acusa-los do crime de adultério e os vender como escravo, s vezes eles próprios começavam as guerras sem razão alguma, já que não podiam vender seus familiares então faziam guerras para conseguir cativos, em todas sociedades temos os nossos patifes.
Só que no final foram os próprios reinos que acabaram por pagar o preço, porque enfraqueceram seu poderio militar devido a ambição de muitos reinos que após caíram na espiral montada pelos europeus já se tornou tarde sair dela. Quando tentaram reagir já era tarde porque não tinham força militar necessária de pois de tanta guerras travadas por que causa da ambição de alguns reis.
Com este texto quis apenas dizer que era muito raro entre todos os reinos africanos um tipo vender o seu irmão de sangue ou do mesmo reino aos europeus como muitos eurocentristas tentam fazer acreditar.

Nenhum rei era tonto o suficiente de enfraquecer seu próprio reino, basta usar a cabeça, coisa que pouca gente gosta de fazer, se um rei se pusesse a vender todos os seus cidadãos ele acabaria por enfraquecer a económica, o comércio e a estrutura militar do seu reino. As pessoas acham realmente que a estrutura familiar de um povo iria ficar intacta se as pessoas ficassem a vender seus familiares?
Como disse temos que ser coerentes quando fazemos análises sobre acontecimentos históricos, muitos bantus caem facilmente nas armadilhas mentais que os euro-centristas aplicam, os viking quando vendiam os escravos brancos, os romanos quando vendiam os escravos gauleses eles não estavam a vender seus irmãos «seus irmãos de raça yo, arianos forever!» naquela altura não havia essas porras de hoje de raça negra, raça branca e tal. Estes são conceitos novos e aplica-los em época do passado é de uma burrice extrema.
Texto adaptado de Home team history
Autor:Nasser










domingo, 9 de novembro de 2014

Areta Franklim - Amazing Grace




Aretha Franklin - Bridge Over Troubled Water




Aretha Franklin: Oh Happy Day




Aretha Franklin - I say a little prayer




Nina Simone: uma cantora da verdade


Nina Simone foi uma mulher de muita fibra, mas principalmente de um grande talento. Com uma áspera e inigualável voz, a cantora tinha a incrível capacidade de compartilhar seu mundo e de fazer o ouvinte acreditar em tudo aquilo que estava sendo cantado pelo simples fato de ser cantado com sinceridade, com verdade.
Cantora. Mulher. Negra. Nina Simone tinha plena consciência de sua posição social e usou todo seu talento e carisma para criar uma das grandes personas da história da música, da resistência pessoal, da identidade negra.
Eunice Waymon é o nome de batismo. Nina Simone é o de guerra. Nina mudou de nome ao começar a cantar em cabarés escondida de seus pais. Saiu da Carolina do Norte para ser imortalizada no mundo cantando jazz, blues, folk, soul. Com sorriso e carisma maiores do que seu imenso coração, a diva negra é a voz da famosa canção Feeling Good.
Nina era absolutamente comprometida em mudar o mundo à sua volta. Foi ativista dos direitos civis desde pequena. Em seu primeiro recital – aos 11 anos de idade – solicitou que seus pais fossem deslocados das últimas fileiras da platéia para perto do palco, já que não tocaria sem vê-los, o que contrariava os costumes racistas da época em que aos negros eram destinados somente os últimos assentos. Aos 17 anos de idade Nina não foi aceite no Curtis Institute of Music – um conservatório de música clássica – e ninguém tirou da cabeça dela que a rejeição acontecera por ser uma mulher negra. Mas não foi apenas o racismo que transformou a vida de Nina Simone. Casada com um policial, Nina também chegou a ser espancada pelo marido.

Nina Simone sofreu preconceito por ser negra, violência familiar, e tudo isso pode ser ouvido, visto e sentido no seu piano. Com um incrível talento para o instrumento, a cantora se destaca pela sua voz e inteligência musical, mas também pela potência de suas canções próprias ou interpretadas. O ativismo sempre foi uma marca de sua personalidade e uma constante em suas letras. Four Women conta a vida de diferentes mulheres, com diferentes histórias de vida – algumas mais sofridas do que outras -, de diferentes raças, mas que não tiveram voz, não sem Nina. Ain’t Go No/I Got Life é um símbolo de luta, de resistência. Aqui, Nina está sem casa, sem sapato, sem dinheiro, mas tem o seu cabelo, a sua pele, e tem a si mesmo. I Want a Little Sugar in my Bowl é um desabafo: quem nunca quis que o mundo girasse ao seu redor ao menos uma vez? Quem nunca quis um pouco de açúcar em sua tigela? Ainda mais, quem sofreu tanto. Nina também gravou e emprestou sua voz a famosas canções que tomaram uma alma própria com sua interpretação, como Here Comes The Sun dos Beatles, e Suzannede Leonard Cohen.

O amor, a escravidão, o ser mulher, a resistência, a persistência. Tudo isso cantando por uma voz profunda. Seja compondo ou interpretando, Nina fala sobre a verdade. A sua verdade. E não há nada mais bonito, e sofrível, do que isso: estar de acordo com aquilo em que se acredita verdadeiramente. Nina não foi um grande ser humano somente por lutar contra um mundo racista e machista, mas também – e principalmente – por cantar com o coração, por cantar com verdade tudo aquilo em que vivia. Por fazer aqueles que têm o imenso prazer de escutá-la serem transportados para o mundo dessa maravilhosa cantora e acreditarem em suas angústias. Um cantor é uma contador de histórias, um ator, e deve fazer quem o escutar acreditar no que se canta. E pouquíssimos tiveram – ou têm – a capacidade que Nina Simone teve de levar-nos ao seu mundo, de nos fazer viver e sofrer com ela.
Sua linda e poderosa voz se calou em 2003, mas seu espírito e seu charme permanecerão vivos dentro de quem tem o privilégio de compartilhar um mundo de sorrisos e lágrimas com ela. Basta ouvi-la.







Leia a matéria completa em: Nina Simone: uma cantora da verdade - Geledés 

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

NÃO SOU TUAS NÊGAS


Este é o último post sobre o preconceito, eu comecei a falar disso, na quarta (15) e hoje trago uma expressão que tu já deves ter usado várias vezes, que pareceinofensiva, mas que reproduz preconceitos: “Eu não sou tuas nega”! Se tu ainda falas isso, por favor, apenas pare. Queres dizer que não é qualquer uma, que não queres fazer parte da massa, que não queres te rebaixar, que gostas de exclusividade, ou algo parecido. Agora, para e pensa no sentido daquilo que querias dizer. Pensa também no que realmente disseste... Consegues perceber o quanto essa expressão é carregada de sentidos pejorativos?
Pois bem, essa expressão remonta uma página infeliz da nossa história: a escravidão. Da época em que as mulheres negras eram objetos, propriedade, dos homens brancos e eram estupradas como medida corretiva ou como uma forma de dar boas-vindas aos visitantes ou apenas para satisfazer os desejos do senhor. Também eram comuns os casos de escravas que eram culpabilizadas pelas sinhás e sofreram mutilações, torturas ou foram mortas por despertarem a libido do seu senhor.
Ou seja, os corpos das mulheres negras não lhes pertenciam qualquer um poderia dispor sobre partes ou sobre todo o corpo, por meio do sexo (estupro!!!) e/ou de outras violências. Então, quando dizem “eu não sou tuas nega” tudo isso vem à tona, toda essa história ressurge, com o peso de anos de escravidão, de corpos violados e descartados. É uma expressão racista e machista!
Eu sei que alguns vão dizer que povo quer ver racismo em tudo... ok, então vamos comprovar, mudando a frase. E se vocês dissessem: “eu não sou tuas branca”? Ou “eu não sou teus branco”? Faria sentido? É lógico que não! A ideia de “qualquer uma”, de “rebaixamento”, etc vem associado à história da escrava negra, que repito: foram anos de corpos violados e mutilados! Então, em vez de negar o preconceito da frase, apenas mude! Evolua!
Flávia Ribeiro, uma ativista em construção e colaboradora da Fanpage
FONTE:https://www.facebook.com/artemisong/photos/a.1418443648385666.1073741826.1417190451844319/1570476946515668/?type=1


MELANINA MC´s




segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Transvalle FM - Polícia Militar atira em jovem dentro do Rio Itabapoana

EM NOTA, os Policiais do 29° Batalhão da 2a.Cia, disseram que não podem estar falando do assunto.

> Inicío da História;
Versão da Família e Amigos
Versão Contada pela ?#?Lavinia?, Esposa da Vitíma (Lorran):
Por volta das 7h meia da noite desta Quinta (09/10), Lavinia teria brigado com o Lorran em sua residência, e para dar um susto nele, ela ligou para a Policia Militar.
Lorran e sua Esposa Lavinia

Logo depois de 5 minutos, segundo a Lavinia, a Policia chegou em sua casa, próximo ao Supermercado Panelão no bairro Pimentel Marques. Os policiais entraram, chutando o portão, procurando pelo Lorran, que já não estava mais no local.
> A Agressão;
Versão Contada por Lorena da Rocha e Tainara da Silva:
Segundo a ?#?Lorena?, ela estava levando o filho da amiga Lavinia para entregar ela. E que ela não tinha nada a ver com a confusão e que foi agredida pelo Policial Militar ?#?Cesareth?, que bateu nas costas dela de Cassetéte.

Segundo a ?#?Tainara?, o Policial Cesareth, também bateu de cassetéte nas costas dela.


> Os Tiros;
Versão Contada Pelo ?#?Aldino?, Pai da Vitíma (Lorran):
Segundo o Aldino, ele estava chegando do Serviço naquele nomento. Quando viu o seu filho Lorran, correndo na frente dos carros da Policia. Perto da Cedae, na beira rio, Centro de Bom Jesus - RJ.
Segundo o Aldino, seu filho pulou dentro d'água no rio e começou a nadar. Os Policias Militares desceram do carro e deram 2 tiros em direção ao Lorran. Aldino conta que implorou!
Os Policiais Militares; "Gente, o meu filho não é bandido, ele não Roubou, e não matou ninguém... Pelo amor de Deus, parem de atirar Nele". Mais segundo Aldino, os Policiais não pararam. E quando o Jovem ?#?Lorran?, chegou do outro Lado da margem do rio itabapoana.
Os Policiais miraram a lanterna nele e deram mais 5 tiros em direção ao Lorran. Ao todo foram 7 tiros e 2 desses tiros, a Policia acertou na perna do Lorran.
> O Resgate de Lorran;
Versão contada pelo Waligton, Irmão da Vitíma (Lorran):
Segundo ?#?Waligton?, Os Policiais não deixaram ele se aproximar do local aonde o seu irmão estava caido. E que mesmo baleado, a Policia Militar algemou o Lorran, e arrastou ele pela margem do rio, até na cabiceira da Ponte.
Depois disso, o jovem Lorran da Silva, de 22 anos. Morador do bairro Pimentel Marques, de Bom Jesus - RJ. Foi socorrido, e levado de Ambulancia em vida para o Hospital São Vicente de Paulo e foi atendido no P.U (Sandu).
Ele passou por uma tomográfia e foi encontrada uma bala na coxa dele, e uma outra na perna. Ele se encontra num estado de Saúde Estável, e estar sobre Observação Médica.
Segundo o Diretor do Hospital, Dr.Alcemar, Lorran estar internado e Detido e depois que ele se recuperar, ele será conduzido para a Delegacia.
• EM NOTA;
Os Policiais do 29° Batalhão da 2a.Cia, disseram que não podem estar falando do assunto. Ja a Policia Civil, informou que a ocorrência deste caso, até as 23h20 da noite, de 09/10/2014 não tinha chegado na 144a DP.
Policia Militar de Bom Jesus agride duas jovens

Policia Militar de Bom Jesus agride duas jovens


Reportagem_AlanGonçalves - Transvalle FM
Atualização: 
BALANÇO DOS TIROS NO BAIRRO PIMENTEL MARQUES EM BOM JESUS DO ITABAPOANA - RJ - Conteúdo retirado do Facebook de Alan Gonçalves
VERSÃO DO GATE DA POLICIA MILITAR:
> Inicio da História;
Na noite desta Quinta (10/10), Por volta das 7h e meia da noite, Segundo a Policia, Lavinea, esposa De Lorran, ligou para a policia informando Que o mesmo tinha batido nela, e estava Falando que hia matar ela. Atendendo a Ocorrência, os Policiais do GATE, foram Ate no local em busca de Lorran, que tinha Fugido da Policia. A policia iniciou uma Perseguição em busca do Lorran, e o Encontrou no Complexo Poli Esportivo Do bairro Pimentel Marques.
Ao avistar a Patrulha da Policia, Lorran tentou fazer uma Fuga, mais foi surpreendido pelo GATE. Segundo a Policia, Lorran sacou uma arma De sua cintura, calibre 38. E deu 3 tiros na Direção dos Policias do GATE, que revidaram. A Policia relata que tinha muitas crianças Na quadra do Complexo Poli Esportivo, E que o Lorran colocou vidas de varias
Crianças em risco. Lorran levou um tiro na perna.
Mesmo baleado o acusado correu pela Rua José Bastos Borges, e ao Chegar do lado da Cedae, ele pulou No Rio Itabapoana, sendo capturado com ajuda da PM do estado do Espírito Santo.
Ele foi socorrido no Posto de Urgência local. Ele permanece enternado no Detido, Sem direito a receber visitas, E depois ele serar conduzido para a Delegacia Legal de Bom Jesus. A polícia apreendeu um revólver 38 Com 3 munições intactas e 3 deflagradas.

FONTE:http://www.abcapixaba.com/abc-noticias/tiros-bjn.htm#.VDvTq7DF__D


quinta-feira, 9 de outubro de 2014

De Menos Crime – A Todos da Várzea [Video]


Videoclipe da música “A Todos da Várzea”, do grupo de rap De Menos Crime, faixa que compõem a trilha oficial do filme ‘Pelada, Futebol na Favela’, com participação especial de Ronaldo (Fenômeno) e com direção de Alex Miranda, uma produção da Trator Filmes.

“A arte do futebol, pelada na favela a todos da várzea.”

Fonte:http://www.zonasuburbana.com.br/rap-nacional/de-menos-crime-a-todos-da-varzea-video/

A FORMULA E BANCA P J L - NEGO KARTOLA KARTOLA BRASILIA DF, Brazil




FILIPE REZENDE, O CRACK E A COCAÍNA




segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Conceito Periférico lança prévia do disco "Levianamente"

Faixas inéditas estão disponíveis com exclusividade no DNA Urbano.
Relatando a vivência das ruas, o Conceito Periférico traz músicas que falam de questões sociais e sentimentos de quem vive na luta constante nas periferias. Aperte o play e ouça até o fim: 

FONTE: http://www.dnaurbano.com.br/se-liga/707-conceito-periferico-lanca-previa-do-disco-levianamente.html

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Eu Canto Uq Soul (Part. Flora Matos e Rael da Rima)


Eu canto em qualquer canto 
Eu canto o que sou 
Pra preto e pra branco 
Canto pra banco e naco 
Sei aonde vou meu som é mensagem 
Eu toco por hora e não por quilometragem 
Pensando no horário na batida no tempo 
Na chuva e no sol na neblina e no vento 
Minha vida eu invento, viciado em jogar 
Só vou me arrepender se essa historia acabar 

Eu canto minha paz 
Eu canto meu amor 
Eu canto minha vida 
Seja ela onde como for 
Canto minha terra 
Canto minha guerra 
Minha cor 
Canto minha lagrima 
Minha raiva e minha dor 

Eu sonho sonar tenho dom visionário 
Minhas linhas de rap são igual dicionario 
O santo sudário pode ver que ta lá 
Indicio de cabelo crespo são meu dna 
Eu canto futebol canto pelo sol 
Eu canto amanhecer com meu bem debaixo do lençol 
Eu canto a liberdade a saudade a tristeza 
Nas ruas da cidade a verdade a beleza 
Eu canto a química pura eu canto a sua fissura 
Eu canto becos e vielas daquela favela escura 
I.D.I.R.S.K em ação 16 toneladas numa mão 

Eu canto minha paz 
Eu canto meu amor 
Eu canto minha vida 
Seja ela onde como for 
Canto minha terra 
Canto minha guerra 
Minha cor 
Canto minha lagrima 
Minha raiva e minha dor 

Respeita quem canta encontra 
No peito na alma a raiz africana 
A força acha a esperança 
Pra entrar na roda que compõe a ciranda 
Vive a vida quem sonha 
O mundo é de quem ainda tem esperança 
Homens, mulheres, crianças cantam 
Que esses sonhos acredita e alcança 

Eu canto minha paz 
Eu canto meu amor 
Eu canto minha vida 
Seja ela onde como for 
Canto minha terra 
Canto minha guerra 
Minha cor 
Canto minha lagrima 
Minha raiva e minha dor 

Minha dor o senhor 
Pelo amor entre a terra e o céu 
Com você na rima (Rael) 

Essa conexão tipo aquelas criação de favela 
O vento e a vela, Afrodite e o fela 
Africa e Mandela, telefones na cela 
Microfone lapela, e o que tem na sequela 
Se falo bem se falo mal 
Se falo de mim normal 
Sempre tenho pra dizer que não vale um real 
E vagava por ai nos bares da capital 
E cantava um Bob assim, Away down town 
Corrido te vi, internet, entrei no radio 
Nos barraco e nos quitinete, no flete 
Na mente de vários pivete é quente 
Inato na mente meu rap reflete 

Com muita doooor 
Com muita doooor pra vocês 
Pra todos nós 

Eu canto minha paz 
Eu canto meu amor 
Eu canto minha vida 
Seja ela onde como for 
Canto minha terra 
Canto minha guerra 
Minha cor 
Canto minha lagrima 
Minha raiva e minha dor 


FONTE:http://edirock.pn5.com.br/eu-canto-uq-soul-part-flora-matos-e-rael-da-rima/